domingo, 16 de outubro de 2005

As flores da Celeste

Celeste tem um jardim que tem vindo a cuidar desde que se lembra de existir, plantando as flores de que mais gosta e algumas árvores, limpando as ervas daninhas que só perturbam o crescimento das outras, as folhas velhas e varrendo os lixos que vão ficando no solo. Ali vivem pássaros, numa coexistência pacífica com as plantas, que esvoaçam e cantam alegrando as suas manhãs e o final do dia.

Celeste aprendeu a gostar do seu jardim e a cuidá-lo com o pai, a quem chamava carinhosamente de Girassol, por ser o símbolo da dignidade e do respeito, flor grande, colorida, alegre e luminosa que era para ela uma referência, pelo que abundava no jardim, inspirando-lhe os melhores dos sentimentos e estados de alma.

Cada planta tinha, para ela, um significado e tratava-as como amigas para a vida, confiando-lhes os seus maiores segredos, desejos e anseios mas também as suspeitas, as angústias e os receios. Era na sua companhia que ria com gosto, reflectia e chorava, nos momentos em que a desilusão superava o sonho e se sentia perdida, sem rumo e sem amparo, procurando abrigar-se debaixo de uma Acácia, desde que branca ou rosada, para dela receber a constância, ou quando em sonhos o seu “príncipe” surgia, procurava inspiração junto da acácia amarela, não revelando pormenores do seu amor secreto.

Houve tempos em que a sua dedicação ao Narciso ultrapassou os limites, flor vaidosa e egoísta que se amava a si própria não se preocupando sequer em reconhecer o amor que ela lhe tinha porque nem dele dava conta, tal era a sua altivez e importância. Magoada e triste, Celeste retirou o Narciso do jardim e colocou um conjunto de outras flores para que não sentisse falta do aspecto superior do ingrato Narciso: os Amores Perfeitos, pelas recordações; a Begónia, pela cordialidade; a Margarida, pela inocência; a Violeta, pela lealdade; a Orquídea, pela perfeição; o Miosótis, pelo amor sincero. Noutro canto do jardim, plantou Camélias de cores diferentes: vermelha, pelo reconhecimento; branca, pela beleza perfeita; rosada, pela grandeza de alma; e Dálias, pela delicadeza. Não podia deixar de plantar rosas, com muitos espinhos e que lhe davam muito trabalho a tratar, ameaçando a todo o momento picá-la se a atenção não fosse a devida: a branca, para o silêncio; a rosa, pela amizade; a vermelha apaixonada; e amarela para os momentos de suspeita, quando a traição imperava.

À volta do jardim, Celeste colocou bambu, por representar a força e a protecção que ela tanto precisava para que o seu jardim fosse o mais bonito da rua e as suas plantas as mais felizes. Porque se elas estivessem felizes, Celeste também estaria...

sábado, 15 de outubro de 2005

Sabedoria...

Atlas Universal Expresso - África


Já saiu o número do Atlas Universal do Expresso dedicado a África. Trata-se de um documento com 120 páginas a cores, com cartografia interessante relacionada com temas específicos e uma breve caracterização país a país. Vale a pena. ISBN é: 972-9183-80-5

sexta-feira, 14 de outubro de 2005

Dormir é... BOM!

Ao contrário do que muitos dizem, que a dormir não se vive e não se aprende, eu acho que dormir é uma das actividades mais magníficas e deslumbrantes a que somos dados. A dormir vive-se e aprende-se e, melhor ainda, ao acordarmos de um sono prolongado e reconfortante, estamos muito mais habilitados para ter um bom dia e fazer face às eventuais dificuldades com que venhamos a deparar.

Dormir faz bem ao espírito e ao físico. Comecemos por este último: fisicamente falando, dormir é uma actividade que sabe bem e dá prazer. É absolutamente incomparável a sensação do corpo relaxar e descontrair quando, pouco a pouco, os músculos distendem, a temperatura aumenta atingido um nível de conforto ideal e psicologicamente perdemos a consciência dos ruídos, do frio exterior, da luminosidade ou de qualquer outro estímulo. É a ideia do “morninho” entre lençóis, com tudo aquilo a que temos direito, com o simples objectivo do descanso que é absolutamente sedutora e aliciante. E para isso recorremos a artefactos vários: um cobertor, ou dois, ou três, ou um edredon, ou a feliz conjugação dos dois, principalmente nos dias em que o frio ultrapassa o limite do razoável e da compreensão, e ainda o infalível saco de água quente.

Depois, a possibilidade de soltarmos o pensamento e a racionalidade, deixando-nos ir pelos caminhos misteriosos do sonho, onde o subconsciente e o inconsciente dão corda às revelações, permitindo-nos viver outras vidas, com a imagem de nós mesmo a observar as cenas como se fossemos um aparelho de registo de acções, pensamentos e sentimentos alheios, ou a nossa própria vida em situações estranhas, misturando personagens e contextos. E, sem percebermos como ou porquê, durante o sono, tudo pode acontecer, correndo bem, mal ou ficar simplesmente indefinido, tal como na vida, aproximando a ficção à realidade.

E, por fim, quando nos está a saber tão bem, acordamos, com o desagradável som do apito de um barco a sair pelas colunas do despertador, com música mais ou menos agradável em função do dias e dos postos, com os primeiros raios de sol, ou os segundos, ou os terceiros, ou com a voz de alguém que ficou com a incumbência de nos trazer ao estado consciente uma vez mais. E os músculos readquirem força à medida que nos vamos espreguiçando, uma ou várias vezes, com um prazer infinito. E estamos prontos para mais um dia...

Frases para reflectir

Frases para Reflectir é um novo blog. Vale a pena passar por lá porque, apesar de estar ainda no início, as frases introdutórias indiciam que o que virá a seguir terá muito interesse. De ser lido e digerido através de uma reflexão profunda com interiorização. Aqui fica uma:

"Quando estiveres demasiado atarefado, não esgotes a tua energia preocupando-te com tudo o que ainda falta fazer. Estabelece prioridades e reconhece o teu valor frente a tudo o que vais realizando." Cherry Hartman

 

quarta-feira, 12 de outubro de 2005

Loira mas... de peruca!


A propósito do meu “desejo de ser loira por um dia”, porque por mais tempo não conseguiria, a criatividade do João, no novo Água Lisa foi admirável ao apresentar uma proposta irrecusável: a da peruca, com fotografia e tudo! Quando o desejo regressar, vou tirar uma fotografia para depois comparar a realidade com a possibilidade :-) Aqui fica, para já, a realidade... Porque a comparação pode ser feita através da magnífica proposta do João. É que depois de ver... acho que não conseguia ser "loiraaaa" nem por uma hora. O Eugénio também tinha razão!

Entrevista RDPÁfrica: Fórum da OIT sobre Turismo

No próximo domingo, 16 de Outubro, pelas 8h30 (hora de Portugal) será, por mim, apresentado o Fórum da OIT que está a decorrer até ao final do mês de Outubro sobre turismo em www.inclusão-palop.org, através de uma entrevista que foi hoje gravada. O Programa é MANHÃ INFORMATIVA, animado pelo jornalista LUÍS LUCENA (entre as 7h e as 10h da manhã). O resultado da entrevista é muito positivo atendendo que o objectivo é a divulgação e o convite alargado à participação de todos os interessados. Seguem as frequências da RDPAfrica para quem estiver interessado em ouvir.

RDPAfrica FM

 

País

Local

MHz

Portugal

Lisboa

101.5

Cabo verde

Ilha do Sal
Ilha de Santiago
Ilha de S. Vicente
Ilha da Boavista
Ilha de S.Antão
Ilha de S.Antão

97.5
105.2
93.9
95.1
105.2 95.7

Guiné-Bissau

Nhacra
Gabú
Catió

88.4
100.0
96.9

Moçambique

Maputo
Beira
Quelimane
Nampula

89.2
94.8
89.0

91.9

S. Tomé e Príncipe

Ilha de S.Tomé
Ilha do Princípe

92.8 101.9

 

 

Palavras reconfortantes

terça-feira, 11 de outubro de 2005

Tenho um desejo: ser loira por um dia

Dava tudo para ser uma loira como as das anedotas. Não por muito tempo, é certo, porque com certeza que me fartaria, mas por um dia... seria bom. Muito mesmo! Não percebem? Passo a explicar porque é mesmo muito simples. Estava eu hoje no ginásio, onde fui a uma aula de danças latinas, que invariavelmente resulta numa grande animação e excitação dos participantes, com perda de calorias à mistura, fui até ao balneário para tomar o duche necessário e pus-me a observar. Já sei que isso não se faz mas sinceramente não foi por mal, talvez por deformação profissional, dou comigo, muitas e muitas vezes, a ouvir conversas alheias e os olhos saltam de imediato para os interlocutores, ficando presos no seguimento da conversa e nos gestos em frente ao espelho, que traduzem muito. É uma ocupação fenomenal e normalmente aprendemos mais do que poderíamos pensar. Eu aprendi que ser-se “loiraaaaaaaaaaaa” não deve ser assim tão mau porque os questionamentos a que estas pessoas são dadas não as torna tão infelizes quanto eu às vezes me sinto. Então sinteticamente, as conclusões a que cheguei foram:

  1. as “loiraaaaaaaaaas” são fisicamente magras, qb, bem torneadas e dotadas pelo Criador dos requisitos mais apreciados pelo sexo masculino, muito preocupadas com a sua imagem para agradar, o que significa: não engordar; não ter celulite; manterem-se jovens, e com cara de bonecas, sem rugas, sem papadas e sem olheiras; ter os cabelos compridos e bem cortados, com nuances ou mesmo pintados, soltos e com um aspecto apetecível para serem tocados, sendo balanceados com meneios de cabeça em frente ao espelho, ensaiando sorrisos e perspectivas, ou quando andam com uma sensualidade estudada,
  2. as “loiraaaaaaaas” conversam umas com as outras com a simpatia possível de quem é grande amigo quando se encontra, com cumprimentos exuberantes e elogios infinitos, mas que, na realidade, se odeia de morte porque a outra é mais gira, tem mais homens atrás, casou com um homem pôôôôdre de rico e suuuuuupé giro, que a adora, e tem filhos liiiiiindos de morrer, vive numa casa faaaaantástica, vai passar férias aos sítios da moda, nunca precisou de fazer nenhum na vida e ainda passa os dias a lamentar-se de qualquer coisa,
  3. os temas de conversas das “loiraaaaaaas” passam invariavelmente pelo carro, pelas compras e recentes lojas descobertas, restaurantes magníficos com empregados giríssimos que as galanteiam e que fazem imensos ciúmes aos seus incansáveis acompanhantes, que são uns amôôôres”, só porque estavam com um decotezinho de nada; o sucesso que foi a festa amarela, do champanhe ou dos malmequeres, e quem saiu com quem... descrições giríssimas de infidelidades e bebedeiras que uma delas não assistiu porque estava a dançar na pista ou fora até à praia ali mesmo em baixo do varandim namorar um bocadinho; o cabeleireiro ou as unhas; o veterinário dos cães, que por sinal é suuuuuupé competente, tãããão atento, e ainda por cima giríssimo... claro!

As “loiraaaaaas” são mulheres que procuram a felicidade, não se chateiam verdadeiramente com questões de grande profundidade porque essas fazem rugas, olheiras, papadas, não cativam os homens, não dispõem bem para as compras, dão à tez uma tonalidade pálida e ao olhar uma expressão de infelicidade. Essas questões mais importantes, e que são uma canseira, são naturalmente remetidas para os homens, que não precisam de ser bonitos, mas simpáticos, conversadores, galanteadores e ter vontade e disponibilidade qb para as manterem. E se forem giríssimos, tanto melhor, mas serem "uns queridos" já é o bastante.

Sabem o que mais? Quero ser loira, nem que seja, por um dia!!!!

Viver...

segunda-feira, 10 de outubro de 2005

Uma referência

Andava eu aqui num desassossego, depois de ter imprimido as referências para o Congresso sobre a protecção de Tartarugas Marinhas que se vai realizar em Creta em Abril de 2006, para levar comigo até Coimbra, just in case dos alunos da manhã faltarem... estar ocupada a preparar o resumo e, para descontrair, lá fui eu blogar e viajar através de reflexões alheias. E fui ter ao BLOGDAMARTA. Levezinho e sonhador, pessoal, emotivo e emocional, saboroso e com uma vertente cultural. Vale a pena passar por lá.

domingo, 9 de outubro de 2005

Palavras para quê... é o povo português!

Estou estarrecida, alucinada, siderada! Não posso acreditar nas notícias que acabei de ouvir... só pode ser engano dos meus ouvidos por excessiva concentração num texto que estou a escrever para ser publicado numa revista. Como só estou a pensar em turismo, roças e São Tomé e Príncipe, só posso ter ouvido mal.

Ganharam: a Fátima Felgueiras; o Isaltino; o Valentim Loureiro...?! E com margens que não deixam margem para dúvidas. Digam-me por favor que eu estou enganada! Que o povo português não é completamente desprovido de discernimento, que não gosta de ser enganado, que merecemos mais, muito mais do que ser passados por parvos. Não! Recuso-me a acreditar! Digam-me que os portugueses não são totós, que são pessoas inteligentes e que sabem separar as águas. Digam-me que eu estou completamente errada e que as eleições são momentos de democracia importantes, que resultam do exercício mais puro de cidadania.

Por favor, alguém que me contradiga porque não posso acreditar na pouca vergonha do país onde nasci. Palavras para quê...?! Portugal não faz as escolhas possíveis, faz mesmo as escolhas que merece. É isto, meus caros, o povo português... ok... olhem, vou ali e já venho. E depois, não se esqueçam, venham-me cá falar em nacionalismo e patriotismo...

Diferenças

Há algumas alturas nesta vida em que me sinto diferente da maioria. Isso não é bom nem é mau. É apenas uma constatação.

Uma dessas ocasiões é sempre que há jogos de futebol. Sim, gosto de ver um bom jogo, daqueles emocionantes, preferencialmente em que Portugal jogue e melhor do que ontem, mas estou longe de ser ferranha. Também tenho as minhas simpatias pelo Sporting, que na maioria servem para “picar” o meu sobrinho, porque estou longe de ser adepta.

Outra dessas ocasiões são as momentos eleitorais. As eleições são uma chatice, tal como as discussões entre os candidatos, as tricas de uns e os podres de outros, as disputas familiares sempre que há diferenças de opinião e, pior que tudo isto, a falta de divulgação séria e consciente de quem são os candidatos. A verdade é que, pode parecer estranho e vergonhoso, até ao dia de hoje não me chegou qualquer informação com ou sem visualização das caras, dos candidatos, por exemplo à Junta de Freguesia da área da minha residência. Mas afinal, nas autárquicas, não seria suposto escolhermos pessoas em vez de partidos?

A política é uma chatice. Não gosto e estou cansada. A propósito... só vou votar agora... o que revela bem o interesse que tudo isto me desperta...

Must love dogs

“O coração aumenta a capacidade de amar depois de se ter sido rejeitado”, frase que ouvi repetidamente, ao ver o filme “Must love dogs”, com um sorriso estampado na cara e que, reconheço, dava-me uma expressão um pouco apatetada. Pois é, um daqueles filmes que, não sendo excelentes, fazem sorrir, deliciam os mais cépticos no que ao amor diz respeito, enternecem no final depois de nos terem enraivecido em algumas situações e na presença de algumas personagens. Os abandonados/rejeitados e que se cruzam graças às inovações tecnológicas são a Diane Lane e o John Cusack, havendo outros encontros, desencontros e reencontros durante o filme. A história é divertida pelo irrealismo, fazendo-nos perceber que nem tudo é o que parece e que muitas e muitas vezes a felicidade pode ser bem mais simples de encontrar do que se pensa à partida. A frase pode até ser demasiado generalista mas soou-me bem. É que... não elimina a esperança... e isso é que é o importante!

sábado, 8 de outubro de 2005

Parabéns Angola!

Os “Palancas Negras” estão de parabéns e assim estão os povos lusófonos. O Mundial de Futebol vai ser marcado pela lusofonia e esperemos que Portugal se porte como deve ser esta noite, correspondendo às expectativas criadas.

sexta-feira, 7 de outubro de 2005

Intuição...? Não Obrigada!

Sempre ouvi dizer que a intuição é uma vantagem e que são sortudos todos os que nasceram com esta característica. E mais, quando me falam em pessoas intuitivas, referem-no com uma pontinha de inveja e alguma mágoa por terem nascido sem esse suposto dom magnífico, que as ajudaria a compreender antecipadamente algumas situações e a precaverem-se contra os malefícios de certos olhares e acções.

Para ser franca, nunca entendi muito bem a ansiedade pela aquisição de uma gotinha de intuição. Na verdade, a intuição não dá felicidade a ninguém, muito antes pelo contrário. Antecipa o sofrimento e a tristeza em 90% dos casos porque normalmente só se pressente o que não é bom. E isso não é uma vantagem. É sim uma garantia de desassossego, de desconforto, de desconfiança, e de outros des que só contribuem para uma vida menos facilitada. Pois eu vos garanto, se pudesse escolher e me perguntassem, responderia sem pestanejar: Intuição...?! NÃO, OBRIGADA!

Coisas boas desta vida

Esta vida tem coisas boas, maravilhosas, magníficas, deslumbrantes, tranquilizadoras, apaziguadoras. Uma aula de Yoga faz maravilhas, pela descontracção. Uma sessão de hidroginástica revitaliza o espírito e dá leveza ao corpo, pelo contacto com a água e pelo tom de brincadeira que está presente do princípio ao fim. Uma caminhada à beira mar transforma o desalento em alegria enérgica. Uma aula de bodybalance faz tudo isso ao mesmo tempo. Diverte, dinamiza e revigora, descontrai e tranquiliza, fazendo-nos crer que entre nós e as forças menos positivas não houve qualquer encontro. Vale por si só!

Desilusão

Foi uma desilusão. Por nada em particular. Por tudo, na generalidade, o que talvez seja pior porque mais determinante, mais definitivo, menos solúvel.

Bah!

Por mais que queiramos, há coisas que não se esquecem. Jamais... Por mais que nos esforcemos por apagar dos cantos mais escondidos da memória momentos de tristeza, desilusão e sofrimento, ou por dourá-los com pós brilhantes de perlim-pim-pim, a dada altura, percebemos de forma clara e nítida que não conseguimos e sentimo-nos impotentes por sermos tão limitados. Isto acontece quando dormimos e sonhamos, em busca de imagens agradáveis pintadas com tonalidades pastel, ternas e suaves, mas afinal as que nos chegam são bem diferentes, envoltas por escuridão e nebulosidade, gerando desassossego.

E tanto, tanto, tanto eu queria eliminá-las... mas quando penso e revejo vidas passadas, umas há muito, outras há relativamente pouco, fico com a noção clara que fazem parte de mim, da minha história, do que fui construindo e do que foram tentando destruir, e as lembranças permanecem vivas. Demais... infelizmente, às vezes!

quinta-feira, 6 de outubro de 2005

Dicas para a Participação no Fórum sobre o Turismo - Projecto STEP

Os fóruns de discussão e assistência técnica do site PALOP já se encontram disponíveis: dois temas nos quais poderão participar para divulgar experiências, dar opiniões e sugestões ou colocar perguntas específicas.

1. Para aceder aos fóruns deverá em primeiro lugar aceder à página principal do site web Inclusão Social nos PALOP

No menu (barra lateral) deverá clicar em "Fórum INCLUSÃO" para aceder à página de acolhimento dos fóruns. Nesta página vai encontrar um breve enquadramento e objectivos dos fóruns assim como os temas em discussão, os promotores, moderadores e "convidados especiais" destes fóruns.

2. Se desejar saber mais sobre o tema em debate poderá clicar em cima do tema pretendido e aceder a um página que contém um texto sobre o tema, documentos de apoio e guia de leitura, e os "convidados especiais" que vão participar no fórum.

Tema 1

Desenvolvimento económico e social do território através do turismo nos países lusófonos, como ferramenta de combate à exclusão social 

Tema 2

Como garantir conjuntamente o acesso aos serviços financeiros e o acesso aos serviços sociais, em particular na saúde, como estratégia de inclusão social a nível local

 

Para aceder aos fóruns é necessária uma inscrição prévia, gratuita e que requer o preenchimento de um pequeno formulário de registo com definição da palavra-passe de acesso. Para se increver deverá clicar em "Increva-se e participe nos fóruns"

Nesta página, e para se registar pela primeira vez, deverá clicar em "create new user" para efectuar o registo. Na página seguinte, deverá preencher os dados que lhe são solicitados.  Após o preenchimento do formulário clique em "Create".

Neste momento, os dados são enviados para o administrador do site que deverá efectuar a validação. No momento em que se encontrem validados irá receber no seu endereço electrónico, fornecido no momento do registo, uma informação com o seu nome de utilizador e palavra-passe. A partir deste momento, encontra-se em condições de participar nos fóruns. Para tal, deverá aceder novamente à página de registo e log in, mas desta vez irá introduzir nos campos "User" o nome de utilizador e em "Password" a sua palavra-passe.

Qualquer dúvida ou dificuldade na utilização dos fóruns não hesite em contactar através do endereço electrónico inclusao-palop@ilo.org ou por telefone: 0041 22 799 78 12.

Inclusão Social nos PALOP

Site web dedicado à luta contra a exclusão social e a pobreza

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Projecto STEP/Portugal

Bureau Internacional do Trabalho

Sector da Protecção Social

4, route des Morillons

CH - 1211 Geneva 22 Switzerland

Tel: +41 22 799 7812

Fax: +41 22 799 66 44

inclusao-palop@ilo.org  

 

Guiné Bissau: AD tem novo site

A ONG guineense AD “Acção para o Desenvolvimento” tem novo site. Esta excelente informação foi divulgada pelo Jorge Neto no Africanidades, como não podia deixar de ser.

“É um site que tem o seu ponto forte no aumento dos documentos "estáticos", aqueles que não mudam com o tempo e constituem uma Base de Dados sobre as actividades da AD (relatórios, estatutos, publicações, fotos) e conteúdos dinâmicos como informações, notícias, agenda e destaques.
Em breve iremos colocar no site uma rubrica de Arte, Cultura e Artesanato da Guiné-Bissau e os seus Parques Naturais.
Realçamos o facto de, a partir de agora passarem a ter acesso à informação de todas as publicações científicas e técnicas da AD, a maior parte delas com o conteúdo disponível, uma secção de multimédia com video (video-clip de jovens músicos de Quelele) e audio (programa de rádio escolar) e poderem conhecer melhor a maior parte dos quadros que fazem a AD todos os dias.”

É motivo para dizer que as ONGs guineenses estão de parabéns, e neste caso em particular o Carlos Schwarz: pelo trabalho contínuo a favor do desenvolvimento, nomeadamente com as comunidades locais, pela determinação, dedicação e força de vontade num contexto nem sempre fácil e lutando com persistência contra as dificuldades.

O site tem uma excelente imagem, fácil acessibilidade e muito funcional. Bom trabalho e que nos vão continuando a facultar informações, entre as quais documentais, preciosas.

quarta-feira, 5 de outubro de 2005

Fórum: BOAS NOTÍCIAS

O Fórum da OIT (BIT) “Desenvolvimento Económico e Social do Território através do Turismo nos Países Lusófonos, como ferramenta de combate à Exclusão Social” está activo após a resolução dos problemas informáticos, que provocaram um pequeno atraso no início do debate.

Acabei de efectuar o login de forma bem sucedida e existem já mensagens que podem ser comentadas e debatidas. Temos 3 semanas de trabalho pela frente para repensar a forma como o desenvolvimento do turismo pode promover inclusão social, reduzindo as situações de pobreza nas populações africanas mais vulneráveis, bem como a exclusão social de alguns grupos.

A participação de todos os interessados por África e que, de uma forma ou de outra, se encantam com o turismo é fundamental para que possamos reflectir, partilhar experiências, conhecer as iniciativas bem sucedidas e repensar os procedimentos mais adequados para fazer face às principais dificuldades sentidas. Contamos com os conhecimentos técnicos de alguns especialistas que nos ajudarão no esclarecimento de dúvidas, levantando novas pistas de reflexão e de operacionalização de medidas.

Convido-vos a efectuarem o registo no site http://www.ilo.org/inclusao-palop/pages/online/english/Login.jsp e conto com a participação activa de todos.

Novo dia

Eu sabia, não há nada como esperar que a noite passe e o novo dia chegue. E este chegou, alegre e bem disposto, solarengo e a convidar ao passeio, à caminhada e à descoberta. À beira mar ou pelo pinhal. Aproveitar o sol e receber energias positivas que, segundo os entendidos dizem, chegaram na manhã do eclipse e vieram para ficar. Pois serão épocas de bons auspícios. Nada melhor do que um novo dia, cheio de esperança e de alegria...!

Ai ai ai... Orfeu da minha alma

Ai ai ai... que a vida não é uma coisa fácil. Há quem diga que quem a faz mais difícil somos mesmo nós, mas eu sou céptica às vezes, não sempre. Mas há dias em que o cepticismo me invade e penso que algumas forças estão reunidas para nos dificultar a vida, pelo menos de quando em vez, por mais que a queiramos e desejemos fácil. Pois é, isto está hoje complicado... divaguei, viajei por outros blogs mas na véspera de um feriado pouco se pode exigir. Anda tudo no passeio e na galdeirice e a produção diminui. É a mais pura das verdades...

Mas passava eu pelo Digitalis e o que vejo... pois é o Mito de Orfeu continua e persiste, a velha questão do filho de Calíope (e de Apolo?), o músico dotado que, quando tocava lira, os pássaros paravam de voar para o escutar, casado com a bela Eurídice com quem viveu uma história trágica, como quase todas as de amor verdadeiro, culminando com a morte da amada e mais tarde com a sua própria morte.

“São demais os perigos dessa vida
Para quem tem paixão, principalmente
Quando uma lua surge de repente
E se deixa no céu, como esquecida

E se ao luar, que atua desvairado
Vem unir-se uma música qualquer
Aí então é preciso ter cuidado
Porque deve andar perto uma mulher

Uma mulher que é feita de música
Luar e sentimento, e que a vida
Não quer, de tão perfeita

Uma mulher que é como a própria lua:
Tão linda que só espalha sofrimento,
Tão cheia de pudor que vive nua”

Vinicius de Moraes, Soneto de Orfeu

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Posted by Brigida Rocha Brito to ÁFRICA DE TODOS OS SONHOS at 10/05/2005 12:01:13 AM


terça-feira, 4 de outubro de 2005

Confusão

Ai que confusão que por aqui vai nesta cabeça. É o que faz ser fraca das ideias e divagar a toda a hora por tudo e por nada. E prontos, pá, quando uma pessoa tem estímulo para a parvalheira e a parvoíce, lá se juntam as duas e o resultado só pode ser um jantar de risota pegada em animação e disparate. Mas que coisa... porque hei-de eu ser assim? É que as lembranças chegam e não partem e... pois é, e é tão engraçado falarmos e desconversarmos, e sorrirmos, e rirmos, e descontrairmos, e espreguiçarmos soltando cada músculo, e sentirmos o pensamento fluir com o ar, com a vontade e a possibilidade, e sentirmo-nos invadidos por uma paz só possível no paraíso, se é que ele existe. Mas sim, existe porque senão existisse nada faria mais sentido. Nem o sofrimento, nem a ausência, nem a angústia, nem a impossibilidade, nem a tua falta... E que falta me fazes, nem tu sabes, e não vais saber porque nunca te vou dizer, porque não posso, e não quero, e não devo, e não mereces, e não queres sequer saber porque além de não quereres, não podes e não deves sequer perguntar. E assim é, um novo dia que amanhã começa, ou será já hoje, daqui a nada, quando olhar para o relógio e perceber que o tempo fluiu tão depressa quanto o meu pensamento e as lembranças que quero guardar de ti, as boas e só essas, porque as más não as quero nem recordar. E é bom lembrar quando não se pode mais vivê-las, sabias? Ai, vou dormir, talvez não já mas daqui a pouco. Agora vou ainda pesquisar porque nada me dá mais prazer do que investigar, saber, questionar e concluir. E é isso que vou fazer agora mesmo. Não sobre ti mas sobre outras espécies, tão dóceis, afáveis, ternurentas e carentes de afecto quanto tu, mas daquelas que não se envergonham e não se problematizam por se olhar para elas...

Informação: GUINÉ BISSAU

Vi no Africanidades que há um novo site informativo actual e actualizado sobre a Guiné Bissau: BISSAUDIGITAL. Vale a pena registar porque a imagem é bonita e as notícias actuais.

 

Palancas Negras na TV uma cadeia de apoio

O Eugénio (Pululu) criou uma “corrente/cadeia” de divulgação de um apelo muito específico: que a RTP permita que os mais entusiastas pelo futebol possam assistir à transmissão do jogo Ruanda-Angola, no próximo sábado e que pode ser decisivo para que os “Palancas Negras” garantam a presença no Mundial. E aqui está o “África de Todos os Sonhos” a juntar-se a mais este sonho, ficando o apelo: RTP, 1 ou 2, RTPÁfrica e RTPInternacional, este é um jogo importante para a Lusofonia que, certamente, torce por Angola (as audiências são garantidas...).



D'Angolando - Exposição de Fotografia, 7 de Outubro


A Fundação Evangelização e Culturas (FEC) e o Palácio Sotto Mayor (Lisboa) inauguram no próximo dia 7 de Outubro de 2005, pelas 19 horas (até dia 30 de Outubro), a exposição fotográfica “D’Angolando” com a presença do Secretário de Estado dos Negócios Estrangeiros e da Cooperação, Professor Doutor João Cravinho. O público poderá viajar por 40 fotografias da autoria de Anabela Martins, Ana Pereira, Bruno Lourenço, Maria Ribeiro, Rui Silva, Sandra Silva e Sérgio Angélico. A concepção ficou a cargo de Catarina Lopes, o design gráfico de Isa Gomes, a produção de Ana Filipa Silva e a comunicação de Cátia Vieira. A entrada é livre entre as 10h e as 22h.



domingo, 2 de outubro de 2005

Bijagós, um arquipélago de sonho




Informação muito interessante com apresentação de imagens de satélite como estas e fotografias que fazem sonhar os mais cépticos, que ainda não se tinham rendido às antes apresentadas. Bijagós, um arquipélago magnífico onde a preservação ambiental e as tradições culturais são a tónica dominante, e onde o turismo que se pratica procura ser ecológico.
Post Recomendado: "Bolama, Caminho Longe", de 30/09/2005 em Africanidades (Jorge Neto): fotografias de encanto e o relato de uma viagem transformada em aventura. Uma delícia!

sábado, 1 de outubro de 2005

Imagens do meu cantinho de lá - Recordando STP






Sobre a sabedora arte de bem viver

"Dentre os mais dignos predicados de um homem está o de saber dizer a verdade." (Renato Kehl)

"A verdade é como o sol, que um eclipse pode escurecer, mas não apagar." (Ralph Waldo Emerson)

"A verdadeira medida de um homem não é como ele se comporta em momentos de conforto e conveniência, mas como ele se mantém em tempos de controvérsia e desafio." (Martin Luther King)

“Um amigo insincero e mau é mais temível que um animal selvagem; a fera pode ferir-lhe o corpo, mas o mau amigo pode lhe ferir a mente” (Sakyamuni)

“Diante da honestidade dos companheiros não há  outra forma senão responder com nossa honestidade e, a sinceridade com sinceridade” (Nitiren Daishonin)

“Não seja impaciente. A felicidade nem sempre está longe de si” (Jossei Toda).

"A coragem é a primeira das qualidades humanas, porque é a qualidade que garante as demais" (Winston Churchill)

"Conselho é aquilo que pedimos quando sabemos a solução, mas preferíamos não saber" (Erica Jong)

“O importante é isso: Estar pronto para, a qualquer momento, sacrificar o que somos pelo que poderíamos vir a ser” (Charles Du Bois)

A SABEDORIA em pequenas frases

“Quem conhece a sua ignorância revela a mais profunda sapiência. Quem ignora a sua ignorância vive na mais profunda ilusão” (Lao-Tsé)

“Quando falares, cuida para que tuas palavras sejam melhores que o silêncio” (Provérbio indiano)

“A frase mais deliciosa que se pode ouvir na ciência, aquela que todos os cientistas adoram, não é «Eureka» mas «que engraçado...»” (Issac Assimov)

“A vida só pode ser compreendida olhando-se para trás; mas só pode ser vivida olhando-se para frente” (Soren Kierkergaard)

“O homem que honra a si mesmo é capaz de ver as virtudes de outro homem” (José Martí)

“No carácter, na conduta, no estilo, em todas as coisas, a simplicidade é a suprema virtude” (Henry Wadsworth Longfellow)

sexta-feira, 30 de setembro de 2005

Francisco Gomes de Amorim




Enviaram-me um mail fantástico com informações imperdíveis, tanto de texto como de imagem, para quem gosta de África. Francisco Gomes de Amorim é de quem se fala e o autor das aguarelas que ilustram o post. Fantástica a imagem que ele nos transmite do Forte de STP, e de Pemba, e da mulher africana... Imagens de quem tem África no coração: "A vivência em África é coisa que não esquece, como aliás quase todos os lá viveram. Os que foram capazes de "viver África". E muitos foram."

Dias

Todos os dias são dias especiais, os motivos que os diferenciam de todos os outros dias é que mudam, de dia para dia e de pessoa para pessoa. Hoje, tal como tantas outras vezes em que isto me acontece, lembrei-me de alguém que um dia se diferenciou e que, com o tempo, foi continuando a destacar-se. Primeiro de forma positiva porque se aproximou, cativando, ganhando espaço e captando os afectos de forma ímpar. Depois pelo lado mais negro que conseguiu manifestar, afastando-se, descartando a afeição e trocando-a por um copo de gin, de whisky, de vinho tinto, ou de tudo isto misturado, sabe-se lá se com algo mais. E a distância aumentou, cresceu e nunca foi reduzida porque a vontade não voltou e a mágoa não o permitiu. Esta será, para sempre, uma lembrança marcada pela diferença e pela particularidade.    

quinta-feira, 29 de setembro de 2005

Convite para participação no Fórum sobre TURISMO E COMBATE À EXCLUSÃO SOCIAL

Entre os dias 30 de Setembro e 22 de Outubro, vai ter lugar on line o Fórum de discussão com o tema “Desenvolvimento Económico e Social do Território através do Turismo nos Países Lusófonos, como ferramenta de combate à Exclusão Social”, no âmbito do Programa “Estratégias e Técnicas de luta contra a Exclusão Social e a Pobreza”, uma iniciativa da Organização Internacional do Trabalho.

Enquanto moderadora do Fórum, venho convidar todos os interessados a reflectir em conjunto, apresentando os seus contributos, colocando dúvidas aos especialistas convidados, partilhando experiências e apresentando casos de sucesso, bem como divulgando as principais dificuldades sentidas. África continua no horizonte!

Os principais links para facilitar o acesso são:

Inclusão Social nos PALOP, Site web dedicado à luta contra a exclusão social e a pobreza

FÓRUM DE DISCUSSÃO E ASSISTÊNCIA TÉCNICA

GUIA DE UTILIZAÇÃO DO FÓRUM

REGRAS DE USO

PARA CONHECER OS :

- PROMOTORES LOCAIS

- MODERADORES

- CONVIDADOS ESPECIAIS

PARA EFECTUAR O REGISTO E O LOG IN:

Tema de discussão:
Desenvolvimento económico e social do território através do turismo nos países lusófonos, como ferramenta de combate à exclusão social.
Este fórum é uma iniciativa da Organização Internacional do Trabalho (OIT) através do Programa "Estratégias e Técnicas de luta contra a Exclusão Social e a Pobreza" (STEP), em colaboração com o Centro Informático de Aprendizagem e de Recursos para a Inclusão Social (CIARIS).
Algumas das prioridades da OIT são a luta contra a pobreza e a exclusão social, e a promoção da inclusão, através da adopção de um conjunto de medidas que respeitam tanto ao alargamento da protecção social da população carenciada como à promoção do trabalho digno. Os grupos-alvo vivem em situação de pobreza, o que se traduz em privação, decorrente da insuficiência ou da ausência total de regular rendimento familiar, evidenciando incapacidade de consumo para satisfazer necessidades consideradas básicas e de bem estar, e usufruir de uma vida condigna. Esta população classifica-se de pobre, podendo ou não desencadear situações de exclusão, no sentido da emergência de processos de desintegração social de natureza socioeconómica, familiar, cultural e política.
Através da recolha dos contributos dos participantes do Fórum, procura-se reflectir em conjunto sobre a problemática do turismo, entendido como um meio importante, porque potencial, no combate à pobreza e à exclusão social, promotor de inclusão dos grupos a viver em situação de vulnerabilidade, bem como de sustentabilidade comunitária.
A participação dos membros é incentivada com o objectivo da aprendizagem pela partilha de experiências, conhecimentos, informações e ideias, mas também do esclarecimento de dúvidas específicas e do apoio técnico por especialistas nas áreas em análise. O Fórum reúne assim as condições para o diálogo aberto, resultando do debate e da discussão de ideias, mas também para a assistência técnica à distância, aspectos que lhe conferem um carácter particularmente inovador e pioneiro.
(...)
O turismo é um sector de actividade económica que, pelas características implícitas, promove mudanças a vários níveis, sendo simultaneamente portador de riscos e de oportunidades: é um fenómeno multidimensional que engloba várias vertentes, tais como a económica, a política, a ambiental, a demográfica e a sociocultural.
O desenvolvimento turístico sustentável é um processo com tripla acção: a sustentabilidade sociocultural; a sustentabilidade ecológica; a sustentabilidade económica. A relação entre as três dimensões é efectivada, pela garantia de preservação ambiental, atribuindo autonomia às comunidades locais, respeitando a cultura e os valores de origem, reforçando a identidade comunitária, salvaguardando o desenvolvimento económico e assegurando a sua utilização pelas gerações futuras.
O turismo pode ser assim entendido como um meio privilegiado de combate à pobreza e à exclusão social já que, por um lado, cria novas oportunidades para as populações locais, permitindo, de forma complementar, a revitalização socioprofissional e económica das famílias e, por outro lado, viabiliza a emergência de mecanismos tendentes ao reforço identitário e à revalorização das redes de sociabilidade comunitárias, traduzidas em solidariedades de grupo e geradoras de autonomia.

Brígida Brito
Ler o texto completo

quarta-feira, 28 de setembro de 2005

Outono

Algumas tradições ainda são o que eram e fazer marmelada no início do Outono é uma delas. É um ritual magnífico porque requer alguns cuidados prévios: ir ao local certo comprar marmelos, preferencialmente nacionais (os de Israel e Espanha não têm o mesmo sabor); escolhê-los quando ainda são novos e bem amarelos, porque são mais tenros e doces, não precisando de se juntar tanto açúcar; descascá-los; lavá-los; juntar-lhes a quantidade de água necessária para que cozam e apurem com a cor ideal, nem demasiado escuros, nem excessivamente claros, mas com um ligeiro toque avermelhado. Depois, colocá-los no fogo, como se diz em África, e deixá-los sozinhos, o tempo que eles precisarem para apaladarem, enquanto os espreitamos de quando em vez, até sentirem a necessidade de serem mexidos e remexidos com carinho e atenção, chegando ao ponto, quase caramelo, fazendo estrada e dando-nos a sensação de estarem com a consistência desejada, já que não devem ficar líquidos nem completamente espessos. Eu gosto muito de cozinhar, mas fazer marmelada é uma das minhas actividades preferidas na cozinha, que identifico com o Outono, a fantástica estação do recolhimento e da interioridade. Tal como tudo nesta vida, este é um trabalho de paciência e que requer atenção para que a degustação seja perfeita.

Sobre a amizade

Há temas que são redundantes e de passagem obrigatória quando um homem e uma mulher se encontram, se conhecem e convivem durante um certo período de tempo, podendo ou não ter tido uma relação afectiva de proximidade, com revolução de sentimentos pelo meio, mais ou menos exteriorizados e partilhados com reciprocidade. Um desses temas incontornáveis é: É POSSÍVEL A AMIZADE ENTRE UM HOMEM E UMA MULHER, SEM QUE A ATRACÇÃO SE IMPONHA E PREVALEÇA? Ou seja, É POSSÍVEL QUE SE CONTINUEM A RELACIONAR COMO SIMPLES AMIGOS? É engraçado que ainda não cheguei a conclusões brilhantes porque o debate destas ideias peca por falta de coincidência e de acordo entre as partes.

A verdade é que sempre quis acreditar na viabilidade deste tipo de relações. Afinal se partilhámos a vida de alguém, no que ela tem de bom e de mau, de forma oficializada ou não, se conhecemos os seus problemas, os desejos mais profundos e mais escondidos, as maiores qualidades e os piores defeitos, e se sempre fomos aceitando e procurando compreender os pequenos grandes quês de cada um, porque não poderemos continuar amigos, depois de percebermos que não podemos continuar como mais do que isso?

E aqui fica a minha dúvida... não será a amizade também uma forma de amor, de atracção e de eternização dos sentimentos que, por uma qualquer razão, não podem ser continuados de forma sexuada? Será necessário riscar as pessoas do sexo oposto, principalmente aquelas que já nos atraíram, do nosso cosmos amigável e relacional? Teremos de deixar de nos encontrar, de conversar e de partilhar preocupações e receios, dúvidas e problemas, sucessos e alegrias?

Não, eu não quero pensar assim, apesar de ter a mais completa noção de que a maioria pensa. Eu quero continuar a ter amigos homens e nesta categoria obviamente quero incluir os motivos da minha revolução afectiva!

Confissões

Publicidade... AQUI NÃO!

Amigo(a)s:

não sou a primeira nem serei certamente a última alma blogueira que revela alergia à publicidade nos comentários, principalmente em inglês. Já sei que cada um vai fazendo pela vida conforme pode ou quer e também já sei, e reconheço, que há dias em que o meu cansaço e mau feitio se revelam sob a forma de intolerância ou falta de flexibilidade para com algumas atitudes alheias, menos respeitadoras ou adequadas. É verdade... fico absolutamente IRRITADA com a publicidade promovida a sites eróticos e/ou comerciais no “África de Todos os Sonhos”, blog que gosto cada vez mais de denominar como o “meu espaço”, onde partilho sentimentos e ideias, porque aqui sinto-me verdadeiramente eu, quase sem ter de utilizar filtros.

Assim sendo, caríssimos, apelo que no espaço vocacionado a COMENTÁRIOS, sejam apenas efectuados os ditos, sem inclusão de outro tipo de mensagens que, por não serem adequadas nem desejadas, serão de imediato apagadas. Dá um pouco de trabalho, mas é uma tarefa absolutamente exequível.

Chamem-lhe censura, mau feitio, intolerância ou outros atributos quaisquer. Mas aqui não se admite publicidade a sexo, mais ou menos, explícito, sob a forma de sites com referência a links específicos ou contendo contactos directos. E também não se aceita a introdução de informações direccionadas para a comercialização de qualquer bem. Aqui nada se vende! E aqui as vendas não são desejadas, quaisquer que elas sejam!

terça-feira, 27 de setembro de 2005

É já amanhã

Decisões...

Há decisões que, de tão difíceis, requerem uma reflexão profunda e apurada, com ponderação das diferentes possibilidades e definição de cenários consequentes, para que a certeza de ser a melhor num determinado momento da vida seja maior do que o receio de uma má opção.

Mas há outras decisões que são tão importantes, por poderem mudar para sempre uma vida, que requerem uma atitude impulsiva: o pensamento excessivo e a racionalização ponderada podem revelar-se, de quando em vez, maus conselheiros por provocarem simplesmente o adiamento e a indecisão escondendo o medo do arrependimento.

Já me vi confrontada com as duas situações e não sei bem qual das duas prefiro. Talvez dependa do contexto, das possibilidades que nos são apresentadas e da urgência sentida.

Sobrevivência

E, se alguém tem dúvidas, não tenha porque é a mais completa verdade! Como alguém que conheço diria se estivesse aqui à minha frente neste preciso momento “venha o que vier, nada será maior do que a minha alma”. E com esse alguém aprendi muitas coisas e uma delas foi a sobreviver em qualquer situação, até quando estamos rodeados por todo o lado de feras esfomeadas e desejosas de ver sangue.

“(...) aprendera, e muito bem, que algumas perdas eram capazes de despedaçar uma pessoa reduzindo-a a pequenos cacos, esmagando-lhe o espírito, transformando-o em pó. E, mesmo assim, a pessoa era capaz de seguir em frente e reerguer-se remendando a alma. As pessoas sobreviviam. Se não “felizes para sempre”, pelo menos levavam a vida adiante de forma satisfatória”.

Nora Roberts in “A Cor do Fogo”, pg. 14

segunda-feira, 26 de setembro de 2005

Sim, é verdade!

Digo-o de forma generalista, o mais possível, porque já percebi que o que escrevo anda a ser lido por pessoas de bem, que estimo e que espero que continuem a visitar-me, a comentar os meus escritos e pensamentos, histórias reais e fictícias, arranjadas num momento qualquer em que a observação é o principal instrumento e que a imaginação faz o resto. MAS também é alvo de curiosidade alheia e menos desejada: são as tais chatas e excessivamente palradoras, intrometidas e desejosas de saber pormenores da vida alheia e que, cá para nós, não entendo as razões de tamanha curiosidade. Para essa(s) que precisa(m) de confirmação pública, aqui vai a resposta: “É verdade, sim senhora! Satisfeita?”

Manual de sobrevivência em meios socialmente hostis

Presenciando cenas pela manhã bem cedo recordo uma pessoa que conheci em São Tomé e Príncipe há uma eternidade e de quem perdi o rasto há ...