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Convite para participação no Fórum sobre TURISMO E COMBATE À EXCLUSÃO SOCIAL

Entre os dias 30 de Setembro e 22 de Outubro, vai ter lugar on line o Fórum de discussão com o tema “Desenvolvimento Económico e Social do Território através do Turismo nos Países Lusófonos, como ferramenta de combate à Exclusão Social”, no âmbito do Programa “Estratégias e Técnicas de luta contra a Exclusão Social e a Pobreza”, uma iniciativa da Organização Internacional do Trabalho.

Enquanto moderadora do Fórum, venho convidar todos os interessados a reflectir em conjunto, apresentando os seus contributos, colocando dúvidas aos especialistas convidados, partilhando experiências e apresentando casos de sucesso, bem como divulgando as principais dificuldades sentidas. África continua no horizonte!

Os principais links para facilitar o acesso são:

Inclusão Social nos PALOP, Site web dedicado à luta contra a exclusão social e a pobreza

FÓRUM DE DISCUSSÃO E ASSISTÊNCIA TÉCNICA

GUIA DE UTILIZAÇÃO DO FÓRUM

REGRAS DE USO

PARA CONHECER OS :

- PROMOTORES LOCAIS

- MODERADORES

- CONVIDADOS ESPECIAIS

PARA EFECTUAR O REGISTO E O LOG IN:

Tema de discussão:
Desenvolvimento económico e social do território através do turismo nos países lusófonos, como ferramenta de combate à exclusão social.
Este fórum é uma iniciativa da Organização Internacional do Trabalho (OIT) através do Programa "Estratégias e Técnicas de luta contra a Exclusão Social e a Pobreza" (STEP), em colaboração com o Centro Informático de Aprendizagem e de Recursos para a Inclusão Social (CIARIS).
Algumas das prioridades da OIT são a luta contra a pobreza e a exclusão social, e a promoção da inclusão, através da adopção de um conjunto de medidas que respeitam tanto ao alargamento da protecção social da população carenciada como à promoção do trabalho digno. Os grupos-alvo vivem em situação de pobreza, o que se traduz em privação, decorrente da insuficiência ou da ausência total de regular rendimento familiar, evidenciando incapacidade de consumo para satisfazer necessidades consideradas básicas e de bem estar, e usufruir de uma vida condigna. Esta população classifica-se de pobre, podendo ou não desencadear situações de exclusão, no sentido da emergência de processos de desintegração social de natureza socioeconómica, familiar, cultural e política.
Através da recolha dos contributos dos participantes do Fórum, procura-se reflectir em conjunto sobre a problemática do turismo, entendido como um meio importante, porque potencial, no combate à pobreza e à exclusão social, promotor de inclusão dos grupos a viver em situação de vulnerabilidade, bem como de sustentabilidade comunitária.
A participação dos membros é incentivada com o objectivo da aprendizagem pela partilha de experiências, conhecimentos, informações e ideias, mas também do esclarecimento de dúvidas específicas e do apoio técnico por especialistas nas áreas em análise. O Fórum reúne assim as condições para o diálogo aberto, resultando do debate e da discussão de ideias, mas também para a assistência técnica à distância, aspectos que lhe conferem um carácter particularmente inovador e pioneiro.
(...)
O turismo é um sector de actividade económica que, pelas características implícitas, promove mudanças a vários níveis, sendo simultaneamente portador de riscos e de oportunidades: é um fenómeno multidimensional que engloba várias vertentes, tais como a económica, a política, a ambiental, a demográfica e a sociocultural.
O desenvolvimento turístico sustentável é um processo com tripla acção: a sustentabilidade sociocultural; a sustentabilidade ecológica; a sustentabilidade económica. A relação entre as três dimensões é efectivada, pela garantia de preservação ambiental, atribuindo autonomia às comunidades locais, respeitando a cultura e os valores de origem, reforçando a identidade comunitária, salvaguardando o desenvolvimento económico e assegurando a sua utilização pelas gerações futuras.
O turismo pode ser assim entendido como um meio privilegiado de combate à pobreza e à exclusão social já que, por um lado, cria novas oportunidades para as populações locais, permitindo, de forma complementar, a revitalização socioprofissional e económica das famílias e, por outro lado, viabiliza a emergência de mecanismos tendentes ao reforço identitário e à revalorização das redes de sociabilidade comunitárias, traduzidas em solidariedades de grupo e geradoras de autonomia.

Brígida Brito
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