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Mensagens

A mostrar mensagens de Setembro, 2004

Como se vive

"Cada pessoa, durante a sua existência, pode ter duas atitudes: construir ou plantar. Os construtores podem demorar anos nas suas tarefas, mas um dia terminam aquilo que andaram a fazer. Então param, e ficam limitados pelas suas próprias paredes. A vida perde o sentido quando a construção acaba. Mas existem os que plantam. Estes, às vezes, sofrem com as tempestades, as estações, e raramente descansam. Mas, ao contrário de um edifício, o jardim nunca pára de crescer. E, ao mesmo tempo que exige a atenção do jardineiro, também permite que para ele, seja uma grande aventura"
Paulo Coelho, Brida
Rosa de Porcelana

Não me interpretes mal

Não leias nas minhas palavras promessas que não te fiz.
Não vejas nos meus gestos a entrega que não te posso dar.
Não vivas num dia o que podes viver num ano,
e não queiras ter num ano o que podes recolher numa vida.
Aceita, por favor, que a vida nem sempre nos permite alcançar tudo o que gostaríamos,
e que é melhor vivê-la bem e com tranquilidade do que ansiosa e agitadamente.
Procura um caminho, o teu, construído por ti.
Mas promete-me que, por uma vez, o vais fazer exigindo de ti próprio o que melhor tens.
Vive intensamente as emoções e os momentos,
mas lembra-te que, nem sempre, as emoções fortes nos tornam mais felizes.
E... por favor, não me interpretes mal...

Don't worry... be happy

Hoje ele pareceu-me desalentado, um pouco desorientado até. Fiquei preocupada e lembrei-me da frase que o psicólogo do processo de selecção me disse quando, no decorrer da entrevista individual, me caracterizou: "É do tipo de pessoa que tenta sempre encontrar o lado bom nas coisas e nas pessoas. E, quando ouve uma pessoa criticar outra, procura desculpá-la, mesmo que reconheça que ela fez algo errado, até consigo. Pensa sempre - ele não teve intenção... - Procura o consenso e evita discussões. Não faz de qualquer coisa um cavalo de batalha para toda a vida. Quando a magoam tenta perdoar, por mais que isso lhe custe. Não gosta de ficar mal com ninguém e é uma pessoa de bem consigo." Na altura, ri-me... mas reconheço que ele tem razão.

Um jantar inspirador

No outro dia jantei com um amigo num restaurante inspirador. Amigo? Talvez não seja o melhor atributo. Ex-namorado ou ex-amante. Foi um jantar bem regado - demais, até. A comida estava magnífica, pelo menos a minha - piano de porco - um tipo de entrecosto grelhado, muito fininho e saboroso, em manta. Como sobremesa, lá foram 2 mousses que me souberam como a vida.
Falámos de tudo um pouco, do que nós fomos no passado e do que somos no presente. Em relação ao futuro, apesar de previsível, não falámos porque não faria sentido.
O restaurante é bem frequentado e faz o ego de qualquer mulher regozijar-se - as mulheres estão em franca minoria...
Bem, o jantar terminou e a noite continuou, de uma forma estranhamente conhecida pelos dois. E vai ser mais uma paea registar e não esquecer. Por nada em particular. Simplesmente pela forma como as coisas se desenrolaram uma vez mais e... como estão hoje.
Onde ele está? Não sei. Com quem? Muito menos. E como? Seria suposto eu saber?
Espero apenas que este…

Para ti: uma gota da minha alma

Queria dizer-te umas palavras, mas nem sei por onde começar. Também não sei se um dia as lerias, por isso... talvez nem valha a pena mostrar-te uma gota da minha alma e do meu sentir. Ou quem sabe... um dia lês e possamos conversar tranquila e honestamente, protegendo-nos mutuamente das acusações e das cobranças que um dia quisemos fazer, para nos sentirmos mais reconfortados, mas que não alteraram em nada o que senti. Vês... eu tinha razão. Não fazia sentido ir além do que devia ser. Acabaste por seguir em frente com a vida que sempre tiveste e que queres ter. E eu procurei reencontrar o que pensei ter perdido, mas que na verdade nunca tive. Foi apenas uma visão imaginária, uma ideia e um sonho, que hoje percebo e aceito que nunca se poderia tornar realidade. Tentei sim, reencontrar emoções e sentimentos, acreditar nas tuas palavras bonitas, re-sentir as tuas carícias e aceitar a ternura que ias demonstrando. Mas fui apenas eu que quis acreditar porque nada aconteceu e resultou apenas …

Testes Psicotécnicos

É uma verdadeira alucinação, quando concorremos a um emprego, somos pré-seleccionados e chamados para provas de selecção. Baterias infindáveis de testes psicotécnicos e de personalidade. Os últimos são absolutamente aceitáveis e até divertidos - falamos um pouco de nós, através de respostas a perguntas aparentemente simples, mas que, sem nos apercebermos, dizem muito sobre a nossa forma de ser. Não há como fugir nem como nos escondermos. As perguntas são tantas e o teste é tão longo, que lá aparecem as perguntas de controle... para confirmar se somos mentirosos ou se estamos ali para engarnar alguém... Agora... os psicotécnicos... são abominavelmente detestáveis. Fazem com que uma qualquer pessoa se sinta a mais burra de todo o universo. A verdade é que, por característica, os psicotécnicos são testes estupidificantes.

Cansaço

O cansaço é tal que a sensação é de me ter passado um camião tir por cima. Como é possível?

Sul... no Norte

Parece contradição mas não é. O restaurante Sul fica na rua do Norte, no Bairro Alto. Intimista qb, com ambiente a puxar para o alternativo, cheio de velas... claro que gostei da envolvência do ambiente. Com velas só poderia ter gostado... A comida é simples mas agradável - o couvert deixa a desejar - básico e com pão duro (nem o facto de ser domingo serve de desculpa...). O serviço é eficiente sem excessos. Claro que esta avaliação só é possível dada a companhia - um casal amigo, que viveu comigo bons e maus momentos em STP, e que já não via há um bom par de meses. Deu para sorrir, rir e sentir as lágrimas chegarem fácil e rapidamente aos olhos. Saudades? Siiiiiimmmmm.... se STP e de... algumas pessoas, claro!

África de Todos os Sonhos II

Roça Agostinho Neto (antiga roça Rio do Ouro), STP 2003 - vista do Hospital a partir da magnífica varanda da Casa do Governador

África de Todos os Sonhos I

Ilhéu das Rolas, STP, Volta à Ilha 2003

Kais

Cada vez que vou ao Kais recebo um bálsamo reconfortante para o estômago e para a alma. E os afectos regressam sempre bem alimentados. O espaço é magnífico - pela altura a que o tecto está em relação à nossa cabeça, pela imensidão do restaurante, pela proximidade do rio, pela música que ali é mesmo ao vivo, pelos empregados que são uma delícia no atendimento e que nos fazem sentir rainhas, pelo bar e a caipirinha, pela comida de uma qualidade inigualável, pelos doces e por tudo, tudo e tudo. Mas sobretudo pelo ambiente recriado com uma infinidade de velas... sim, lá estou eu com as velas - ideia brilhante, pela luz mas principalmente pela visão que proporcionam, independentemente do lado onde estejamos sentados. Não me canso de dizer. EXECELENTE, EXCELENTE, EXCELENTE. Sinto-me como nova!!!

Lição

E, a cada minuto que passava, Shine pensava:
- Nunca mais me vou esquecer da frase que Blu me dizia nas noites difíceis. Prometo... só que, desta vez... não por ele, mas por mim!!! E, reconheço que ele tinha razão...

Curso: A Arte de bem viver sem nos magoarmos
também conhecido por
MANUAL DE SOBREVIVÊNCIA EM MEIOS APARENTEMENTE PACÍFICOS

- Lição nº 1 - A RETER:

"TEM SEMPRE A CERTEZA DO CHÃO ONDE PISAS!"

Rosa Louca

"Rosa Louca" - hibiscus mutabilis - muda de cor de manhã, à tarde e à noite. Louca e inconstante, sedutora e misteriosa. Magnífica! Mais louca quando mantem diferentes colorações ao longo do dia. Mas este é um fenómeno ainda mais raro. Sentia-me como uma "Rosa Louca" - contrastante e estranhamente contraditória. Simples e complexa. Frágil à luz, temperatura e humidade, mas muito resistente a qualquer intempérie. Mutante. Confusa.


Honesty

If you search for tenderness, it isn't hard to find
You can have the love you need to live
But if you look for truthfulness
You might just as well be blind
It always seems to be so hard to give
Honesty is such a lonely word
Everyone is so untrue
Honesty is hardly ever heard
And mostly what I need from you
I can always find someone to say they sympathize
If I wear my heart out on my sleeve
But I don't want some pretty face
To tell me pretty lies
All I want is someone to believe
Honesty is such a lonely word
Everyone is so untrue
Honesty is hardly ever heard
And mostly what I need from you

I can find a lover, I can find a friend
I can have security until the bitter end
Anyone can comfort me with promises again
I know, I know
When I'm deep inside of me, don't be too concerned
I won't ask for nothin' while I'm gone
But when I want sincerity
Tell me where else can I turn
Because you're the one I depend upon
Tartarugas acabadas de nascer - o início da luta pela sobrevivência, STP, 2003

O Cão Grande, visto da foz do rio na Praia Grande, STP, 2003

Crianças com Jaca, STP 2002

Promessas

- Promete-me uma coisa - pedia-lhe com um olhar suplicante e uma voz infantil.
- Tudo o que quiseres. É só pedires, os teus desejos são ordens... - respondia-lhe com o sorriso aberto que só os bons malandros conseguem.
- Não me mintas nunca, por mais dura que seja uma verdade, mas não me mintas. Não suporto mais mentiras...
- Não te minto. Prometo - assegurou ele.
E assim ficaram a olhar-se, ela com a certeza que ele lhe mentia, até com esta simples resposta, e ele sabendo que não poderia cumprir a promessa, mas tendo a certeza que ela tentaria acreditar.

Os sentidos

- A que cheira o amor e a paixão? - perguntou-lhe um dia
- A ylang-ylangacabado de colher, quando tem a flor ainda viçosa e aberta - respondeu-lhe ele cheio de certezas
- E a que sabe? - teimava ela em perguntar-lhe para auscultar a misteriosa sensibilidade masculina, acerca da qual ela tanto duvidava
- A uma mistura indecifrável, meia picante meia doce, mas com um paladar inconfundível a hortelã
- E qual é a sensação?- continuava com a sessão imparável de perguntas, pela qual ele lhe chamava a "menina dos porquês"
- De uma terna envolvência. Não queres experimentar?- respondia-lhe ele a sorrir, com outra pergunta, sabendo que a provocava com sensações esquecidas e apetecíveis
- Porque me respondes com uma pergunta?- indignava-se ela sem lhe responder...

Sem promessas...

Shine fazia questão de pedir a quem se interessava por ela e que, por um qualquer motivo, despertava o seu interesse - Não prometas o que não podes cumprir, por favor...
E a resposta era sempre a mesma - Está bem, fica descansada.
Mas à medida que o tempo ia passando, com intensidade proporcional ao interesse, o erro era também o mesmo - "uma promessa em troca de encantamento e sedução".

Raio Verde I

Aqui ficam alguns excertos do que escrevi no artigo
(revista piá, Ano 1, Maio 2004, nº 18, pg. 22-24)

"(...) Muito se tem falado e discutido sobre o Raio Verde, havendo quem o refira como Azul, dependendo das condições atmosféricas e sobretudo da percepção do observador. Na verdade, ao longo dos tempos, o fenómeno adquiriu: um carácter místico, pelo mistério que a sua rara observação envolve; um sentido mítico dado que a observação é entendida como um ritual; uma conotação simbólica por ser equacionado com a esperança, a felicidade e a realização de desejos do foro emocional e afectivo. (...)"
"(...) Julio Verne, em “Raio Verde” (1882), é dos primeiros autores a descrevê-lo, «um verde que nenhum pintor, algum dia, conseguiria obter na sua paleta, um verde que não se encontra na variedade de tonalidades da vegetação ou que o mais límpido mar poderia produzir. Se houver verde no Paraíso, não pode ser mais do que a sua sombra, que é com certeza o Verde Verdadeiro da Esperan…

Raio Verde II

"(...) Amir Klink, navegador, em PARATII entre dois Pólos (1991), descreve a experiência da observação do fenómeno, vivida na primeira pessoa, «desde criança, sempre carreguei um desejo meio difícil de realizar (...). Sempre que era possível, eu perseguia o pôr-do-sol no mar. Atento, até a bola de luz amarelo avermelhada ir-se fundindo no horizonte, à procura de um fenómeno muito raro, que quase todos os povos navegadores do passado já mencionaram: o «green flash» ou «rayon vert». Um raio, ou explosão de luz que acontece em condições muito especiais, no exacto instante em que a última lasca do sol desaparece no horizonte.(...) Cumpria o mesmo ritual de sempre, meio sem esperança de um dia ver qualquer coisa - «dezanove horas, cinquenta e cinco minutos e trinta segundos... quarenta segundos... cinquenta... lá se vai o sol... ade...». E escapou um grito de súbito: «Eu vi! Eu vi! Eu vi!» Tanto tempo e, enfim, eu vi o Raio Verde. Uma fração de segundo que valeu toda a viagem». (...) P…

Coincidências

Hoje houve uma coisa muito engraçada. Conheci a Directora Pedagógica e ela fez-me uma referência que me deixou boquiaberta - "Ah a Brígida que trabalha sobre STP e que escreveu sobre o Raio Verde. E eu respondi - "Pois é... como sabe do Raio Verde? Onde ouviu falar?" - É que aquele magnífico fenómeno atmosférico, tão falado por Júlio Verne e outros escritores e relatado por marinheiros, era desconhecido de todos aqueles a quem eu falara antes no tema.
O Raio Verde não é bem verde... até é mais azul, ao que consta, mas assim ficou conhecido para quem viveu em STP. Falarei dele depois...

O trabalho dignifica...

Há dias, como o de hoje, que só me apetece dormir. Mas o vício da net ultrapassa os meus sentidos e necessidades. Venho escrever e ler, ver quem escreveu e sobre o quê, e ver quem me escreveu.
Hoje não recebi tretas. Só trabalho. Para que vim? Logo hoje que estou tão cansada... que coisa... há dias que nem trabalho e hoje...
Mas não me posso queixar. Nem quero. Senão há tretas ou “notícias” é porque não pode haver. Se há trabalho... é bom. Muito bom! Porque como costumo dizer, em tom provocatório, “o trabalho dignifica”!!! E esta é uma máxima que eu já interiorizei...

"Terminal de Aeroporto"

Filme absolutamente inspirador, desencadeador dos melhores e dos piores sentimentos. Um homem bom que se vê enredado numa situação da qual um homem mau não o deixa sair, arquitectando uma série de artimanhas para ver se ele cai pelo menos numa armadilha. Um grupo de "inicialmente desconfiados" que são, no decorrer do filme, uma revelação mais do que positiva - melhor seria impossível - de amizade. Uma mulher linda mas afectivamente instável e com uma imensa propensão para o abismo, ainda por cima reconhecida. Um filme que fala de amizade, atracção, amor (em situações e com personagens diferentes), maldade e ambição, mas sobretudo - o que se faz por um sonho, acreditando numa promessa a cumprir. E a lição do filme: a persistência. Situações contadas de forma sorridente mas que fazem pensar. A frase mais repetida no filme, num inglês arrussado - "1 homem e 2 mulheres... é gente a mais..."

Quero...

Quero... um dia...
... viver a vida devagar, um dia atrás do outro, nem que seja uma única vez...
... ter noção dos passos que dou, para não me arrepender uma e outra e tantas vezes,
... como antes.
... ter certezas do que quero e do que não quero.
... contar contigo sempre e não só de vez em quando.
... sorrir e rir sem constrangimentos ou receios.
... olhar o mar e ver o pôr do sol e sentir a tranquilidade que a visão me dá.
... acreditar que algo de bom pode acontecer e que a lei de murphy é só uma convenção péssimista.E... e... e...
Quero tanto... já sei, quase tudo... talvez demais...


Quem és tu?

- Quem és tu, que me prendes e me deixas, que me queres e que te ausentas? Que me negas depois de me quereres?
- Sou quem tu queres que eu seja, quem tu queres ver, como queres que eu seja, mesmo que eu não seja assim.
- És confuso e não te entendo. Deixa-me apenas conhecer-te, devagar devagarinho, ao ritmo leve-leve só...
- Se assim queres... que assim seja.

Nada acontece por acaso

“Cada pessoa que passa na nossa vida, passa sózinha, porque cada pessoa é única e nehuma substitui a outra. Cada pessoa que passa na nossa vida, passa sózinha, e não nos deixa só, porque deixa um pouco de si e leva um pouquinho de nós. Essa é a mais bela responsabilidade da vida e a prova de que as pessoas não se encontram por acaso”
Charles Chaplin

Intervalo em STP

STP vai viver um período de 15 dias de intervalo em relação à crise político-governativa, em que o lazer e a aventura serão a tónica dominante - os ÉLEZECS, como o organizador gosta de lhes chamar (LZEC) estão a caminho e amanhã, bem cedinho lá aterrarão no aeroporto internacional de STP.
Ao amanhecer passarão pelo Príncipe e avistam o Ilhéu das Cabras de um lado e do outro a Baía de Ana Chaves.
Por lá, com certeza que os conflitos entre os chefes de Estado - ou os que já foram - serão temporariamente aleviados pelo colorido dos jipes, alguns novinhos em folha, as caras novas que chegam e que fazem sempre sensação, as actividades culturais, com ou sem ministros... com ou sem representantes do Estado..., mas com livros e latas de tinta para a recuperação da escola em Angolares, a entrega prometida à AMI e muito passeio pela ilha.

Antes recomendei, vezes sem conta, cuidados acrescidos... com a cobra preta, o mosquito, que por lá mata mais do que se pensa, e o famoso tubarão. Não fui levada…

Em terra de ninguém... cada um é rei

E STP vive mais uma crise política.
É assombroso, e quase chega a ser hilariante...
Desde que para lá fui a primeira vez e até hoje, em cinco anos, os governos da "terra de ninguém" não aguentam mais do que 6 meses no activo, com a mesma configuração.
As razões são sempre muitas e aparentemente válidas: ou porque o Presidente - quem quer que ele seja - não se entende com o Chefe do Governo - quem quer que seja; ou porque os indícios de corrupção, tão comuns e conhecidos, vêm a lume; ou porque as negociações do petróleo beneficiam mais fulano A do que cicrano, deixando de fora fulano B; ou porque o Ministro X assinou um acordo internacional sem dar conhecimento superior; ou porque foi negociada uma concessão de terras ou da faixa costeira sem aprovação da Assembleia e a opinião pública "revolta-se"; ou porque houve um Golpe de Estado, na ausência do Presidente, com os militares a convidarem os ministros a comparecerem até ao dia seguinte no quartel até ser negociada…

Decisão

Esta vai a bold e em maiúsculas para nunca mais me esquecer:

A PARTIR DE HOJE ESCREVEREI APENAS SOBRE O PRESENTE E O FUTURO. QUERO ESQUECER O PASSADO: ESTÁ A CARREGAR O MEU PRESENTE DE UM SOFRIMENTO DESNECESSÁRIO. SE TIVESSE UM COPO NA MÃO BRINDARIA: AO FUTURO POSITIVO, DOS BONS MOMENTOS E DA ALEGRIA.

Tristeza

Sim estou triste, poderia ter-te respondido quando me disseste que estava amarga e azeda em relação ao que por lá tinha vivido. Mas os meus sentimentos não são de azedume ou de amargura e não têm que ver com a terra. Não! Têm que ver com a forma como as coisas acabaram por acontecer, como eu fui tropeçando perante uma assistência atenta, que não deixava nenhum deslise passar em branco, por estar ávida de escandalozinhos. E tu foste mais do que um deslise na minha vida. Estou cansada de ser usada e falada, aproveitada e comentada. Sim... já percebi que os contos de fadas só foram inventados para dar às crianças a ideia que a realidade não parece ser tão má quanto é. Já sei que os argumentos dos filmes, em que quase tudo acaba bem, só são mesmo possíveis nos filmes e que, se pegassem na minha vida para a passar numa tela, não teria o menor interesse porque sucessivamente as minhas histórias têm um final oposto ao feliz, ficando sempre com resquícios nos diferentes níveis da memória. Não q…

Um sentimento que morre

Hoje tive a certeza. Uma parte de mim morreu com ele. Não que ele tenha morrido de facto, está vivo e de boa saúde, ao que me foi dado perceber. Mas morreu o sentimento que algum dia teve por mim, está longe, distante, ausente. Por mais que eu quisesse que fosse de outra forma, tenho a plena noção que, nas coisas do amor, não vale a pena forçar um sentimento que não se tem. Não faz sentido porque não seria mais do que adiar uma decisão. E eu procuro, cada vez mais, ser uma pessoa consciente na busca da felicidade...
Até tinha medo de pensar... mas começava a acreditar que o "mau tempo" ficava finalmente para trás. Tudo parecia conjugar-se para que as coisas lhe corressem bem, pelo menos numa das partes mais importantes da vida. A partir daqui, tudo será mais fácil...

Viva o Trabalho!!!!!!!

E sinto-me de novo bem. Revitalizada.Organizada, com as ideias claras e definidas.
Afinal parece que é verdade... o trabalho cura todos os males.

As diferenças

Palavras para quê??? O John Gray explica tudo...

"Era uma vez um marciano e uma venusiana que se encontraram, se apaixonaram e se casaram.
No início, tudo eram flores, mas após algum tempo, foram acometidos de forte amnésia e esqueceram que vinham de planetas diferentes.
Desde então, nunca mais se entenderam.
Marcianos dão muita importância ao trabalho, aos desafios, às conquistas. Venusianas gostam de conversar para criar relações e compartilhar sentimentos.
Marcianos são os homens, venusianas as mulheres, e essas diferenças são apenas algumas na verdadeira teia de divergências que fazem com que os dois sexos não se entendam."


Necessidades amorosas primordiais de homens e mulheres
Mulheres
1. Carinho; 2. Compreensão; 3. Respeito; 4. Devoção; 5. Validação; 6. Reafirmação
Homens
1.Confiança; 2. Aceitação; 3. Apreço; 4. Admiração; 5. Aprovação; 6. Encorajamento

Homens são de Marte, Mulheres são de Vénus

Na altura em que Bad Guy se fazia amigo e confidente de Shine nos negócios amorosos mal resolvidos - ou seja, há algum tempo... - ofereceu-lhe um livro, como prenda de Natal, dizendo-lhe: - Leia com atenção. Vai ver como os seus problemas de comunicação com o seu Amor se solucionam rapidamente. Curiosa como era abriu o embrulho rapidamente, à espera de encontrar uma receita milagrosa. O título era sugestivo: "Homens são de Marte, Mulheres são de Vénus". Quando o jantar com Bad Guy, Smile e uma amiga de todos terminou, Shine e Smile continuaram pela movida lisboeta e concluiram aquilo que poderia ter sido uma noite natalícia muito agradável, numa terrível discussão. Estava comprovado, Bad Guy poderia ter razão - era melhor ler o livro. E assim fez, leu. Mas as respostas que encontrou não foram assim tão prodigiosas. Falava-se basicamente de diferenças entre sexos, com as quais é muito difícil lidar. Na verdade, não foi a ler aquele livro que Shine aprendeu a gerir as diferenças …

Nunca são as coisas simples

Nuno Júdice dixit: www.astormentas.com/judice.htm
"Nunca são as coisas mais simples que aparecem quando as esperamos. O que é mais simples, como o amor, ou o mais evidente dos sorrisos, não se encontra no curso previsível da vida. Porém, se nos distraímos do calendário, ou se o acaso dos passos nos empurrou para fora do caminho habitual, então as coisas são outras. Nada do que se espera transforma o que somos se não for isso: um desvio no olhar; ou a mão que se demora no teu ombro, forçando uma aproximação dos lábios."

Um dia...

Um dia ela iria ter o imenso prazer de ver a cara dele depois de ter lido tudo o que ela escrevera sobre ele. Talvez nesse dia percebesse um pouco melhor quem ela era e o que, na verdade, tinha sentido por ele. Nunca tinha percebido o sentido da palavra - amar - e por ele sentia um amor tão grande que optara sempre por partir quando ele demonstrava interesse por outras mulheres, o que a magoava de uma forma que ela própria não conseguia explicar. Afinal, ela percebeu como ele era desde o início. E aceitou-o assim. Volúvel e inconstante, mas de uma ternura impossível de descrever.

Sonho

Quando estava triste, gostava de pensar nele porque tinha a reconfortante, mas falsa, sensação de estar acompanhada. Parecia-lhe que ele ainda ali estava, fechava os olhos e via-o a sorrir. O pior era quando abria os olhos e voltava à realidade. Ele não estava ali e, no fundo, ela não queria que ele estivesse. Tudo era ilusório e irreal, portanto para quê manter essa sensação? Antes assim, era melhor que se fosse de vez...

BUÁÁÁÁÁÁ

Sempre gostei dos livros de banda desenhada do "Tio Patinhas, Donald, Pateta e Super, entre outros" - traduziam fielmente a imagem do bom, do mau, do mesquinho, do invejoso, do engatatão, do espertalhuço, dos enamorados, do rico e do pobre. Mas, sobretudo porque quando eles estão tristes utiliza simplesmente a magnífica expressão: BUÁÁÁÁÁÁÁÁÁÁÁÁÁÁÁÁ E todos ficamos a perceber o que se passa, sem ser preciso questionar muito.

Diz-me...

Diz-me:
Porque é que eu acreditei em ti? Foste tu que me fizeste acreditar ou terei sido eu que quis acreditar em cada palavra, em cada olhar, em cada gesto? Na verdade... tu não prestas, tal como todos os outros de quem sempre me queixei. Apesar dessa aparência doce, terna, educada, segura, confiável... afinal, tu não prestas!

Prazo de Validade

Hoje as relações afectivas são criadas a prazo - logo desde o início, o fim é previsível. São efémeras e fugazes. Daqui a uns tempos estarão expostas nas grandes superfícies com o prazo de validade bem visível para que, no caso de já terem passado a data, se poderem devolver ao produtor. A sabedoria radica na capacidade de nos prepararmos para o seu carácter temporário, de forma a reduzirmos e controlarmos o sofrimento do pós. Mas... porquê????

O Juízo

E o último dente do siso está a nascer.
Se o ditado estiver certo, a paz vai por fim chegar, com o juízo.

Resolução

Shine já pode dizer a Smile que resolveu "aquela merda", como ele chamava à história que ela vivera uns anos antes dele aparecer, mas que ele achava que ainda estava pendurada.

A escolha

Numa terra em guerra, havia um rei que causava espanto. Sempre que fazia prisioneiros, não os matava: levava-os a uma sala onde havia um grupo de arqueiros de um lado e uma imensa porta de ferro do outro, sobre a qual viam-se gravadas figuras de caveiras cobertas por sangue. Nesta sala ele os fazia enfileirar-se em círculo e dizia-lhes, então: "Vocês podem escolher entre morrerem flechados por meus arqueiros ou passarem por aquela porta e por mim serem lá trancados". Todos escolhiam serem mortos pelos arqueiros. Ao terminar a guerra, um soldado que por muito tempo servira ao rei dirigiu-se ao soberano: -Senhor, posso lhe fazer uma pergunta? -Diga, soldado. -O que havia por detrás da assustadora porta? -Vá e veja você mesmo. O soldado, então, abre vagarosamente a porta e, à medida em que o faz, raios de sol vão adentrando e clareando o ambiente... E, finalmente, ele descobre, surpreso, que... a porta se abria sobre um caminho que conduzia à LIBERDADE !!! O soldado, admirado, a…

O erro de Shine - Bad Guy

O Maior erro de Shine foram as confidências feitas a Bad Guy, em dias maus. Contou-lhe os medos que sentia, as angústias que lhe passavam pela alma, os desejos mais profundos e os sentimentos que nutria por uma ou outra pessoa. Falou-lhe das noites de desespero, chorou na sua presença em noites de tristeza ou de incompreensão, riu muito com os disparates que ele lhe dizia, aparentemente sentidos, sabendo o efeito que provocava: incredulidade e choque.
Shine quis acreditar na simpatia e amizade aparente que Bad Guy demonstrava sentir por ela e, por isso, confiou-lhe uma parte de si, sem receio das reacções dele ou que viesse a utilizar o que ia ouvindo, em tom de confissão, que só se tem com os amigos verdadeiros. E esquecia-se de quanto aquela terra era pequena. Afinal, a amizade só se consegue com o tempo e, se ela fosse uma pessoa desconfiada como diziam, nunca teria permitido que Bad Guy e outros que tais se tivessem aproximado dela, fazendo-se passar por seus amigos. De repente, a…

TT em STP

Vejam em http://www.latitudezero.net/
Há mais ou menos 2 anos comecei a receber mails de um tal João Brito e Faro, falando-me de uma expedição de TT (LZEC) que estava a organizar em STP. Não estranhei o contacto dele, afinal recebia muitos mails com pedidos de informação sobre STP, a melhor altura para viajar, o que fazer, onde se alojar, onde comer, principais precauções e se possível alguns contactos. Mas, à medida que fui falando com ele por msn, fui percebendo que ele queria um pouco mais do que as simples informações - precisava de apoio no estabelecimento de contactos em STP e de um pouco de assessoria.
E, mais uma vez, eu ajudei-o, em troca da possibilidade de integrar também o LZEC na minha investigação para o doutoramento. O LZEC estava longe do meu conceito de turismo ecológico - ou que eu explorava e defendia - no sentido de promover a preservação ambiental, a protecção de espécies e de divulgaçõ dos hábitos culturais das comunidades locais. Mas eles diziam que sim...
Bem, n…

Li e reli

Ontem, li e reli os mails que trocámos, os textos, frases e pensamentos que escrevi sobre ti. Para quê? Nem eu sei. Talvez para não mais me esquecer a forma como tudo começou, a rapidez com que avançámos um no outro e a brusquidão do fim, que me levou a mais uma travessia pelo deserto. Longa, longuíssima, duríssima e angustiante porque voluntariamente solitária. Sim, guardei tudo desde há um bom número de anos e algumas folhas estão amarelecidas. Já pensaste que foi há muito tempo? E às vezes parece-me que foi há tão pouco... Mas o tempo ajudou-me a definir sentimentos, a distinguir as emoções dos impulsos, apesar de andarem tão naturalmente ligados. Como é difícil por vezes distinguir o amor da paixão, esta da atracção e, por sua vez, do entusiasmo. Porque temos sempre tendência a misturar sentimentos, a confundi-los numa amálgama? Porquê? Porque tentamos sempre intelectualizar o que não tem razão para ser elaborado? Mais uma vez pergunto... porquê??? E a resposta é sempre uma: procura…

O fim de Smile

Naquela noite, Shine provou a si mesma que Smile não correspondia à imagem que ela criara e que alimentara, durante tanto tempo, sobre ele. E por isso, só por isso, aquela noite foi importante. Sentiu-se mal consigo mesma, por ela e pela confusão de sentimentos que emergiam. Saiu de casa de Smile pela manhã com a plena noção de nunca ter tido vontade de lá entrar. Foi um erro. Mais um. Mas desta vez útil para perceber que ele não passara de uma imagem recriada por ela, pela solidão em que vivia.
Culpou-se mal entrou no elevador e até encontrar o carro. Só queria sair dali, fugir e apagar aquela noite da sua memória. Parecia-lhe um “Reviver o passado num qualquer local, mais imaginário do que real”. Enquanto regressava a casa ia pensando “Mais um excesso, Shine... mais um que te fez chegar onde? Mais uma proximidade do abismo, daquilo que não te é útil e que não queres”. Já amanhecera e o trânsito aumentava de forma inacreditável, ela tinha a cabeça esgotada de tanto pensar sem chegar …

O Tubarão de STP – I Parte

Depois de ter regressado a Lisboa, após a minha última incursão a São Tomé, não há dia em que não me lembre das maravilhas do arquipélago, das suas particularidades, as mais apelativas e as outras... que representam riscos, mas que, por essa mesma razão, têm também o seu “quê” de sedução.
O tubarão de São Tomé é uma dessas particularidades, à volta do qual se tecem considerações, se contam histórias e se criam mitos, a maioria sem certezas. Sempre ouvi falar muito acerca do tubarão e nem sei porquê, talvez por ser um animal pouco simpático, que não permite grandes contactos com o Homem e que, apesar de tudo, existe em grande quantidade por aquelas águas. A maioria revelava desconhecimento sobre tipos e quantidade, principais riscos e ameaças, número de ataques e praias onde aparecem mais frequentemente. Mas as conversas evidenciavam sobretudo medo e desconforto. Havia quem: tivesse terror de o encontrar; dissesse já o ter avistado numa passagem de ano no pontão do Marlin, que era inof…

II Parte

Mortos vi alguns, na praia ou no mercado, após terem sido pescados - especialidade gastronómica muito apreciada por aquelas paragens, mas que nunca experimentei. Vi um em Neves, na praia, e fotografei-o, após o almoço nas Santolas. Outro, no decurso de uma viagem à Baía de S. Miguel, na inesquecível canoa “Tantan 3”, que ficou eternizada na memória de todos quantos participaram... foram sessões de susto contínuas, que hoje nos fazem sorrir.
No fundo, éramos um grupo de 10 pessoas, uma canoa e 1 colete. A partir deste contexto, quase tudo foi possível e pouco faltou acontecer. Com a excitação da partida e a emoção da situação – a portadora do colete não sabia nadar e ficou aterrada perante a possibilidade da canoa virar. No caminho perguntei a um dos rapazes, que nos levava e que ia tranquilamente semi-deitado, se havia muito tubarão no mar com aquela profundidade e a resposta dele, naturalmente para não nos assustar, foi - “Não, aqui não há tubarão”. Eis senão quando, o que ia a condu…

Diário de um "Bom Malandro"

A minha vida mais parece uma rede rodoviária com estradas paralelas, que não se cruzam por não as poder viver todas ao mesmo tempo. Uma amiga chamava-lhes vidas paralelas, mas eu prefiro pensar que são estradas, avenidas ou caminhos que me levam – ou podem levar – a algum lado. Pensando bem, eu próprio sou dividido e não gostaria de ser de outra forma.
Não minto mas, às vezes, não posso dizer toda a verdade. Não digo, não falo, calo-me ou não respondo! Mas a culpa não é minha, é delas que querem sempre saber mais do que devem, do que desejariam saber... quando sabem... ou do que posso contar. Na verdade, se lhes contasse, ficariam a saber tanto quanto eu e isso não pode ser. Nunca se contentam com o que têm e com o que eu lhes dou. E se dou... dou-lhes mais do que posso... O problema é esperarem demais e pedirem sempre mais. Querem, querem, querem... não páram de querer e de pedir - mais amor, mais afecto, mais atenção, mais tempo juntos, mais...
Um homem tem de manter a descrição e a…

IV. O soldado que marchava com o passo certo – A História

E a vida de Shine lá ia continuando, com altos e baixos, com capacidade de se dar aos outros, porque acreditava nas diferenças, e uma avidez infinita de conhecimento – de pessoas, de paisagens, de experiências, de formas de sentir, suas e dos outros, de culturas e de modos de ser e de estar. Shine ia brilhando como o sol, muitas vezes nublada, outras luminosa e outras ainda com as cores fortes do entardecer.
E sempre que as coisas não corriam como esperava, sobretudo com Blu, que por sua vez se desiludia com ela, a cada desatino, pensava:
- Desde o início das minhas viagens, aqui e a outros pontos de África, dei-me às pessoas, nas conversas e nos encontros sociais. Nos afectos entreguei-me, amei, quis conhecer e fazer amigos, quis apaixonar-me e construir uma vida assente em sentimentos e em relações fortes, em histórias de contos de fada e argumentos de filme. Acreditei na amizade e no amor. E onde cheguei? Onde é que a minha forma de vida me levou? Sempre acreditei que os paraísos s…

III. O soldado que marchava com o passo certo – Ainda Shine

Shine foi um alvo demasiado fácil para a intriga porque agia sem medir o quanto estava a ser avaliada. Nunca se preocupou com isso. O importante era estar bem, pensava ela, desde que não prejudicasse ninguém. E por isso ia falando com todos com uma enorme facilidade. Foi sempre assim desde que pôs os pés pela primeira vez naquela ilha. Ela gostava de conhecer pessoas, saber o que estavam a fazer por lá, conversar alegremente e aprender com as experiências alheias. Não pensava em envolver-se de imediato com os homens que conhecia, e fazia-lhe alguma confusão que fosse a primeira coisa em que todos pensavam quando a conheciam. Isso podia vir a acontecer mas não de forma imediata ou como uma acção reflexa. Não equacionou sequer como possível a hipótese das mulheres se sentirem confrontadas e incomodadas com a sua presença.
Ela tinha uma mente aberta e receptiva às diferenças. Mas ficava possessa quando os homens se insinuavam de forma gratuita, lhe lançavam o isco a ver se ela o apanhava…

II. O soldado que marchava com o passo certo – Shine, Blu e Smile

Os dias marcados pelos desatinos de Shine sucediam-se, cada vez com maior frequência, e apesar das tentativas imparáveis de se acertar com Blu. Ela estava verdadeiramente apaixonada por ele, mas o “bom malandro” que vivia dentro dele estava também, de dia para dia, mais activo, e isso confundia-a. Afinal, se a queria tanto quanto dizia, porquê estas atitudes e reacções?
O trabalho que tinha que fazer por lá era “por conta própria”, não dependia de superiores e não tinha horários a cumprir. Ia fazendo, ao ritmo dela e dava-se ao luxo de estar semanas sem trabalhar porque tinha a habilidade suficiente de compensar nas semanas seguintes. Isso dava-lhe a possibilidade de gerir o tempo – passava dias na praia ou a desenvolver actividades de lazer que incluía no seu trabalho. Tudo naquela estadia tinha potencial para correr bem.
Antes de Blu, Shine apaixonara-se por Smile, o protótipo do sedutor por conta própria e por prazer. Smile era o que uma mulher pode considerar de “gajo bom” – giro,…