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Mensagens

A mostrar mensagens de Maio, 2005

Como começar bem o dia de anos

Uma excelente forma de começar um dia de anos é com um passeio à beira mar, de preferência com os pés descalços e “de molho”. Revigorante, reconfortante e revitalizante. O passeio dos 3 “re”, seguido do "dolce farniente". Pena que a temperatura da água do mar seja muito mais fria do que em África. Mas, mesmo assim, será melhor do que nada. E assim vai ser!

Signos

De signo... sou GÉMEOS!!! Aqui ficam alguns dos meus traços, segundo http://astrologia.sapo.pt/, no link características dos signos. Deve ser o meu “outro eu” a falar neste momento mas... não me reconheço nestas características... sobretudo nas que dizem respeito ao Amor... Vá-se lá saber porquê...Adaptáveis * Curiosos * Aventureiros
22 de Maio a 21 de Junho
O 3º signo do Zodíaco
Elemento: Ar, Mutável
Planeta Regente: Mercúrio
Princípio: Activo
Parte do corpo: Mãos, Braços e Pulmões
Estação do ano: Fim da Primavera no hemisfério norte
Incensos: Alecrim e Jasmim
Pedras: Ágata
Dia: Quarta
Metal: Platina
Cor: Amarela
Personalidade dos Gémeos: "Fala comigo"
A maneira mais fácil para conhecer um Gémeo é numa festa. Vemo-los entrar em todas as conversas. Querem-se sentar com a banda, meterem-se com as empregadas, e discutirem misturas com o empregado do bar. Eles rodopiam mais rápido do que conseguimos seguir. Se tentar pedir a um Gémeo para se concentrar numa só coisa, eles simplesmente não co…

O dia de anos

O dia de anos sempre foi um dos meus preferidos. Em pequena achava que era mesmo um dia diferente e que não era preciso ir à escola. Afinal era o dia em que eu nascera e por isso se tornava tão especial. Sim, no dia em que nascemos só devíamos mesmo fazer as coisas que gostássemos, sem obrigações. Lazer, lazer, lazer! E prendas, claro, muitas prendas. Este era um ponto de discórdia em minha casa, já que eu gostava que os presentes fossem surpresa, mas, nos dias que antecediam a data, não resistia a percorrer os cantos todos da casa até descobrir os embrulhos. Era uma trabalheira que dava um gozo indescritível. Ainda hoje me lembro do meu coração a bater mais depressa quando me decidia a empreender esta tarefa arriscada. Os níveis de adrenalina subiam só de pensar que podia ser descoberta numa situação constrangedora, envolta por papel de embrulho e laçarotes. Eram minutos fantásticos e o encontro, dos meus olhos com as caixas ou sacos, memorável. Uma vez descoberto o local secreto, de…

África na Expo 2005 do Japão

África está representada na Expo2005 no Japãohttp://www-1.expo2005.or.jp/en/venue/globalcommon05.html e, pelo que sei, alguns dos pavilhões têm despertado interesse nos visitantes. Este é o caso de São Tomé e Príncipe.Na maioria dos casos, os visitantes não tiveram ainda o privilégio de conhecer o arquipélago, mas têm demonstrado, aos técnicos que por lá se encontram deslocados, interesse numa próxima visita. Há que reconhecer que é um bom trabalho a favor da divulgação das potencialidades e recursos nacionais, principalmente com o objectivo da dinamização do turismo.

Mais uma receita de Calulú de Pato, Galinha ou Carne de Porco

Esta receita foi retirada da Revista Piá, ano 0, nº 2, Janeiro 2003, pg. 28 (com fotografia):
Ingredientes: maquequê, jimboa, mússua, couve, olho de libo, otâje, cominhos, mesquito, ponto, damina, tartaruga; ossame, tomate, cebola, malagueta grande, óleo de palma, pau pimenta, 1 fruta pão, beringela, quiabo, carne escolhida
Modo de preparação:
Corte em pedaços a carne escolhida, tempere com pimenta, cominhos, sal, casca de pau pimenta seca e flores de mesquito. Deixe marinar. Lave muito bem os ingredientes, pique as folhas, descasque a fruta pão e corte em quatro partes. Refogue as folhas, quiabo, maquequê, beringela, tomate sem pele, pisado ou esmagado com as mãos, cebola picada, malagueta cortada em duas lascas, a carne escolhida, óssame batido, pau pimenta e coloque numa panela com um pouco de água, leve ao lume e deixe cozer. Acrescente água quente ao refogado. Retire a fruta pão e pise, ou melhor triture-a. Enquanto o calulú estiver ao lume, pise um pouco de cominhos, sal, casca de …

Há dias assim

Há dias assim em que inexplicavelmente somos invadidos por uma energia imensa, que nos parece infinita. Andamos quilómetros, corremos, fazemos mil e uma coisas, sentimo-nos incansáveis e imparáveis, desdobramo-nos em pequenos e grandes gestos, multiplicamos acções e o Mundo parece-nos pequeno. Mas, também de repente, a quebra apodera-se do nosso corpo e do nosso espírito e damos connosco sem nos conseguirmos mexer mais. Até que um novo dia chegue.

Menu da Semana Gastronómica de STP

SEMANA DE SÃO TOMÉ – RESTAURANTE Terreiro do Paço (Lisboa) Cozinha equatorial, feita de ingredientes e temperos exóticos (preços entre 12.10€ e 13.90€ o prato)Segunda-feira, dia 30 de MaioAzagoa de carne (carne de porco, folha de Mandioca e feijão vermelho com farinha de mandioca) Calulu de peixe (garoupa, tomate, malagueta e quiabos com arroz e farinha de mandioca) Terça-feira, dia 31 de MaioMolho de fogo (peixe fumado, peixe salgado, tomate, coentros e limão com banana cozida) Jogo (cação e garoupa, fruta pão com arroz e farinha de mandioca) Quarta-feira, dia 01 deJunhoFeijão à moda da terra (feijão vermelho, peixe fumado, tomate, ossame e pau de pimenta com arroz) Arroz de Peixe da Terra Quinta-feira, dia 02 de JunhoMuqueca de Peixe (pargo, tomate, beringela, óleo de palma com arroz)Peixe Limão (garoupa, matabala, piri-piri, farinha de mandioca, sementes de óssamo e mocócó)Sexta-feira, dia 03 de JunhoAzagoa de Peixe (corvina e pargo fumados, folha de mandioca e feijão vermelho com…

As Relações Europa-África II

Já que estou numa de divulgação, algumas das comunicações apresentadas no Seminário "As Relações Europa-África" também já se encontram disponíveis on line para consulta. O meu contributo foi também sobre o turismo ecológico em STP, claro. Desta vez o título foi: "O Desenvolvimento para além do petróleo: o exemplo do turismo em São Tomé e Príncipe"

SAHARA

Não sendo um “grande filme”, o Sahara é divertido e dispõe bem, permite ver paisagens e locais em África, relembrar paragens conhecidas e sonhar com novos destinos. As situações criadas aproximam-se de um misto de aventuras ao jeito dos “Salteadores da Arca Perdida” e do 007. E como o cinema é um espaço lúdico onde vamos para descontrair, este é um filme adequado.

I Mostra Gastronómica dos Países de Língua Portuguesa

A STUDIUM e a Associação Amigos do Príncipe, numa organização conjunta com o Restaurante Terreiro do Paço, vão realizar a I Mostra Gastronómica dos Países de Língua Portuguesa, sob a orientação do Chefe Vitor Sobral.
O evento decorrerá entre 25 de Maio e 5 de Junho naquele restaurante. Com este evento pretende-se, promover a gastronomia tradicional dos PALOP e apoiar projectos de Saúde e Educação das Crianças de Rua que vivem nestes países.Contactos : RESTAURANTE TERREIRO DO PAÇO
TEL: 210312850; FAX 210 312 859
Email: terreirodopaco@quintadaslagrimas.pt A gastronomia é uma vertente forte da Cultura de qualquer Povo. A mesa é um espaço privilegiado de encontro e de encontros, ou não estivesse a mesa simbolicamente associada à ideia de reunião, de comunhão, de refeição. Em África este conceito de partilha é mesa é elevado à forma de arte.
A primeira semana gastronómica traz à mesa do restaurante TERREIRO DO PAÇO a cozinha de São Tomé e Príncipe. É uma ocasião para saborear o CALULU de São T…

Mais um mail anónimo

E hoje recebi mais um daqueles mails que nunca virei a saber quem teve a ideia do envio. Mas o conteúdo é bonito e tenho de reconhecer que me sabe sempre bem ler uma mensagem assim. Aqui fica o registo do texto recebido:“Antes de magoar um coração, Veja se não está dentro dele.Pois se um dia choreiNão foi porque perdiE sim porque amei”.Bem... apesar de não saber quem magoei, torno públicas as desculpa e agradeço o afecto.

Há coisas engraçadas, apesar de tudo...

Podia ter-me dado para melhor. Imaginem que, num serão de véspera de feriado, fui reler o historial de mensagens que troquei com alguém que, um dia, fez parte da minha vida, aqui há muito tempo e de forma fugaz, numa África distante, bem a sul do Equador, e à qual não regressei desde essa altura. Como é meu hábito nestas coisas dos afectos mal geridos, guardei as palavras trocadas nos diferentes momentos, com o único objectivo de um dia mais tarde as reler. Foi o que hoje fiz, e a culpa é da televisão que não se decide a cativar os caseiros como eu. E pronto, vim para o meu posto para me entreter e distrair um bocadinho do cansaço que me vai na alma e fui reler palavras trocadas e religiosamente guardadas entre papel e uma caixa de correio perdida nos cantinhos da net.Quem ele foi não interessa, e quem ele é hoje muito menos. O que é importante é que o resultado não foi brilhante, o que se passou naquele curto espaço de tempo teve um final muito pouco feliz e as vivências possíveis nã…

Estranha relação

Para ser franco, e o mais sincero possível com a vida, Joaquim já não sabia o que fazer para chegar ao fim do dia com um sorriso aberto estampado no rosto, uma palavra amável ou um espírito positivo e optimista. Já tentara de tudo um pouco: andar a pé à beira do rio; encontrar um amigo que já não via há algum tempo; jantar com o grupo de sempre; ler umas páginas do último livro que adquirira; ouvir música relaxante; fazer desporto; frequentar aulas de Yoga e de relaxamento; comer um gelado ou sentar-se num jardim a contemplar as flores e a escutar os pássaros. Nos dias em que alterava a rotina, introduzindo um não sei quê de diferente, parecia que tudo corria melhor. Com ele, com a mulher e com todos os outros que, por um qualquer motivo incluído o acaso, se cruzavam com ele. Mas nos outros dias, em que repetia gestos, contactos ou percursos, sentia-se a viver uma eternidade difícil de suportar. E o mundo desabava sobre a sua cabeça e nas suas mãos de forma pesada e dura. Que o disses…

Sono

Hoje é um daqueles dias em que o cansaço decidiu visitar-me e, acredito, alojar-se por uns dias. Há muito que não tinha esta sensação estranha de querer dormir, dormir, dormir sem parar. Em STP havia dias assim, em que, por mais e melhor que se tivesse dormido, não apetecia fazer nada e o sono ficava, de forma contagiante, por uma temporada. Normalmente antecedia tempestades e temporais de chuva batida pelo vento, acompanhadas de calor forte, intenso, imparável, provocando os sentidos. Mas aqui, só pode estar relacionado com o calor repentino e a única coisa que provoca é mesmo o sono.

Lua

Depois de um dia cansativo e desgastante não há nada como contemplar o céu iluminado pela lua. Hoje cheia, redonda, imensa e particularmente bonita, de uma cor quente: amarelo torrado. Dou comigo a sorrir sozinha pelas lembranças do luar africano, lá para os lados da Boca do Inferno, que me assolam a alma. Absolutamente inspirador e muito saboroso...

STP na revista VOLTA AO MUNDO

STP é tema de capa da Revista Volta ao Mundo de Junho de2005. A reportagem “São Tomé e Príncipe, um segredo no Equador” (pg. 52-78) é marcada por fotografias variadas de São Tomé, do Ilhéu das Rolas e do Príncipe, com Bom Bom incluído. Fotos espectaculares que merecem ser guardadas.O texto contém algumas imprecisões, mas vale a pena ler. O jornalista Paulo Rolão, autor do texto, e o fotojornalista Luís Filipe Catarino, responsável pelos registos fotográficos, revelam-se encantados e seduzidos (o que é absolutamente normal!!!) numa curta estadia, passando por alguns (mas não muitos) locais. Os alojamentos privilegiados foram Clube Santana, Ilhéu das Rolas e Bombom, havendo referências ao Miramar. Turismo Rural visitado: S. João e Bombaim. Roças visitadas: Agostinho Neto, Monte Café, Sundy e S. Joaquim. As praias referidas como as melhores: em São Tomé, Tamarindos, Conchas (extenso areal a perder de vista...?!), Lagoa Azul (com areia...?!); no Príncipe, Banana e Macaco. Fiquei desiludid…

Nada do que foi volta - VI

- “Responde-me uma pergunta Abel. Já sentiste alguma vez que, quando se quer muito uma coisa, por se querer tanto e durante demasiado tempo, de repente chegamos à conclusão que a deixámos de querer?”Abel ficou calado com a perplexidade de quem não entendeu a questão que Vera lhe colocara. Por vezes, ela parecia ter uma complexidade interior tão grande que se tornava incompreensível. Mas afinal, o que queria ela? Vera era mesmo uma complicadinha, nunca percebia o que era mais do que óbvio. E sem dizer nada pensava:- “Durante uma infinidade de tempo gostou de mim e sofreu porque eu não lhe dava toda a atenção que ela achava que merecia. Conhecemo-nos numa altura em que eu queria aproveitar o tempo de liberdade, sem prisões e sem obrigações. Ninguém me pode condenar por isso. Eu estava ali, naquela África onde tudo é permitido a um estrangeiro, para viver e me divertir. Mulheres não me faltaram e ela não podia ser a única. Eu não lhe podia dar isso e ela sabia-o desde o início. Eu gostav…

Nada do que foi volta - V

- “Vamos ficar juntos, juntinhos, vem para aqui, ao pé de mim. Vá lá, não te faças esquisita e diz que sim. Diz, diz, diz... vá lá. Não te lembras de tudo o que já vivemos juntos? Não te apetece de novo?” – e Abel estendeu a mão em direcção a Vera, fechando os olhos como se quisesse transformar um sonho em realidade.Vera não se mexeu um milímetro e olhava-o incrédula. Fora Abel que errara há uns tempos atrás, que faltara à honestidade prometida, que a enganara naquela terra de ninguém, umas portas à frente daquela em que coabitavam. E agora quase se fazia de vítima por estarem separados. Não, ela não queria voltar para ele desta forma. Era uma incongruência porque, além de tudo o mais, arriscava-se a que, após um fugaz envolvimento, ele a deixasse de novo. E Vera aprendera qualquer coisa com ele: apenas pisar o solo que se conhece bem. O risco era, para ela, demasiado grande e o custo a pagar por um entusiasmo incomportavelmente alto.

Nostalgia

A nostalgia acompanha os que viveram sentimentos fortes, lutaram e ultrapassaram, amaram e sofreram, tiveram dias felizes em locais inesquecíveis, perpetuando lembranças simplesmente por se quererem recordar; os que marcaram os locais por onde passaram pela realização, e as pessoas com quem contactaram pela diferença de atitude. A nostalgia não abandona os que se deram, se apaixonaram e entregaram a causas e a ideais; os que souberam dizer “Eu quero” com determinação, contra tudo e todos, numa altura em que ninguém acreditava ser possível e que, no momento certo, escolheram dizer “Não!” com a certeza de ser a melhor escolha, sem haver lugar para o lamento, o queixume ou o arrependimento.E eu sinto-me nostálgica muitas e muitas vezes porque faço presentes os bons momentos que um dia vivi, afastando da memória os que assim não foram.

Deixa-me...

Deixa-me chorar e gritar, pensar e concluir, sorrir, rir e gargalhar.Deixa-me aconchegar no teu abraço e sentir o calor que me transmites, confortando-me.Deixa-me olhar os teus olhos e entender tudo o que me dizes por palavras e o que omites não falando.Deixa-me falar sem dizer nada.Deixa-me conversar sobre qualquer coisa ou sobre tudo.Deixa-me ouvir os sons, sentir os sabores e ver os tons.Deixa-me ficar e fica tu também...

Reflexão

Com regularidade, mas não tão frequentemente quanto gostaria, viajo pelos blogs que me introduziram neste mundo da escrita partilhada. E já são muitos. Tenho constatado que, de tempos a tempos, o tom dos posts vira pessimista, derrotista, triste, pesaroso, algo depressivo. A maioria fala-nos de amores desencontrados, perdidos, de pessoas abandonadas, solitárias e “ensolidadas”. Como se o mundo acabasse com as rupturas, com a perda de um afecto, com a falta de companhia e de companheiro. Como se cada um ficasse a ser apenas metade do que já foi, incompleto e marcado pela incapacidade de ultrapassar o dia-a-dia. Como se a vida pesasse e tivesse deixado de fazer qualquer sentido, ficando cada um sem rumo. Cada um não, porque quem partiu continua o seu percurso com espírito aliviado e alma renovada. Dá vontade de postar um comentário (Chuinga como te entendo finalmente...) ou de escrever ao autor apelando ao bom senso, dizendo:“Atenção Amiga(o), o Mundo não acabou porque aquele em quem de…

Nada do que foi volta - IV

Abel não sentia saudades de Vera, mas sim da vida que tinha tido quando se cruzaram, partilhando espaços e tempos, momentos únicos que jamais se repetirão e que ele nem sequer desejou que se repetissem. Sentia a nostalgia do passado pela liberdade que tinha usufruído naquele local, pela possibilidade de se relacionar com quem entendesse e de se sentir dono da sua própria vida, sem ter de dar explicações do que fazia, a quem quer que fosse. Foi aí que conheceu Vera, uma mulher independente, interessante, não particularmente bonita mas o suficiente para se destacar das outras que ali viviam, que cativava os homens e causava inveja às mulheres. Tinha os requisitos para lhe chamar a atenção. Vera era uma mulher estranha porque demasiado directa e sincera, de uma frontalidade que Abel desconhecia porque nunca encontrara estes predicatos em ninguém. Se essa forma de ser e de estar o seduzia também o afastava e a relação deles foi, desde o início, marcada por desencontros e contradições. Hav…

Colecções

Há quem faça colecções de selos, de chávenas, de penicos, de canetas, de abre-livros, de relógios, de armas, de caixinhas, de dedais, de leques, de cromos, de vasos, de animais, de brincos e de anéis, de óculos, de postais ou de jornais antigos, temáticos e regionais. Há colecções originais e outras mais vulgares. Na verdade, desde pequena que nunca fui dada a colecções, porque requeriam uma atenção que nunca quis dar a objectos. O meu cuidado sempre esteve mais associado às pessoas e aos animais e, talvez por isso, nunca tenha percebido bem a dedicação de algumas pessoas em relação a um conjunto de folhas ou de peças, por mais raras que elas fossem, passando horas a observá-las com admiração, a limpá-las e a arrumá-las em local de destaque, não permitindo que outras pessoas lhes tocassem.Mas desde que fui a África pela primeiríssima vez – aqui fica a homenagem a Guiné Bissau - rendi-me ao encanto de uma peça de artesanato e, sem dar conta, em cada incursão que fui fazendo a países af…

De novo Bissau

Recebi notícias de Bissau. O clima está mais calmo do que eu pensei inicialmente. E ainda bem. Aquele país e aquele povo não mereciam mais outra guerra e o sufoco que daí decorreria. Aguarda-se a evolução dos acontecimentos com tranquilidade. Parece que os meios de comunicação terão, uma vez mais, empolado o caso, porque quem por lá está continua a viver o quotidiano dentro da normalidade.

Fico Assim Sem Você (Adriana Calcanhoto)

Avião sem asa
Fogueira sem brasa
Sou eu assim sem você
Futebol sem bola
Piu-piu sem Frajola
Sou eu assim sem você
Porque que é que tem que ser assim?
Se o meu desejo não tem fim
Eu te quero todo instante
Nem mil auto-falantes
Vão poder falar por mim
Amor sem beijinho
Buchecha sem Claudinho
Sou eu assim sem você
Circo sem palhaço
Namoro sem abraço
Sou eu assim sem você
Tô louca pra te ver chegar
Tô louca pra te ter nas mãos
Deitar no teu abraço
Retomar o pedaço
Que falta no meu coração
Eu não existo longe de você
E a solidão é o meu pior castigo
Eu conto as horas pra poder te ver
Mas o relógio tá de mal comigo
Por quê? Por quê?
Neném sem chupeta
Romeu sem Julieta
Sou eu assim sem você
Carro sem estrada
Queijo sem goiabada
Sou eu assim sem você
Porque que é que tem que ser assim?
Se o meu desejo não tem fim
Eu te quero a todo instante
Nem mil auto-falantes
Vão poder falar por mim
Eu não existo longe de você
E a solidão é o meu pior castigo
Eu conto as horas pra poder te ver
Mas o relógio…

Nada do que foi volta III

A vida ensinou a Vera que chorar a ausência não só não resolve como agudiza a angústia e a sensação de perda. Mas, como chorar não é uma manifestação que a maioria das pessoas tenha por querer, Vera aprendeu a controlá-la e passou a chorar para dentro. Quando está triste, sorri e, para não ser traída pelo tremor dos lábios, trinca o inferior no canto esquerdo. Mordisca-o sorrindo para fora, mas no seu interior chove de tal forma que mais parece um dilúvio em dia de tempestade. E isso passou a acontecer cada vez com mais frequência. Abel nem disso dá conta e ela também faz porque ele não se aperceba. Ele está longe dela e pouco a vê, para dizer a verdade, cada vez menos. Por isso, o risco de tomar consciência do que se passa com ela é pequeno. E, para ela, isso é bom. Depois de Abel, Vera não se voltou a apaixonar por mais nenhum homem. Não podia porque tendia a usar uma medida de comparação que não deixava margem para dúvidas. Abel tinha sido o “seu must” e apesar de tantas qualidades…

A fantástica Guiné

Na Guiné encontrei algumas coisas fantásticas de tão ímpares: a altura das papaeiras; a variedade e diversidade de mangas; a quantidade de caju; o nome que dão ao amendoim – mancarra; a quantidade de abutres no céu de Bissau e o nome que lhes chamam – jagudi; a zona ribeirinha de Bafatá; a diversidade étnica; a quantidade de crianças nas ruas de Bissau; o mercado de Bandim; as crenças e as práticas culturais; e tantas outras coisas.

Guiné

E a minha querida Guiné, o meu primeiro amor africano, está prestes a entrar em conflito. Melhor dizendo, ali o conflito é latente. Infelizmente... E a preocupação com os amigos que lá vivem, os guineenses e os outros, aumenta. Dou comigo a recordar a primeira incursão a Bissau, quando a porta do avião foi aberta no aeroporto de Bissalanca, e senti o bafo quente e húmido, o ar denso e o cheiro intenso, misturando, de forma magnífica, os aromas da terra molhada com frutas, predominando uma essência adocicada que, ao primeiro cheiro, parecia algo enjoativo. Só mais tarde, vim a reconhecer o aroma, uma mescla de manga com cajú fresco. Aquele cheiro é inconfundível e aquela sensação incomparável.

Nada do que foi volta II

Talvez algumas coisas tivessem mesmo de ficar assim, sem retorno e sem regresso. Talvez fosse mesmo a lei da vida, ou como é que se chama às partidas pregadas pelo destino e feitas em desencontros. Por fim, naquele dia percebera que quando os sentimentos são unilineares perdem qualquer sentido e resultam em doença. E as doenças, a maioria pelo menos, cura-se. Não, Vera não se queria sentir doente de amor, essa é uma maleita que já não se usa. Amou-o, ama-o ainda e sente que talvez o venha sempre a amar, porque este é um sentimento que não se procura mas que, quanto se sente, não se confunde. Abel era o homem da vida de Vera, se é que isso existe. Podia nunca mais voltar a tê-lo, a sentir-se envolvida pelo abraço forte e pelos beijos ternos, pelo olhar carinhoso e pelos ralhetes preocupados, pelo cheiro intenso e reconfortante. Mas uma coisa é certa, esta é a lembrança mais terna e mais saborosa que Vera tem dos homens. Abel é uma recordação que sabe a fruta de verão, carnuda e colorid…

Nada do que foi volta I

“Nada do que foi volta”, pensou Vera quando se despediu de Abel. “Pelo menos não da mesma forma, ou como eu gostaria. Cada reencontro com ele é um novo momento para o conhecimento de uma faceta até aqui não revelada. É estranha a sensação, mas por mais que pensemos que conhecemos uma pessoa, acabamos por perceber, mais tarde ou mais cedo, que tivemos apenas uma visão do que ela é, ou pode ser.”
Apesar de conversador, Abel estava distante e pareceu-lhe triste. Sabia-lhe sempre bem vê-lo e aos encontros marcados não gostava de faltar. Sentia-os como rituais e defendia que esses deviam ser vividos para que as tradições se mantivessem. Não olhava para ele como um ritual ou como uma tradição mas o sentimento que tinha em relação a ele era tão profundo que queria guardá-lo para sempre.
Ouvia-o e sentia-se a partilhar alguns dos problemas que ele tinha, os possíveis e que ela podia saber. Queria apenas que ele estivesse bem, já que não podia sequer pensar no quanto gostaria que ficassem bem. E…

Dúvida existencial

E, naquele final de tarde, depois de terminar mais um livro, que mais parecia um tratado novelístico, sobre os afectos, as paixões desencontradas, com o final possível mas longe de ser feliz, os dramas e as esperanças desta vida, pensei cá para comigo: "Também eu tenho andado atrás de um sonho, dediquei os meus dias a uma causa, a algo em que sempre acreditei. Que balanço farei eu daqui a 30 anos? Nessa altura, acharei eu que terá valido a pena?"

A agricultura dos afectos

Não é fácil fazer com que algumas pessoas interiorizem a ideia de que o pousio afectivo não tem tempos pré-definidos, pode ser breve ou muito prolongado, tal como as filas de espera para pedir esclarecimentos ou informações num serviço público. Cada caso é um caso e por isso marcado pela particularidade. As pessoas são diferentes, e ainda bem, ou seja nem todas reagem da mesma forma aos estímulos e aos problemas!!! E nem todas interiorizam o modelo relacional e afectivo dos trópicos, mesmo quando lá não estão. Estou certa que é essa complexidade que faz da vida algo tão interessante, principalmente porque temos a capacidade e a possibilidade de escolher o que mais nos convém. Esta agora lembrou-me a Sara Tavares, quando canta “sei que posso fazer tudo, mas nem tudo me convém”
“Andas muito bem disposta e risonha”, dizia-me alguém com quem já não falava há muito. Sim, risonha estava porque actualmente as nossas conversas fazem-me rir. Mas não diria que estivesse bem disposta, não particu…

Matala

Bwa notxi Migu Malio.
Um amigo partiu esta semana para Matala, em mais uma missão. Matala é um nome bonito, alegre e muito sonoro e ele é uma excelente pessoa, com uma imensa capacidade de se voluntarizar, de trabalhar e de se adaptar às situações mais adversas. Vai lá ficar um ano e espero que vá dando notícias com regularidade. Boa viagem Mário e uma melhor estadia por terras angolanas. E espero que esta experiência de vida te enriqueça ainda mais. Um grande, GRAAAAANDE beijinho.

Gostos partilhados

O brilhantismo daquele encontro revelou-se nas afinidades. Gostavam de África e de Ilhas e acima de tudo encantaram-se por São Tomé, enamorando-se um pelo outro. Mas gostavam de mais, dos sorrisos e dos olhos dos santomenses com quem se cruzavam e com os quais trocavam uma ou outra palavra misturada com a intensidade do olhar, do ritmo leve leve e da descontracção só ali permitida, da paisagem, que alguns diziam monótona, pela densidade tão inspiradora, dos fins de semana partilhados e das actividades que realizavam em conjunto, das refeições a dois, a quatro, a oito, às vezes a mais, onde se reinventavam receitas e experimentavam paladares, do convívio que, por aquelas paragens, era obrigatoriamente intensificado.

Mudanças

Ao contrário da maioria, Z. gostava de ilhas. Transmitiam-lhe paz e tranquilidade, talvez por darem aos continentais como ele a sensação de que, sendo a vida tão contingencial e efémera, devia ser bem aproveitada. Todas as horas, os minutos, os segundos. Não valia a pena lutar contra o tempo, até porque ali era vivido de forma bem diferente. Nem brigar com as pessoas, afinal numa ilha todos eram necessários e importantes. Também nas ilhas havia um sentido de protecção mais evidente, pelo natural limite do espaço e do mar, infinito e inconstante, tudo rodear. As ilhas fascinavam-no e seduziam-no e era nelas que ele se deixava envolver, lenta e ternamente pelo mundo dos afectos. “Um dia”, pensou, “hei-de mudar-me para uma onde sinta que é a minha casa. Mas tem de ter calor, e muitas árvores e flores, e praias, e fruta abundante, e locais para passear, conhecendo pouco a pouco o desconhecido, e gente bonita, simpática e sorridente”. E foi assim que partiu para África, em busca do que não…

Espaço Cultural - STP

Foi criado um novo blog, Espaço Cultural - STP, com o objectivo de divulgar os escritores, pintores, escultores santomenses, mas também os artesãos, os contadores de histórias e os contos tradicionais. A iniciativa partiu de alguns membros do e-Grupo Caminhadas e Descoberta em STP, entre os quais moi même, e os links aparecem referenciados ao lado.

Continuando...

E o dia assim continuou, chatinho e cinzentão qb, a acompanhar o meu estado de alma. Há mesmo dias assim, e há muito que não passava o dia a pensar "quem me dera que chegue amanhã". Não por nada de especial e bom que me possa acontecer amanhã, mas apenas com um objectivo, que esta sensação de "tempo mental farrusco e choviscoso" passe depressa com uma boa noite de sono. Em STP havia dias assim, tristonhos e lamurientos, com uma diferença importante: estava sempre calor, muito calor. E um mergulho no mar, seguido de uma caminhada longa pelo areal em busca de conchas, revitalizava qualquer estado anímico menos fortalecido. E quando, mesmo assim, chegava a casa acinzentada, dedicava-me a tratar das conchas com cuidado e atenção. Lavava-as, esfregava-as, secava-as e envernizava-as. Hoje olho para elas com orgulho e a minha alma ilumina-se.

Dia Não...

O dia começou "não", chato, rezingão, implicativo e pouco simpático. Pensei eu ir à aulinha de danças latinas mas não há condições. Hoje é uma manhã em que, ao fechar os olhos, revejo a tranquila Baía de Ana Chaves.

Baía Ana Chaves e o Ilhéu das Cabras ao fundo. São Tomé, Novembro 2002
Posted by Hello

Ah... Leão!

"Diz-me, se me visses como um animal, qual seria?" - perguntou-me ele esperando uma resposta do género: leão. Era assim que ele se via. Másculo, forte, possante, dominador, rei da selva, bonito e... por natureza, pouco fiel. "Sabes que um leão africano é capaz de cupular com várias leoas, umas seguidas às outras? Não se cansa, é insaciável. Está em cima de uma e salta para outra. É daí que vem a expressão: Ah... Leão...", referia ele com orgulho. Eu olhei-o, primeiro estarrecida, porque ainda não o conhecia bem, e depois divertida, e sorri a pensar "Mas os homens por vezes fazem cada associação de ideias... já para não falar nas perguntas...". Com o tempo vim a perceber aquela conversa assim como a pergunta. Era redundante, um pouco simplista até. Não havia nada de muito elaborado senão a tentativa de mais uma conquista. Eficaz e rápida, efémera e sem contrapartidas, hedonista e egoísta qb, como na culinária. Ele pensava e relacionava-se com as mulheres com…

É preciso uma paciência...

É fantástico como algumas pessoas se dão ao trabalho de escreverem para quem não conhecem com conversa da treta, personalizando o discurso e fazendo-se passar sabe-se lá por quem. Não, não me estou a referir aos meus queridos leitores que, sempre que me escrevem, animam o meu dia, a noite ou a hora em que leio os seus mails. Refiro-me mesmo a pessoas que não se identificam mas que enviam mails com corações, músicas foleiras e mensagens que... Santo Deus, não pensaria nunca enviar a alguém, quer gostasse quer não suportasse. E o trabalho que isso dá... serão que não têm mais o que fazer? Em STP recebia de quando em vez mails com endereços que não existiam , cheguei mesmo a receber uma declaração de amor de quem nunca vim a saber quem era. Só podia mesmo ser gozo. Depois recebia de uma "Maria Tristeza", um "Pablo te ama", ou "Não desesperes". Regressei e a brincadeira abrandou mas apareceu-me uma outra que se fazia passar por quem não era. Foi desmascarada, …

Abelha, formiga ou just me?

Como se chamará à sensação de sermos abelhas ou formigas? Laboriosas, trabalhadoras, atarefadas, engenhosas, sem paramento? Pois é assim que hoje me sinto. Não fora uma hora de tapete, bicicleta e remo seguido de outra hora de Yoga pela manhã, não chegaria a esta hora a fazer tantas coisas. Aquela posição do "camelo" deixou-me louca de dores nas costas. É o que faz não cuidar de mim, como deve ser, desde Março. África, sempre África no me pensamento, nas minhas acções, no meu trabalho. E mais não digo porque não posso. Não ainda, talvez mais tarde.

Reflexão agradecida

Não posso deixar de agradecer à Helena pela associação brilhante que fez. Sinto-me honrada ao ler o poema do Francisco da Costa Alegre "Negócio Filosofado". E é sempre oportuna a divulgação da arte santomense.

"Xicuembo" em livro

O Carlos Gil (Xicuembo) publica livro com registos do blog. Moçambique, África, lusofonia, entre outros temas estão na ordem do dia. Estou muito curiosa e desejosa que 18 de Junho chegue. Será nas Galveias (Campo Pequeno) pelas 18 horas. Apareçam por lá porque, se o blog tem qualidade, o livro promete. E a capa é simplesmente fantástica. Vejam-na aqui.

Revitalização semanal

Há ainda, neste mundo desenvolvido e diversificado, locais agradáveis, porque tradicionais, onde é possível “ir às compras” e escolher a fruta e os legumes, conversar com os vendedores e ouvir as histórias que têm para nos contar. A sensação que, cada vez mais, as “grandes superfícies” me transmitem é de impessoalidade, frieza, desconforto. As feiras e os mercados locais tornam-se prazeirosos porque ainda nos permitem contactar com o produtor, aquele a quem gostamos de chamar com carinho de “saloio”, e ouvir as histórias semanais da vida deles. Quando numa semana não os encontramos perguntamos por eles aos vizinhos e preocupamo-nos ao percebermos que estão doentes, foram hospitalizados ou algo de pior aconteceu com eles ou com familiares. É como se tivessem passado a fazer um pouco parte de nós e nós da vida deles. Este sentido solidário e comunitário revela-se fantástico porque, quando não aparecemos num fim de semana, somos assaltados com perguntas na próxima ida. Melhor, ali ainda …

Um sapato para cada pé

Certo dia, ao contemplar a tranquilidade de um pôr do sol intenso, como só em África é permitido, e conversando com alguém que se revelou sabedor da vida e dos negócios do coração, ouvi uma frase que retive: "a cada pé o seu sapato", que é como quem diz, nem todos os sapatos se adequam a todos os pés. Uns são demasiado pequenos, outros grandes; uns excessivamente apertados, outros largos; uns magoam no calcanhar, apesar de parecerem justos, outros caem. Encontrar o sapato certo para o pé não é tarefa fácil, tanto que é frequente ouvirmos dizer “este não é sapato para o pé dela”. Mas não vale a pena desesperar porque acabamos sempre por encontrá-lo. Pode demorar mais ou menos tempo, implicar maior ou menor custo, ser mais ou menos bonito ou exuberante, mas a verdade é que, um dia, surge sem nós darmos conta . Comprar o tamanho abaixo não é boa estratégia só para resolver a situação porque, mesmo que o tentemos moldar, calcar ou alargar, nunca nos fará sentir confortáveis. Se …

Calulu de Galinha, Pato ou Porco

Este post é dedicado à Helena, uma variação do Calulu de Peixe. Proponho a versão de carne que na minha opinião é incomparavelmente melhor. Uma refeição para preparar com tempo e calma, "leve-leve só", para saborear na tranquilidade de uma boa companhia.Recebi agora mais uma informação interessante - na língua local, não se diz Calulu mas sim Cálu ou Kalu, pelo que o termo que utilizamos (e que sempre ouvi em STP) será uma africanização/aportuguesamento absolutamente desnecessária (Obrigada, amigo Alcídio).Receita de CALULU DE GALINHA, PATO OU PORCO, gentilmente cedida por D. Alcinda Lombá (e transmitida pelo Paco)Ingredientes
Galinha, ou pato ou carne de porco fumada);
Folhas (ponto, maquêquê, galo, ótage, olho de folha de goiabeira, quimi, margoso, mesquito, mússua, damina, matrussu, tartaruga...);
óleo de palma;
beringela;
quiabo;
cebola;
tomate;
pau de pimenta;
óssame;
fruta pão;
farinha de mandioca;
Modo de preparação
Picar as folhas todas e em pedaços pequenos (opcional moer ou ama…

Calulu e Angu

Em Confissões e Desabafos de Savarin (77), a Helena do Digitalis apresenta-nos uma proposta de Calulu de Peixe e de Angu. Eu prefiro o de pato, galinha ou porco, mas fica o registo gastronómico, numa altura em que as receitas da culinária de São Tomé e Príncipe ainda não estão divulgadas.

Os contadores de histórias em STP

Ivo Ferreira e os Contadores de Histórias em STP"Os narradores orais, contadores de histórias como também lhes chamam, são os guardadores dos tesouros da narração oral, histórias que passam de geração em geração. O realizador Ivo M. Ferreira foi encontrá-los em São Tomé e Príncipe e na bagagem trouxe memórias para dois documentários que a Cena Lusófona lança em Setembro em DVD: “Narradores Orais da Ilha do Príncipe” e “À Procura de Sabino e de outros contadores de São Tomé”. Em 2001, a Cena Lusófona lançou o projecto de identificar e documentar a presença e as performances dos narradores orais nos países de língua oficial portuguesa. O primeiro realizador a ser desafiado, para registar a tradição oral de São Tomé e Príncipe, foi Ivo M. Ferreira: “Quando o projecto me foi proposto eu disse que precisava de material. Foi aí que percebi que há uma lacuna muito grande de dados em relação a esta realidade e, especificamente, a São Tomé e Príncipe”. Mesmo sem as informações de que nec…

Difícil escolha, ou talvez não...

“Já pensaste que essa tua mania quase obsessiva, e que tem sido intensificada à medida que vais ficando mais velha, para o contacto com a natureza, a preservação, a protecção de espécies e a vida saudável te afasta da vida social?” – perguntou-me ele com ar crítico.
“Não, nunca tinha pensado nisso, mas provavelmente tens razão” – respondi-lhe de forma natural – “E tu, já pensaste que no contacto com a natureza, o risco de magoares os teus sentimentos é bem menor do que o que está implícito às relações humanas?”
“Talvez fosse inteligente encontrares um meio termo e, em vez de te sentires tão próxima dos animais, das plantas e das paisagens, podias olhar à tua volta e veres que há pessoas interessantes com muito para dar”
“Até podes ter razão. Mas... estás a referir-te exactamente a quem?”
Ele levantou-se da mesa e, sem responder, afastou-se. Ela sorriu e pensou no quanto os homens por vezes se tornam básicos. A natureza, na sua simplicidade, é muito mais interessante porque harmoniosa.

cup&cino em Santos

Uma ex-aluna minha, muito querida e que trabalhou comigo após se ter tornado socióloga, abriu um Cup&Cino em Santos. Não é por ter sido minha aluna ou por ter trabalhado comigo, mas é a simpatia e a eficiência em pessoa, que sempre teve o fascínio por África e que se deliciava a ouvir-me nos relatos, nas miragens de fotografias e nos sonhos.
Fica no Largo Vitorino Damásio (em frente à Caixa Geral de Depósitos ao pé da UAL-Boavista)
E-mail: cupcino.santos@iol.pt
Telf: 213909471
Visitem-na que serão muito bem recebidos. Afinal é mais uma socióloga que se revelou uma mulher de coragem. O mundo é das mulheres está visto e das sociólogas em particular!!!! Parabéns, Joana!

Sabores do Mundo

Uma iniciativa interessante da ACIMEe da UNESCO: Sabores do Mundo disponível na net. Pena não disponibilizarem receitas da Guiné Bissau e de São Tomé. Mas há de Angola, de Cabo Verde e de Moçambique. Permite pesquisar restaurantes, desde que se saiba o nome, identifica locais para compra de produtos por região e é um interessante intrumento pedagógico, já que explica as características e as finalidades das especiarias e principais produtos gastronómicos utilizados.

Aprendizagem ao longo da vida

Há pessoas que têm uma infinita capacidade de nos surpreender pela negativa desiludindo-nos. Ao fim de muito tempo de as conhecermos e de nelas confiarmos revelam-se. Ainda bem que são poucas. Ou talvez sejamos nós que vamos aprendendo ao longo da vida e nos tornemos mais cautelosos. Esta é a verdadeira e dura aprendizagem ao longo da vida...

O "Nómada da Pós Modernidade"

Quando pensava nele não sabia como o definir. Ao fim de um bom par de anos, desde que se tinham cruzado pela primeira vez numa África imensa, que ela definiria mais tarde como “o Grande Espaço”, porque olhando para a paisagem a imagem que retinha era de uma área infinita, conseguiu por fim encontrar uma expressão para o definir. Aquele era o que em Sociologia se chamaria de “nómada pós moderno”. Não parava quieto mais do que dois anos no mesmo local, e dois anos representavam a eternidade. Fugia dos outros, da vida e de si próprio. Procurava dar a ideia de ter uma elevada auto-estima, e por essa razão dava-se ao luxo de tratar os outros de forma variável, mas quase sempre mal. Tornava-se arrogante com as graçolas, dizia mal da África onde estava oficialmente para reconstruir a vida que lhe pregara partidas incontáveis apanhando-o desprevenido, mas na verdade estava ali de passagem e sem grandes expectativas. Enganava-se enganando os outros. Era um daqueles que se serviam das Áfricas d…

As relações Europa-África: o caso de São Tomé e Príncipe

O Seminário sobre “As relações Europa-África: o caso de São Tomé e Príncipe”, na Universidade de Aveiro (org: IEEI, IPAD, ECDPM) correu bem. Pena que os santomenses não tenham participado em maior número e de forma mais activa, o que teria permitido um debate mais proveitoso. O grande tema foi o petróleo, claro está, e eu lá estive a defender estratégias alternativas com o turismo, no segmento ecológico. É que, se os resultados da exploração petrolífera não forem os que alguns ainda esperam, STP fica sem rumo. E isso é uma coisa que, na minha modesta cabeça, não deve e não pode acontecer. Há que encontrar alternativas, estratégias bem estruturadas e sedimentadas que complementem a aposta eufórica. E no meio da generalidade céptica lá estive eu com optimismo reforçado, naif para alguns, voluntarioso para outros. E falei apaixonadamente, segundo me disseram mais tarde, mostrando slides com fotos ilustrativas das potencialidades e apelando para os efeitos benéficos. Claro que fiquei satis…

Links

Ahah! Hoje sinto-me um pouco mais uma mulher dos tempos modernos. Há um bom par de meses que ando a "postar" e a "blogar", ora escrevinhando pensamentos, sentimentos, algumas histórias e muitas estórias, ora navegando pelas escritas alheias, deliciando-me e sonhando. Tenho privilegiado quase sempre os blogs sobre África ou que com ela têm afinidades. Apesar das tentativas não conseguira até hoje colocar links para consulta, com excepção dos directos nos posts. Mas, graças ao "meu colega" Adelino, santomense de gema, do Tristesantos e o Parto do Cavalo, comecei a introduzir os links pelos quais vou viajando e sonhando. Obrigada Adelino porque a tua explicação foi muito proveitosa. A selecção vai aumentar porque tornei-me numa bloguista assídua.