Avançar para o conteúdo principal

Mensagens

A mostrar mensagens de Outubro, 2004

Pôr do Sol

Pôr do Sol sobre a Baía de Maputo.
Vista do Hotel Cardoso.
Palavras para quê...



Maputo, 1998Posted by Hello

Maputo

Vista parcial e semi-aérea de Maputo. Parcial porque mostra uma das partes mais bonitas (em minha opinião). Semi-aérea porque resultou da varanda de um 8º andar, se não estou em erro. Cidade bonita e estranhamente indesejada. País onde vivi momentos e experiências contraditórias, marcadas pela oposição permanente entre o desejo e o abandono, como se fossem faces necessárias da mesma moeda.

Maputo, 1998Posted by Hello

Os preferidos

Os meus chás e infusões preferidas dependem do estado de espírito, mas os que me são normalmente indispensáveis são: - Verde (de folhas pequenas porque não abre tanto quanto o de folha grande); - Jasmim (muito aromático e perfumado, é particularmente reconfortante para a alma e o coração); - Cidreira (saboroso e tradicional); - Camomila (tem um paladar adocicado e é mais tranquilizante do que o de tília, que não faz as minhas preferências); - Menta (para momentos especiais porque pouco calmante, deve-se beber a dois porque é muito aromático e consequentemente inspirador...); - Lúcia Lima (óptimo para beber à tarde); - Príncipe (excelente para o estômago, apesar dos santomenses dizerem que é uma bebida só para homens, pelas propriedades e efeitos que neles desencadeiam... e que supostamente serão opostos nas mulheres, que o devem evitar - bem... eu nunca senti nada em especial...).

Chás

Beber chá é uma prática magnífica que, se assim o desejarmos, podemos transformar num ritual. Aprendi isto em São Tomé. É verdade que já era uma adepta da bebida, desde que me lembro de existir e em minha casa todos sempre brincaram acerca disso - afinal era mais um aspecto que me marcava pela diferença. Sempre gostei de chá, até do preto bebia, mas as infusões fazem as minhas preferências. Os pacotinhos só me serviam mesmo quando não havia genuínos, com folhas, daqueles que somos nós que doseamos a quantidade, em função de o querermos mais forte e aberto ou mais suave, e que depois temos de coar para que as flores ou as folhas não passem, apesar de, no fundo da chávena, ficar sempre um depósito. É magnífica a dedicação que o chá exige para ficar no ponto - nem demasiado escuro nem demasiado águado. Primeiro aquece-se a água e deixa-se que ferva, colocam-se as folhas desejadas, eventualmente com flor, dependendo do tipo de chá que estejamos a preparar, desliga-se o lume porque a tempera…

Annobón, a alucinação do grupo

Annobón foi um passeio magnífico mas, a dada altura, alguns dos participantes decidiram, vá-se lá perceber porquê, tentar convencer-me a alterar o campo de estudo da minha tese de doutoramento. Turismo ecológico em São Tomé e Príncipe? Que ideia, o potencial turístico estava ali mesmo. Eu sei, era a mais nova do grupo, cuja média etária rondava os 50 anos (excluindo-me, claro), era dos poucos que tinha decidido ir sózinha (sem par), ou que não o tinha de forma oficial (o que não quer dizer que não tivesse e que os outros não soubessem). Além disso, era tida como tendo mau feitio (leia-se, refilona), mas na verdade ria-me sempre mais do que respondia, sobretudo quando tinha vontade de o fazer, e por isso todos tendiam a abusar com as brincadeiras, para ver até onde podiam mesmo esticar a corda. Ou seja, os mais velhos do grupo - um médico e um alto responsável pela cooperação no arquipélago - decidiram que eu deveria manter-me por Annobón, mesmo contra a minha vontade. O estratagema esta…

Grizabella, the glamour cat

E quando Grizabella entoou aquela magnífica canção, "Memory", eu, que já estava rendida à beleza perfeccionista do espectáculo, emocionei-me, porque não era possível deixar de o fazer. Dias bons que foram e que deixaram lembranças e que continuamente recordamos. Memórias de pessoas e de momentos que procuramos reavivar e voltar a viver. Tentativas de renascer para um "novo dia" após uma má experiência. Grizabella, a gata glamorosa é posta de parte pelo resto do grupo de gatos Jellicle por, há uns anos atrás, ter optado deixá-los, com o objectivo de conhecer e explorar o mundo exterior, novo para ela e sedutor. Agora que regressou, sem o glamour e a beleza dos tempos idos, cansada, desgastada e sózinha, o grupo tem relutância em aceitá-la. Por isso, sózinha e iluminada pelo luar, canta na esperança de renascer para uma nova vida. Os Jellicle acabam por aceitá-la, por decisão do Old Deuteronomy, um sábio e reconhecido gatarrão, enorme, experiente, simpático e ponderad…

Memory

"Midnight, not a sound from the pavement Has the moon lost her memory? She is smiling alone In the lamplight the withered leaves collect at my feet And the wind begins to moan Memory, all alone in the moonlight I can smile at the old days I was beautiful then I remember the time I knew what happiness was Let the memory live again Every street lamp seems to beat A fatalistic warning Someone mutters and a streetlamp gutters And soon it will be morning Daylight, I must wait for the sunrise I must think of a new life And I mustn’t give in When the dawn comes tonight will be a memory too And a new day will begin Burnt out ends of smoky days The stale cold smell of morning The streetlamp dies, another night is over Another day is dawning Touch me, it’s so easy to leave me All alone with the memory Of my days in the sun If you touch me, you’ll understand what happiness is Look, a new day has begun" (Music: Andrew Lloyd Webber.Lyrics: Trevor Nunn, after T.S. Eliot.Show: "Cats" (1981/1992)

Gatos 2

"Os gatos são ao mesmo tempo reservados, hipersensuais, frios, quentes, completamente elásticos e misteriosos" (Gillian Lynne)

Gatos 1

"Somos fascinados pelos gatos por muitos motivos mas talvez o principal seja porque, de uma forma misteriosa, nos permitem ver-nos a nós próprios de uma forma mais clara"
(Trevor Nunn)


Cats (Andrew Lloyd Webber)

Ontem vi o Cats no Coliseu. Qualquer qualificativo é insuficiente para exprimir uma avaliação correcta. É fantástico, fenomenal, perfeito. Bem dançado, bem cantado, com um excelente enquadramento. A ver e a rever. O mais possível e sempre que houver possibilidade. Já que ainda estarão por cá durante Novembro, não percam. Vejam o site oficial

I will survive

"At first I was afraid
I was petrified
Kept thinkin' I could never live without you by my side;
But then I spent so many nights
Thinkin' how you did me wrong
And I grew strong"

(Gloria Gaynor)

Lago Apot, Annobón

Lago APOT, o nosso objectivo, pelo qual tivemos de pagar; até ao qual fomos acompanhados pelo "nosso" sorridente militar; o tal que é a cratera de um vulcão. Fantástico, apesar do percurso ser apenas para os audazes...

Posted by Hello

Vista Parcial, Annobón

Vista parcial de Annobón - podia ser um paraíso no Golfo da Guiné, podia ser turístico, podia ser dinâmico e a comunidade podia viver bem. Mas não...

Posted by Hello
Passeio pela rua principal de Annobón, paralela à praia e ao barco que ali encalhou e ali ficou...

Posted by Hello

Praia dos Amores

Chegada a Annobón - a "Praia doa Amores" - linda linda linda de morrer, a cor da água é real, o enquadramento uma ternura e a principal vantagem - como tudo em Annobón, é deserta. O senão, estar sempre acompanhado pelo simpático militar (ou por outra pessoa qualquer que nos vigie todos os movimentos)

Posted by Hello

Aeroportos

A inspiradora pista do aeroporto de São Tomé e Príncipe...

Posted by Hello

Annobón - a decisão

A visita a Annobón foi preparada com cuidado e idealizada ao pormenor, pelo que a expectativa era grande. Faz agora mais ou menos dois anos. Estava em São Tomé a preparar a minha pesquisa de doutoramento e as actividades de fim de semana alegravam os nossos dias porque fazíamos sempre algo diferente, para que o tédio não nos vencesse. Há que referir que em São Tomé não há dinamismo cultural - o cinema é uma miragem, o teatro um sonho, livrarias... o que é isso?, discotecas só duas, cibercafés uma inovação, galerias de arte, apenas uma, a luz nas ruas da capital tem 4 anos e a televisão resume-se ao brilhantismo da programação da RTPInternacional... e não é preciso dizer mais nada... As actividades de fim de semana eram mesmo integradas em meio natural - praia, o mais possível, caminhadas pela floresta e visita a roças, mas que de tão degradadas que estão, quase nem serve de passeio cultural. O grande dinamizador do nosso lazer tinha vindo de férias para Portugal e o marasmo aparecia na…

Significado dos Nomes

Todos os nomes têm um significado e falam um pouco do que somos. Eu reconheço-me no meu. Vejam o Dicionário dos Nomes. O meu (Brígida) significa "grandeza e força" e deriva do celta Briganti ou de uma latinização do irlandês Brighid - só pode ser ao nome que vou buscar tamanha resistência.

Malmequer Mentiroso

Malmequer Mentiroso é um nome inspirador para uma florista. E para quem a frequenta também. Farto-me de rir sempre que penso neste nome. Mas leiam... e veja o link
"Ó malmequer mentiroso
Quem te ensinou a mentir
Tu dizes que me quer bem
Quem de mim anda a fugir

Desfolhei um malmequer
Num lindo jardim de Santarém
Malmequer, bem me quer Muito
longe está quem me quer bem

Coitado do malmequer
Sem fazer mal a ninguém
São todos a desfolhá-lo
Para ver quem lhe quer bem

Malmequer não é constante
Malmequer muito varia
Vinte folhas dizem morte
Treze dizem alegria"

Ecopedagogia

- O que é a ECOPEDAGOGIA e para que serve? - costumam perguntar-me, com ar semi-duvidoso, semi-crítico, sempre que falo a alguém no último campo de estudo que me suscitou interesse para uma nova investigação em África. Na verdade, os temas que gosto de estudar são considerados para muitos como alternativos e leves. Mas eu não me importo que façam essas avaliações. Francisco Gutiérrez, a quem se deve o termo “ecopedagogia” relaciona-o outra expressão "promover" desenvolvimento ou seja “facilitar, acompanhar, possibilitar, recuperar, dar lugar, compartilhar, inquietar, problematizar, relacionar, reconhecer, envolver, comunicar, expressar, comprometer, entusiasmar, apaixonar, amar”, resultando numa aprendizagem integrada entre grupos humanos e meios naturais.

Em Annobón,

a saga continuou... até para tirarmos fotografias, precisámos de nos fazer acompanhar por um papel que formalizava a autorização... e, claro está, sempre acompanhados pelo militar, que era simpático e pacífico, mas que não nos largou, nem por um minuto, até para nos indicar quais eram as melhores mangas. O militar era simpático e sorridente, fez quase sempre o papel do guia turístico que por lá não havia. Explicava-nos todos os pormenores, chamava a atenção para particularidades dos percursos, indico-nos as melhores praias. Mas não nos largou... e quando tentámos tirar fotos a monumentos, ele explicou-nos calmamente que não podia ser... E esquecia-me de referir... as autorizações eram pagas... claro!

Posted by Hello

Annobón e as autorizações

Visitar Annobón na Guiné Equatorial é por si só uma aventura "militarizada". Todos os passos que queiramos dar são acompanhados por um militar fardado e armado. Um espectáculo! Mesmo se for para ir à praia, ou visitar a cratera de um vulcão ou fazer uma caminhada pela floresta e comer umas mangas que estão espalhadas pelo caminho. É hilariante, sobretudo porque é necessária uma autorização escrita, na qual constam os nomes de todos os visitantes... eramos 12 pessoas, e tinhamos fretado o avião da Air São Tomé para um passeio de um dia... Explico mais tarde os pormenores, porque foi uma viagem inesquecível!

Posted by Hello

Prolapso

E um prolapso pode voltar pela simples razão que, desde que o tenhamos uma vez, tê-lo-emos para sempre. Uma perspectiva estranha do que é "viver acompanhado". Por um prolapso e por um anisakis. E, como os que me conhecem bem saberão, não defendo a poligamia, seja de que forma for. Sou mesmo contra!

Internacionalização

E o Grupo Pestana lá vai até STP... tornando o arquipélago num destino internacional... A ver se a qualidade dos serviços prestados no Ilhéu das Rolas melhoram, que bem precisa porque o local é magnífico. Que saudades da Praia Café...

Desonestidade

Estou cansada: de gente desonesta; de falta de palavra; de incapacidade de cumprir compromissos; de conversa fiada; de estratégias do tipo "a melhor defesa é o ataque". Estou cansada que me devam dinheiro e se aproveitem da boa vontade, da dedicação e do esforço. Por vezes dou comigo a sentir-me cansada de África, ou melhor de alguns africanos, dos desonestos, dos incumpridores, dos aproveitadores e dos reis dos esquemas. Logo a minha vida havia de estar tão ligada a África. Há coisas...

Verdade

Uma coisa "muito magnífica" aprendi em África - por mais certezas que tenhamos, nunca as temos verdadeiramente. O "outro" tinha razão, rapaz esperto e instruído acerca da mente e do conhecimento. Eu também digo - só sei que nada sei. E quanto a dúvidas... sou a rainha delas. (Não... isso não tem nada que ver com ninguém em particular.)

O silêncio é precioso

- Respeito os teus sentimentos, respeita também tu os meus. Magoaste-me antes, infinitamente. Não me magoes agora, nem depois. Nunca mais... - pediu-lhe no silêncio de um olhar. E ele olhou-a ternamente, interpretando, naquela expressão, promessas que ela não fez e que não quis fazer. Mas não a conseguiu escutar porque ela não chegou a dizer uma única palavra. E continuaram olhando-se em silêncio, no final de uma noite de agradável conversa, querendo dizer coisas um ao outro que nunca chegaram a proferir, porque não conseguiam e não podiam. Não se entendiam quando falavam. E interpretavam-se sempre mal...

Interferência

Havia uma coisa que ela nunca quis e que continuava a não querer: ter a noção que estava a intrometer-se entre duas pessoas, a interferir numa relação, qualquer que ela fosse e independentemente de contornos que essa relação tivesse.

Coincidências

A vida não deixa de me surpreender. Umas vezes, de forma agradável, outras nem tanto. Mas o Mundo é pequeno, muito pequeno mesmo, e a nossa vida uma estranha conjugação de coincidências surreais. Por vezes hilariantes... (Pensamento durante o jantar de 22/10/2004)

O que é o Amor para ti?

Ele insistia em dizer-lhe que a amava, apesar de tudo: dos desencontros que o destino tinha repetido, da distância em que tinham vivido, das diferenças que os distinguiam, dos modos de vida que não os aproximavam, dos gostos e dos desejos que não se encontravam, do tempo que os ausentara um do outro... Mas ele repetia, sem se cansar, que a amava. E ela não acreditava... Ele queria acreditar que a amava e queria efectivamente amá-la. Porque ela tinha uma vida certinha, porque tinha ideais e sonhos e desejos, e não se importava de viver sózinha se nunca chegasse a encontrar o que procurava. Se não tivesse a vida que idealizara conformava-se, mas dizia com um sorriso aberto e cheia de confiança que não queria "embarcar" numa vida de incerteza. Magoara-se demais e não queria repetir a proeza. Os custos eram bem mais elevados do que os benefícios, disso tinha certeza e o prazer que podia retirar de uma "história de conto de fadas" rapidamente se transformava num inferno.…

Gratidão e perdão... que confusão

Agradeço-lhe pelos encontros cordiais, pela insistência (mal sucedida) pela repescagem de sentimentos e afeição, pelas flores, pelos jantares, pelos chás e cacau quente, pelas conversas profundas e pelas explicações, pelas palavras bonitas e pela dedicação. Mas peço-lhe, sucessivamente e de forma infinita, para que não confunda gratidão com perdão, porque há coisas que não consegui até hoje ultrapassar e duvido que o venha a fazer... Tenho sempre a estranha sensação que ele não me ouve, porque não quer e porque vive num mundo só seu, e por isso não pode entender o que lhe tento explicar, as minhas razões, as minhas angústias, os meus receios, os meus bloqueios. E um dia, estou certa que ele me dará razão: confundir os dois leva a uma tremenda confusão... e dessa, já temos os dois a nossa dose.

Medo do Amor

O amor mete medo, retrai e por vezes afasta. As demonstrações e a insistência nos afectos sabem bem, porque nos fazem sentir desejados, queridos, pretendidos, por percebermos que alguém nos quer e está disposto a qualquer coisa por nós. Independentemente do que estiver em risco. E às vezes está muito pouco, e outras vezes está muito muito. Faz-nos sentir importantes e pode tornar-nos egoístas. Mas... tudo isso também assusta, retrai, mete medo e afasta. É importante que se perceba que o que tiver de ser, será, e o que não puder ser... não acontecerá, por maior que seja o esforço. Há sentimentos que não renascem porque não foram alimentados em seu devido tempo, emoções que não se reacendem, relações que não podem ser retomadas. Simplesmente porque o tempo certo passou. E o que se viveu não se altera nem se retoma. Na verdade, como em tantas outras coisas, acredito que nos negócios do Amor, o destino tem uma palavra a dizer. E a vontade, bem como a falta dela, tem de ser respeitada. E há …

Ontem ofereceram-me flores...

Ontem ofereceram-me um ramo de flores, grande, enorme, lindo, em tons que variavam entre o amarelo e o laranja, com tons rosados. Um ramo de flores encantador, de aspecto harmonioso e delicado, bem cheiroso e aromático. Um afago para os olhos, para o nariz, para a alma e para o coração. Escusado será dizer que me soube bem recebê-lo. Pela lembrança, pela acção, pela dedicação que, quem o ofereceu, quer demonstrar ser capaz. Foi o segundo. Sim, já percebi que ele está a dar o seu melhor, na atenção, na demonstração de afecto, de vontades e de desejo. Todos os encontros são marcados pela permanência e continuada exteriorização de afectos: apresentação de um leque variado de razões, de forma que eu interiorize as vantagens de tentarmos algo em conjunto; atitudes de cavalheirismo consciente que cativam; reforço de gestos de afectividade, numa busca de proximidade; repetição da palavra "amor"...

Muito

- Eu gosto MUITO de viver, afirmou ela com certezas.
- Eu gosto de viver MUITO, e morrer CEDO, e levar muita gente comigo para a MORTE, sobretudo se for através do SEXO, respondeu-lhe ele em tom enigmático, meio a sorrir
- Pois... foi o que pensei, atacou ela irritada com a conversa, pelo tom, pelo conteúdo e principalmente pela desconfiança agravada.

Trocas

Acabei de receber um mail dizendo: "Nunca deixes aquilo que amas por aquilo que desejas, pois aquilo que desejas te deixará pelo que ama." E é uma grande verdade...

Cautela

"Sede cautelosas, jovens meninas; tende prudência de como vos entregais. Tende pudor de amar abertamente; jamais digais tudo o que sentis, ou (melhor ainda) sentis muito pouco. Vede as consequências de ser prematuramente sinceras e confiantes e desconfiai de vós mesmas e de todos. (...) De qualquer forma, nunca tenhais nenhum sentimento que possa vos deixar em situação constrangedora e nem façais promessas que não possais, a qualquer momento necessário, controlar e retirar. Esta é a maneira de viver, ser respeitada e ter um carácter virtuoso." William Thackeray in Feira das Vaidades

O Saco de Água Quente

Ontem, após um dia para lá de cansativo, cheguei a casa com vontade de sentir o conforto de um espaço bem iluminado e aquecido. Estava frio e chovia, com uma intensidade que já não via há muito. A viagem que tive de fazer no regresso a Lisboa foi dura e demorou horas infinitas. As notícias acerca do mau tempo não foram enganosas - nevoeiros cerrados nas zonas altas, chuvas consecutivas e agravadas pelo vento. Jantei com gosto, porque o horário de almoço não me permite muito mais do que uma sandes e um café, assisti com incredulidade ao concurso da RTP1, onde estava uma rapariga, praticante de surf, que era o protótipo da loira das anedotas. Exemplo de pergunta - onde ficam as Seychelles? - opções: oceano Atlântico, oceano Índico, oceano Pacífico, Antártida. Resposta - fica no Atlântico... Bem, após uma série de tentativas do apresentador em solucionar a ignorância da moça que se exprimia com sorrisos e olhares lânguidos, com ajudas mais do que evidentes, a questões básicas desta naturez…

Hospital de Água Izé

Particularidades de arte nova. Um magnífico monumento histórico ao abandono, habitado por diferentes espécies - humana, suína, canina, galinácea... até que um dia se há-de perder, para sempre, se ninguém o recuperar e lhe atribuir o significado que merece...

A magnífica Roça de Água Izé

Em STP, uma das roças mais espectaculares, pela situaçãogeográfica, pela proximidade do mar, pela estrutura arquitectónica, pela densidade populacional, pela infinidade de problemas socioprodutivos que encerra...

Roça de S. João

Um dos melhores recantos porque dos mais inspiradores - a favor do descanso, da leitura, da reflexão, da simples contemplação, de uma boa conversa ou de uma troca de olhares. Quando visitarem STP, não deixem de se sentar calmamente na imensa varanda, numa daquelas cadeiras, em boa companhia e... gozem o momento...

Tartaruga no Governador

O pequeno contributo para a fuga. Em direcção à liberdade e ao futuro...


Peixe-Andala, STP

e a descontração da mulher santomense. Uma palaiê típica


Pesca Artesanal, STP

O isolamento e a coragem do pescador santomense...


Praia das 7 Ondas

Onde o mar parece rasteiro mas engana, tentando levar-nos até ao largo, sabe-se lá para quê... Areal onde existem umas conchas estranhas, o "prato de tartaruga" com o desenho de uma flor na face... magníficas... Baía onde as crianças aparecem do nada, transformando uma praia aparentemente deserta numa multidão de sorrisos, com cocos numa mão e uma catana na outra... na esperança de uma troca por 5000 dobras (50 cêntimos)...

Parque Natural Obô, STP

Paisagem que faz sonhar, sem apetecer falar, só contemplar
as cores, as formas e os sons,
na busca do Obô, esse pássaro encantado, que dizem dar sorte a quem o vê...


Guiné - Parte III

A minha estadia em Bissau foi decorrendo, comigo a confrontar-me com uma cultura bem diferente. Tudo me pareceu estranhamente sedutor - o crioulo e a forma como alguns se expressavam, os jogos de oril, com que a maioria dos homens ocupava o tempo, os cestos que as raarigas vendiam na rua, os postos de engraxamento de sapatos, as árvores carregadas de fruta, espalhadas pela cidade, os cheiros, a densidade atmosférica. Tudo me parecia estranho. Tinha a certeza que ali não quereria viver mas começava a ter a estranha sensação das contradições que África provocava em todos aqueles que por lá passavam. A verdade é que depois da Guiné, o apelo por aquele continente ficou e fui regressando sempre que pude. Os dias passavam-se entre a ONG onde desenvolvi as minhas pesquisas e a casa das missionárias onde estava alojada, em frente à Polícia Judiciária, rua sempre repleta de gente, que não cheguei a perceber se estava à espera de saber notícias de alguém que lá estivesse dentro em investigações …

Amigos

"- Ando à procura de amigos - disse o principezinho - o que é que «estar presp» quer dizer?
- É uma coisa que toda a gente se esqueceu - disse a raposa - Quer dizer que se está ligado a alguém, que se criaram laços com alguém.
- Laços?
- Sim, laços - disse a raposa - Ora vê: por enquanto, para mim, tu não és senão um rapazinho perfeitamente igual a outros cem mil rapazinhos. E eu não preciso de ti. E tu também não precisas de mim. Por enquanto, para ti, eu não sou senão uma raposa igual a cem mil raposas. Mas se tu me prenderes a ti, passamos a precisar um do outro. Passas a ser único no mundo para mim. E para ti, eu também passo a ser única no mundo...
- Parece-me que estou a começar a perceber - disse o principezinho - Sabes, há uma flor... tenho a impressão que estou preso a ela..."

(...)

"- Só conhecemos as coisas que prendemos a nós - disse a raposa - Os homens agora, já não têm tempo para conhecer nada. Compram as coisas já feitas nos vendedores. Mas como não há vendedo…

O que andas à procura?

"Os homens da tua terra - disse o principezinho - plantam cinco mil rosas no mesmo jardim... E, mesmo assim, não descobrem aquilo de que andam à procura..."
A Saint Exupéry in O Principezinho

Sabedoria

"- Então julga-te a ti próprio - respondeu o rei - é o mais difícil de tudo. É bem mais difícil julgarmo-nos a nós próprios do que aos outros. Se te conseguires julgar a ti próprio, és um sábio dos autênticos". A. Saint-Exupéry in O Principezinho

E a vida continua...

e a curiosidade alheia acerca daquilo que não lhe diz respeito também... É assombroso como algumas pessoas, só por nos conhecerem, terem jantado algumas vezes connosco e desenvolvido actividades em período de lazer, tais como caminhadas, idas à praia ou a um bar, se acham no direito de nos questionar de forma incisiva e directa acerca da nossa intimidade. Pior um pouco quando se fazem de nossas amigas, as maiores e aquelas sem as quais não conseguiriamos passar, mas por trás de nós comentam-nos, avaliam-nos, opinam e julgam todos os nossos actos e comportamentos. Há alturas em que queremos ter a noção de ser uma atitude simpática e reconfortante, sobretudo quando nos sentimos sózinhos e com uma infinita necessidade de falar e de partilhar o que nos vai na alma. Mas depois de nos terem feito algumas, das boas mas que nem o diabo gostaria, tudo nos surge de forma óbvia e básica. Dá vontade de rir, em vez de gritar, de desconversar, em vez de desatinar e de dizer "bidu bidu dádá"…
Seria fisiologicamente possível que um prolapso na válvula mitral (leia-se coração), com o qual nascera, tivesse deixado de produzir efeitos durante uns 10 anos e de repente, tivesse reaparecido? Sentia o coração bater de novo descompassadamente, não por estar apaixonado, por se sentir ansioso ou triste. Não tinha motivo aparente, mas a verdade é que os sintomas tinham voltado de novo e o desconforto associado ao cansaço e às olheiras também. Tinha de ir ver o que se passava. Essa era a única decisão acertada naquela altura. Não podia nem queria continuar assim. Até porque, depois de ter dormido toda a noite, bebido dois cafés e almoçado bem num restaurante chinês da Linha, decidiu verificar a tensão arterial, por não se sentir bem, e... o resultado foi 10-6. O o comentário da enfermeira do posto de saúde foi - precisa de um café e de descansar. Era verdade, a cara dele não indiciava a noite tranquila que tinha tido.

Felicidade

"Compreendeu que a felicidade consiste em atingir aquilo por que esperámos durante muito tempo"
Isabel Allende in A Cidade dos Deuses Selvagens, pg. 208

As razões

As razões da desilusão não são sempre óbvias, directas e lineares. Passo a explicar: não é necessariamente o facto de B não gostar de A que faz com que A se desiluda, mas sim a atitude dúbia de B em relação a A. Afinal, A sempre teve consciência que B tinha um modo de vida que não se adequava ao que ela idealizava, pelo menos depois de B a ter feito sofrer de forma gratuita há um bom par de anos. A não acreditava que B tivesse mudado e, apesar do mal que lhe causou no passado, e que ela não conseguia nem queria esquecer, quis saber dele e proporcionou uma reaproximação. O que a magoou e que continuava a magoar não era o facto de ele ser o protótipo do "malandro", e A não queria qualificá-lo de bom, porque não o poderia fazer, mas sim a incapacidade dele em reconhecer que o era. Se ele lhe mentia? Em alguns aspectos não, mas noutros... não se tratava de mentir mas de impossibilidade de assumir a verdade. Não, A não queria efectivamente envolver-se com B, apesar dele, com ar ino…

Tentou

Tentou apaixonar-se pela imagem mais positiva, pela visão mais bela, pela mensagem mais poética, pela ideia mais romântica que podia ter dele. Mas não conseguiu, precisamente porque a imagem, a visão, a mensagem e a ideia não passavam disso mesmo. A realidade era bem mais negativa, feia, crua e banal. E a desilusão surgiu uma vez mais, o que parecia um contrasenso porque nunca chegou a sentir-se iludida. Então, porque se sentia ela desiludida?

Inspiração

É assombroso como tudo pode ser fonte de inspiração - pensava - é apenas uma questão de estarmos receptivos para a sentir.E ele é a minha fonte de inspiração favorita porque infinita. Na simpatia e disponibilidade, na dedicação e afecto, na amizade, na paixão tantas vezes demonstrada, nos momentos recriados, na vontade, na insegurança escondida, na incerteza necessária. Como é possível alguém reunir tantos elementos inspiradores?

Correcção

Não me perdoaria senão fizesse uma correcção à mensagem colocada anteriormente sobre o JCB e a Quinta das Celebridades. Aquilo começou há uma semana e já não há paciência que aguente! A graça que encontrei no "White Castle" foi apenas momentânea e superficial. O homem é simplesmente arrogante e mal educado, impositivo e a atirar para o ditador, julga-se senhor de si e dos outros. É um insuportável! Na verdade, a filosofia da Quinta podia ter interesse, pela necessidade de cada um se dar aos outros, na colaboração para a realização das tarefas diárias, no confronto de modos de vida. Mas, nos métodos que o programa utiliza e nos resultados, o programa é excessivo e pouco equitativo. Quem será o JCB neste país para ter um estatuto diferente dos restantes participantes, no que respeita ao cumprimento de tarefas? Porque alega ele, continuamente, que não precisa de fama nem de dinheiro? Porque terá ele aceite o convite, se no fim de contas está a ser pago, e não é tão pouco quanto …

Guiné - Parte II

O avião aterrou e saímos, eu cheia de expectativas em relação a um mundo desconhecido, mas que não imaginara que fosse tão diferente do que eu conhecia. Afinal, desde que me lembro de existir que viajo, pelo que fui aprendendo a valorizar as particularidades culturais e a respeitá-las. Mas em Bissau esperava-me um mundo que eu supunha existir só nos livros de antropologia. Como não conhecia ninguém e a minha disponibilidade financeira era muito reduzida por não ter bolsa nem qualquer tipo de apoios, fui viver para uma missão religiosa. No caminho que separa o aeroporto do centro da cidade, ia conversando com as irmãs que me foram buscar, impecavelmente vestidas de branco. Simpáticas e disponíveis como só as missionárias são, no meio religioso, iam-me explicando tudo e mais alguma coisa, apelando os meus sentidos para a quantidade de gente a pé com que nos cruzávamos, apesar de ser de madrugada. Pessoas com cestos na cabeça, outros simplesmente sentados à beira de uma estrada empoirada,…

Ser Marinheiro

Durante um jantar de amigos tentámos classificar e retratar os homens, por tipos. Foi uma conversa engraçada, mas os exemplares da espécie masculina presentes sentiram-se um pouco injustiçados com os argumentos femininos. A tipologia que mais discussão gerou foi quando uma amiga sugeriu o "marinheiro". Então, como caracterizámos nós o marinheiro...? Cá vai: tem o gosto pela aventura, a paixão pela viagem, o encanto pelo desconhecido e o fácil entusiasmo. É homem de paixões curtas mas acesas, que não procura ligações estáveis, apesar de dizer a todas que sim, durante a fase da conquista, tem dificuldade em criar raízes e evita comprometimentos. Vive em estado de procura permanente mas nunca encontra. É o homem das 30.000 mulheres, uma em cada porto, a imagem do pirata. O bom malandro de lindas palavras, que encanta pelos gestos doces com as mulheres, saltando em sua defesa, e rude com os homens que o afrontam ou que disputam com ele uma saia. Infiel por natureza, não se reconh…

Mundos

"Mas esse teu Mundo era mais forte do que eu e nem com a força da música ele se moveu"

Portugal no seu melhor

Este podia bem ser o "subject" de um mail repleto de fotografias de sanitas na via pública, sofás a fazer de bancos nas paragens de autocarro, avisos e conselhos a favor do saneamento básico nos portões e muros das casas ou ainda má sinalização nas estradas nacionais. Mas não... é mesmo o tema de uma reflexão nocturna, depois de ter feito mais uns quantos slides para a apresentação no módulo que vou dar no curso de Relações Internacionais Africanas. Portugal está verdadeiramente no seu melhor, ironicamente falando. O Prof. Marcelo Rebelo de Sousa é uma pessoa com a qual podemos simpatizar ou não, mas é uma pessoa idónea, recta, respeitável, o conhecimento e a informação personificados. Até pode fazer comentários acesos que geram polémica, mas o homem sabe e vê-se que procura estar bem informado acerca de tudo o que acontece por cá e por lá. E não é por ter sido meu professor nos tempos idos em que tentei, sem revelar a menor vocação, o curso de Direito. Nessa altura achava-o u…

Arrumar gavetas

Arrumar gavetas é difícil, particularmente para quem não se considere muito arrumadinho, por ser uma tarefa de ordenação: de informação; de papéis e post-it, relembrando assuntos pendentes; de objectos vários, uns com significado implícito e outros insignificantes. A preparação para a arrumação das gavetas é também tarefa difícil porque implica predisposição, sob pena de, se a vontade não imperar, deixarmos tudo tão ou mais desarrumado quanto estava antes. Mas se, no sentido material, arrumar gavetas e fechá-las é difícil, arrumar os sentimentos, com organização, nos cantinhos recônditos da memória é muito mais difícil. Sobretudo se lá quisermos voltar, de quando em vez, para relembrarmos o que vivemos, não deixando as lembranças ganhar pó, mas não permitindo que nos atormentem, ao senti-las fora de sítio. A tarefa de encerrarmos etapas, arrumarmos a casa e fecharmos as gavetas que ficaram entre-abertas não é de todo fácil. A vontade de lá voltarmos aumenta com o tempo, para espreitarm…

A minha primeira África (continua)

África sempre me fascinou. Foi um continente muito falado no decorrer da minha junventude, pelo qual fui criando um sentimento misto de curiosidade e apreensão pelo desconhecido. Começou por ser uma percepção contraditória que, a bem dizer da verdade, se foi perpetuando à medida que fui conhecendo um e outro país. A ideia inicial não mudou muito, portanto. Uma vida repleta de contradições, manifestadas por vontades interiores pouco consensuais, estranhas e difíceis de definir. Talvez por isso tão apaixonantes e sedutoras. Parti para Bissau, o meu primeiro destino africano, em meados da década de 90, com a imagem fotográfica de uma África de filme, onde a savana imperava, habitada por animais selvagens de grande porte e onde tudo de bom - e só isso - poderia acontecer na vida de uma muito jovem senhora, a viajar sózinha por um mundo desconhecido. Aterrei no aeroporto de Bissalanca a meio da noite - uma pista invadida por capim, repleta de pessoas que observavam o avião a rolar na pista, …

Discutir STP

O mais conhecido do todos os sites, mais frequentado e com debates actualizados é o do Grupo do Yahoo, dinamizado pelo Xavier, um espanhol de Barcelona hiper apaixonado pelas ilhas.

O melhor de STP

E para quem pensar visitar STP ou estudar o país, o site de referência, mais completo e interessante (ou a parte de turismo não tivesse sido sistematizada por mim...ops...) é o do JPC e que aparece no título.

Caminhar e descobrir STP

E já que estou numa de divulgação, aqui fica a referência (no título da mensagem) do e-grupo que se dedicava a caminhar, caminhar, caminhar pela floresta, à descoberta de roças e de recantos escondidos, a actividades radicais. Vale a pena ver as fotos e ler as descrições, pelo menos faz aumentar os níveis de adrenalina...

Plantas de STP

Para quem gosta de as ver e aprender um pouco mais, aqui fica um e-grupo sobre plantas tropicais. Interessante e o "dinamizador", um santomense muito interessado pelo seu país. Coisa cada vez mais rara...


Delírio...

Foi delirante ouvir o JCB a explicar aos outros o que é ser "chique". Mas muito mais delirante foi ouvi-lo com a advertência "não sejam bichas"... Obrigada TVI, há muito que não me ria tanto. E apesar de ser hilariante até o acho engraçado. É uma figura simpática, mas estranha. Muito estranha!!!!
E não é que ele veio de África???? Mais um que veio de Moçambique... que terra prodigiosa em coisas raras...

O País que temos

Viver em Portugal tem coisas absolutamente deliciosas porque hilariantes. Pensamos e gostamos de dizer que se está bem é no estrangeiro, mas na realidade, Portugal é que está a dar! E digo isso quando percebo que, mais uma vez, o país parou e praticamente não se fala em mais nada do que na Quinta das Celebridades. Siiiiiimmmmm.... como se não fosse já um espectáculo alucinante, eis que deparamos com um José Castelo Branco (JCB), sobre o qual se teceream comentários de todo o género, que ultrapassa todas as expectativas. O homem é hiper eléctrico, até parece que toma speeds, faz lembrar uma grafonola imparável porque não se cala por um minuto que seja. Ele opina, comenta, corrige, dá conselhos e já colheu as atenções nacionais. Daqui à simpatia e afeição é um passo, até porque é simplesmente simpático, divertido e o sentido de humor assiste-o na perfeição. É verdade que a imagem híbrida e estranha lhe confere o direito de ser excêntrico e exuberante. Além disso, é sincero e espontâneo …

Blogar

É curioso como me viciei rapidamente, apesar de não perceber nada de blogs quando comecei nisto. Isto é quase uma adicção, pela dependência que gera.
Fase Egocêntrica - a partir daqui vou mudar a imagem 

O pôr do sol no norte - em busca do Raio Azul...

não o vimos mas os desejos revelaram-se. Vimo-lo mentalmente...


O inesquecível nascer do sol na Roça de S. João

durante um fim de semana que ficará para sempre na reminiscência das minhas memórias. Por ter sido inesquecível. Pelo licor de jaca, pelo passeio nocturno, pelo banho de água fria, pela primeira ida a Micondó. E pela tua companhia...

A tranquila cidade de São Tomé

Roça Boa Entrada - a casa da viúva do "Equador"

Palavras Sentidas

Olá, tu do meu passado regressado, da África banhada pelo Índico, que tantas ilusões me criaste e tantos desassossegos geraste, quero dizer-te umas palavras simples:
Aproveita a vida de forma positiva,
Dá o teu melhor em tudo o que fizeres,
Sê honesto com quem te relacionares,
Apaixona-te com sinceridade,
Não procures incessantemente um grande amor
porque há quem o encontre facilmente, quem o encontre e não o veja,
há quem demore a encontrá-lo e há até quem nunca se cruze com ele,
Não troques a emoção certa pelo desejo incerto,
Não esperes mais de mim do que aquilo que te posso dar,
Aceita a Amizade como um sentimento tão válido quanto o Amor,
Por vezes, é preferível um Amigo Verdadeiro, a um Amante Impossível,
Procura ser feliz, com tranquilidade,
Aceitando os defeitos dos outros porque só assim eles aceitarão os teus.

Fase Egocêntrica 2

Novo Altair

Ontem jantei no Novo Altair, na Cruz Quebrada. E recomendo!!! Pequeno e confortável, com uma decoração acolhedora sem ser excessivamente intimista. Velas nas mesas (claro... as minhas adoradas velas!!!) sob a forma de candeeiros. Um serviço irrepreensível acompanhado de sorrisos permanentes, sem excessos. Quanto à comida - no couvert, um pão delicioso, como entrada um fondue de 3 queijos (para mim um pouco forte, mas para quem me acompanhou foi considerado delicioso). A seguir, um fondue bourguignone - porque não me aventuro pelos mais ousados (o fondue da Mongólia tem fama mas tinha peixe e marisco...). Carne bem temperada e tenra, acompanhada de fruta natural e batatas fritas caseiras e estaladiças, molhos de todas as qualidades e cores - eu fiquei-me pelo de alho, mas houve quem experimentasse um de canela que, pela apreciação, foi um dos preferidos. Nem ousei pedir sobremesa porque a satisfação era a bastante. Mas reconheço que tinham um excelente aspecto.

Fase Egocêntrica 1

Reencontro e apaziguamento

Sinto uma tranquilidade impossível de descrever. Coincidência? Ou talvez não...
Dei tréguas a mim mesma e assim reencontrei a paz! Desta vez, sózinha. E posso dizer que me sinto muito bem com isso!

Experiências Repetidas

"Um guerreiro da luz sabe que certos momentos se repetem. Com frequência, vê-se diante dos mesmos problemas e situações que já havia enfrentado; então fica deprimido, pensando que é incapaz de progredir na vida, já que os momentos difíceis estão de volta.
- Já passei por isto - reclama ele com o seu coração.
- Realmente já passaste - responde o coração - Mas nunca ultrapassaste.
O guerreiro, então, compreende que as experiências repetidas têm uma única finalidade: ensinar-lhe o que não quer aprender".
Paulo Coelho in Manual do Guerreiro da Luz

O Desafio

"Não é o desafio que define quem somos
nem o que somos capazes de fazer.
O que nos define é o modo como enfrentamos esse desafio:
podemos deitar fogo às ruínas,
ou contruir um caminho através delas, passo a passo"

Richard Bach in Nada ao Acaso