"- Ando à procura de amigos - disse o principezinho - o que é que «estar presp» quer dizer?
- É uma coisa que toda a gente se esqueceu - disse a raposa - Quer dizer que se está ligado a alguém, que se criaram laços com alguém.
- Laços?
- Sim, laços - disse a raposa - Ora vê: por enquanto, para mim, tu não és senão um rapazinho perfeitamente igual a outros cem mil rapazinhos. E eu não preciso de ti. E tu também não precisas de mim. Por enquanto, para ti, eu não sou senão uma raposa igual a cem mil raposas. Mas se tu me prenderes a ti, passamos a precisar um do outro. Passas a ser único no mundo para mim. E para ti, eu também passo a ser única no mundo...
- Parece-me que estou a começar a perceber - disse o principezinho - Sabes, há uma flor... tenho a impressão que estou preso a ela..."
(...)
"- Só conhecemos as coisas que prendemos a nós - disse a raposa - Os homens agora, já não têm tempo para conhecer nada. Compram as coisas já feitas nos vendedores. Mas como não há vendedores de amigos, os homens já não têm amigos.
- E o que é que é preciso fazer? - perguntou o principezinho
- É preciso ter muita paciência. (...)"
A. Saint Exupéry in O Principezinho
Um blog sobre a vida. Ilusões e sonhos, venturas, algumas desventuras, muitas realizações com a frustração necessária para alcançar o desejo da felicidade. Uma vida que se pretende feliz e preenchida por vivências sentidas. por Brígida Rocha Brito
sexta-feira, 15 de outubro de 2004
Manual de sobrevivência em meios socialmente hostis
Presenciando cenas pela manhã bem cedo recordo uma pessoa que conheci em São Tomé e Príncipe há uma eternidade e de quem perdi o rasto há ...
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Depois de ter regressado a Lisboa, após a minha última incursão a São Tomé, não há dia em que não me lembre das maravilhas do arquipélago, d...
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Nem sempre a vida nos sorri - pensava Lai, sempre que recordava Mi e tudo o que viveu em Moçambique – Muitas vezes, sem nós percebermos de i...