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Mensagens

A mostrar mensagens de Agosto, 2004

O passado reencontrado

Olá, "tu do meu passado", ainda bem que te encontro hoje e espero que por mais um pouco. Acompanha-me nos momentos de tristeza e de solidão. Diz-me que sim, que não partes ou desapareces uma vez mais, como se nunca tivesses existido e fosses apenas mais um dos meus fantasmas, dos meus receios imaginários ou dos meus sonhos. Sim, fica, apenas por um instante, mas fica. Até eu já não chorar... E hoje, eu choro. Muito.

Aprender

O que é viver senão aprender a sermos melhores? No dia-a-dia, num contínuo e sem paragens, quando nem tempo, capacidade ou vontade temos para aprender a crescer devagar devagarinho. As vontades ficam-se por outros ritmos e gestos que não chegam a ser mais do que simples intenções. Não vale a pena, não é suficientemente importante para... Vontades sem capacidades, insuficientes, inacabadas porque não chegam a sê-lo nunca.

Grito de cansaço

Hoje apetece-me gritar. E para não o fazer, escrevo e repesco o que escrevi em momentos de tristeza, de angústia e de desilusão. Quem não os teve? Todos já tiveram com certeza. Mas cada vez mais sinto que esses momentos são pesados, angustiantes e prolongados.
Estou cansada... mas por favor, não me perguntem porquê...

Renovação

A renovação é um processo profundamente assustador e intimidatório.
Alguém que conheci em tempos disse-me um dia – a mudança é telúrica – não me soou nada bem, mas tenho de admitir que ele tinha razão. Terá ele mudado? Ou terá ficado assustado com a perspectiva de mudar, intimidado com os resultados possíveis e conformado ao que sempre foi?
A propósito, será possível um adulto mudar?

Agosto 2004, Lisboa

Momentos de dúvida

Se me queres e se te quero, como te quero,
Porque não podemos
Querer,
Ficar,
Estar,
Amar,
Partilhar?
Porque temos de optar pela ausência
Intolerável,
Impenetrável,
Tão dolorosa?
A resposta é uma só – não me queres!

Iniciado em STP, 9 Maio 2003 e terminado hoje...

Angustiada

Sinto a pele a queimar de novo. Não de desejo mas de angústia. Acabei de te ouvir e percebi. Uma vez mais avanças e recuas. Estou cansada, desgastada, saturada. Algum dia te vais definir e perceber o que queres? Se queres...?!

Que ele esteja bem

E, de quando em vez, tinha necessidade de ter notícias dele. Nunca mais o quis ver ou falar-lhe directamente. Afinal ele tinha sido o causador de um longuíssimo sofrimento, uma ferida que, ao fim de um bom par de anos, continuava por sarar. Mas, apesar de orgulhosamente não reconhecer, no seu intímo gostava de saber que ele estava bem ou que ia indo. Isso era um bom sinal. Significava que estava vivo e que a vida se encarregava de o ir transportando, sabe-se lá por que caminhos. Mas ele sobrevivia às intempéries e às tempestades, aos verões tórridos, às emoções e às desilusões desta vida. Tal como ela. Mas à distância. Porque em proximidade, ela nem sequer pensava. Bastava-lhe saber que a vida continuava. E assim inconscientemente sentia-se mais confortada. Ela não era má pessoa, muito pelo contrário. Apesar do transtorno afectivo que ele lhe causara, desestruturando-a, não lhe desejava mal. Ele que seguisse o seu caminho em paz e que lhe permitisse, de quando em vez, saber dele. Que …

À Noite no Passante

O Passante permanece placidamente sereno e tropical, enquanto como uma tosta mista e bebo uma coca cola, fugindo às recomendações, de que fosse sem gelo e sem limão. Mas com este calor uma coca cola sem gelo e limão saberia simplesmente a água choca açucarada, por isso que seja o que Deus quiser.
A minha frugal refeição é alegrada pela música que se vai fazendo ouvir, crioula e bem ritmada, misturando-se com o som das ondas a bater no paredão ao rebentarem.
“Yoyoyoyoyoyoyo... yoyoyááááááááá” vai-se ouvindo, intercalado por batidas quentes e apelativas, convidando para um kizomba bem colado. Mas àquela hora – do mosquito – não há pares que queiram dançar e mesmo que os houvesse, eu não dançaria. Não por não gostar mas... sei lá eu... A minha fraca experiência de vida diz-me para ser cautelosa nas escolhas e nas danças. Há quem diga que a dança é uma frustração sexual - uma tentativa de sexo com quem nunca se terá. E as danças africanas são exímias. Por isso... mesmo que me aparecesse à…

O nosso ritual

Começou por ser nas noites de domingo, quando todos se recolhiam, cansados do dia de praia ou porque a moleza invadia os movimentos e o espírito não contrariava a vontade, após uma longa caminhada, que sózinhos cumpríamos o “nosso” ritual.
Sentiamo-nos bem assim. Ouviamos música, normalmente dos meus CDs, que com a minha partida herdaste, sendo as nossas faixas preferidas o She e o Honesty. E ouviamos repetidamente, sem nos cansarmos, porque qualquer uma tinha que ver connosco.
E ao som da música, nas noites quentes de domingo e para terminar o fim de semana em beleza, o ritual repetia-se - bebiamos chá e conversávamos.
Beber chá em África é uma prática magnífica. “Muito magífica mesmo”, como eu te diria acerca das coisas inesquecíveis. O chá que alimentou a ternura que surgia com um olhar, um desabafo e um sorriso. E de domingo, o ritual passou para outros dias da semana, em função da necessidade que sentiamos de uma carícia, de um abraço, de um segredo partilhado, de um miminho, de …

Amante experiente

Era com certezas de amante experiente que me dizias
- Sabemos como isto começou mas não sabemos como vai terminar... tudo é possível, tudo pode acontecer. Tudo, percebes?
Nunca medi bem as tuas palavras, mas hoje recordo-as sem parar. Só te posso dar razão e, se já te admirava, passei admirar-te ainda mais. O que me dizias revelava uma sabedoria adquirida pela experiência de vida que quase só os homens têm. E tu tinhas... Agosto 2004

Lembranças da Lua Cheia

Lembras-te do luar na boca do inferno? E de como a lua estava cheia e redondinha, brilhante e colorida? Lembras-te da grande inspiração que nos levou a um ponto no céu, que só os eleitos conseguem alcançar? Lembras-te de termos dançado, ao som de uma música imaginária, passos por nós inventados, num jogo de sedução? Atingimos um estado pleno de felicidade suprema, que nos chegou através do vento e protegida por fadas, duendes e gnomos... Lembras-te do que sentimos e do que ouvimos? Todos os anjos, arcanjos e querubins estavam reunidos a brindar ao nosso amor e cantavam cânticos que só nós podíamos escutar. A conjugação astral foi favorável e, depois de tantos encontros anteriores, vimo-nos com olhos de paixão desenfreada. Tão louca e tão dada... e os deuses festejaram connosco num eterno momento de felicidade conseguida. Para sempre, meu amor. E hoje, a ver a lua cheia, tão diferente daquela noite, lembro-me de ti, para sempre. Lisboa, Agosto 2004

Quem és?

Quem és tu, que me apareces e me foges, que me queres, me recusas e te ausentas?

O Tempo em África

Enquanto lá estamos, temos a sensação que o tempo tende a parar – é quase um fait divers, mas eu senti-o, não foi ninguém que me contou. E apesar de tudo, hoje, que já lá não estou, mas tenho esperança de voltar logo que possa, parece-me que o tempo, que por lá passei, voou.
Os sentidos quedam-se na contemplação, porque tudo é um estímulo, quente, terno, doce, acolhedor e envolvente. A humidade colante reflecte-se nos corpos despidos e nas peles tórridas. O vento procura arrefecer o ambiente, “parece que vai chover... pode ser que alivie” – alguém diz, numa estranha combinação de conforto e de afrontamento e continua com um tom conhecedor e conformado, perante o desconforto dos novatos – “Faz parte, é o clima...”. E tudo a partir desta frase é explicado pelo clima. Boa justificação para qualquer manifestação dos sentidos, da mais pura à mais... extravagante.
As chuvas africanas, caracteristicamente tropicais – intensas e fugazes, como quase tudo o que se vive por lá – dão-nos a estran…

Querer

Deixa ir, deixa estar, deixa ser... DEIXA!
Ficar e permancer, esquecer por querer. O princípio e o fim num só, como forças desiguais e desigualmente semelhantes.
Amo-te, quero-te, desejo-te. O teu corpo, a tua pele, o teu ser, tudo num só.
Angustias-me. Não te quero mais. Fazes-me mal. Sai. Quero ser eu sem ti, porque tu não me deixas ser como eu quero.
Quem se ama deixa-se ir, quando não nos quer. Não se prende e não se força.
Se um dia voltares a querer e, se eu ainda te quiser, voltaremos de novo a querer-nos.
Agosto 2004

Mais um romance em África

Mais uma vez os envolvimentos rápidos e fugidios, as paixões desiguais, os sentidos à flor da pele e as emoções a despertar. Mais uma história de encantar que vai terminar em desencanto pela inconsequência dos actos, inconstância das vontades e inconsistência do argumento.
Mais incertezas e dúvidas, medos e inseguranças que se confundem com a vontade de não falhar uma vez mais e de perder. Medo de ouvir e de falar. Estou exausta de tentar, cansada de amar sem partilhar, de dar sem ter entrega. Valerá a pena?
Sinto, uma vez mais, as contradições infinitas do romance em África, numa terra de ninguém, que não é minha hoje, nem será nunca. Tal como os amores que aqui vivo, numa tentativa imparável de me acertar.
Dezembro 2001

Protecções

Um dia, na praia dos Tamarinos, praia levemente tropical, fazendo lembrar ambientes desertos, onde se pode andar nu sem nos darmos conta de estarmos a ser observados, e apesar de obviamente estarmos, dei comigo a pensar. As roupas não são mais do que protecções convencionais, que nos tornam menos vulneráveis e expostos e mais seguros. As variações das roupas que usamos, a forma como combinamos as peças, as cores, os tecidos e os padrões levam-nos a criar nos outros sensações e emoções, mantendo-nos protegidos dos impulsos alheios. E eu que gosto de fazer nudismo, apenas em praias desertas e sem assistência, cheguei naquele dia a uma conclusão - as roupas são absolutamente magníficas, porque sendo escudos protectores, funcionam ao mesmo tempo como instrumentos de sedução infalíveis. Sem qualquer peça de vestuário, algumas pessoas não seriam nada, porque quando as vemos nuas, perdem qualquer graça que lhes poderiamos ter encontrado quando as vimos compostas e arranjadas.

Moça dos olhos tristes

-Moça dos olhos tristes e profundos, encantaste-me e seduziste-me só com o teu olhar. Um olhar: contido, terno e doce, a oferecer-me infinitos mundos que eu quero descobrir; reservado e indiciador de sofrimentos, que nunca conseguiste ultrapassar e sobre os quais tens tanto receio em falar; tão sedutor que consigo ver a amante fogoza que és por trás da tua timidez.
- Porque me chamas moça, quando tenho nome? Diz o meu nome ou nem o sabes sequer?Tens medo de te enganar...?
- Que mágoas passadas, presentes e futuras esconde esse tom indefinido. Que mistérios têm a revelar o verde distante, o cinzento tristonho e o meigo acastanhado? Porque mudam de cor os teus olhos que me seduzem por serem tão diferentes mas tão belos? Porque és tão insegura de ti, se és tão doce e tens uns olhos para os quais tenho até medo de olhar, porque me posso afundar neles e não voltar a aprender a nadar?
- Porque... olha, por não me tratares pelo nome e me continuares a chamar moça, como a uma outra qualquer que…

She, cantaria Elvis Costello

She may be the face I can't forget
The trace of pleasure or regret
Maybe my treasure or the price I have to pay
She may be the song that summer sings
May be the chill that autumn brings
May be a hundred different things Within the measure of a day
She may be the beauty or the beast
May be the famine or the feast
May turn each day into a Heaven or a Hell
She may be the mirror of my dreams
A smile reflected in a stream
She may not be what she may seem Inside her shell....
She, who always seems so happy in a crowd
Whose eyes can be so private and so proud
No one's allowed to see them when they cry
She maybe the love that cannot hope to last
May come to me from shadows in the past
That I remember 'till the day I die
She maybe the reason I survive
The why and wherefore I'm alive
The one I care for through the rough and ready years Me,
I'll take the laughter and her tears
And make them all my souvenirs
For where she goes I've got to be
The meaning of my life is She


Sentimentos

Sentimentos ligeiros que se avolumam e que ganham consistência, solidificando-se. Sentimentos bons, ternos, escaldantes. Ligações que fluem e que se aprofundam. Vontade de querer, de ter, de pertencer, de ser. Medo de te perder. Angústia da incerteza.
Sentimentos difusos, numa teia confusa e de difícil leitura. Ligações complexas e impenetráveis.
Gostar infinitamente, amar com infinitas certezas. Uma busca de certezas no meio de dúvidas permanentes e constantes. Sentimentos entrelaçados numa rede indecifrável...
Março 2003

Amei

Amei a terra e as pessoas, mas sobretudo amei-te a ti, como nunca tinha amado.
Hoje não te podendo continuar a amar, contento-me a amar as tuas ternas recordações. Doces de desejo e de vontade. Do companheiro que quiseste e soubeste ser, do amante incansável e insaciável, do amigo em quem quis confiar os meus segredos e uma grande parte de mim.
E lembro-me do resto, o menos bom. O desacerto e o afastamento. Sem razão, pelo menos para mim, que nunca percebi o porquê.
Junho 2003

Como?

Lembrando-me de ti, pergunto-te - Como poderia esquecer e perdoar?

Rosa Louca

A diversidade florística do arquipélago de São Tomé e Príncipe sempre me fascinou. Encontrei plantas com dimensões e formas como nunca tinha visto antes, flores exóticas de uma beleza infinita, que conferem à paisagem particularidades únicas, permitindo desfrutar de uma visão multicolorida. Pela beleza exótica, as flores de São Tomé são verdadeiros “cartões de visita” para o turista estrangeiro.
Dadas as características climatéricas e geográficas, a flora santomense é abundante e rica em biodiversidade, tendo as flores formas diferenciadas, cores apelativas e nomes que traduzem a sua especificidade: rosas de porcelana, vermelha e rosa; bordão macaco; bicos de papagaio, macho e fêmea; hibiscus; begónias; orquídeas,... Algumas foram-se tornando conhecidas, por existirem noutras regiões, porque chegavam à Europa pelas mais variadas formas, mas sobretudo por terem adquirido, com o tempo, estatuto de símbolo nacional.
Após várias viagens ao arquipélago, fui-me familiarizando com as mais co…

Partes

Desta vez, és tu quem parte e partindo levas um pouco de mim. Sem te dares conta, sem perceberes e sem quereres. Partes porque queres e precisas. Deixas-me, querendo-te e desejando-te. Criaste o desejo em mim, sem o esgotares. Sinto que me queres e que desejas sem quereres. ST Dezembro 2003

Tu

Sinto-te perdido em mim,
esgotado, ausente.
Entregue sem quereres,
consciente de não poderes.
Queres-me e quero-te,
desejamo-nos longa e ternamente,
sem sabermos como ou explicar o porquê.
Não podes e não devo,
mas,
vamo-nos perdendo, encontrando e recriando
momentos partilhados.
Queres-me e negas-me,
negando a ti próprio os sentimentos fortes e inabaláveis.
Recusas a entrega já feita,
foges e evitas-me, resolvendo com a incerteza e a dúvida o mais certo do teu sentir.
E reduzes o risco. Não de te dares a alguém.
Mas de te entregares a mim, sentindo-me entregue também.
Como tantas e tantas vezes aconteceu...
E tu ficas em mim, para sempre. O que não sei se é bom...
ST, Outubro 2003

Encontros em África

A África dos encontros e dos desencontros; das semelhanças e das diferenças; das buscas que nunca se chegam a encontrar e dos desencontros que nunca se chegam a cruzar; do que encontramos sem termos procurado e do que procuramos sem nunca chegarmos a encontrar. Em Maputo 1999, retomado em ST 2003

MEDO

de avançar e de parar; de partir e de ficar. Sentimentos e sensações que se opõem, contradizendo-nos. O que dizemos, o que fazemos, o que queremos e o que não podemos. É do clima, pensamos, ou será de nós mesmos, não admitimos. Porque não podemos e não queremos. A dúvida e a incerteza traduzem a contradição do que somos. E de como vivemos. Do que fomos e de como seremos, num futuro tão incerto. Maputo, Janeiro de 1999

Chove

Chove como nunca até aqui. Tenho a sensação que a terra está triste com a minha partida, teimando em não me deixar sair do mesmo sítio. E eu adapto-me ao tempo: vou-me deixando ficar, sem oferecer resistência. Porque também eu não quero partir de um local tão diferente, onde me sinto tão bem...
ST, 25/09/2000

Intimidades

Marcaste-me por uma presença inconstante, mas deliciosamente presente.
Pelo gosto partilhado de estarmos juntos, ternamente aquecidos por um olhar apenas, por um toque de pele e pela fricção dos sentidos.
Marcámo-nos e distinguimo-nos, pela diferença da presença, pela companhia terna, doce, reconfortante e inexplicavelmente calmante.
Foi tudo e nada mais será.
Fomos tudo num breve momento de eternidade.
De tudo tivemos porque tudo merecemos... e porque tudo procurámos.
O prazer reencontrado e partilhado, a angústia da despedida e da perda, da ausência necessária e obrigatoriamente vivida porque forçada.
Contra o desejo. Contra a vontade.
Quis-te e quero-te ainda. Sempre te quererei, sabendo que não posso querer-te. Nem que fosse apenas por mais um milésimo de segundo. Só para aspirar de novo o teu perfume, sentir a maciez aveludada da tua pele e o teu sabor, ao mesmo tempo, doce e picante.
Nunca mais...
ST, 16/05/2003

Licor de Jaca

-Lembras-te do magnífico licor de jaca? - perguntavas-me com um sorriso matreiro. - Hmmm... só de pensar... - e as lembranças de mais uma noite inesquecível inundavam-me o pensamento. - Aquele que, inexplicavelmente, tinha poderes amnsésicos... fazia com que acordássemos na manhã seguinte com a sensação de nos ter acontecido algo de muito maravilhoso, apesar de não sabermos dizer exactamente o que foi...- rematavas com uma risada aberta E como eu me lembro ainda. Aquela varanda tranquila e absolutamente inspiradora sobre a baía de Angolares e a floresta do Obô, permitindo que os sentimentos mais puros e verdadeiros fossem exteriorizados e consentidos. Porque as emoções essas ficam eternizadas na memória de quem as viveu, num mundo onde tudo de bom foi possível. O impossível seria viver com mais intensidade e entrega. Lisboa, Agosto 2004

África

África:
dos encontros, dos desencontros e dos reencontros;
dos sentidos e das emoções;
das paixões e das contradições.
África:
dos amantes ardentes e dos amores fugazes;
dos sonhos vágos e por realizar;
da esperança tornada impossibilidade.
África:
do desejo recriado;
da vontade alimentada;
das recordações revividas... dia após dia.
(A Ti) ST, Janeiro 2004