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O Saco de Água Quente

Ontem, após um dia para lá de cansativo, cheguei a casa com vontade de sentir o conforto de um espaço bem iluminado e aquecido. Estava frio e chovia, com uma intensidade que já não via há muito. A viagem que tive de fazer no regresso a Lisboa foi dura e demorou horas infinitas. As notícias acerca do mau tempo não foram enganosas - nevoeiros cerrados nas zonas altas, chuvas consecutivas e agravadas pelo vento.
Jantei com gosto, porque o horário de almoço não me permite muito mais do que uma sandes e um café, assisti com incredulidade ao concurso da RTP1, onde estava uma rapariga, praticante de surf, que era o protótipo da loira das anedotas. Exemplo de pergunta - onde ficam as Seychelles? - opções: oceano Atlântico, oceano Índico, oceano Pacífico, Antártida. Resposta - fica no Atlântico...
Bem, após uma série de tentativas do apresentador em solucionar a ignorância da moça que se exprimia com sorrisos e olhares lânguidos, com ajudas mais do que evidentes, a questões básicas desta natureza, decidi ir dormir. Estava desconfortável, com frio, e irritadíssima com tamanha afronta, afinal a rapariga entrara em Medicina com 18.95... xê... como seria possível???????
E fui dormir, estreando o meu saco de água quente neste outono. Já me esquecia o quanto o saco de água quente faz maravilhas para embalar o sono, dando-nos uma sensação de conforto indescritivel. É verdade que sou uma apologista destes utensílios porque acho que não nascemos para sofrer e quando se vai para a cama com os pés frios o acto de adormecer torna-se num suplício. Esta foi uma magnífica invenção!

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Galinha, ou pato ou carne de porco fumada);
Folhas (ponto, maquêquê, galo, ótage, olho de folha de goiabeira, quimi, margoso, mesquito, mússua, damina, matrussu, tartaruga...);
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