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E a vida continua...

e a curiosidade alheia acerca daquilo que não lhe diz respeito também...
É assombroso como algumas pessoas, só por nos conhecerem, terem jantado algumas vezes connosco e desenvolvido actividades em período de lazer, tais como caminhadas, idas à praia ou a um bar, se acham no direito de nos questionar de forma incisiva e directa acerca da nossa intimidade. Pior um pouco quando se fazem de nossas amigas, as maiores e aquelas sem as quais não conseguiriamos passar, mas por trás de nós comentam-nos, avaliam-nos, opinam e julgam todos os nossos actos e comportamentos.
Há alturas em que queremos ter a noção de ser uma atitude simpática e reconfortante, sobretudo quando nos sentimos sózinhos e com uma infinita necessidade de falar e de partilhar o que nos vai na alma. Mas depois de nos terem feito algumas, das boas mas que nem o diabo gostaria, tudo nos surge de forma óbvia e básica. Dá vontade de rir, em vez de gritar, de desconversar, em vez de desatinar e de dizer "bidu bidu dádá" para não dizer "não há paciência"... quando interiormente pensamos mesmo... "não há c...!!!!!".
Toquem-se queridinhos...

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Calulu de Galinha, Pato ou Porco

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Galinha, ou pato ou carne de porco fumada);
Folhas (ponto, maquêquê, galo, ótage, olho de folha de goiabeira, quimi, margoso, mesquito, mússua, damina, matrussu, tartaruga...);
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Modo de preparação
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O Tubarão de STP – I Parte

Depois de ter regressado a Lisboa, após a minha última incursão a São Tomé, não há dia em que não me lembre das maravilhas do arquipélago, das suas particularidades, as mais apelativas e as outras... que representam riscos, mas que, por essa mesma razão, têm também o seu “quê” de sedução.
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