- Então... não me dás nenhuma resposta à proposta que te fiz?
- Sabes que dia e hoje?
- Sim... 1 de Abril...
- Pois é, e 1 de Abril é o dia das mentiras, pelo que é preferível falarmos de outra coisa. Estou cansada de mentiras... cansada!!!
Um blog sobre a vida. Ilusões e sonhos, venturas, algumas desventuras, muitas realizações com a frustração necessária para alcançar o desejo da felicidade. Uma vida que se pretende feliz e preenchida por vivências sentidas. por Brígida Rocha Brito
- Então... não me dás nenhuma resposta à proposta que te fiz?
- Sabes que dia e hoje?
- Sim... 1 de Abril...
- Pois é, e 1 de Abril é o dia das mentiras, pelo que é preferível falarmos de outra coisa. Estou cansada de mentiras... cansada!!!
Não! Não me apetece falar de amor e, na verdade, não tenho nada de muito interessante para dizer a esse respeito. Por isso para quê falar ou escrever, pensei. Antes as imagens dos animais e as mensagens ambientais e de conservação. Esses sim são temas compensadores, que preenchem e que jamais desiludem, simplesmente porque são espontâneos, directos e objectivos, preenchem a alma e o coração e não enganam. Não mentem, nem querem. São aquilo que são, e já está. Ou se gosta ou não!
Rapidamente tento fazer uma passagem regular pelos blogs de eleição e, sempre que consigo, comento um ou outro post. Pois hoje dei com um post no CHUINGA ao qual tinha de fazer uma referência porque me deixou com um sorriso interminável estampado na cara e uma sensação de ego preenchido :-) Como ela diz gostar de macacos, aqui fica um cumprimento cheio de simpatia de um símio guineense :-)




Porque, por motivos diferentes e em graus também distintos, são espécies ameaçadas e em risco. Porque são bonitos e cada um, ao seu estilo e dentro do seu género, é único no mundo. Porque são simpáticos e interactivos. Porque são brincalhões e sociáveis. Porque se parecem muito, mas mesmo muito connosco. Porque são engenhosos e criativos. Porque gostamos de os ver e os achamos simplesmente irresistiveis só por nos fazerem rir. Porque são engraçados e divertidos. Porque são curiosos e aproveitam sempre que podem para nos observar de forma descarada e sem subterfúgios :-) E porque valem muito mais vivos do que mortos e ainda mais em habitat natural do que em cativeiro. E apesar de ter dormido menos uma hora, que me faz sempre falta, sinto-me contente porque… o dia está maior de novo J
E não há sombra para dúvidas. Estamos naquela estação do ano que faz sonhar os mais cépticos, sorrir os mais sérios, dançar os mais resistentes. É uma estação alegre e bem disposta em que a esperança tem um novo significado e quase tudo parece fazer sentido. Apetece caminhar ao sol e, depois de um descanso relaxante, espreguiçar devagar devagarinho, sentindo os músculos distenderem-se, um a um. Começo a pensar nas férias e descontraio-me por fim... E dá vontade de respirar fundo, bem fundo, porque o ar parece estar limpo. É de novo a época dos pores do sol coloridos e intensos, prolongando-se para lá do esperado só porque a hora adianta. E é já no próximo sábado. E logo a seguir vem uma noite transparente e brilhante com uma lua alta, sem estar cheia, mas com uma beleza infinita porque acompanhada por constelações de estrelas, aquelas que conheço bem do hemisfério norte. Na verdade, apesar de ter notado as diferenças, nunca me habituei a contemplá-las com cuidado e a reconhecê-las no sul. Há muitos, muitos anos, talvez não tantos quanto isso mas que me parecem uma eternidade, houve quem tentasse ensinar-me a vê-las. O resultado foi péssimo: ou o professor não as conhecia assim tão bem ou eu não tinha mesmo de aprender. O que resta e interessa é que estamos finalmente, e uma vez mais, na Primavera, uma estação bonita e solarenga que, para grande pena minha, não é perfeita. É indissociável do vento e do pólen, das poeiras e dos espirros, dos olhos lacrimejantes, das irritações de pele e dos mosquitos. Lá está... não há bela sem senão...
Apesar de não te ver sei que me protegerás sempre. Hoje é um dos teus dias, o Dia do Pai.
E a notícia a registar, e que merece divulgação, foi “emprestadada” do Pululu: No próximo dia 20 de Março, a Editora Nzila, em colaboração com a União de Escritores Angolanos, apresenta-nos a última obra poética de Carlos Ferreira (Cassé), “Até Depois”.
Ouvindo-o discorrer sobre os momentos desastrosos pelos quais a sua vida passara, pensou “cantas bem mas não me embalas”. Há uns bons anos ter-se-ia sentido sensibilizada pelas palavras confusas; há uns bons meses teria certamente querido acreditar que tudo o que ele dizia era verdade. Hoje só lhe apetece dizer “vai falando até te cansares porque não sou eu que te vou impedir, mas quando estiveres cansado cala-te porque nada do que dizes faz sentido e eu não acredito numa sílaba que seja”. E com alguma probabilidade, amanhã levantar-se-á e deixá-lo-á a falar sozinho, coisa que ele nem notará porque, em nenhum dos momentos, se preocupou com o que ela pudesse pensar ou sentir, o que contava era que falava e que alguém o ouvia.
Há dias e bons e maus, dias excelentes em que corre tudo tão bem que parece mentira, e dias de esquecer em que damos connosco a pensar “mas porque será que me levantei hoje da cama? Devia era ter continuado a dormir”. Mas também há dias neutros que correm e flúem, sem nada de particularmente marcante, ora positivo ora negativo. Dias brandos, molengões, pastelões, que vêem e que vão com o vento, que passam simplesmente. E hoje faz vento levantando folhas e fazendo rodopiar poeiras, afastando tudo o que de menos bom poderia contrariar a neutralidade do meu dia.
Ontem fui ao cinema. Uma das minhas actividades de lazer que maior prazer me dão. Fui ver um filme inspirado num livro do Somerset Maugham: O VÉU PINTADO. É uma história triste apresentada com segurança, por actores com desempenhos brilhantes, num contexto, a China rural, simplesmente deslumbrante. Paisagens de sonho a enquadrar a pobreza humana no início do séc. XX, algures nos anos 20. E fala de sentimentos, de amores não correspondidos, de entregas desiguais, de expectativas traídas, de isolamento e de solidão, de descoberta que o amor e a paixão são definitivamente estados de alma diferentes, e que o segundo é seguramente menos importante do que o primeiro. E fala de muito mais. E quando esperamos que finalmente tudo se componha, confrontamo-nos com um desfecho trágico. Talvez esperado dado o decorrer dos acontecimentos. Mas triste, desolador, desconcertante, angustiante. E ao sair a porta do cinema dei comigo mesma a pensar – será a vida sempre assim? - “Sometimes the great journey is the distance between two people”...
Uma coisa aprendera com o que a vida lhe ensinara: os altos são menos frequentes do que os baixos. Não vale a pena a exuberância do sucesso quando, com um grau elevado de probabilidade e uma reduzida margem de incerteza, haverá momentos menos bons. Por isso sorria sempre que lhe diziam que tinha todas as razões e mais algumas para se sentir elevada, uma mente superior, um ser destacado. Não era e não se sentia como tal. A vida tem de ser vivida e apreciada. Com consciência do seu valor, é certo, mas sem excesso de confiança. O realismo é mesmo a atitude mais certeira.
Tem lugar em Santiago de Compostela, a 26 e 27 de Setembro próximo, o I CONGRESSO DE EDUCAÇÃO AMBIENTAL DOS PAÍSES LUSÓFONOS E GALIZA
As PRÉ-INSCRIÇÕES já se encontram abertas, sendo possível enviar propostas para comunicação até 30 de Abril. Presenciando cenas pela manhã bem cedo recordo uma pessoa que conheci em São Tomé e Príncipe há uma eternidade e de quem perdi o rasto há ...