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Primavera... once again!

E não há sombra para dúvidas. Estamos naquela estação do ano que faz sonhar os mais cépticos, sorrir os mais sérios, dançar os mais resistentes. É uma estação alegre e bem disposta em que a esperança tem um novo significado e quase tudo parece fazer sentido. Apetece caminhar ao sol e, depois de um descanso relaxante, espreguiçar devagar devagarinho, sentindo os músculos distenderem-se, um a um. Começo a pensar nas férias e descontraio-me por fim... E dá vontade de respirar fundo, bem fundo, porque o ar parece estar limpo. É de novo a época dos pores do sol coloridos e intensos, prolongando-se para lá do esperado só porque a hora adianta. E é já no próximo sábado. E logo a seguir vem uma noite transparente e brilhante com uma lua alta, sem estar cheia, mas com uma beleza infinita porque acompanhada por constelações de estrelas, aquelas que conheço bem do hemisfério norte. Na verdade, apesar de ter notado as diferenças, nunca me habituei a contemplá-las com cuidado e a reconhecê-las no sul. Há muitos, muitos anos, talvez não tantos quanto isso mas que me parecem uma eternidade, houve quem tentasse ensinar-me a vê-las. O resultado foi péssimo: ou o professor não as conhecia assim tão bem ou eu não tinha mesmo de aprender. O que resta e interessa é que estamos finalmente, e uma vez mais, na Primavera, uma estação bonita e solarenga que, para grande pena minha, não é perfeita. É indissociável do vento e do pólen, das poeiras e dos espirros, dos olhos lacrimejantes, das irritações de pele e dos mosquitos. Lá está... não há bela sem senão...

 

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Galinha, ou pato ou carne de porco fumada);
Folhas (ponto, maquêquê, galo, ótage, olho de folha de goiabeira, quimi, margoso, mesquito, mússua, damina, matrussu, tartaruga...);
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