quarta-feira, 15 de outubro de 2008

Sob a confortável capa do anonimato

Eu sei que é uma opção e, nestas coisas tal como em outras, não devemos nem podemos forçar ninguém a fazer o que não quer. Mas seria muito mais interessante sabermos com quem trocamos ideias. Comentar qualquer coisa refugiando-se na figura do anonimato é confortável, reconheço e tenho mais é que aceitar já que o sistema o permite. Mas sinceramente... cá para nós que ninguém lê preferia saber com quem discuto estas coisas do desenvolvimento, dos países africanos e das diferentes perspectivas quando olhamos para os outros ou para as paisagens. Aliás, prefiro saber sempre quem comenta o que escrevo, e quem me lê também. Mas vá... que seja... se há quem prefira manter-se na sombra que se deixe estar. “No problem”. “No stress”. Leve-leve...

domingo, 12 de outubro de 2008

Junto ao Lago V

O encanto daquele lugar era-lhe transmitido por um misto de sensação se segurança, de harmonia equilibrada entre a vida humana e a natureza, e ainda de ideia de permanência. Já sentira isto noutros locais, em ilhas, espaços que sempre a reconfortaram. Estranhou esta sensação, como se estivesse de novo numa ilha só que ao contrário. Ali era a água estava no centro, rodeada de terra, de montanhas e de verde.

 

Junto ao Lago IV

Teve tempo para observar as pessoas, e apreciá-las também. Era algo que gostava de fazer. Calada ia seguindo cada um que por ali passava. Observava as roupas, a forma de andar, a expressão do rosto e a atitude perante a deslumbrante paisagem que os acompanhava. Todos, ou quase, se detinham por fracções de segundo e olhavam para ela enquanto os observava e distraidamente escrevia qualquer coisa sobre o lugar, como se o quisesse registar nos meandros da memória para que, em momentos de maior ansiedade, pudesse fechar os olhos e num ápice tudo voltasse a estar disposto com o mesmo critério de harmonia. O aspecto da maioria era de uma descontracção feliz, como se estivessem envolvidos por uma tranquilidade natural. Ali, o resto do mundo não existia e o momento era vivido intensamente mas com calma e em paz. Ali qualquer um podia ser feliz, desde que quisesse...

Junto ao Lago III

Eu podia viver ali. Gosto de locais onde o tempo passa sem provocar grandes mudanças, onde a mudança se faz de forma quase imperceptível, onde o que mais se sente é a ligeira e melodiosa sonoridade das ondas.

Junto ao Lago II

A humidade que carregava o ar e que encobria a paisagem não retirava o encanto misterioso àquele lugar. Tudo parecia ter sido ali colocado por uma qualquer razão: cada casa; cada pequeno palacete; cada barco; cada pequeno pato. A paisagem tinha um tal equilíbrio que dava a sensação de uma perfeição eternizada.

Junto ao Lago I

Sentada num banco verde de jardim com o lago a menos de dois metros de distância, repleto de patos reais e de cisnes que tranquilamente deslizavam sobre as águas, constatou que uma cidade, vila ou lugar, por mais pequeno que fosse, para ter interesse, tinha de ter um castelo, uma fortaleza ou até ruínas. Algo que guardasse nas memórias a sua História. Ecos de momentos vividos e marcados por emoções, lutas seguidas de harmonias, ansiedades completadas por alegrias, ideias sonhadas e desejos realizados. Mas tinha de ser o reflexo da vida passada e presente, e ainda auspiciar a futura, tal como se passa com as pessoas...

 

segunda-feira, 22 de setembro de 2008

Chegou o Outono

Chegou o Outono, apesar do calor que parece ter vindo para ficar e que não quer ir embora para outras paragens onde eventualmente seja mais necessário. Que venha o fresco e o nevoeiro, a chuva miudinha, que dizem só molhar os tolos, a folha das árvores a preencher os passeios depois da inevitável queda, o cheiro apetitoso e envolvente das castanhas assadas, as romãs e a marmelada caseira, os bolos quentes e os scones, o chá aromático e reconfortante, as tangerinas, clementinas e outros citrinos, os assados e as receitas reinventadas.

sábado, 6 de setembro de 2008

Fotigrafias do Seminário Internacional, STP 2008

Foi criado um BLOG DE FOTOGRAFIAS do Seminário Internacional “Educação, Ambiente, Turismo e Desenvolvimento Comunitário” realizado em São Tomé e Príncipe em Julho de 2008. Ali pode consultar-se fotografias que retratam um pouco de todos os momentos vividos nos dias que antecederam o evento, no decurso das visitas, nos ateliers e durante as sessões. Este recurso não está terminado já que as actualizações vão ser permanentes até todos os momentos estarem retratados

sexta-feira, 5 de setembro de 2008

Parar

Às vezes, sempre que estava suficientemente cansada para querer o que quer que fosse além de dormir, pensava que deveria deixar o Blog. Nem que fosse temporariamente. Por uns tempos. Para descansar, reflectir, viver até. Precisava de fazer uma paragem para renovação. Talvez tivesse de começar por aquilo que era o seu espelho, a imagem da sua alma. E aí pensou “vou parar, descansar e dar descanso aos outros, aos que por aqui passam”.

 

quinta-feira, 28 de agosto de 2008

Turismo em STP, Programa Latitudes RTPÁfrica

Para quem não viu e tem interesse em ver, o programa LATITUDES com destaque para o TURISMO EM STP, será reemitido no próximo domingo (31 de Agosto) na RTPÁfrica pelas 18h ou na RTP Internacional na 6ª feira dia 29 de Agosto pelas 22h15.

Série TOMBALI, Guiné-Bissau

Rio Cubidjan, Tombali, 2007


Pôr do Sol no Rio Cubidjan, Tombali, 2007


Porto de Cacine, Região de Tombali, 2007


A caminho de Tombali, uma paragem no Saltinho, 2007


Acampamento Nalu, Ilha de Melo, Tombali, 2007

A caminho de Tombali, 2007


Rio Cubidjan, Tombali, 2007

Grupo de Pelicanos, Ilha de Melo, Tombali, 2007


Rio Cubidjan, Tombali, 2007
Pelicanos, Ilha de Melo, Tombali, 2007

"Con" ou macaco-cão, Florestas de Cantanhez, Tombali, 2007


Em resposta a alguns pedidos, e conforme prometido, vão ser colocados alguns registos da Floresta de Cantanhez, região de Tombali no sul da Guiné-Bissau, lá para os lados da fronteira com a Guiné Conacri.
Depois haverá nova série de registos de Bissau e num terceiro momento da região de Cachéu no norte, junto à fronteira com o Senegal.

segunda-feira, 25 de agosto de 2008

Cidade

Brígida Rocha Brito, Cidade de São Tomé, Julho 2008

Brígida Rocha Brito, cidade de São Tomé, Julho 2008

Da janela

Brígida Rocha Brito, Jalé Ecolodge, Julho 2008


Brígida Rocha Brito, Roça de S. João, Julho 2008


Brígida Rocha Brito, Vila da Madalena, Julho 2008


Brígida Rocha Brito, São Tomé e Príncipe, Julho 2008

Abrindo coco

Brígida Rocha Brito, A caminho de Malanza, São Tomé e Príncipe, Julho 2008


Brígida Rocha Brito, Praia das 7 Ondas, STP, Julho 2008

10 meses e 3 semanas










sábado, 23 de agosto de 2008

Novas fotos de STP

No Caminhadas e Descoberta em STP há novos registos fotográficos de como se vive em São Tomé e Príncipe. Outros olhares com perspectivas das mãos que trabalham. O autor: António Ferreira de Sousa que, como tem vindo a ser hábito, disponibiliza imagens únicas.

sexta-feira, 22 de agosto de 2008

Sabedoria platónica

“Nesta terra, assim construída, cresce tudo em proporção – árvores, flores e frutos. Do mesmo modo, também as montanhas e as pedras possuem, na mesma proporção, lisura, transparência e grande beleza de cores, das quais são fragmentos as nossas pedras preciosas, as coralinas, os jaspes, as esmeraldas e quejandas. Aí nenhuma existe que não seja deste género e de maior beleza que as nossas. A causa disto provém de serem puras e não estarem corroídas ou deterioradas, como sucede às nossas, em efeito da corrupção, da água salgada e de tudo quanto aflui a estes lugares inferiores, o que ocasiona não só às pedras, mas à terra e a todos os animais e plantas deformidades e doenças”.

 

Platão in Fédon, pp. 99

 

quinta-feira, 21 de agosto de 2008

Programa LATITUDES, RTP África

O turismo em São Tomé é o tema do próximo programa LATITUDES na RTP África. Vai ser na 3ª feira, dia 26 de Agosto, pelas 21h, mais coisa menos coisa. E valerá a pena, isso é uma certeza :-)

 

sexta-feira, 15 de agosto de 2008

Balanço do Seminário Internacional "Educação, Ambiente, Turismo e Desenvolvimento Comunitário"

Jornal: Correio da Semana, 9 de Agosto (Secção Nacional, pg. 6)
Para leitura do texto, clicar na imagem
Foto 1: Sessão de Encerramento, Dr. Arlindo de Carvalho (Director-Geral do Ambiente, Comissão Organizadora); Dr. Rafael Branco (Primeiro Ministro de São Tomé e Príncipe); Brígida Rocha Brito (Coordenadora do Projecto PTDC/AFR/69094/2006, Centro de Estudos Africanos/ISCTE, Comissão Organizadora), 26 de Julho
Foto 2: Sessão de Abertura do Seminário, Palácio dos Congressos, 25 de Julho
Foto 3: Atelier na Roça de Diogo Vaz, Adelina Pinto, Nora Rizzo, Eduardo Ferreira da Silva e Grupo de alunos da Escola

segunda-feira, 7 de julho de 2008

Seminário Internacional: Educação, Ambiente, Turismo e Desenvolvimento Comunitário

Mesas Redondas, Painéis e Grupos de Trabalho - Palácio dos Congressos, cidade de São Tomé: 25 e 26 de Julho de 2008
Visitas com ateliers temáticos e oficinas - Malanza, Praia Jalé, Ilhéu das Rolas, Roça de S. João, Roça de Diogo Vaz, Jardim Botânico do Bom Sucesso, Lagoa Amélia, Cascata de São Nicolau: 22, 23, 24, 27 e 28 de Julho de 2008
Detalhes e mais informações na WEBPAGE

Planos

E foi preciso passar para lá dos quarenta para tomar consciência de que não vale a pena fazer planos. A vida baralha e dá de novo, muda-nos as voltas, altera-nos os desejos e obriga-nos a repensar as prioridades. C'est tout a fait comme ça... E agora quando me dizem que planear é preciso, só me dá mesmo é vontade de rir!!!

domingo, 6 de julho de 2008

Poucas palavras

Poucas palavras, ou nenhumas, consigo exprimir. Não significa ausência de emoções e de sentimentos. Antes pelo contrário... indiciam sim um vulcão deles...

 

quarta-feira, 2 de julho de 2008

sábado, 28 de junho de 2008

A árdua tarefa de... organizar!

Organizar não é fácil, está visto. É preciso ir ao encontro dos desejos e das necessidades de uns e de outros e, mais difícil do que tudo isso que só por si já parece ser bastante, é gerir os descontentamentos permanentes e insolúveis. Há que contar com aquela franja de crítica sistemática, de olhar desconfiado e sempre à espreita do improvável. Mesmo que 99,9% corra bem e pensemos que demos o nosso melhor para um resultado magnífico, não nos podemos nunca esquecer que o desagrado em pessoa pode aparecer de repente disfarçado em sorriso, simpatia e palmadinha nas costas. Nããã! Eu já não me deixo enganar. Estou atenta e muito vigilante. Não gosto de conversas cruzadas quando se procura resolver todos os problemas, mesmo os mais insignificantes, os de simples solução. E depois acabamos por perceber que afinal o que não tem relevância adquire proporções inexcedíveis... É fantástica a mente humana quando se dá ao trabalho de desorganizar o que os outros levaram meses a pôr de pé!

 

sexta-feira, 13 de junho de 2008

Verão

O Verão chegou? Parece que se trata apenas de um ameaço porque os “senhores do tempo” falam em chuva para sábado. Cá a mim, que não percebo nada disso, custa-me a acreditar mas...

 

quarta-feira, 11 de junho de 2008

Guiné-Bissau: uma boa notícia!

Se os objectivos da acção serão atingidos não se sabe, mas espera-se que sim. Com os olhos postos no futuro, no desenvolvimento e no bem-estar das populações. Em particular das mulheres. O lema é “Acelerar a mudança para o abandono da mutilação”. Mais informações aqui

 

segunda-feira, 9 de junho de 2008

Perante a adversidade

A adversidade torna-nos fortes porque põe à prova a nossa capacidade de resistência, de tolerância, de aceitação e de combate. Não é preciso "ter ido à tropa" para nos sentirmos guerreiros de quando em vez. Não é preciso usar armas brancas ou de fogo porque a nossa maior arma é a não entrega, não nos deixarmos abater e não nos conformarmos alegando a má sorte, esse malfadado destino. O futuro é construído por nós mesmos e a capacidade de ultrapassar as dificuldades vem de dentro com a força de um vulcão em erupção!

sexta-feira, 6 de junho de 2008

Prazer e Dor

“Ó amigos, que extraordinária coisa me parece aquilo que os homens chamam prazer! Como é maravilhosa a relação que entre ele existe e o que julgam ser o seu contrário, a dor! Não consentem coexistir no homem; mas, se alguém pretende alcançar aquele e o consegue, é obrigado, quase sempre, a alcançar também esta, como se estivessem presos com a mesma cadeia.”

Platão in Fédon

quinta-feira, 5 de junho de 2008

quarta-feira, 4 de junho de 2008

Como passaste o dia de anos?

Tranquilamente, a sentir o tempo passar bem devagarinho. A apreciar a brisa da tarde que me refrescou a cara e os pensamentos. Foi um dia como deve ser sempre que se faz anos. Como ritual que é, de passagem neste caso. Mais um repetido ciclicamente em cada início de Junho, vivido como gosto, devagar para usufruir não apenas de cada hora mas de todos os segundos que o relógio permite...

segunda-feira, 2 de junho de 2008

Pobreza de Espírito

Se há coisa que provoca em mim sensações de profunda irritação e infinita intolerância é a ordinarice associada a atitudes vulgares, pautadas pela idiotia, que algumas pessoas têm vindo a apurar por reconhecerem nesta forma de ser e estar uma estratégia de sobrevivência. Esta é a essência da pobreza de espírito, apesar de se sentirem o superlativo da esperteza. Uma infelicidade para quem tem que conviver com eles, mesmo que seja de forma passageira!!!

 

Propósito de dia de anos ;-)

Ah pois é... mais um ano de alegria e de grande crescimento. Mais umas rídulas à volta dos olhos e novas rugas, mas apenas qb para dar aquele ar de maior amadurecimento (...?!). Os cabelos brancos continuam ausentes, talvez por permanecer uma eterna criança J Bom, como quase sempre neste dia, durante o dia fiz um propósito: voltar a andar a cavalo. Dizem que não se desaprende mas de qualquer forma, como já lá vão uns vinte e tal anos, voltarei a ter aulas J Está decidido!

sábado, 31 de maio de 2008

Sobre o crescimento...

A sensação é de estranheza quando nos apercebemos assim meio de repente que mais um ano passou. Não que não tenhamos estado ocupados com o trabalho, com o estudo, com o pensamento e sobretudo com a vida. Tudo o que fazemos implica um gasto de tempo só que na maioria dos casos sem nos darmos conta. Mas tomar consciência que o tempo passa a correr é realmente difícil. Mais ainda quando realizamos que essa ideia deixou de estar apenas presente nas conversas que circulam por entre a geração dos nossos pais. Cada vez com maior frequência oiço os meus amigos desculparem-se com o tempo, lamentarem-se de dores nas costas, entre outras coisas. E até eu que ainda me sinto uma jovem mocinha sem grande vontade de crescer acabo por dizer mais vezes do que gostaria “ah, isso já foi há 20 anos, não... há 25 anos”. Mas que sensação mais esquisita...

 

Uma boa surpresa

Hoje recebi uma boa surpresa a antecipar um fim-de-semana de festa. Foi uma acção engraçada e que soube bem. Ao chegar à sala para uma aula sobre movimentos de população, e depois de termos já falado sobre a importância dos símbolos no reforço das identidades, deparo com uma mesa bem "decorada": duas caixas de Pastéis de Belém e uma réplica da Torre.
Quando falávamos do tema exemplifiquei a importância do sistema simbólico com uma conversa que tive em Santiago de Compostela num daqueles jantares animados que por lá se têm. Perguntaram-me então qual o símbolo em que eu falaria a um estrangeiro e que retratasse a identidade nacional. O primeiro que me ocorreu foi a Torre de Belém. O grupo com quem petiscava não acreditava no que ouvia. Para eles era um só: o Galo de Barcelos. Inacreditável para os meus ouvidos mas foi a mais pura das verdades! Aquela figura irritante que me deixa simplesmente siderada só de o ver.
A conversa virou uma disputa divertida de argumentos, principalmente porque um deles era coleccionador dos ditos Galos. Fiquei louca só de imaginar as prateleiras do imenso móvel da minha sala repletas de Galos de Barcelos de todos os tamanhos. Foi a loucura... hilariante!!! Como era possível um deles coleccionar aquele enervante e enlouquecedor de crista alta enquanto eu trago artesanato em forma de tartaruga de todos os lados por onde passo. Bem os tentei convencer que a Torre de Belém é um elemento identitário bem mais digno, que encerra uma história edificante e faz parte do imaginário orgulhoso de cada um que se sente português. Aquele magnífico edifício de arquitectura tem um significado e é uma referência identitária!!!
Na altura não fui bem sucedida nas justificações: de forma impensável para mim, os galegos ficaram com a ideia deles; da minha parte dormi mal porque aquela imagem não me saía da cabeça. Parecia praga! Bom... aqui para nós... não cheguei bem a perceber se foi só para avaliarem a minha reacção... porque... o Galo de Barcelos... ui... que nervos!
Ao longo das aulas, estes meus alunos andaram a provocar-me dizendo que já sabiam o que me oferecer no Natal... um Galo de Barcelos. Só de imaginar até sentia arrepios :-) Mas afinal sairam-se bem!!! E foi magnífico quando no fim da aula, bem devagarinho, abri uma das caixas, que tinham estado durante toda a sessão a tentar a minha capacidade de resistência, e confirmei que não era apenas uma provocação do momento. Ali estavam eles a olhar para mim. Redondos, estaladiços, au point e prontos a serem apreciados. Na verdade um Pastel de Belém faz maravilhas :-) Obrigada caríssimos!

sexta-feira, 30 de maio de 2008

Blue eyes



Vale a pena uma visita ao Tivoli até ao próximo dia 1 de Junho, data importante por infinitas razões.
Jovens e excelentes vozes num musical despretensioso que nos reaviva a memória de sons antigos e que sabe bem recordar.

quarta-feira, 28 de maio de 2008

Embaixada Literária de Cabo Verde na FEIRA DO LIVRO de Lisboa

Divulgação de informação acabada de receber:

Cabo Verde é o país-convidado na edição deste ano da Feira do Livro de Lisboa, que vai de 24 de Maio a 10 de Junho. Pelo Parque Eduardo VII irão passar poetas e escritores, académicos e especialistas da literatura do arquipélago, numa amostra nunca antes vista na capital portuguesa.

De acordo com os organizadores desta participação - a embaixada cabo-verdiana em Lisboa e o Instituto da Biblioteca Nacional -, esta é uma oportunidade para Cabo Verde dar a conhecer a sua literatura, aproveitando um público interessado e um evento há muito acarinhado pelos lisboetas.

Apesar da polémica que se instalou no seio da organização quanto à continuidade do modelo tradicional dos stands, o certo é que os cabo-verdianos não querem deixar passar esta montra privilegiada para mostrar os seus autores e a sua cultura.

Assim, o programa arranca Sábado, dia 24, pelas 20h00, no Auditório da Feira, com uma mesa redonda sobre o tema "Claridade", com as intervenções de Armandida Maia e do professor Alberto Carvalho; Nuno Miranda, Aguinaldo Fonseca, Pires Laranjeira e António de Névada serão os convidados. Segue-se, depois, o lançamento do livro "Mágico 2006" coordenado por J.L. Hopffer Almada.

Domingo, dia 25, está prevista uma Noite Cabo-verdiana e uma Mostra Gastronómica, no mesmo local (17h00), sob a coordenação de Alberto Rui Machado. A semana seguinte começa, segunda-feira 26, 18h30, com uma mesa redonda sobre a Língua Cabo-verdiana, com as intervenções de Viriato do Barros, Alcy Matos, Dulce Pereira, Hans Peter Holmayrs, a que se segue o lançamento de "Crioulo de Cabo Verde", livro de Carlos Delgado.

Terça-feira, 27, às 20h00, é a vez de uma mesa redonda sobre a Literatura Cabo-verdiana Contemporânea, com intervenções de Elsa Rodrigues dos Santos, Inocência Mata e Ana Mafalda Leite, tendo como convidados especiais J.L. Hopffer Almada, Dina Salústio, Joaquim Arena, Germano Almeida, Corsino Fortes e Arménio Vieira.

Quarta-feira, dia 28, pelas 18h30, é a vez de um recital de poesia, sob a coordenação de José Cunha, com os convidados Corsino Fortes, Jorge Carlos Fonseca, Arménio Vieira, José Luís Tavares, Germano Almeida e J.L. Hopffer Almada.

Quinta-feira, 29, às 19h00, realiza-se uma mesa redonda sobre Ciências Sociais, com as intervenções de Jorge Carlos Fonseca, João Estevão e António St' Aubyn.

Sexta-Feira, 30, às 20h00, é o dia da música cabo-verdiana, com uma mesa redonda sobre o tema, e as intervenções de César Monteiro, Moacyr Rodrigues, Rui Machado e Carlos Gonçalves, e com a apresentação do livro "Capverd Band", da autoria deste último.

Sábado, 31, às 20h00, mesa redonda sobre os Nativistas e Pré-Claridosos, com as intervenções de Isabel Barreno, Alberto Carvalho e José Guimarães.

As actividades encerram a 1 de Junho, às 17h00, na Sala de Conferência da Feira, com actividades comemorativas do Dia da Criança, com contos para todas as idades, em português e em crioulo. Os convidados especiais serão: Celina Pereira, Dina Salústio, Lalacho e Isabel Ferreira.

terça-feira, 27 de maio de 2008

Hilariante

Chega a ser muito divertido, quase hilariante, observar o comportamento alheio com algum distanciamento e proximidade qb. É mesmo muito engraçado ouvir alguns comentários como se fossem certezas asseguradas, sem se ter a menor noção do que diz. É fantástica a capacidade de intrusão que cada um sente ter em relação aos outros. Não intimida, não aborrece, não desestrutura e nem sequer irrita. Dá vontade de rir por serem atitudes tão óbvias e sem razão de ser, mas principalmente porque quem as tem não se dá conta do rídículo em que acaba de cair...

Tonalidades

O Mundo não é apenas preto e branco como alguns acreditavam. Apresenta um misto de tonalidades, uma paleta de cores infinitas e impensáveis, mesmo para os mais criativos. E eu nem sequer me revejo nas mentes mais imaginativas. Mas reconheço que a simplicidade não faz parte dos dias de hoje e muito menos do "Mundo Pós-Moderno"!

quinta-feira, 22 de maio de 2008

Vidas Passadas...?!

"Você nasceu em algum lugar do território que hoje é o sul da Inglaterra pelo ano 975. A sua profissão era desenhador, engenheiro ou artesão. Buscou a verdade e a sabedoria. Outros o viram como um idealista que ilumina o futuro.
A lição que a sua vida passada lhe deu para foi desenvolver uma atitude bondosa em relação aos outros e adquirir o dom da compreensão e da compaixão."
Para novas consultas o procedimento é simples: colocar a data de nascimento e o sexo

Programa Científico, Seminário Internacional

Está disponível on line, na página do Seminário Internacional de São Tomé e Príncipe (21 a 28 de Julho) "Educação, Ambiente, Turismo e Desenvolvimento Comunitário", o PROGRAMA CIENTÍFICO, DE VISITAS E DE OUTRAS ACTIVIDADES.

domingo, 18 de maio de 2008

Santa Brígida

Hoje uma das minhas tias escreveu-me a falar da Santa que me deu o nome, a Santa Brígida. Lembrou-me o Professor de Latim que tive quando frequentei o curso de Direito na Universidade Católica, que foi a primeira pessoa que eu me lembre que me falou nela. Melhor, perguntou-me se eu sabia quem tinha sido a Santa Brígida. Na altura fiquei siderada porque jamais pensei que tivesse nome de Santa, mas é a mais pura das verdades.
Pois a minha tia descreveu com mais pormenor as características da antepassada do meu nome, retiradas de um folheto: "Reputada pela sua prudência e sabedoria, regularmente consultada pelas autoridades civis e religiosas do seu tempo. Famosa pela sua hospitalidade e generosidade, o seu culto esteve sempre associado à vida rural". Fantástico, hein?!

quinta-feira, 15 de maio de 2008

Reconforto

É verdadeiramente reconfortante perceber o quanto a nossa presença pode deixar os outros felizes. No caso, sinto-me muito reconfortada sempre que o meu pequeno Agente Secreto me vê, quer o encontro resulte de uns minutos de afastamento quer de uma ausência de semanas. O mais magnífico é vê-lo em adoração total e perfeita não afastando os olhos de mim. Sinto-me uma verdadeira diva para o meu pequeno grande amigo de quatro patas. Um encanto, uma delicia esta amizade que se vai reforçando dia-a-dia!

quarta-feira, 7 de maio de 2008

Ética

Nesta altura, a minha atenção está centrada na prática turística. E, como em tudo o que se faz nesta vida, a palavra “ética” aparece de forma natural, espontânea, imediata. Não é preciso pensar muito para se chegar lá. É preciso ter sentido de responsabilidade, capacidade de interacção, respeito pelas diferenças e muita vontade de aprender. Mas antes de mais, uma inexcedível capacidade de entrega misturada com a curiosidade que nos faz ir um pouco mais além. “Ética”pressupõe ainda correcção, princípios criteriosos e valores.

terça-feira, 6 de maio de 2008

O empata

O EMPATA é aquele indivíduo que, independentemente do sexo, idade, profissão, estado civil, nacionalidade ou local de residência, nos diz sempre que vai fazer, preparar, articular... Ele está sempre lá, ou pelo menos diz que sim, mas acaba por se confrontar sempre com um imprevisto de última hora, inadiável e insolúvel em tempo útil. Infelizmente para nós... que evidenciamos uma capacidade quase sobrehumana de aguentar a espera e que, no limite, nos sentimos defraudados com o incumprimento das expectativas. Bom... se isso é mau em termos afectivos porque muito desestruturante, no que respeita ao trabalho não é melhor porque baralha os dados, provoca desequilíbrios nos planeamentos e cria vazios com rupturas...

(in) tolerâncias

E também lhe apetecia dizer "se não quiserem não façam, na verdade, nada vos obriga, mas a mim, deixem-me trabalhar, avançar, produzir, realizar". Cada um tem o seu ritmo, é um facto incontestável e respeitável até ao ponto de interferir com o bom funcionamento das acções que estão a ser programadas. Quando isso ocorre deixa de ser tolerável! Será que é difícil de entender...?!

Desconcerto

E, de quando em vez, o desvario vinha ter consigo aos pulinhos, como quem não quer a coisa, fazendo como se nada fosse. Um ar de graça aqui, uma palavra doce ali, uma reviravolta na justificação dos acontecimentos, tentando inverter papéis, culpabilizando o inculpável e desresponsabilizando o que requer atenção e cuidado. Ficava louca, quase verde, com o coração aos pulos, os olhos a esbugalhar e o cabelo a levantar. Seria possível manter a calma perante tanto desconcerto...?!

domingo, 4 de maio de 2008

Mãe

Porque SER MÃE não é uma tarefa fácil e ser uma BOA MÃE é mesmo um tarefa a tempo inteiro de entrega e aceitação, de reconhecimento e compreensão. Porque a minha é uma pessoa muito especial. Porque sem ela eu não seria quem sou.

sábado, 3 de maio de 2008

Falta de ar

A falta de ar pode ser tolerável, ou tenta-se tolerar, até o cansaço invadir cada célula visível e invisível tornando o simples acto de respirar num suplício. É insuportável, desgastante e alucinante. Dá vontade de perguntar sabe-se lá a quem: Mas afinal... PORQUÊ???

Falta de escrita

A falta de escrita deve-se a tantos, mas tantos, factores que, por certo, seria mais do que difícil enumerá-los...

 

sábado, 26 de abril de 2008

O descanso do guerreiro


Está de regresso, finalmente. Veio são, salvo, bem disposto, gordo e bem tratado. Está feliz de novo em casa e a reconhecer a tranquilidade e o sabor prazenteiro do "lar doce lar".

domingo, 20 de abril de 2008

Seminário Internacional, São Tomé, Julho 2008

Para uma melhor visualização, clicar na imagem

Idade noutros Planetas

É engraçado percebermos que idade teríamos se tivessemos nascido noutros planetas. Acho que de todos escolheria Marte porque nesta altura teria 21,7 anos e poderia viver com entusiasmo um dos períodos em que fui tão feliz!!! Deslumbrante, efusiva, inocente e esperançadamente feliz! Para o cálculo ver aqui

quinta-feira, 17 de abril de 2008

Olhos e olhares

Por mais que quisesse ser jogadora de Poker jamais seria bem sucedida. Poderia até manter uma calma aparente em determinadas circunstâncias, incluindo os momentos mais constrangedores, mas uma parte de si traía-a sempre: os olhos. Um dia deu consigo a pensar que, nas mais diversas situações, os olhos diziam tudo, ou quase, do que lhe ia na alma. E a traição de si mesma acontecia nos momentos em que era suposto não revelar o que era mais essencial: as emoções e os sentimentos. Assim era quando se encantava, apaixonava e deixava seduzir, mas também quando se aborrecia zangava e estava prestes a explodir, ou quando se desiludia e entristecia. Os olhos eram o seu ponto fraco que, na verdade, evidenciavam as profundezas de si mesma apenas com um olhar...

 

quarta-feira, 16 de abril de 2008

Blogo-desabafo

A blogosfera tem destas coisas, nem sempre boas, que nos obrigam a tomar atitudes um pouco mais radicais. Não sei se definitivas mas, para já e até ver, o funcionamento deste blog foi a partir de hoje alterado. É motivo para dizer "NO COMMENTS". E passo a explicar porquê:
Sempre achei alguma graça à interacção traduzida pela troca de mensagens propiciada pela escrita e leitura de um qualquer texto, mesmo que não conheça o autor. E posso dizer que até à data tenho entendido esta troca de comentários com bastante sentido de humor, já que algumas mensagens me divertem por terem graça no tom e nas palavras. CONTUDO, outros comentários, mais recentes, têm sido marcados pelo tom abusivo e desnecessariamente vulgar, chegando inclusivamente a ser ofensivos e particularmente desagradáveis não apenas para mim mas também para os mais de 110 visitantes que por aqui passam diariamente. A partir de agora, e "sine die", NO COMMENTS!

Bungalows e Ecoturismo em Tombali

E para quem tiver dúvidas, os bungalows do Projecto Ecoturístico U’Anan, em Iemberem, na região de Tombali no sul da Guiné-Bissau, junto à fronteira da Guiné Conacry, estão prontos e já foram experimentados. Ao que consta estão confortáveis, bem contextualizados e ambientalmente integrados, promovendo também uma valorização das comunidades envolventes. Esta é uma iniciativa das ONGDs IMVF e AD

 

 

segunda-feira, 14 de abril de 2008

Ninhos de chimpanzé e trilhos de passagem de grandes mamíferos

Foto 1 e 2 - Trilhos de passagem de grandes mamíferos, Região de Tombali, Florestas de Cantanhez, Guiné-Bissau, Fevereiro de 2007

Foto 3 - Ninho de Chimpanzé - onde pernoitam e dormem enrolados nas folhas que ficam com este aspecto, Região de Tombali, Florestas de Cantanhez, Guiné-Bissau, Fevereiro de 2007

Constatação

Por vezes paro para pensar que para algumas pessoas falar em exigência e rigor é uma coisa estranha. Penso nisto quando, ao falar em alguns critérios, me apercebo dos olhares de perplexidade e incompreensão que me são dirigidos como se eu fosse extraterrestre com antenas verdes... Há coisas fantásticas, de facto!

Mails da treta e violência para os olhos e o espírito

De vez em quando, diria até com maior regularidade do que gostaria, recebo filmes por mail em que o tema se centra à volta de acidentes aparatosos, atropelamentos, aviões que se despenham, entre outras atrocidades. Não entendo e questiono-me com frequência: qual é a graça que uma pessoa pode encontrar neste tipo de mensagens. Os “mails da treta” servem de distracção, para descontrair intervalando um trabalho intenso e árduo, podendo ser entendidos como um elemento de lazer naqueles momentos em que sentimos a massa craniana a estalar. É uma forma como outra qualquer de fazer um “intervalinho pedagógico”, de dar a possibilidade aos neurónios de se espreguiçarem para que, de seguida, se voltem a concentrar com mais cuidado, atenção e afinco. Mas, no meu caso, o efeito destes mails é inverso e em vez de me sentir descontraída, depois de ver estas imagens o meu espírito evidencia ainda maiores sinais de cansaço e a fadiga invade todas as células do meu corpo, acompanhados por uma sensação de revolta e desconforto psicológico.

 

quinta-feira, 10 de abril de 2008

E a saga continua...

E a saga continua! O pé continua negro e inchado, apesar de menos, as dores são resistentes perante a falta de descanso, o tempo não aparenta tendência para melhorar, a confusão entre listagens de participantes, títulos e resumos é mais do que muita. Eu tenho sono e saudades do meu "pequeno beiças". Bom... ainda não posso ir buscar o "fuça" porque não posso passeá-lo... por isso, vou dormir!!! Se não consigo solucionar os dois problemas... pelo menos um fica sanado!!! E vou dormir enquanto penso que, no meio deste temporal de vento frio e chuva, ele deve estar bem enroladinho a sentir o calor da box aquecida. Beiças, resguarda-te, é um conselho de dona amiga!!! E daqui a uns dias, espero que poucos, voltas para a tua casinha!!!

domingo, 6 de abril de 2008

Sobre o Amor

Amor em Tempos de Cólera é um filme sobre o Amor. A imagem que quase sempre idealizamos de um sentimento puro e desinteressado e que quase sempre resulta de forma inesperada numa sequência de acontecimentos pouco felizes. Aqui a ideia que passa é que este sentimento existe mesmo, pode ser raro mas, de quando em vez...
E mais raro é aquele homem, de seu nome Florentino, que revela uma sensibilidade extrema associada a uma dedicação infinita e a uma disponibilidade para a espera que custa a acreditar ser possível. Pelo menos nos dias que correm...
"O amor é como o mar, infinito e eterno..." - simplesmente delicioso!!!

sábado, 5 de abril de 2008

I Congresso Ambiente e Sociedade

E hoje, entre aulas, conversas de trabalho e avaliação de fichas temáticas, fui a Odivelas participar no I Congresso Ambiente e Sociedade promovido pelo Instituto Superior de Ciências Educativas. Mais uma experiência enriquecedora a pensar no Ambiente e na Sociedade, partilhando experiências portuguesas, galegas e africanas.

sexta-feira, 4 de abril de 2008

Incómodo...

Pensar que este aparelhómetro ao estilo de tala é melhor do que o gesso não é de todo verdade. Estou cansada, incomodada e com dores, além do mal estar que tudo isto provoca. E andar de um lado para o outro com o computador portátil de 17 polegadas atrás é melhor ainda... Bufffff!!!!

terça-feira, 1 de abril de 2008

Déjà vu...

Há alturas em que, qual Lei de Murphy, tudo o que tem de acontecer... acontece!!! As condições astrais parecem encontrar-se e, de forma bem cuidada, tornam os dias de uma pessoa numa sucessão de acontecimentos pouco felizes. O meu pé esquerdo voltou a sofrer os percalços e o desconforto de quem não vê por onde anda, fazendo relembrar momentos e vivências de STP, algures em Janeiro de 2003. Tinha acabado de regressar de Lisboa, após o Natal passado em família como é hábito e manda a tradição. Convidaram-me para ir fazer uma prospecção de um novo percurso de caminhadas no norte da ilha, bem no meio da floresta e eu aceitei contente e feliz porque era mesmo para isso que lá estava. A correr fui até casa buscar umas botas de borracha, para reduzir os riscos de um encontro com uma ou outra cobra preta. E sempre correndo coloquei mal o pé na borda de um passeio onde tinha havido uma obra e que não ficara concluída, e, truz catrapus, lá fui parar ao chão para deleite de alguns santomenses que arranjavam quase eternamente o telhado do que viria a ser o edifício de espaço comum no bairro. Além de ter rasgado as calças, senti o pé inchar rapidamente e, ao olhá-lo, percebi que o cenário não era brilhante pois a pele estava já arroxeada.
Depois de tudo acabei por não conseguir andar, pelo que a possibilidade de realizar aquela caminhada virava sonho. O dia foi passado com gelo, recordo-me como se fosse hoje e, ao chegar à noite, tinha o pé num trambolho tão grande e com tão mau aspecto que lá fui ao Hospital ter com um médico português que lá prestava serviço e que conhecia há algum tempo. O diagnóstico não poderia ser mais animador: gesso ou internamento para manter o pé quieto e inactivo. A sensação que tive foi a de que durante três longuíssimas semanas o tempo pararia e a minha permanência não fazia qualquer sentido, sobretudo por não haver sequer canadianas disponíveis, nem pagando. Tudo acabou por se organizar, todos me convenceram a ficar e produziram umas muletas bem artesanais que resolveram o problema na altura.
Ontem, inexplicavelmente, tive a estranha sensação de déjà vu porque, uma vez mais, a dor voltou depois de colocar mal o pé num desnível de alcatrão, o pé voltou a inchar e eu lá fui fazer radiografias. Desta vez não saí de gesso mas com uma nova aparelhagem que me obriga a manter o pé quieto e imobilizado. E assim vou andar de novo durante 3 semanas, intercalando com a perna esticada em cima de uma cadeira para descansar. Diagnóstico...?! Pois foi ruptura dos ligamentos da articulação entre o perónio e a tíbia. Pode até parecer estranho, já que aparentemente tudo se passa junto ao tornozelo enquanto o perónio e a tíbia ficam mais para cima. Mas, ao que parece, é mesmo assim...!

Manual de sobrevivência em meios socialmente hostis

Presenciando cenas pela manhã bem cedo recordo uma pessoa que conheci em São Tomé e Príncipe há uma eternidade e de quem perdi o rasto há ...