quarta-feira, 24 de janeiro de 2018

Sobre as voltas da vida


O tempo transforma a vida e a vida transforma-nos.
Queremos agarrar o tempo e controlar a vida ao pormenor sem nos darmos conta que o tempo não pára... Flui, escorre, desliza, escorrega... E a vida dá voltas, cambalhotas e piruetas sem fim, testando a nossa capacidade para encontrar o equilíbrio e não cair...

Lisboa, 21 de Janeiro de 2018

sábado, 20 de janeiro de 2018

Momentos...

A vida é feita de momentos. Vividos, partilhados, sentidos, observados. Uns que sucedem a outros. Uns que se sobrepõem a outros. Uns procurados, outros inesperados. Momentos que se juntam e multiplicam. Momentos que se cruzam e complicam. Nada mais do que momentos que, com o tempo, se misturam, confundem e se perdem...

Lisboa, 10 de Janeiro de 2018

Foto: São Tomé e Príncipe, 2014

domingo, 31 de dezembro de 2017

Adeus 2017... Olá... 2018...!!!!

2017, desculpa-me a sinceridade, mas despeço-me de ti com um sorriso. Apesar de tudo, gostei de te conhecer, trouxeste-me desafios, novas oportunidades, levaste-me até outros locais e permitiste-me conhecer muitas pessoas, umas interessadas, outras interessantes e outras menos, muito menos. Mas, no geral, foste um ano duro, puseste pedras no caminho que fui trilhando com maior frequência do que eu desejaria - alguns pedregulhos até - e nem sempre foi fácil contornar todas as dificuldades, sobretudo porque o meu caminho teve também subidas e descidas em épocas de calor intenso e de algumas tempestades. Sim, tens razão, não me posso queixar porque não tropecei nestas pedras, nem caí, e, com maior ou menor esforço, consegui retirá-las ou contorná-las, mas criaste em mim a vontade de olhar em frente e seguir caminho sem lamento ou pesar. Agora deixo-te ir com o passar do tempo e, acredita, os minutos vão correndo à minha frente como se estivessem com pressa. Apetece-me ficar apenas a ver-te partir dando lugar ao novo, à expectativa, à vontade de seguir o caminho porque o futuro constrói-se para a frente. Eu sei, tens razão de novo, o teu sucessor não vai iniciar de forma mais fácil ou ligeira do que tu partes, mas a esperança acompanha-o e só por isso... é, para mim, diferente. 
Adeus 2017, foi bom ter tido a oportunidade de privar contigo e agradeço-te tudo o que me deste. Resta-me dar as boas vindas a 2018, que vem carregado com o brilho do sonho...

domingo, 11 de junho de 2017

A escrita e os artefactos

Para quem gosta de escrever uma caneta é a extensão de si próprio e um caderno o seu reflexo. São objectos especiais e, por isso, tratados com infinito e profundo carinho. Quando, num acto de boa vontade, emprestamos a nossa extensão e, por distração ou confiança excessiva, a perdemos de vista e para sempre, sentimo-nos devastados pelo sentimento de perda, ficamos sem rumo, desasados, a flutuar em suspensão como se, de repente, caíssemos em queda livre.
A caneta partilhou momentos únicos e foi através dela que os sentimentos mais escondidos ganharam vida, as sensações e as primeiras impressões foram traduzidas naquelas páginas em branco dando-lhes forma e sentido. Apenas os que gostam verdadeiramente de escrever compreenderão este desassossego de alma.
A relação que se estabelece com uma caneta é de grande proximidade, cumplicidade até, por isso é escolhida com grande critério. Como em tudo nesta vida, também no que toca às canetas, não serve qualquer uma, precisa de ser leve e de toque ligeiro porque só ela sabe como tornear um éle ou um ésse, ou como fechar um ó tornando a letra ora arredondada, ora recortada mas direita, fluída e sem emendas.
Escrever é bom, terapêutico, reconfortante e com a caneta ideal melhor ainda. Fico desorientada quando alguém, sem pedir, pega na minha caneta e a leva, supostamente, emprestada para dar uma voltinha sem a devolver de seguida. É uma falta de respeito e de consideração. Raptam a minha caneta, que nem gritar consegue, e quando se fartam da sua companhia descartam-na para um qualquer caixote de lixo qualquer. Roubaram-me a última, uma Pilot recarregável, que tinha uma escrita fabulosa – leve, fina, imitando a tinta permanente sem ser de aparo e com escrita de roller-ball. Era de tal forma fantástica que a levaram sem aviso ou agradecimento. Fiquei com duas cargas para recordação.
Há uns dias regressei ao local onde a comprei, mas a nova remessa só chegará com a rentrée da escola. A solução para o meu vazio foi comprar uma outra que pudesse corresponder às minhas imensas expectativas. Não podia ser dura nem ter escrita difícil, nem eu poderia vê-la apenas como um instrumento com uma função a cumprir por obrigação. Afinal, trata-se da minha extensão, pelo que tem de ser objecto da minha atenção e cuidado. E acabei por comprar uma de aparo linda e inspiradora. Nem eu própria imagino o que será capaz de escrever…

quinta-feira, 11 de maio de 2017

A internacionalização de Lisboa. Paradiplomacia de uma cidade

Motivo de ORGULHO!!! Um projecto que deu um infinito prazer multiplicado por muito trabalho, stress qb e um verdadeiro espírito de colaboração entre os membros da equipa. Um trabalho que resultou de grande esforço e cujo produto final me dá a sensação de dever (bem) cumprido. Obrigada aos colegas e ao sempre atento coordenador :-)
E o livro trata os seguintes temas:
Prólogo - Luís Moita
As cidades como atores das relações internacionais - Sofia José Santos
Lisboa e os nós da internacionalização - Fernando Amorim
A paradiplomacia de uma cidade: a internacionalização de Lisboa nas últimas quatro décadas - Luís Moita
Quando Lisboa fica na moda: a explosãoturística - Brígida Brito
A cultura e os processos de interculturalidade - Célia Quintas, Brígida Brito e Helena Curto
A sustentabilidade ambiental como valor transfronteirço - Brígida Brito
A competitividade económica através da inovação tecnológica- Carlos Morais
Lisboa cosmopolita - Maria João Mortágua e Madalena Romão Mira
As novas edições Observare serão apresentados dia 17 de Maio às 18h, na UAL. "A Internacionalização de Lisboa, Paradiplomacia de uma cidade" já disponível online em http://repositorio.ual.pt/handle/11144/3006

quinta-feira, 27 de abril de 2017

Porque a vida é estranhamente incompreensível...

Porque a vida é estranhamente incompreensível. 
Porque a passagem é sempre um momento que não conseguimos entender e o sofrimento, que tantas vezes está associado, é tão difícil de aceitar. 
Porque quando as pessoas estão na força da vida, gostam de viver, são alegres e disponíveis... mais difícil é aceitar que o momento de partir chegou. 
Adelina Pinto fez hoje a sua passagem depois de ter aceite muitos desafios, um deles, o maior talvez, de lutar infinitamente contra a porra de uma doença... 
Uma certeza levas contigo: tu marcaste positivamente a vida de todos os que te conheceram, Lina. RIP...

domingo, 23 de abril de 2017

Kuma di curpo... curpo sta bem

Ontem foi o dia em que conversei calmamente com um amigo que partiu porque teve de se ausentar deste mundo por ter sido chamado para outras missões. Foi o dia em que lhe agradeci por me ter presenteado com a sua amizade, por ter acreditado em mim, por nunca me ter julgado ou criticado, por sempre ter tido uma palavra amiga, um olhar compreensivo, um sorriso acolhedor e por ter reservado para mim um abraço quando mais precisei. Sei que não foi uma despedida. Não gosto de despedidas, não gosto de dizer adeus e, em boa verdade, acredito que ele se transformou numa estrela e que posso continuar a conversar com ele porque, onde quer que ele agora esteja, irá ouvir-me. Também acredito que um dia nos voltaremos a encontrar e com um sorriso diremos “kuma di curpo… curpo sta bem”.

quinta-feira, 20 de abril de 2017

Uma notícia triste


  
O meu querido amigo Abílio Coutinho fez a sua passagem. Dia triste para a Terra e feliz para o céu e as estrelas. Homem bom, amigo do coração. Foi um importantíssimo agente de cooperação com STP, ao abrigo do PAMEA, na área agrícola, com a Guiné-Bissau, na delegação da Comissão Europeia, em Timor-Leste, em Angola, entre outros locais com os quais colaborou voluntariamente, Viveu e dinamizou com o seu espírito conciliador, a Roça Agostinho Neto entre 2000 e 2002, mais ou menos.


Abilinho, sentirei a tua falta mas sei que estás em paz. Tive o privilégio de te conhecer bem e posso dizer com certeza que foste um grande AMIGO para mim e também foste para todos os que foram teus amigos,ou simples conhecidos. Viveste a vida como uma pessoa de bem. Estarás para sempre no meu coração. Até um dia Amigo!

sábado, 15 de abril de 2017

Vai de vela... ou a pé, digo eu...

Questiono-me "ad infinitum" porque é que tenho de aturar gente burra com a mania que é esperta, gente sem graça com uma percepção distorcida de si própria ao se sentir humorista ou piadista, gente básica no comportamento que se revê no intelectualismo do discurso, gente ordinária com a estranha auto-leitura de ser educadora, Há que ter uma paciência infinita e não creio que eu tenha nascido num dia em que a dita reinasse. É por essas e por outras que quando alguém ultrapassa o limite da minha paciência, como o outro diria cheio de propriedade "vai de vela"... ou de barco, ou de skate, ou de bicicleta.... ou a pé, digo eu...

sexta-feira, 14 de abril de 2017

Há coisas que me enervam profundamente e que transbordam o pior de mim

Há coisas que me enervam profundamente e que transbordam o pior de mim... o arrulhar dos pombos no telhado do meu prédio logo pela manhã, porque uma vizinha teima em alimentá-los. Aquele som repetitivo e monocórdico sucessivamente a martelar os ouvidos e a profundidade do cérebro deixa-me louca.... Eu sei que não é bonito para uma pessoa que tanto defende o ambiente, mas um dia passo-me... Mas há mais... 
Alguém me pode explicar porque é que habituaram as criancinhas até aos 3 ou 4 anos a guinchar rastejando pelo chão em locais públicos??? Em casa deve ser uma festa... Eu gosto de crianças, acho-lhes imensa piada e quando as vejo não resisto a meter-me com elas. Mas ninguém consegue pedagogicamente explicar aos pais que as crianças não são macacos, apesar de terem adquirido o hábito de reproduzirem alguns sons e comportamentos??? Não é bonito, reconheço, mas quando o som estridente interfere com os meus condilos não me contenho e guincho mais alto até as ditas criancinhas pararem estupefactas. Resulta, garanto-vos!
Também me parece de mau gosto que alguns supostos casais andem pelas escadas rolantes de centros comerciais literalmente a "devorar-se" como se todos nós tivéssemos de certificar o quanto se amam. Essa não é a esfera da privacidade e da intimidade de cada um...????!!!! Dá vontade de dizer simplesmente: "OK, vocês amam-se, são lindos e dão-se bem. Porque não vão para casa ou para um local mais privado para dar azo à imaginação e criatividade???? Até para ir ao cinema escolhemos o filme...".
Hoje o dia teve de tudo... qualquer uma destas cenas faz emergir... transbordar o pior de mim... E isso não é bonito porque na maioria das vezes não faço nada, mas os meus pensamentos são péssimos... e como estamos na Páscoa... não deveriam ser... não é????

Desabafo ambiental...

Numa sessão de abertura de uma acção de formação que decorreu há uns 3 anos em São Tomé e Príncipe, um então ministro disse com inteira razão:
1. "Os atentados contra a natureza são atentados contra a própria vida"
2. "Transformar STP numa plataforma verde de espaços e serviços não é compatível com o ecocídio"
3. "Este e o arquipélago em que homens trouxeram plantas e as plantas trouxeram outros homens".
E para finalizar:
4. "Educar os mais novos para que não tenhamos de punir os mais velhos"
Nunca tinha eternizado" estas palavras, guardava-as para mim no meu caderno que, na época, me acompanhava e que tenho o hábito de revisitar anos depois, altura em que as palavras escritas ganham força e importância. Hoje foi o dia de reler algumas palavras antes escritas e estas fizeram mais sentido do que qualquer outras. É preciso, fundamental, pulverizá-las' esperando que a difusão ajude a uma maior interiorização, passando das palavras aos actos... sustentáveis... Tudo isto à conta da introdução de produção transgénica em São Tomé e Príncipe. Uma verdadeira atrocidade.

Assinar uma petição faz sentido quando o fim é social e/ou ambientalmente justificado. É o caso. VOTEM!!!!


segunda-feira, 10 de abril de 2017

Quando deixará de ser assim...?!

... com a cabeça a mil... muitas tarefas, pouco tempo, algumas preocupações... o pensamento flui com uma rapidez alucinante, saltando de assunto
para assunto... quando deixará de ser assim...?

sábado, 8 de abril de 2017

Há lugares que nos fazem ser melhores...

Há lugares onde nos sentimos tão à vontade que é como se sempre tivéssemos vivido neles. A luz, a temperatura do ar, o ritmo das pessoas, a alegria espelhada nos sorrisos abertos e na expressão dos cumprimentos. À distância de uma boa quantidade de quilómetros, percebo que neles poderia ter vivido desde sempre, ou poderei viver um dia...
Deleito-me a ouvir as pessoas tagarelar e a tentar entender o que dizem. Encanto-me quando as observo caminhar procurando antever como vivem e se relacionam, como se tivesse a capacidade de presenciar alguns momentos das suas vidas, que imagino preenchidas.
Quando o sol nasce intenso, redondo, grande e cor de fogo, e projecta luz e calor para as ruas, tenho a sensação que aquele é o espaço ao qual pertenço. Há cidades que fazem transparecer a essência das pessoas, porque se adaptam, colam, moldam... Há cidades onde a vida se faz com a facilidade de um sorriso. Há lugares que nos fazem ser melhores porque muito mais felizes…
em 21/11/2014

sexta-feira, 7 de abril de 2017

Relembrar o passado é vivê-lo duas vezes...

Relembrar o passado é vivê-lo duas vezes. Retomar conversas que ficaram inacabadas, incompletas, suspensas. Refrescar momentos de forma isolada, como se fosse possível cortar alguns pedaços do tempo, apenas os que nos interessam. As lembranças chegam até nós em flashes, acompanhadas pelo antes e pelo depois, e isso nem sempre é bonito. Mas é engraçado – e estranho ao mesmo tempo – como, passado tanto tempo, os momentos que vivemos, os bons e os pesarosos, nos visitam aos trambolhões como se fossem empurrados por um qualquer pontapé.
Gostava de acreditar que o passado não se revive, apenas se revisita, mas sempre que a memória me puxa até alguns tempos idos percebo que sinto uma parte do que me lembro ter então sentido. O medo de perder, a emoção exacerbada apertando o coração obrigando-o a pular descompassadamente, a ansiedade do atraso e a angústia da ausência, mas também o entusiasmo descontrolado e a percepção de que o tempo pode parar por instantes sempre que a felicidade me invade. O arrebatamento do primeiro toque e das carícias iniciais da descoberta na pré-aproximação. O primeiro beijo e o segundo, e os restantes até ao último. O envolvimento desde a primeira entrega, a sensação de que a pele pode queimar com um simples toque. E todas as outras envolvências até deixar a rotina se instalar e permitir que o desinteresse se aproxime. Recordar faz-me sentir a intensidade do momento que passou e vivê-lo uma e outra vez mais…

16/08/2015

quinta-feira, 6 de abril de 2017

13 anos irregulares

Acabei de realizar que este blog tem 13 anos, mais coisa menos coisa. 13 anos de muitas palavras passadas através de um post, de muitos sentimentos exteriorizados, de muitas fotografias que, no geral, valem bem mais do que as palavras. 13 anos de desabafos e gritos ensurdecedores, por vezes. 13 anos de palavras envoltas em emoções felizes. 13 anos com mais de 330.000 visitas, o que dá cerca de 26.000/ano. Não percebo ao certo se é muito ou pouco, mas dado que a irregularidade na escrita tem marcado a minha actuação... sinto-me orgulhosa. Muito orgulhosa! Obrigada pelas visitas e continuem a aparecer :-)

quarta-feira, 5 de abril de 2017

A noite...

A noite está amena, o céu brilhante e estrelado, a aragem morna a lembrar o início do tempo quente. As estrelas acompanharam o passeio relembrando-me as diferentes paisagens nocturnas que marcam o meu céu de casa e o meu longínquo céu africano...

sábado, 31 de dezembro de 2016

Paradoxos gastronómicos, entre outros...

Cada vez sei menos se a maioria gosta da gastronomia da época. Eu gosto de quase tudo. Gosto de bacalhau cozido com batatas, couves e grelos, além de todas as outras formas de o confeccionar. Gosto de peru e de cabrito. Gosto de doces de Natal. O prazer de uma mesa farta nesta altura do ano deleita-me os olhos e os sentidos. Talvez mais os olhos do que o estômago porque, em boa verdade, não como em excesso, mas provo um pouco de tudo. Mas, para mim, esta época tem paradoxos gastronómicos e tudo seria tão mais fácil de entender se fossem só relacionados com os paladares e o estômago. Por exemplo, não gosto de frutos secos apesar de gostar muito mais de bolo rainha do que de bolo rei. Adoro sonhos, particularmente de leite, bolinhos de jerimu e fatias douradas. Lembram-me a infância, época em que a vida corria leve e alegre. Mas não consigo perceber a razão porque chamam às boas das fatias, mergulhadas em leite antes de serem fritas e envoltas em açúcar e canela, rabanadas ou fatias paridas. Que nomes mais infelizes e de associação pouco adequada. Dá-me uns nervos inexplicáveis e sempre que oiço tais expressões quase entro em estado de loucura violenta. Até posso perceber que a justificação seja a forma como são fritas, mas não fico convencida, são denominações feias e deselegantes.  E depois há a história do marisco abundante na noite da passagem de ano. Fartura não é necessariamente loucura. No dia de hoje uma visita ao supermercado resulta num êxtase desassossegado. Filas e encontrões, pessoas mal educadas armadas em finas atropelando-se umas às outras numa correria desenfreada para garantirem que chegam ao balcão antes dos outros porque supostamente querem o último camarão da bancada, sem perceberem que algumas pessoas estão ali apenas para comprar alface, tomate cherry, cebolinho e outros artefactos, mas não querem marisco e que, por isso, não representam concorrência. Poupem-me a esta estupidez nacional que parece só comer, beber e viver nesta noite! 

sábado, 24 de dezembro de 2016

O Natal pode ser um "lugar estranho"

De ano para ano, o Natal tem-se transformado num "lugar estranho". Sim! Eu era uma daquelas pessoas que vibrava com esta época e que passava uma parte do ano a pensar no quanto este momento era saboroso. Nos aromas e nos paladares mudou pouco e pode até continuar a ser aromático e saboroso, mas as vivências têm mudado e perderam uma grande parte da graça. Tudo tem uma razão de ser, ou mais do que uma... Algumas pessoas que aqueciam o meu Natal partiram, o que retirou alguma graça a estes dias e depois... parece que a loucura se instalou no modus vivendi levando a maioria das pessoas a "passar" pelo Natal de forma abrupta, rápida e passageira sem se aperceberem do que a época tem de melhor. Não se vive a companhia, não se partilham momentos, não se (re)constroem relações. Não há tempo para escutar música de Natal e os cinemas não têm filmes quentinhos e leves. Ao contrário, atropelam-se os afectos, aniquilam-se as emoções, empurram-se as oportunidades. A vida acelera porque a temporada é curta e tem de ser gozada, mas não vivida. O Natal que eu aprendi a gostar desde pequena, quente, doce, aconchegante fugiu-me, já cá não está, e o que ficou é, sem dúvida, um "lugar estranho"... 

quarta-feira, 17 de agosto de 2016

Lições a retirar dos JO Rio2016

Depois de assistir atentamente a uma grande parte dos JO do Rio2016, há algumas lições que quero e vou reter com a máxima atenção...

nº 1: o sucesso depende principalmente da persistência
nº 2: a sorte aliada ao esforço permite alcançar um bom resultado
nº 3: nunca se deve assumir a vitória antes da sua concretização
nº 4: a impossibilidade de alcançar a vitória não significa ausência de mérito
nº 5: é fundamental aproveitar as oportunidades no momento certo
nº 6: saber perder é tão importante quanto saber ganhar
nº 7: desistir não é uma estratégia para o sucesso e/ou a felicidade

Manual de sobrevivência em meios socialmente hostis

Presenciando cenas pela manhã bem cedo recordo uma pessoa que conheci em São Tomé e Príncipe há uma eternidade e de quem perdi o rasto há ...