Um blog sobre a vida. Ilusões e sonhos, venturas, algumas desventuras, muitas realizações com a frustração necessária para alcançar o desejo da felicidade. Uma vida que se pretende feliz e preenchida por vivências sentidas. por Brígida Rocha Brito
quinta-feira, 30 de dezembro de 2010
FELIZ 2011 para TODOS, sem excepção!
Adeus 2010, Olá 2011!!!
2011 está a chegar e eu ansiosa pela sua chegada! Estou farta de 2010, é isso! 2011 só pode ser melhor!!! Na verdade, aconteceram-me coisas boas em 2010 e não foram tão poucas assim. Conheci pessoas interessantes. Reafirmei amizades. Conclui projectos, iniciei outros mas alguns ficaram pendentes. Mas também deixei fugir sentimentos porque não os quis agarrar, talvez não fossem suficientemente fortes e importantes. Deixei que amigos se afastassem, ou terei sido eu a fazê-lo. Perdi oportunidades porque não as soube ver... Acredito que 2011 será um ano de construção e de reafirmação. Não que saiba ler o futuro, não sei. Mas é esta a minha convicção: será um ano de possibilidades, de abertura, de concretização e de sedimentação de tudo o que foi começado. Basta que façamos alguma coisa nesse sentido, que nos esforcemos só um bocadinho, sem excessos mas com a consciência de que, não podendo mudar o Mundo, podemos melhorá-lo. Na Vida, nada é dado, tudo é construído e nós somos todos um bocadinho construtores, temos um não sei o quê de arquitectos, conseguimos partir paredes, reconstruí-las e pintá-las, conseguimos mudar uma lâmpada e tanto mais porque, na verdade, temos qualquer coisa de obreiros do futuro. A 2011!
sexta-feira, 24 de dezembro de 2010
É Natal... É Natal!!!!
terça-feira, 7 de dezembro de 2010
JANUS.NET - e-journal of International Relations
O acesso é exclusivamente feito on line, sendo integralmente gratuito. A edição é semestral e conta com Artigos científicos, Notas e Reflexões, e Recensões Críticas.
O acesso faz-se através de PÁGINA DA REVISTA JANUS.NET
O primeiro número (Outono de 2010) conta com os seguintes contributos:
Artigos
1. Immanuel Wallerstein – Ecologia versus Direitos de Propriedade: a terra na economia-mundo capitalista
2. Miguel Santos Neves – Paradiplomacia, Regiões do Conhecimento e a consolidação do "Soft Power"
3. Luís Tomé - Segurança e Complexo de Segurança: conceitos operacionais
4. António Oliveira – O emprego do instrumento militar na resolução de conflitos: um paradigma em mudança
5. José Rebelo - Os grandes Grupos de Informação e de Comunicação no Mundo
6. Pedro Veiga e Marta Dias – A governação da Internet
7. Francisco Rui Cádima – Televisões globais, História única
8. João Ferrão – Pôr Portugal no Mapa
Notas e Reflexões
1. Luís Moita – O conceito de configuração internacional
2. Nancy Gomes - O papel de Portugal nas relações Euro – Latinoamericanas
3. Brígida Rocha Brito - Hard, Soft ou Smart Power: discussão conceptual ou definição estratégica?
Recensões Críticas
1. Noya, Javier (2007). Diplomacia Pública para el siglo XXI. La gestión de la imagen exterior y la opinión pública internacional. Madrid: Ariel: 469 pp – por Marco António Baptista Martins
2. Valladares, Rafael (2010). A conquista de Lisboa — Violência militar e comunidade política em Portugal, 1578-1583. Lisboa: Texto Editores: 332 pp. ISBN 978-972-47-4111-6 (Tradução Manuel Gonçalves) – por João Maria Mendes
3. SAVIANO, Roberto (2008). Gomorra. Infiltrado no Império Económico da Máfia Napolitana, Caderno, 2008, Lisboa, 3ª. Ed.: 351 pp – por René Tapia Ormazábal
domingo, 31 de outubro de 2010
Projecto MAMA AFRICA STP
sábado, 23 de outubro de 2010
National Geographic Survey 2010

Uma vez mais, este ano participei na avaliação de destinos turísticos promovida pela National Geographic Traveler, sob coordenação do Prof. Jonathan B. Tourtellot.
A avaliação, bem como a lista de peritos convidados está já disponível on line e será editada em papel no número de Novembro-Dezembro de 2010, que tem a capa anexa.
Este ano foram avaliados 99 destinos turísticos costeiros em todo o Mundo.
Em África, foram classificados com:
- “Top rated”: Namíbia, na costa Skeleton (75)
- “Doing well”: a costa norte de Moçambique, Cabo Delgado e Quirimbas (69); Seychelles (66)
- “In the balance”: Maurícias (62); Tanzania na costa Swahili (61)
- “Facing problems”: África do Sul, na costa KwaZulu-Natal (52); Kenya, de Mombaça a Malindi (50)
- “Bottom rated”: Costa Atlântica da Gambia (45); Egypt na zona de Sharm el Sheikh (38)
terça-feira, 5 de outubro de 2010
Padre Zé, um Amigo para Sempre
O Padre Zé foi um Homem BOM. Um Amigo dos grandes, incondicional, dos que rareiam nos dias que correm. Foi mais do que irmão dos meus pais, mais do que meu tio ou avô. Foi conselheiro e bom ouvinte. Foi protector e apaziguador das dores de alma. Foi incansável dentro do seu próprio cansaço. Foi referência de bondade, foi exemplo de vida. Ficará para sempre no meu coração. Viveu 90 anos em consciência. Viveu bem a fazer o que mais gostava: ajudar, apoiar, fortalecer. Deixou-nos no dia 4 de Outubro partindo ao encontro dos ideais em que sempre acreditou.
São dias que passam (Hélder Ribeiro/ Judy Collins)
"São dias que passam, são horas que vão, são lábios que cantam, são mãos que se dão e deixam saudades de não ser assim, toda a vida a vida de agora.
É tempo, é tempo de aprender a ser, subindo por dentro e sempre a crescer, pisando caminhos, esquecendo talvez o deserto de ontem sozinho.
Tudo quanto penso, tudo quanto sou, é grande, é imenso, é tudo o que dou, e ao dá-lo recebo e fico maior do que sou quando me nego.
Criança era outro, cresci e esqueci a aposta da vida, ganhei e perdi, o risco me trouxe até ao que sou, nunca basta a vida que foi"
quarta-feira, 29 de setembro de 2010
segunda-feira, 27 de setembro de 2010
TURISMO EM ESPAÇO LUSÓFONO. ENTREVISTA
Para quem quiser ouvir a entrevista gravada e que seguiu a conclusão do Projecto "O impacto do turismo no desenvolvimento comunitário em África", sigam o link e seleccionem o dia 25 de Setembro.
Um programa que pela rádio visa unir os povos e as culturas que se expressam em português. Produzido pela Fundação Evangelização e Culturas em parceria com a Rádio SIM, conta semanalmente com a crónica do Pe. Tony Neves, Missionário Espiritano, com o apontamento "Em Poucas Palavras" durante o qual um convidado reflecte um tema da actualidade, com as crónicas de jornalistas de vários países lusófonos e ainda com a presença de um convidado em estúdio, para uma entrevista de fundo.
domingo, 29 de agosto de 2010
quinta-feira, 5 de agosto de 2010
Ao meu Pai
quinta-feira, 24 de junho de 2010
Em Cambridge
quinta-feira, 10 de junho de 2010
quinta-feira, 13 de maio de 2010
quarta-feira, 28 de abril de 2010
INFORMAÇÃO - DEFESA DA TESE DE DOUTORAMENTO DE EUGÉNIO DA COSTA ALMEIDA
domingo, 11 de abril de 2010
Luanda: impressões, parte II

A vida na maior parte da cidade de Luanda pode revelar uma infinita capacidade de sobrevivênciam e de adaptação à adversidade. Não na Luanda rica, na outra, a que claramente é dominante.
A rica Luanda é limpa e bem parecida, podendo fazer imagem de postal tuístico, senão agora, daqui a uns anos. Não faz porque oficialmente não se podem tirar fotografias a monumentos, pessoas ou paisagens, só à socapa é que se vão registando algumas imagens. Não entendo porquê, afinal a magnífica baía de Luanda e a Avenida Marginal poderiam representar o ex-libris angolano vocacionado para o turismo em meio urbano, ou de negócios. O património de traçado colonial tem vindo a perder-se, ao que soube. Pena, penso eu, já que os edifícios são de extrema beleza e o passado, bem ou mal recordado, faz parte da História de cada um, e de todos em conjunto, e não se deve renegar. Os condomínios fechados de luxo proliferam dando a sensação de que aqui o dinheiro se multiplica. O Centro Comercial na entrada da cidade dá conta disso: lojas estrangeiras de marca registada; restaurantes com esplanada; cinemas com estreias europeias; parque de estacionamento vigiado com guarda e pago. Na Luanda rica sonha-se e tem-se a sensação de que os sonhos são concretrizados. Tudo é possível: ter casa com piscina e court de ténis, segurança 24h por dia, toda a espécie de mordomias. A vida é um luxo e tem de ser bem aproveitada. Só que não é para todos, não pode ser porque se todos tivessem acesso deixaria de ser a cidade mais cara do mundo, ainda mais do que Tóquio. Como poderá ser, pergunto-me depois de ter uma panorâmica geral. E não é preciso andar por cá muito tempo para perceber como tudo funciona.
Na Luanda pobre, o lixo abunda, reproduz-se com uma enorme facilidade, aparece em qualquer local, está em toda a parte. É de todas as formas e feitios, misturam-se plásticos e latas com papel, matéria orgânica e indiferenciados, lodo e resíduos animais e humanos. Há de tudo um pouco. As pessoas convivem com os lixos com a maior normalidade. Fazem parte da vida uns dos outros como se fossem indissociáveis. As vendeiras, quitandeiras ou zungueiras, montam as suas pequenas bancas junto de amontoados de lixo, fazendo pequenas ou grande lixeiras, dependendo dos casos. As pessoas que por ali passam, e são muitas, parecem milhares num vai e vem sem parar, compram uma maçã, um alguidar, uns chinelos. O que houver. E há de tudo porque em Luanda tudo se vende e de tudo se compra.
As diferenças são abissais: os ricos são muito ricos e os pobres, mais do que isso, são miseráveis. Aqui percebe-se o que é viver abaixo do limiar da pobreza. Mais do que a análise dos relatórios e dos indicadores oficiais, uma incursão à Luanda pobre é uma experiência enriquecedora por se conseguir avaliar o quanto é dura esta realidade. Pior do que não ter o mínimo para viver, é conviver com lixeiras, nelas brincar e chapinhar em poças lamacentas porque dá para refrescar, desatolar um carro que ficou enterrado no lodo, quase submerso, e depois lavar as pernas e os pés lamacentos numa poça de água verde, com resíduos e seguramente carregada de bactérias e fungos, mas sentir a aliviada sensação de estar limpo de novo. Esta é uma experiência dura: contactar com a pobreza conformada e sem esperança. Por muita vontade que se tenha em contribuir para a mudança, porque se está descontente com a forma de vida, a resposta é sempre a mesma: para quê? Só eu penso assim, não vale a pena. E assim tudo permanece. O trabalho não permite ganhar a vida, só sobreviver, as crianças vivem como os pais viveram, eventualmente com menos até.
Ontem, num dos bairros de Luanda pobre, enquanto por lá andei fui falando com mulheres, crianças e alguns homens, Fotografiei-os e fez-se festa. A alegria era comum a quase todos porque o dia era diferente dos anteriores e dos que se seguem, mas também porque lhes chegou um pouco de vaidade e orgulho quando os deixei ver o quanto são bonitos e sorridentes. Foi um dos momentos raros em que alguém de fora os visita, fotografa e acarinha. Tudo corria bem para eles até que um dos mais velhos decidiu que o fim da festa tinha chegado e pegou num chinelo encarnado que, como outro qualquer objecto coersivo, resultou na perfeição dispersando os mais novos. Sim, estes conhecem o peso do chinelo e a sensação do impacto da borracha na carne. Ainda chegou a tocar em alguns mas seria certamente mais incisivo se eu não tivesse intervido. Tinha sido ele quem tinha pedido as primeiras fotos e ficara orgulhoso de si mesmo quando se viu e pediu mais. Porque não teriam os outros direito a uma foto e a ser vaidosos? Sorriu e de forma condescendente respondeu: só mais uma, então. E assim foi. Percebi depois que estava num dos locais com maior índice de criminalidade da cidade, eventualmente do país. Todos me olhavam com ar de curiosidade acrescida mas, apesar das intensas recomendações, não senti animosidade por parte de ninguém.
quinta-feira, 8 de abril de 2010
Luanda: impressões, parte I

Em Luanda oiço as notícias sobre o mais recente golpe de Estado na Guiné-Bissau, depois de ter recebido um sms de um amigo dando conta de mais uma crise. De novo a instabilidade que regressa àquele pequeno país africano, tão rico em gentes e culturas, tão pobre em recursos. Tão vulnerável a esquemas paralelos e não formais.
A vida em África é dura, penso nisso sempre que lá estou. A Guiné-Bissau parece ser um laboratório vivo de dificuldades e dureza, como se fosse necessário provar uma vez mais a capacidade de resistência. Pois se alguém tem dúvidas, pode ficar tranquilo. A população da Guiné-Bissau é resistente, aguenta fundo quase tudo e merece ter paz, nem que seja por tudo o que já passou.
Em Luanda a vida também é dura, difícil, repleta de problemas e constrangimentos, mas a aparente estabilidade político-governativa parece aliviar, superficialmente, as dificuldades do dia-a-dia. Pelo menos adormece-as. A vida também se faz de esquemas, trocas e baldrocas, mas os níveis são diferentes, superiores, inflaccionados. E quem se conseguir mover nos círculos certos e no momento oportuno consegue passar à frente e avançar na vida. Quem não consegue fica para trás... muito para trás, esquecido, como se não existisse ou fosse um ser de outro planeta bem distante. É duro viver de forma bloqueada, para alguns sem esperança, porque o futuro não chega, fica lá mais à frente num apeadeiro qualquer onde o comboio não pára. Nos bairros periféricos não há futuro, só presente e passado. O passado foi melhor do que o presente. A vida não se faz fácil e a fé esmorece abrindo caminho para novos cultos, ou quem sabe os mesmos mas com novas formas e diferentes protagonistas. Tudo vale para fazer passar uma fé em troca de um contributo sob a forma de dízimo, umas vezes mais e outras menos, mas proporcional ao rendimento anual do crente. As igrejas proliferam, são de todas as formas e feitios, sempre atentas às fragilidades de uns ou de outros. Até é pouco justo que seja nas situações de maior insegurança ou desconforto que os novos mentores de uma fé desmontável surjam como salvadores, mas aposta-se na crença de que fica garantido um lugar de paz na passagem para uma outra vida qualquer...
Manual de sobrevivência em meios socialmente hostis
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"Líder das mulheres de Cutiá, na Guiné-Bissau, garante fim da excisão genital. Médico local diz que não há certezas" - Jornal EXP...
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Depois de ter regressado a Lisboa, após a minha última incursão a São Tomé, não há dia em que não me lembre das maravilhas do arquipélago, d...



