segunda-feira, 14 de abril de 2008

Constatação

Por vezes paro para pensar que para algumas pessoas falar em exigência e rigor é uma coisa estranha. Penso nisto quando, ao falar em alguns critérios, me apercebo dos olhares de perplexidade e incompreensão que me são dirigidos como se eu fosse extraterrestre com antenas verdes... Há coisas fantásticas, de facto!

Mails da treta e violência para os olhos e o espírito

De vez em quando, diria até com maior regularidade do que gostaria, recebo filmes por mail em que o tema se centra à volta de acidentes aparatosos, atropelamentos, aviões que se despenham, entre outras atrocidades. Não entendo e questiono-me com frequência: qual é a graça que uma pessoa pode encontrar neste tipo de mensagens. Os “mails da treta” servem de distracção, para descontrair intervalando um trabalho intenso e árduo, podendo ser entendidos como um elemento de lazer naqueles momentos em que sentimos a massa craniana a estalar. É uma forma como outra qualquer de fazer um “intervalinho pedagógico”, de dar a possibilidade aos neurónios de se espreguiçarem para que, de seguida, se voltem a concentrar com mais cuidado, atenção e afinco. Mas, no meu caso, o efeito destes mails é inverso e em vez de me sentir descontraída, depois de ver estas imagens o meu espírito evidencia ainda maiores sinais de cansaço e a fadiga invade todas as células do meu corpo, acompanhados por uma sensação de revolta e desconforto psicológico.

 

quinta-feira, 10 de abril de 2008

E a saga continua...

E a saga continua! O pé continua negro e inchado, apesar de menos, as dores são resistentes perante a falta de descanso, o tempo não aparenta tendência para melhorar, a confusão entre listagens de participantes, títulos e resumos é mais do que muita. Eu tenho sono e saudades do meu "pequeno beiças". Bom... ainda não posso ir buscar o "fuça" porque não posso passeá-lo... por isso, vou dormir!!! Se não consigo solucionar os dois problemas... pelo menos um fica sanado!!! E vou dormir enquanto penso que, no meio deste temporal de vento frio e chuva, ele deve estar bem enroladinho a sentir o calor da box aquecida. Beiças, resguarda-te, é um conselho de dona amiga!!! E daqui a uns dias, espero que poucos, voltas para a tua casinha!!!

domingo, 6 de abril de 2008

Sobre o Amor

Amor em Tempos de Cólera é um filme sobre o Amor. A imagem que quase sempre idealizamos de um sentimento puro e desinteressado e que quase sempre resulta de forma inesperada numa sequência de acontecimentos pouco felizes. Aqui a ideia que passa é que este sentimento existe mesmo, pode ser raro mas, de quando em vez...
E mais raro é aquele homem, de seu nome Florentino, que revela uma sensibilidade extrema associada a uma dedicação infinita e a uma disponibilidade para a espera que custa a acreditar ser possível. Pelo menos nos dias que correm...
"O amor é como o mar, infinito e eterno..." - simplesmente delicioso!!!

sábado, 5 de abril de 2008

I Congresso Ambiente e Sociedade

E hoje, entre aulas, conversas de trabalho e avaliação de fichas temáticas, fui a Odivelas participar no I Congresso Ambiente e Sociedade promovido pelo Instituto Superior de Ciências Educativas. Mais uma experiência enriquecedora a pensar no Ambiente e na Sociedade, partilhando experiências portuguesas, galegas e africanas.

sexta-feira, 4 de abril de 2008

Incómodo...

Pensar que este aparelhómetro ao estilo de tala é melhor do que o gesso não é de todo verdade. Estou cansada, incomodada e com dores, além do mal estar que tudo isto provoca. E andar de um lado para o outro com o computador portátil de 17 polegadas atrás é melhor ainda... Bufffff!!!!

terça-feira, 1 de abril de 2008

Déjà vu...

Há alturas em que, qual Lei de Murphy, tudo o que tem de acontecer... acontece!!! As condições astrais parecem encontrar-se e, de forma bem cuidada, tornam os dias de uma pessoa numa sucessão de acontecimentos pouco felizes. O meu pé esquerdo voltou a sofrer os percalços e o desconforto de quem não vê por onde anda, fazendo relembrar momentos e vivências de STP, algures em Janeiro de 2003. Tinha acabado de regressar de Lisboa, após o Natal passado em família como é hábito e manda a tradição. Convidaram-me para ir fazer uma prospecção de um novo percurso de caminhadas no norte da ilha, bem no meio da floresta e eu aceitei contente e feliz porque era mesmo para isso que lá estava. A correr fui até casa buscar umas botas de borracha, para reduzir os riscos de um encontro com uma ou outra cobra preta. E sempre correndo coloquei mal o pé na borda de um passeio onde tinha havido uma obra e que não ficara concluída, e, truz catrapus, lá fui parar ao chão para deleite de alguns santomenses que arranjavam quase eternamente o telhado do que viria a ser o edifício de espaço comum no bairro. Além de ter rasgado as calças, senti o pé inchar rapidamente e, ao olhá-lo, percebi que o cenário não era brilhante pois a pele estava já arroxeada.
Depois de tudo acabei por não conseguir andar, pelo que a possibilidade de realizar aquela caminhada virava sonho. O dia foi passado com gelo, recordo-me como se fosse hoje e, ao chegar à noite, tinha o pé num trambolho tão grande e com tão mau aspecto que lá fui ao Hospital ter com um médico português que lá prestava serviço e que conhecia há algum tempo. O diagnóstico não poderia ser mais animador: gesso ou internamento para manter o pé quieto e inactivo. A sensação que tive foi a de que durante três longuíssimas semanas o tempo pararia e a minha permanência não fazia qualquer sentido, sobretudo por não haver sequer canadianas disponíveis, nem pagando. Tudo acabou por se organizar, todos me convenceram a ficar e produziram umas muletas bem artesanais que resolveram o problema na altura.
Ontem, inexplicavelmente, tive a estranha sensação de déjà vu porque, uma vez mais, a dor voltou depois de colocar mal o pé num desnível de alcatrão, o pé voltou a inchar e eu lá fui fazer radiografias. Desta vez não saí de gesso mas com uma nova aparelhagem que me obriga a manter o pé quieto e imobilizado. E assim vou andar de novo durante 3 semanas, intercalando com a perna esticada em cima de uma cadeira para descansar. Diagnóstico...?! Pois foi ruptura dos ligamentos da articulação entre o perónio e a tíbia. Pode até parecer estranho, já que aparentemente tudo se passa junto ao tornozelo enquanto o perónio e a tíbia ficam mais para cima. Mas, ao que parece, é mesmo assim...!

segunda-feira, 24 de março de 2008

Vento...

Não gosto de vento forte, irrequieto e mal comportando, que leva tudo pelo ar e me enreda num novelo de poeiras sujas, papéis perdidos e plásticos rasgados. Não gosto do vento que emaranha o meu cabelo como se tivesse o poder e o direito de lhe fazer nós sem autorização prévia. Não gosto do vento que me entra pelos ouvidos e me dá tonturas, fazendo com que o desequilíbrio se instale. Não gosto do vento, esse metediço insuportável, que pelos meus lados marca presença, instigado pelo confronto entre a serra e o mar.

sexta-feira, 21 de março de 2008

Blocos e caderninhos

Um dos professores que tive na faculdade dizia-nos continuamente "tenham sempre um bloco ou um livro de anotações e uma caneta junto de vocês para que possam registar as ideias que vão tendo. Só assim conseguem retomá-las mais tarde e não as perder". Continuo a dar este conselho aos meus alunos e às pessoas que comigo trabalham porque, do ponto de vista científico, este é um excelente utensílio para registar informação, incluindo aquela que, à partida, nos parece insignificante e desnecessária. Os detalhes marcam a diferença e ajudam-nos a completar alguns dos dados que se recolhem.
O conselho daquele Prof. marcou os meus dias de tal forma que sinto-me incompleta quando me esqueço do meu pequeno bloco. Este passou a ser um dos meus vicios, comprar blocos e caderninhos, pequenos e que caibam na mala, que não uso pesada, preenchê-los e acumulá-los como se fossem diários. Não são porque lhes dou utilizações múltiplas: pensamentos; desabafos; registo de números de telefone, moradas e referências de nomes por instituições; desenhos rabiscados e mais o que seja. Estes pequenos objectos fazem um pouco parte de mim. A inspiração aparece nos mais diversos locais e pelos mais variados motivos. E em África é quase permanente.

domingo, 16 de março de 2008

Bufff...!

Viver com alergias alimentares não é fácil. Se houver muito cuidado com o que se come, passa-se bem durante um tempo só que, como em quase tudo nesta vida, de vez em quando apetece pisar o risco, fazer uma ou outra tentativa e saborear os paladares quase esquecidos que se tornaram proibidos. Assim têm sido os meus dias desde que, há uns 7 ou 8 anos se percebeu que eu andava acompanhada por um Anisakis.
Não foi fácil conformar-me com a ideia de ter restrições alimentares importantes porque gosto de peixe, mal passado ainda por cima, de mariscos, chocolate, ananás, laranja, fiambre e enchidos em geral, carne de porco, morangos e frutos silvestres, entre muitos outros alimentos. Na altura passei a andar com uma caixa de anti-histamínicos atrás de mim e, quando viajava principalmente para África, de corticoides e de uma injecção de adrenalina para auto-aplicação, chamada Epipen. As crises foram-se sucedendo e eu fui-me deixando dos cuidados iniciais, sabendo que o risco aumentava na proporção do número de ocorrências. Habituei-me a viver assim: crises seguidas de cuidado e muita atenção acompanhadas de uma boa dose de anti-histamínicos, por vezes de corticoide e enervamento qb. Depois... novo “abuso” e nova crise.
Na verdade fui mais do que avisada pelo alergologista de que o edema da glote pode ser imprevisível nas consequências e quando penso nessa possibilidade o desconforto aumenta. Os sintomas têm vindo a aumentar e a sensação de grossura na garganta com rouquidão são os menos simpáticos de todos. Pois são esses que tenho sentido mais intensamente e de forma mais regular.
A minha alimentação passou a ser quase exclusivamente carne, legumes, cereais e tubérculos. Não, não me apetece virar vegetariana. Não tem a menor graça para quem gosta muito de comer... Hoje o meu mal foi assar um chouriço para petiscar antes do almoço e no final comer uns quadradinhos de chocolate. Mas isto... virou um desassossego!!!

sexta-feira, 7 de março de 2008

De novo...

AFÓNICA...! Neste ano lectivo está a tornar-se num hábito muito desconfortável...

quinta-feira, 28 de fevereiro de 2008

Simpósio Internacional Guiledje - 1 a 7 de Março

De 1 a 7 de Março tem lugar, entre Bissau e Tombali, lá para os lados de Cantanhez, o Simpósio Internacional de Guiledje "Na rota da independência da Guiné-Bissau". Mais informações no site ou no site da AD

quarta-feira, 27 de fevereiro de 2008

Corrente "imperfeita"

A Pitucha enredou-me e, nestas coisas entre outras, não devemos contrariar a vontade alheia. Não é fácil esta tarefa que consiste em identificarmos, e contarmos ao Mundo, seis coisas muito nossas que não tenham importância. Pois, como se isso fosse só estalar os dedos e cá vai disto. Fica a tentativa… apesar de tudo:

a) gosto de ouvir falar crioulo, forro, manjaco, entre outros, mas sou incapaz de os aprender e reproduzir…

b) aprecio a constância e maioritariamente rodeio-me do contrário…

c) sento-me asfixiada nas grandes superfícies e tenho uma vontade irrepreensível de carregar num botão imaginário a dizer “eject”…

d) não sou sensível a conversas de diz que disse…

e) não entendo comportamentos de imposição e sobreposição…

f) tenho fascínio pelas coisas simples…

 

Deveria recomendar novos acorrentados… mas voltaria à Pitucha ;-) pelo que aqui deixo as regras sem as cumprir na totalidade…

Os bloggers devem seguir algumas regras…

1. Colocar o link para a pessoa que nos "marcou".

2. Colocar as regras no blog.

3. Partilhar 6 coisas sem importância sobre nós.

4. Marcar mais 6 pessoas no final.

5. Avisar estas pessoas deixando um comentário nos seus blogs.

 

 

A Vida

Filosofias à parte, a vida é uma coisa pouco linear, diria mesmo de grande complexidade. E quanto mais a tentamos simplificar mais ela se revela de forma enredada e labiríntica.

sábado, 23 de fevereiro de 2008

Coisas da Vida

Para mim, é cada vez mais difícil trabalhar sobre pressão com prazos não para ontem como se costuma dizer mas sim para há um ano atrás e sem que, na realidade, o atraso fosse da minha responsabilidade. É como se estivesse a ser penalizada e condenada a passar dias de castigo por um erro que não cometi. Parece-me injusto que, num dia de chuva como o de hoje em que me apetecia simplesmente ficar sentada no sofá com o cão aos meus pés a olhar para os fios de água que continuam a cair, tenha de permanecer agarrada ao computador a fazer tratamento de dados. Mas esta é a vida e não há como fugir dela. Uma coisa me alegra a alma: nesta fase todo o meu pensamento se centra na Guiné-Bissau e o meu horizonte aponta para São Tomé :-)

Em: PALAVRAS EM VIAGEM

Palavras de António Bonsoso sobre sonhos e São Tomé e Príncipe em Palavras em Viagem, um blog para ler e revisitar sempre.

ILHÉU DE SONHO
O meu sonho é uma Ilha
Longe no meio do mundo
Um país de maravilha
Carácter e bem profundo.

Se não for a ilha toda
Ao menos um bom ilhéu
De coqueiros e palmeiras
A separar-me do céu.

Que ali caibam os meus amigos
Livres de toda a ganância
Aceito até inimigos
E outros sem importância.

Um ilhéu de feição única
Muita verdade a sorrir
De roupa só basta a túnica
Quanto trabalho a fingir.
Utopia verdadeira é este sonho maluco
Não se alcança tal ilhéu
Nem bem longe nem tão perto,
Sem petróleo e tanta inveja
Dos homens que sei ao certo
Possuírem tal dom.
Um ilhéu de sete letras uma ilha de palavra
São Tomé a crer sem ver
Em Cristo Senhor do mundo,
Honrando o abraço dos Homens
Na sua cruz Moribundo.

António Bondoso – Fevereiro de 2008

quarta-feira, 6 de fevereiro de 2008

Ecoturismo no sul da Guiné-Bissau


Para quem se interesse pela temática do Ecoturismo, por África em geral, e pela GuinéBissau em particular, acabou de ser editado o "ESTUDO DAS POTENCIALIDADES E DOS CONSTRANGIMENTOS DO ECOTURISMO NA REGIÃO DE TOMBALI" (sul da Guiné-Bissau), acessível on line e em formato pdf, um dos instrumentos do Projecto U'Anan (Construir o Desenvolvimento Comunitário Sustentável na Região de Tombali: Ecoturismo e Cidadania), Edição de Instituto Marquês de Valle Flôr (IMVF) e Acção para o Desenvolvimento (AD), do qual sou a autora (depósito legal 270483/08).

Manual de sobrevivência em meios socialmente hostis

Presenciando cenas pela manhã bem cedo recordo uma pessoa que conheci em São Tomé e Príncipe há uma eternidade e de quem perdi o rasto há ...