domingo, 31 de outubro de 2004

Maputo

Vista parcial e semi-aérea de Maputo.
Parcial porque mostra uma das partes mais bonitas (em minha opinião).
Semi-aérea porque resultou da varanda de um 8º andar, se não estou em erro.
Cidade bonita e estranhamente indesejada. País onde vivi momentos e experiências contraditórias, marcadas pela oposição permanente entre o desejo e o abandono, como se fossem faces necessárias da mesma moeda.



Maputo, 1998

Posted by Hello

Os preferidos

Os meus chás e infusões preferidas dependem do estado de espírito, mas os que me são normalmente indispensáveis são:
- Verde (de folhas pequenas porque não abre tanto quanto o de folha grande);
- Jasmim (muito aromático e perfumado, é particularmente reconfortante para a alma e o coração);
- Cidreira (saboroso e tradicional);
- Camomila (tem um paladar adocicado e é mais tranquilizante do que o de tília, que não faz as minhas preferências);
- Menta (para momentos especiais porque pouco calmante, deve-se beber a dois porque é muito aromático e consequentemente inspirador...);
- Lúcia Lima (óptimo para beber à tarde);
- Príncipe (excelente para o estômago, apesar dos santomenses dizerem que é uma bebida só para homens, pelas propriedades e efeitos que neles desencadeiam... e que supostamente serão opostos nas mulheres, que o devem evitar - bem... eu nunca senti nada em especial...).

Chás

Beber chá é uma prática magnífica que, se assim o desejarmos, podemos transformar num ritual. Aprendi isto em São Tomé. É verdade que já era uma adepta da bebida, desde que me lembro de existir e em minha casa todos sempre brincaram acerca disso - afinal era mais um aspecto que me marcava pela diferença.
Sempre gostei de chá, até do preto bebia, mas as infusões fazem as minhas preferências. Os pacotinhos só me serviam mesmo quando não havia genuínos, com folhas, daqueles que somos nós que doseamos a quantidade, em função de o querermos mais forte e aberto ou mais suave, e que depois temos de coar para que as flores ou as folhas não passem, apesar de, no fundo da chávena, ficar sempre um depósito.
É magnífica a dedicação que o chá exige para ficar no ponto - nem demasiado escuro nem demasiado águado. Primeiro aquece-se a água e deixa-se que ferva, colocam-se as folhas desejadas, eventualmente com flor, dependendo do tipo de chá que estejamos a preparar, desliga-se o lume porque a temperatura só por si é suficiente e não necessita de mais fervura. E podemos ali ficar, a olhar, a perceber a mudança de cor decorrente da troca de componentes entre a água e a planta, a sentir o aroma perfumado, absolutamente inspirador e reconfortante.
Coar o chá para uma chávena, de preferência de porcelana e pintada à mão (o que não havia em São Tomé...) e ouvir o som musical do chá a encher a chávena. Bebê-lo sem açúcar, quentinho transmite uma sensação de conforto inigualável. E estando sózinhos, podermos envolver a chávena com as mãos e sentir o calor que chega, fecharmos os olhos e recostarmo-nos num sofá confortável, perto de uma janela, e ver a chuva cair, forte e batida pelo vento, quando atrás de nós uma lareira crepita...
O chá e as suas familiares tisanas são elementos indispensáveis na minha vida, sem as quais não me imagino a terminar um dia, sobretudo se estiver frio...

sábado, 30 de outubro de 2004

Annobón, a alucinação do grupo

Annobón foi um passeio magnífico mas, a dada altura, alguns dos participantes decidiram, vá-se lá perceber porquê, tentar convencer-me a alterar o campo de estudo da minha tese de doutoramento. Turismo ecológico em São Tomé e Príncipe? Que ideia, o potencial turístico estava ali mesmo.
Eu sei, era a mais nova do grupo, cuja média etária rondava os 50 anos (excluindo-me, claro), era dos poucos que tinha decidido ir sózinha (sem par), ou que não o tinha de forma oficial (o que não quer dizer que não tivesse e que os outros não soubessem). Além disso, era tida como tendo mau feitio (leia-se, refilona), mas na verdade ria-me sempre mais do que respondia, sobretudo quando tinha vontade de o fazer, e por isso todos tendiam a abusar com as brincadeiras, para ver até onde podiam mesmo esticar a corda. Ou seja, os mais velhos do grupo - um médico e um alto responsável pela cooperação no arquipélago - decidiram que eu deveria manter-me por Annobón, mesmo contra a minha vontade.
O estratagema estava montado - eu tinha decidido ir até APOT, fazer uma caminhada, mas o ritmo do militar sorridente não me permitiu chegar ao destino, pelo que, depois de muitas vezes me sentar no chão para comer uma manga, apelando aos deuses das florestas para que as cobras não tivessem curiosidade acerca da minha pessoa, decidi retornar. E foi a única altura em que andei sem vigilante - a descida de APOT até ao centro da terra, para me reencontrar com os outros. Mas quando cá cheguei abaixo, já tinha uma moça à minha espera. Pois como é que ela comunicou com o outro, numa ilha que nem telefone tem, isso não sei.
A moça encarregou-se de me levar até à pista, onde os outros tinha abancado a comer lagosta, presunto pata negra, queijo da serra e outras delícias importadas, que o Lima tinha preparado para o nosso repasto, com toda a atenção. É verdade, eles estavam todos dentro do avião porque em Annobón só havia um café que não tinha água, cerveja ou qualquer refrigerante. Nem percebi porque é que estava aberto e com gente sentada nas mesas. Por isso, não valia a pena ficarem no café à espera dos mais destemidos e resistentes que chegaram a APOT, quando dentro do avião tinham tudo para passar um bom bocado.
Cheguei ao avião e a festa foi total - eles tinha estado a combinar a melhor forma de me deixarem lá, até porque havia a praia dos amores e assim eles teriam de regressar a Annobón de 15 em 15 dias pata me levarem alimentos, jornais e qualquer coisa que eu pedisse. O argumento era simples - eu queria estudar a implementação do turismo ecológico, num país onde o segmento se estivesse a implementar, não tinha nada que me prendesse fora de Annobón (pensavam eles... ou se calhar esperavam apenas a confirmação, mas eu não a dei), as potencialidades ali eram infinitas e a população muito afável.
Foi um estrafego o meu final de dia, o retorno a São Tomé e os dias que se seguiram. Não havia condições, nem ouvidos que aguentassem. E os músculos da minha face já se queixava, de tanto sorrir para não lhes responder. A um deles, o médico, não podia responder torto, afinal ele era uma das minhas referências, eu simpatizava muito com ele e era uma pessoa super disponível, apesar de ter entrado naquela brincadeirinha chata e que me parecia não ter fim. O outro era um fulano enigmático, que nunca cheguei a compreender, nem a função dele por lá, nem o grau de influência que tem sobre as diferentes comunidades. Além do mais, eles testavam a minha capacidade de reacção e eu não lhes dei o prazer de me ver desatinada, desorientada, enfurecida com a vida e o mundo.
Mas às vezes as brincadeiras não têm fim e as pessoas não sabem parar nos limites porque não os reconhecem, isso é verdade... E Annobón foi uma excelente experiência de conhecimento, de percepção de uma realidade tão diferente, onde o presidente regional se vem despedir dos passageiros e vê-los embarcar, porque é uma honra ter 12 turistas na ilha, e uma garantia de não intrusão. O estrangeiro é bem vindo, desde que parta e que não permaneça, mesmo que tenha dinheiro para gastar. Afinal por ali não há simplesmente nada para comprar porque ninguém vende nada. É a economia mais primária que conheci - produz-se e consome-se, não há trocas.
Foi engraçado mas muito estranho... e vim com a certeza que um dia, aquilo que poderia ser um paraíso vai ter de mudar...

Grizabella, the glamour cat

E quando Grizabella entoou aquela magnífica canção, "Memory", eu, que já estava rendida à beleza perfeccionista do espectáculo, emocionei-me, porque não era possível deixar de o fazer.
Dias bons que foram e que deixaram lembranças e que continuamente recordamos.
Memórias de pessoas e de momentos que procuramos reavivar e voltar a viver.
Tentativas de renascer para um "novo dia" após uma má experiência.
Grizabella, a gata glamorosa é posta de parte pelo resto do grupo de gatos Jellicle por, há uns anos atrás, ter optado deixá-los, com o objectivo de conhecer e explorar o mundo exterior, novo para ela e sedutor. Agora que regressou, sem o glamour e a beleza dos tempos idos, cansada, desgastada e sózinha, o grupo tem relutância em aceitá-la. Por isso, sózinha e iluminada pelo luar, canta na esperança de renascer para uma nova vida. Os Jellicle acabam por aceitá-la, por decisão do Old Deuteronomy, um sábio e reconhecido gatarrão, enorme, experiente, simpático e ponderado, que a escolhe para que ela possa renascer.
No final, Old Deut explica aos humanos como lidar com os gatos. Afinal, "os gatos são muito parecidos convosco". É preciso dar tempo ao gato, que é independente, para que a amizade cresça, para que ganhe confiança, para que se sinta confortável. No início, os gatos mostram-se desconfiados e relutantes porque são orgulhosos. Os gatos têm três nomes - o nome que utilizam no dia-a-dia; o nome mais distinto; o nome secreto... E há tipos de gatos como há tipos de pessoas.
E afinal, Old Deut tinha razão, os gatos têm parecenças com os humanos...
Aqui fica a canção que me emocionou (e aos meus vizinhos de fila também que limpavam discretamente os olhos), quem sabe por todos nos reconhecermos nela. E de que maneira...
"Daylight, see the dew on a sunflower
And a rose that is fading
Roses wither away
Like the sunflower
I yearn to turn my face to the dawn
I am waiting for the day
Now Old Deuteronomy just before dawn
Through a silence you feel you could cut with a knife
Announces the cat who can now be reborn
And come back to a different Jellicle life
Memory, turn your face to the moonlight
Let your memory lead you
Open up, enter in
If you find there the meaning of what happiness is
Then a new life will begin"

Memory

"Midnight, not a sound from the pavement
Has the moon lost her memory?
She is smiling alone
In the lamplight the withered leaves collect at my feet
And the wind begins to moan
Memory, all alone in the moonlight
I can smile at the old days
I was beautiful then
I remember the time I knew what happiness was
Let the memory live again
Every street lamp seems to beat
A fatalistic warning
Someone mutters and a streetlamp gutters
And soon it will be morning
Daylight, I must wait for the sunrise
I must think of a new life
And I mustn’t give in
When the dawn comes tonight will be a memory too
And a new day will begin
Burnt out ends of smoky days
The stale cold smell of morning
The streetlamp dies, another night is over
Another day is dawning
Touch me, it’s so easy to leave me
All alone with the memory
Of my days in the sun
If you touch me, you’ll understand what happiness is
Look, a new day has begun"
(Music: Andrew Lloyd Webber.Lyrics: Trevor Nunn, after T.S. Eliot.Show: "Cats" (1981/1992)

Gatos 2

"Os gatos são ao mesmo tempo reservados, hipersensuais, frios, quentes, completamente elásticos e misteriosos"
(Gillian Lynne)

Gatos 1

"Somos fascinados pelos gatos por muitos motivos mas talvez o principal seja porque, de uma forma misteriosa, nos permitem ver-nos a nós próprios de uma forma mais clara"
(Trevor Nunn)


Cats (Andrew Lloyd Webber)

Ontem vi o Cats no Coliseu. Qualquer qualificativo é insuficiente para exprimir uma avaliação correcta. É fantástico, fenomenal, perfeito. Bem dançado, bem cantado, com um excelente enquadramento. A ver e a rever. O mais possível e sempre que houver possibilidade. Já que ainda estarão por cá durante Novembro, não percam. Vejam o site oficial

I will survive

"At first I was afraid
I was petrified
Kept thinkin' I could never live without you by my side;
But then I spent so many nights
Thinkin' how you did me wrong
And I grew strong"

(Gloria Gaynor)

sexta-feira, 29 de outubro de 2004

Lago Apot, Annobón

Lago APOT, o nosso objectivo, pelo qual tivemos de pagar; até ao qual fomos acompanhados pelo "nosso" sorridente militar; o tal que é a cratera de um vulcão. Fantástico, apesar do percurso ser apenas para os audazes...


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Vista Parcial, Annobón

Vista parcial de Annobón - podia ser um paraíso no Golfo da Guiné, podia ser turístico, podia ser dinâmico e a comunidade podia viver bem. Mas não...


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Passeio pela rua principal de Annobón, paralela à praia e ao barco que ali encalhou e ali ficou...


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Praia dos Amores

Chegada a Annobón - a "Praia doa Amores" - linda linda linda de morrer, a cor da água é real, o enquadramento uma ternura e a principal vantagem - como tudo em Annobón, é deserta. O senão, estar sempre acompanhado pelo simpático militar (ou por outra pessoa qualquer que nos vigie todos os movimentos)


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Aeroportos

A inspiradora pista do aeroporto de São Tomé e Príncipe...


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quinta-feira, 28 de outubro de 2004

Annobón - a decisão

A visita a Annobón foi preparada com cuidado e idealizada ao pormenor, pelo que a expectativa era grande. Faz agora mais ou menos dois anos. Estava em São Tomé a preparar a minha pesquisa de doutoramento e as actividades de fim de semana alegravam os nossos dias porque fazíamos sempre algo diferente, para que o tédio não nos vencesse. Há que referir que em São Tomé não há dinamismo cultural - o cinema é uma miragem, o teatro um sonho, livrarias... o que é isso?, discotecas só duas, cibercafés uma inovação, galerias de arte, apenas uma, a luz nas ruas da capital tem 4 anos e a televisão resume-se ao brilhantismo da programação da RTPInternacional... e não é preciso dizer mais nada...
As actividades de fim de semana eram mesmo integradas em meio natural - praia, o mais possível, caminhadas pela floresta e visita a roças, mas que de tão degradadas que estão, quase nem serve de passeio cultural.
O grande dinamizador do nosso lazer tinha vindo de férias para Portugal e o marasmo aparecia na cara de todos, sobretudo dos que adoptavam de forma sistemática o lamento como forma de vida, o comentário e a crítica da vida alheia como estratégia. E eis senão quando, os mais velhos se organizaram e propuseram a alguns de nós uma sexta feira diferente. A ideia era fretar a avioneta da Air São Tomé e fazermos uma incursão à Guiné Equatorial, a uma ilha famosa pela beleza das águas e pela pobreza do povo, Annobón, que terá sido uma ilha portuguesa que fora negociada com os espanhóis em plena época expansionista.
Um deles, que ficou como o organizador do dia, juntou passaportes e responsabilizou-se pelos vistos, reuniu os cheques para pagar o avião e combinou com o Lima, famoso pelos bigodes que tem e pelo restaurante com o nome que lhe faz jus, o almoço, fenomenal para um catering de avião... até lagosta e presunto pata negra havia. Fomos bem tratados pela organização, é um facto.
E lá fomos, numa 6ª feira. O ponto de encontro foi a porta das partidas nacionais do aeroporto de S. Tomé, onde embarcámos em conjunto com a missão da Força Aérea que ia voar para o Príncipe nessa manhã.
O voo foi suave, houve mesmo quem dormisse. Eu, claro está, ia atarefadíssima a tirar fotografias à paisagem porque, de facto, a costa santomense é muito bonita, muito mesmo. Vi as roças do sul, a foz dos rios, o ilhéu das rolas e o cão grande. Foi fantástico e aquele voo ficará para sempre na minha memória. A chegada a Annobón parecia um sonho porque, se nos costumávamos queixar da pista de STP, pois a de Annobón era surreal porque tinha ligação com o centro da aldeia e com as praias, e para agravar a alucinação expectante, tinha escavadoras e outros meios de construção civil no meio.
(continua)

quarta-feira, 27 de outubro de 2004

Significado dos Nomes

Todos os nomes têm um significado e falam um pouco do que somos. Eu reconheço-me no meu. Vejam o Dicionário dos Nomes.
O meu (Brígida) significa "grandeza e força" e deriva do celta Briganti ou de uma latinização do irlandês Brighid - só pode ser ao nome que vou buscar tamanha resistência.

Malmequer Mentiroso

Malmequer Mentiroso é um nome inspirador para uma florista. E para quem a frequenta também. Farto-me de rir sempre que penso neste nome. Mas leiam... e veja o link
"Ó malmequer mentiroso
Quem te ensinou a mentir
Tu dizes que me quer bem
Quem de mim anda a fugir

Desfolhei um malmequer
Num lindo jardim de Santarém
Malmequer, bem me quer Muito
longe está quem me quer bem

Coitado do malmequer
Sem fazer mal a ninguém
São todos a desfolhá-lo
Para ver quem lhe quer bem

Malmequer não é constante
Malmequer muito varia
Vinte folhas dizem morte
Treze dizem alegria"

Ecopedagogia

- O que é a ECOPEDAGOGIA e para que serve? - costumam perguntar-me, com ar semi-duvidoso, semi-crítico, sempre que falo a alguém no último campo de estudo que me suscitou interesse para uma nova investigação em África.
Na verdade, os temas que gosto de estudar são considerados para muitos como alternativos e leves. Mas eu não me importo que façam essas avaliações.
Francisco Gutiérrez, a quem se deve o termo “ecopedagogia” relaciona-o outra expressão "promover" desenvolvimento ou seja “facilitar, acompanhar, possibilitar, recuperar, dar lugar, compartilhar, inquietar, problematizar, relacionar, reconhecer, envolver, comunicar, expressar, comprometer, entusiasmar, apaixonar, amar”, resultando numa aprendizagem integrada entre grupos humanos e meios naturais.

terça-feira, 26 de outubro de 2004

Em Annobón,

a saga continuou... até para tirarmos fotografias, precisámos de nos fazer acompanhar por um papel que formalizava a autorização... e, claro está, sempre acompanhados pelo militar, que era simpático e pacífico, mas que não nos largou, nem por um minuto, até para nos indicar quais eram as melhores mangas.
O militar era simpático e sorridente, fez quase sempre o papel do guia turístico que por lá não havia. Explicava-nos todos os pormenores, chamava a atenção para particularidades dos percursos, indico-nos as melhores praias. Mas não nos largou... e quando tentámos tirar fotos a monumentos, ele explicou-nos calmamente que não podia ser...
E esquecia-me de referir... as autorizações eram pagas... claro!


Posted by Hello

Manual de sobrevivência em meios socialmente hostis

Presenciando cenas pela manhã bem cedo recordo uma pessoa que conheci em São Tomé e Príncipe há uma eternidade e de quem perdi o rasto há ...