sexta-feira, 2 de janeiro de 2009

Apelo

Olha, ouve uma coisa e vê se a interiorizas de uma vez por todas: o passado ficou lá atrás, sabe-se lá onde e também não quero nem saber, mas uma coisa é certa e mais do que verdadeira: o que foi não volta. Por carga de água alguma. Por mais que chova ou faça sol. E mesmo que os anjos e os querubins aparecessem com os seus caracóis loiros e bem delineados a tocar harpa e a cantar. Deixa! Deixa ir o que foi, ou poderia ter sido, ou se calhar nunca deveria. Esquece. Assopra, apaga, pinta por cima, varre ou simplesmente fecha a gaveta que teimas dizer que ficou aberta à espera que eu voltasse atrás para arrumar a desordem que criaste. Carrega no off e vai dormir, ou passear, ou ver as estrelas quando o nevoeiro passar. Mas faz qualquer coisa de útil e produtivo sem ser buzinar nos meus ouvidos a mesma lenga-lenga de sempre. Por favor, lê e interioriza. Porque sabes o que mais? Nem sequer acredito numa das palavras que escreves.

 

quinta-feira, 1 de janeiro de 2009

2009 em força

2009 começou em grande. Hoje é dia 1 e cá estou eu cheia de força e de ideias. Este é o maior dos deslumbramentos: a capacidade humana de sonhar e realizar!!! :-)

quarta-feira, 31 de dezembro de 2008

Adeus 2008; Até já 2009...

Não posso dizer que 2008 tenha sido um mau Ano. Não foi. Mas poderia ter sido muito melhor. Ainda ficou muito por realizar: novos projectos; novas missões; sonhos e ideais. Que venha 2009 com alegria...

terça-feira, 23 de dezembro de 2008

segunda-feira, 15 de dezembro de 2008

domingo, 14 de dezembro de 2008

1º Encontro Internacional de Desenvolvimento Local, STP, 4 a 9 de Abril de 2009


Desagradável recordação

Acordou com uma estranha e desagradável recordação: fazia dez anos que se armara em aventureira apostando num futuro incerto no qual, apesar de tudo, quis acreditar que tinha todos os ingredientes para resultar em felicidade. Enganara-se, afinal. Aquela viria a ser a pior aventura pela qual passara. Naquela altura, face aos sinais e aos indícios, jamais poderia ter pensado que cada minuto que viveria naquelas terras do sul seria tão dramático e angustiante. Acredito que se fosse hoje viveria tudo com um distanciamento muito maior, não arriscaria 1 segundo da sua vida por uma história de filme, nem acreditaria sequer numa palavra do que ouvira dez anos antes. O tempo é prodigioso, apesar de tudo. E ao acordar apercebeu-se que aquele episódio dantesco parecia ter acontecido há uma eternidade.

 

sábado, 6 de dezembro de 2008

Ecoturismo em Cantanhez, Guiné-Bissau

Vale a pena clicar na imagem para a aumentar, mas também
disponibilizado pela ONG guineense Acção para o Desenvolvimento (AD)

1 ano e dois meses

Bond com um ano e dois meses, e ainda com margem para crescimento... agigantando...

No Horizonte...

África está no horizonte, uma vez mais. Mas desta vez são vários os horizontes e as Áfricas bem diferentes... Os projectos, esses, mais do que muitos e bem apelativos...

 

Desabafo

Cada vez mais me custa trabalhar com prazos apertados, sempre no limite, dependente da colaboração alheia que, à última hora, falha e que aparenta não compreender que o tempo não pode ser mais esticado do que já é. É o que se pode definir como remar contra a maré...

 

domingo, 2 de novembro de 2008

Recato precisa-se

O recato nunca fez mal a ninguém e a discrição também não, pelo menos assim o creio. Ser-se discreto pode parecer um comportamento desadequado nos tempos que correm em que para se ser alguém parece ser necessário ser-se desbocado, acelerado, quase a rasar o treslouco. O que está a dar, dizem alguns, é dar nas vistas. Falar alto e de preferência com palavras grosseiras, dizendo mal de tudo e de todos. Vestir espalhafatosamente e quanto menos convencional melhor. Afrontar os outros no olhar e nos gestos. O que interessa é dar nas vistas, seja como for, utilizando que recursos seja necessário porque no fundo o que conta são os fins e não os meios. Pensam alguns e assim vivem. Pois eu não acho. Na verdade, temos dois olhos, dois ouvidos e apenas uma boca. E esta proporção tem certamente uma explicação mais do que certeira!!!

 

quarta-feira, 15 de outubro de 2008

Sob a confortável capa do anonimato

Eu sei que é uma opção e, nestas coisas tal como em outras, não devemos nem podemos forçar ninguém a fazer o que não quer. Mas seria muito mais interessante sabermos com quem trocamos ideias. Comentar qualquer coisa refugiando-se na figura do anonimato é confortável, reconheço e tenho mais é que aceitar já que o sistema o permite. Mas sinceramente... cá para nós que ninguém lê preferia saber com quem discuto estas coisas do desenvolvimento, dos países africanos e das diferentes perspectivas quando olhamos para os outros ou para as paisagens. Aliás, prefiro saber sempre quem comenta o que escrevo, e quem me lê também. Mas vá... que seja... se há quem prefira manter-se na sombra que se deixe estar. “No problem”. “No stress”. Leve-leve...

domingo, 12 de outubro de 2008

Junto ao Lago V

O encanto daquele lugar era-lhe transmitido por um misto de sensação se segurança, de harmonia equilibrada entre a vida humana e a natureza, e ainda de ideia de permanência. Já sentira isto noutros locais, em ilhas, espaços que sempre a reconfortaram. Estranhou esta sensação, como se estivesse de novo numa ilha só que ao contrário. Ali era a água estava no centro, rodeada de terra, de montanhas e de verde.

 

Junto ao Lago IV

Teve tempo para observar as pessoas, e apreciá-las também. Era algo que gostava de fazer. Calada ia seguindo cada um que por ali passava. Observava as roupas, a forma de andar, a expressão do rosto e a atitude perante a deslumbrante paisagem que os acompanhava. Todos, ou quase, se detinham por fracções de segundo e olhavam para ela enquanto os observava e distraidamente escrevia qualquer coisa sobre o lugar, como se o quisesse registar nos meandros da memória para que, em momentos de maior ansiedade, pudesse fechar os olhos e num ápice tudo voltasse a estar disposto com o mesmo critério de harmonia. O aspecto da maioria era de uma descontracção feliz, como se estivessem envolvidos por uma tranquilidade natural. Ali, o resto do mundo não existia e o momento era vivido intensamente mas com calma e em paz. Ali qualquer um podia ser feliz, desde que quisesse...

Junto ao Lago III

Eu podia viver ali. Gosto de locais onde o tempo passa sem provocar grandes mudanças, onde a mudança se faz de forma quase imperceptível, onde o que mais se sente é a ligeira e melodiosa sonoridade das ondas.

Junto ao Lago II

A humidade que carregava o ar e que encobria a paisagem não retirava o encanto misterioso àquele lugar. Tudo parecia ter sido ali colocado por uma qualquer razão: cada casa; cada pequeno palacete; cada barco; cada pequeno pato. A paisagem tinha um tal equilíbrio que dava a sensação de uma perfeição eternizada.

Junto ao Lago I

Sentada num banco verde de jardim com o lago a menos de dois metros de distância, repleto de patos reais e de cisnes que tranquilamente deslizavam sobre as águas, constatou que uma cidade, vila ou lugar, por mais pequeno que fosse, para ter interesse, tinha de ter um castelo, uma fortaleza ou até ruínas. Algo que guardasse nas memórias a sua História. Ecos de momentos vividos e marcados por emoções, lutas seguidas de harmonias, ansiedades completadas por alegrias, ideias sonhadas e desejos realizados. Mas tinha de ser o reflexo da vida passada e presente, e ainda auspiciar a futura, tal como se passa com as pessoas...

 

Manual de sobrevivência em meios socialmente hostis

Presenciando cenas pela manhã bem cedo recordo uma pessoa que conheci em São Tomé e Príncipe há uma eternidade e de quem perdi o rasto há ...