(Scan a partir da Revista Visão nº 755 de 23 de Agosto de 2007)Um blog sobre a vida. Ilusões e sonhos, venturas, algumas desventuras, muitas realizações com a frustração necessária para alcançar o desejo da felicidade. Uma vida que se pretende feliz e preenchida por vivências sentidas. por Brígida Rocha Brito
domingo, 26 de agosto de 2007
A matança das tartarugas marinhas
(Scan a partir da Revista Visão nº 755 de 23 de Agosto de 2007)quinta-feira, 23 de agosto de 2007
Biblioteca Central de Estudos Africanos
Já está acessível um recurso importante para todos os que se interessam por África: a BIBLIOTECA CENTRAL DE ESTUDOS AFRICANOS, no âmbito do Centro de Estudos Africanos do ISCTESerra de Sintra... de novo a arder!
Será possível? Mas… SERÁ MESMO POSSÍVEL???
A Serra de Sintra, espaço natural de valor incalculável, está de novo a arder e desta vez a coisa está feia. De tal forma que, apesar de a ver ao longe, está distante e o fumo é tal que as janelas estão obrigatoriamente fechadas e o meu nariz começa a ressentir-se espirrando... Mas... SERÁ POSSÍVEL QUE ESTAS ATROCIDADES CONTINUEM A ACONTECER NUM PAÍS QUE SE DIZ DESENVOLVIDO...?! Certamente que, desta vez, a culpa não será o calor excessivo... já que, por estes lados, o verão ainda não se fez sentir como era hábito...
Descobertas
Cântico Negro ou um dos meus poemas preferidos
Estendendo-me os braços, e seguros
De que seria bom se eu os ouvisse
Quando me dizem: "vem por aqui"!
Eu olho-os com olhos lassos,
(Há, nos meus olhos, ironias e cansaços)
E cruzo os braços,
E nunca vou por ali...
A minha glória é esta:
Criar desumanidade!
Não acompanhar ninguém.
Que eu vivo com o mesmo sem-vontade
Com que rasguei o ventre a minha mãe.
Não, não vou por aí! Só vou por onde
Me levam meus próprios passos...
Se ao que busco saber nenhum de vós responde,
Por que me repetis: "vem por aqui"?
Prefiro escorregar nos becos lamacentos,
Redemoinhar aos ventos,
Como farrapos, arrastar os pés sangrentos,
A ir por aí...
Se vim ao mundo, foi
Só para desflorar florestas virgens,
E desenhar meus próprios pés na areia inexplorada!
O mais que faço não vale nada.
Como, pois, sereis vós
Que me dareis machados, ferramentas, e coragem
Para eu derrubar os meus obstáculos?...
Corre, nas vossas veias, sangue velho dos avós,
E vós amais o que é fácil!
Eu amo o Longe e a Miragem,
Amo os abismos, as torrentes, os desertos...
Ide! tendes estradas,
Tendes jardins, tendes canteiros,
Tendes pátrias, tendes tectos,
E tendes regras, e tratados, e filósofos, e sábios.
Eu tenho a minha Loucura!
Levanto-a, como um facho, a arder na noite escura,
E sinto espuma, e sangue, e cânticos nos lábios...
Deus e o Diabo é que me guiam, mais ninguém.
Todos tiveram pai, todos tiveram mãe;
Mas eu, que nunca principio nem acabo,
Nasci do amor que há entre Deus e o Diabo.
Ah, que ninguém me dê piedosas intenções!
Ninguém me peça definições!
Ninguém me diga: "vem por aqui"!
A minha vida é um vendaval que se soltou.
É uma onda que se levantou.
É um átomo a mais que se animou...
Não sei por onde vou,
Não sei para onde vou,
Sei que não vou por aí.
José Régio
quarta-feira, 22 de agosto de 2007
Agosto
Se o mês de Agosto tem sido pouco caloroso para quem está de férias em Lisboa e principalmente nos arredores, a verdade é que pode ser um excelente mês para se trabalhar e dar avanço a assuntos que ficaram pendentes. Apesar de invadida por turistas, a cidade está esvaziada de residentes, o que faz com que o trânsito flua com maior facilidade, mesmo sabendo que só se pode andar a 50 km/h, o que vai parecer um atraso de vida nos meses “normais”. E há sempre lugar para o carro, tanto nos parquímetros como nos parques do centro da cidade. Mas melhor do que tudo isto, os mails chegam a uma velocidade pingada, o telemóvel não toca e o meu trabalho em frente deste magnífico computador avança a passos largos. E eu... ah pois, eu ando feliz!!!
terça-feira, 21 de agosto de 2007
Paciência...
Até quando o corpo pede um pouco mais de alma
A vida não pára
(...)
E o mundo vai girando cada vez mais veloz
A gente espera do mundo e o mundo espera de nós
Um pouco mais de paciência
Será que é tempo que lhe falta pra perceber
Será que temos esse tempo pra perder
E quem quer saber
A vida é tão rara...
Mesmo quando tudo pede um pouco mais de calma
Até quando o corpo pede um pouco mais de alma
Eu sei, a vida não pára...
(...)"
João Pedro Pais e Mafalda Veiga
segunda-feira, 20 de agosto de 2007
Luas e luares
Anda pela net a circular uma informação que a ver vamos se é confirmada. Não o acontecimento em si mas a possibilidade de o vermos cá de baixo. Ao que consta, na noite de 27 de Agosto de 2007, portanto dentro de uma semana, Marte será o planeta mais brilhante, aparentando ser tão grande quanto a Lua, nas noites em que está cheia e redonda. Em termos práticos, e para quem possa perceber alguma coisa do que isto significa, Marte ficará a 3465M milhas da Terra, o que só voltará a ocorrer lá para 2287. O aconselhado é que se pare tudo o que se está a fazer e que se contemple o céu porque haverá “duas luas” para nos animarem os pensamentos e aconchegarem os sonhos...
domingo, 19 de agosto de 2007
Recordações
“Fiz uma pausa e fiquei a pensar por um momento. Tinha chegado àquele ponto em que já não me interessava se o que eu estava a dizer fazia ou não sentido. – Sabes, às vezes as pessoas nascem e depois morrem e desaparecem para sempre. Quer dizer, por mais que tentemos recordá-las, começamos a perdê-las a partir desse momento e ficamos apenas com uma coisa feita de fragmentos dessas pessoas, pequenos pedaços de recordações, de sentimentos. – Encolhi os ombros, sob a luz da vela. – E isso é tudo o que nos resta e que temos de guardar.”
Martin Favies in “A Pintora de Plantas”
A Beira...
Foi, pois foi. Uma tristeza sem fim… Enquanto jantávamos estivemos a assistir ao programa na RTP1 sobre a Beira, em Moçambique. Ai... que coisinha má... que desassossego e não poderia ser de outra maneira. Aquilo virou tristeza e... em tempos era a alegria. A vida muda, de facto... e por vezes mais do que algum dia poderíamos pensar...
Jantar de domingo.... Hummmm!!!
Pois é verdade, apesar de não parecer, estamos no Verão e nesta época do ano, é costume por cá fazer-se uns jantares diferentes ao domingo. E assim tem sido desde que os dias passaram a ser maiores. Hoje foi dia. Ou melhor, foi noite. Noite de petisco acompanhado pela magnífica sangria de champanhe. A tal... Pois é verdade, estava mais do que magnífica. Fantástica, saborosa e muito colorida. Hoje, enquanto o pôr do sol acontecia, e sem que desse por ele, dediquei-me a preparar as boas do jantar e a sangria. Como? Raposeira doce, tem de ser doce, 7UP, açúcar qb, mas pouco, framboesas maduras, sem estarem desfeitas, e um pêssego rosa, daqueles de Colares, de roer mas maduro. Hoje não coloquei hortelã mas garanto que ficou... hummmmm!!!
"Dean"
E, uma vez mais, uma das zonas que acolhem a minha preferência está a ser altamente perturbada pelos devaneios de DEAN. A notícia tem sido mais do que publicitada e para mais pormenores, aqui ficam links onde vai havendo actualizações regulares. A esta altura anda pela Jamaica, depois de ter passado pela República Dominicana e Haiti. E aguarda-se que, dentro de horas chegue ao México (Cancun e Riviera Maya, o chamado Yucatan). Locais paradisíacos e que me causam deslumbramento, onde se descansa de forma divertida... as contradições da natureza... ou os malefícios que a Humanidade lhe tem causado...Verdade verdadinha
O macaco mesmo coberto com a pele dum carneiro, é sempre um macaco.
...
Provérbio Africano
sábado, 18 de agosto de 2007
Vidinhas reais...
Há uns dias, em conversa escrita, ele disse-me com ar misto de suspense com sofrimento:
- Não me perguntes nada porque nem eu sei responder...
- Não te estou a perguntar nada... – respondi-lhe. Mas não consegui deixar de pensar sem contudo dizer: “não vale a pena... é que há quem responda por ti... sem que seja preciso perguntar o que quer que seja...”.
Às vezes não consigo perceber se ele quer que lhe pergunte o que se passa de facto, só para o fazer sentir importante, ou se este tipo de diálogos não é mais do que um “fazer conversa” sem sentido. Mas há uma eternidade que perdeu toda a razão de ser, pelo que as perguntas que em tempos fiz porque queria mesmo saber, hoje deixaram de fazer sentido. Além do mais... há quem torne tudo tão explícito como se fosse a coisa mais importante do Universo... que só dá vontade de dizer “Aproveitem!!! Eu tenho mais o que fazer... e não estou virada para confusões fúteis e desnecessárias”. Ah.. vidinhas....
De novo... o fogo!
Muito mais vezes do que gostaria, há alturas em que tenho uma imensa dificuldade em me concentrar para escrever... lá vem mais fumo e eu corro para a janela do outro lado da casa... de novo!!! Desta vez levo comigo a máquina... e agora o fogo reacendeu mas com maiores dimensões... Coincidência? Nem sequer faz muito calor... e dois cigarros na mesma tarde numa praceta tranquila e pacata... parece demais...
Fogo
Todos temos de ter atenção aos fogos e os fumadores um pouco mais do que os outros. Há coisa de duas horas, em frente à minha casa ocorreu mais um incêndio. As dimensões e os estragos não foram grandes, quando comparados com o que acontece noutras regiões. Mas se pensarmos que a zona residencial onde vivo é muito ventosa e rodeada de espaços verdes, a maioria em estado natural (leia-se sem tratamento ajardinado), assusta um pouco olhar pela janela e ver fumo sem fim e labaredas em crescimento. Foi o que hoje aconteceu. Vivo perto dos bombeiros e, uma vez mais, eles foram rápidos e eficientes em controlar a situação fazendo com que o pior ficasse restringido a uma área arbustiva. Mas poderia ter sido muito pior, essa é que é essa. E qual foi a causa...?! Pois é... uma ponta de cigarro aceso que foi atirado para o chão sem qualquer preocupação com os resultados. Inconsciência, portanto...
É assim...
Há coisas que me desconcertam. Não deveria mas, para ser honesta comigo mesma, tenho de o reconhecer. A indiferença para com os problemas dos outros, o centramento da vida e do Mundo num “eu” que se pretende fazer importante, a soberba, a altivez e a arrogância. Conviver com tudo isto não é fácil e torna o dia a dia em qualquer coisa muito desconfortável. Mas por vezes... a vida é assim...
sexta-feira, 17 de agosto de 2007
Porque eu mereço!
É inegável que para uma qualquer mulher, eu incluída, há um prazer irrecusável, insubstituível em determinadas fases da vida, e irresistível: ir às compras. Ver montras pode ser até terapêutico e comprar qualquer coisa que nos fique bem, ou que achamos que sim, faz-nos sentir melhor, outras, renovadas e rejuvenescidas. É bom, o que é que se pode fazer? E hoje foi o meu dia. Vi montras, passeei, fiz compras qb e descontraí-me. Cheguei a casa e tomei um longo banho. Estou infinitamente tranquila... vou jantar e ver um filme. Hoje o dia é por minha conta!!! Publicidade à parte, já estou como os anúncios da L’Oreal... PORQUE EU MEREÇO!
Cepticismo ou realismo...
Enquanto trabalho escrevendo, oiço uma frase na rádio, dita entre duas canções, que me faz regressar à realidade, aos trambulhões: “Também se muda pelos desejos… também se muda pelos sonhos...”. Esta afirmação poderia ser poeticamente encantadora se não tivesse dado comigo a pensar em algumas pessoas que conheço, conheci ou talvez com mais certezas... em tempos, pensei conhecer. Afinal... constato que não passa de um fait divers, de uma banalidade tão real quando os sonhos e os desejos podem ser apenas efémeros porque voláteis...
quinta-feira, 16 de agosto de 2007
Verdade!!!
É sempre uma razão para uma mulher duvidar quando ouve um homem, quem quer que ele seja, dizer: “tens de confiar mais em mim”.
Manual de sobrevivência em meios socialmente hostis
Presenciando cenas pela manhã bem cedo recordo uma pessoa que conheci em São Tomé e Príncipe há uma eternidade e de quem perdi o rasto há ...
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"Líder das mulheres de Cutiá, na Guiné-Bissau, garante fim da excisão genital. Médico local diz que não há certezas" - Jornal EXP...
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Presenciando cenas pela manhã bem cedo recordo uma pessoa que conheci em São Tomé e Príncipe há uma eternidade e de quem perdi o rasto há ...
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Depois de ter regressado a Lisboa, após a minha última incursão a São Tomé, não há dia em que não me lembre das maravilhas do arquipélago, d...