Avançar para o conteúdo principal

JALÉ ECOLODGE... SEMPRE!



Já aqui transmiti o meu contentamento no que respeita ao início de actividade do JALÉ ECOLODGE, projecto que tive o prazer de conhecer desde o momento em que ainda se encontrava na primeira fase de construção, ou seja na altura em que ainda se estavam a construir os bungalows feitos com troncos de coqueiros. Claro que fiquei de imediato rendida: pela beleza da região, pela filosofia do espaço e pelos objectivos que o projecto encerrava, e que foram sendo, ao longo do tempo, prosseguidos.
A ideia de construir um lodge com especificidades muito marcadas no que respeita ao tipo de turismo promovido, às actividades envolvidas e aos resultados esperados, numa região até aqui tão "esquecida" encantou-me: a pequena dimensão do lodge e a limitada taxa de ocupação; as tentativas de exploração local; a procupação com o controle dos impactos ambientais e a necessária protecção de espécies; a valorização do turismo natureza com as vertentes ecológica e pedagógica, onde se podem desenvolver actividades de observação, em contacto directo com a natureza, sendo esta uma região potencial (as praias, a mangrove, o Parque Obô); a dinamização socioeconómica da comunidade residente em Porto Alegre; o aumento de oportunidades para as famílias e... tantos outros aspectos que poderiam ser referidos.
Mas, muito mais contente fiquei quando tive acesso a estes magníficos prospectos de divulgação e, em conversa, percebo que, mais do que o lodge, foi construída uma ponte para passeios pedestres que permite a ligação entre o Rio Malanza e a Praia Jalé (no mapa da região, é uma ligação ponteada a verde). Isto significa que:
1. o passeio de canoa tradicional, com remador local, no Rio Malanza, que em tempos fiz, é uma experiência deslumbrante, pelo enquadramento e paisagem, pela possibilidade de observar espécies, como o macaco, e pela aprendizagem que resulta do contacto com o remador (homem experiente e conhecedor), é uma actividade que está a ser localmente dinamizada,
2. este passeio pode ser associado a outras actividades como as caminhadas em meio misto (passadeira de madeira sobre a água e em terra),
3. a observação e as caminhadas são actividades privilegiadas, promovidas a partir do JALÉ ECOLODGE,
4. de forma associada, a protecção de tartarugas está a ter continuidade na praia Jalé, sendo possível a sua observação.
Um local a reter, portanto!

Mensagens populares deste blogue

Calulu de Galinha, Pato ou Porco

Este post é dedicado à Helena, uma variação do Calulu de Peixe. Proponho a versão de carne que na minha opinião é incomparavelmente melhor. Uma refeição para preparar com tempo e calma, "leve-leve só", para saborear na tranquilidade de uma boa companhia.Recebi agora mais uma informação interessante - na língua local, não se diz Calulu mas sim Cálu ou Kalu, pelo que o termo que utilizamos (e que sempre ouvi em STP) será uma africanização/aportuguesamento absolutamente desnecessária (Obrigada, amigo Alcídio).Receita de CALULU DE GALINHA, PATO OU PORCO, gentilmente cedida por D. Alcinda Lombá (e transmitida pelo Paco)Ingredientes
Galinha, ou pato ou carne de porco fumada);
Folhas (ponto, maquêquê, galo, ótage, olho de folha de goiabeira, quimi, margoso, mesquito, mússua, damina, matrussu, tartaruga...);
óleo de palma;
beringela;
quiabo;
cebola;
tomate;
pau de pimenta;
óssame;
fruta pão;
farinha de mandioca;
Modo de preparação
Picar as folhas todas e em pedaços pequenos (opcional moer ou ama…

O Tubarão de STP – I Parte

Depois de ter regressado a Lisboa, após a minha última incursão a São Tomé, não há dia em que não me lembre das maravilhas do arquipélago, das suas particularidades, as mais apelativas e as outras... que representam riscos, mas que, por essa mesma razão, têm também o seu “quê” de sedução.
O tubarão de São Tomé é uma dessas particularidades, à volta do qual se tecem considerações, se contam histórias e se criam mitos, a maioria sem certezas. Sempre ouvi falar muito acerca do tubarão e nem sei porquê, talvez por ser um animal pouco simpático, que não permite grandes contactos com o Homem e que, apesar de tudo, existe em grande quantidade por aquelas águas. A maioria revelava desconhecimento sobre tipos e quantidade, principais riscos e ameaças, número de ataques e praias onde aparecem mais frequentemente. Mas as conversas evidenciavam sobretudo medo e desconforto. Havia quem: tivesse terror de o encontrar; dissesse já o ter avistado numa passagem de ano no pontão do Marlin, que era inof…