domingo, 2 de novembro de 2008

Recato precisa-se

O recato nunca fez mal a ninguém e a discrição também não, pelo menos assim o creio. Ser-se discreto pode parecer um comportamento desadequado nos tempos que correm em que para se ser alguém parece ser necessário ser-se desbocado, acelerado, quase a rasar o treslouco. O que está a dar, dizem alguns, é dar nas vistas. Falar alto e de preferência com palavras grosseiras, dizendo mal de tudo e de todos. Vestir espalhafatosamente e quanto menos convencional melhor. Afrontar os outros no olhar e nos gestos. O que interessa é dar nas vistas, seja como for, utilizando que recursos seja necessário porque no fundo o que conta são os fins e não os meios. Pensam alguns e assim vivem. Pois eu não acho. Na verdade, temos dois olhos, dois ouvidos e apenas uma boca. E esta proporção tem certamente uma explicação mais do que certeira!!!

 

quarta-feira, 15 de outubro de 2008

Sob a confortável capa do anonimato

Eu sei que é uma opção e, nestas coisas tal como em outras, não devemos nem podemos forçar ninguém a fazer o que não quer. Mas seria muito mais interessante sabermos com quem trocamos ideias. Comentar qualquer coisa refugiando-se na figura do anonimato é confortável, reconheço e tenho mais é que aceitar já que o sistema o permite. Mas sinceramente... cá para nós que ninguém lê preferia saber com quem discuto estas coisas do desenvolvimento, dos países africanos e das diferentes perspectivas quando olhamos para os outros ou para as paisagens. Aliás, prefiro saber sempre quem comenta o que escrevo, e quem me lê também. Mas vá... que seja... se há quem prefira manter-se na sombra que se deixe estar. “No problem”. “No stress”. Leve-leve...

domingo, 12 de outubro de 2008

Junto ao Lago V

O encanto daquele lugar era-lhe transmitido por um misto de sensação se segurança, de harmonia equilibrada entre a vida humana e a natureza, e ainda de ideia de permanência. Já sentira isto noutros locais, em ilhas, espaços que sempre a reconfortaram. Estranhou esta sensação, como se estivesse de novo numa ilha só que ao contrário. Ali era a água estava no centro, rodeada de terra, de montanhas e de verde.

 

Junto ao Lago IV

Teve tempo para observar as pessoas, e apreciá-las também. Era algo que gostava de fazer. Calada ia seguindo cada um que por ali passava. Observava as roupas, a forma de andar, a expressão do rosto e a atitude perante a deslumbrante paisagem que os acompanhava. Todos, ou quase, se detinham por fracções de segundo e olhavam para ela enquanto os observava e distraidamente escrevia qualquer coisa sobre o lugar, como se o quisesse registar nos meandros da memória para que, em momentos de maior ansiedade, pudesse fechar os olhos e num ápice tudo voltasse a estar disposto com o mesmo critério de harmonia. O aspecto da maioria era de uma descontracção feliz, como se estivessem envolvidos por uma tranquilidade natural. Ali, o resto do mundo não existia e o momento era vivido intensamente mas com calma e em paz. Ali qualquer um podia ser feliz, desde que quisesse...

Junto ao Lago III

Eu podia viver ali. Gosto de locais onde o tempo passa sem provocar grandes mudanças, onde a mudança se faz de forma quase imperceptível, onde o que mais se sente é a ligeira e melodiosa sonoridade das ondas.

Junto ao Lago II

A humidade que carregava o ar e que encobria a paisagem não retirava o encanto misterioso àquele lugar. Tudo parecia ter sido ali colocado por uma qualquer razão: cada casa; cada pequeno palacete; cada barco; cada pequeno pato. A paisagem tinha um tal equilíbrio que dava a sensação de uma perfeição eternizada.

Junto ao Lago I

Sentada num banco verde de jardim com o lago a menos de dois metros de distância, repleto de patos reais e de cisnes que tranquilamente deslizavam sobre as águas, constatou que uma cidade, vila ou lugar, por mais pequeno que fosse, para ter interesse, tinha de ter um castelo, uma fortaleza ou até ruínas. Algo que guardasse nas memórias a sua História. Ecos de momentos vividos e marcados por emoções, lutas seguidas de harmonias, ansiedades completadas por alegrias, ideias sonhadas e desejos realizados. Mas tinha de ser o reflexo da vida passada e presente, e ainda auspiciar a futura, tal como se passa com as pessoas...

 

segunda-feira, 22 de setembro de 2008

Chegou o Outono

Chegou o Outono, apesar do calor que parece ter vindo para ficar e que não quer ir embora para outras paragens onde eventualmente seja mais necessário. Que venha o fresco e o nevoeiro, a chuva miudinha, que dizem só molhar os tolos, a folha das árvores a preencher os passeios depois da inevitável queda, o cheiro apetitoso e envolvente das castanhas assadas, as romãs e a marmelada caseira, os bolos quentes e os scones, o chá aromático e reconfortante, as tangerinas, clementinas e outros citrinos, os assados e as receitas reinventadas.

sábado, 6 de setembro de 2008

Fotigrafias do Seminário Internacional, STP 2008

Foi criado um BLOG DE FOTOGRAFIAS do Seminário Internacional “Educação, Ambiente, Turismo e Desenvolvimento Comunitário” realizado em São Tomé e Príncipe em Julho de 2008. Ali pode consultar-se fotografias que retratam um pouco de todos os momentos vividos nos dias que antecederam o evento, no decurso das visitas, nos ateliers e durante as sessões. Este recurso não está terminado já que as actualizações vão ser permanentes até todos os momentos estarem retratados

sexta-feira, 5 de setembro de 2008

Parar

Às vezes, sempre que estava suficientemente cansada para querer o que quer que fosse além de dormir, pensava que deveria deixar o Blog. Nem que fosse temporariamente. Por uns tempos. Para descansar, reflectir, viver até. Precisava de fazer uma paragem para renovação. Talvez tivesse de começar por aquilo que era o seu espelho, a imagem da sua alma. E aí pensou “vou parar, descansar e dar descanso aos outros, aos que por aqui passam”.

 

quinta-feira, 28 de agosto de 2008

Turismo em STP, Programa Latitudes RTPÁfrica

Para quem não viu e tem interesse em ver, o programa LATITUDES com destaque para o TURISMO EM STP, será reemitido no próximo domingo (31 de Agosto) na RTPÁfrica pelas 18h ou na RTP Internacional na 6ª feira dia 29 de Agosto pelas 22h15.

Série TOMBALI, Guiné-Bissau

Rio Cubidjan, Tombali, 2007


Pôr do Sol no Rio Cubidjan, Tombali, 2007


Porto de Cacine, Região de Tombali, 2007


A caminho de Tombali, uma paragem no Saltinho, 2007


Acampamento Nalu, Ilha de Melo, Tombali, 2007

A caminho de Tombali, 2007


Rio Cubidjan, Tombali, 2007

Grupo de Pelicanos, Ilha de Melo, Tombali, 2007


Rio Cubidjan, Tombali, 2007
Pelicanos, Ilha de Melo, Tombali, 2007

"Con" ou macaco-cão, Florestas de Cantanhez, Tombali, 2007


Em resposta a alguns pedidos, e conforme prometido, vão ser colocados alguns registos da Floresta de Cantanhez, região de Tombali no sul da Guiné-Bissau, lá para os lados da fronteira com a Guiné Conacri.
Depois haverá nova série de registos de Bissau e num terceiro momento da região de Cachéu no norte, junto à fronteira com o Senegal.

segunda-feira, 25 de agosto de 2008

Cidade

Brígida Rocha Brito, Cidade de São Tomé, Julho 2008

Fé

Brígida Rocha Brito, cidade de São Tomé, Julho 2008

Da janela

Brígida Rocha Brito, Jalé Ecolodge, Julho 2008


Brígida Rocha Brito, Roça de S. João, Julho 2008


Brígida Rocha Brito, Vila da Madalena, Julho 2008


Brígida Rocha Brito, São Tomé e Príncipe, Julho 2008

Abrindo coco

Brígida Rocha Brito, A caminho de Malanza, São Tomé e Príncipe, Julho 2008


Brígida Rocha Brito, Praia das 7 Ondas, STP, Julho 2008

10 meses e 3 semanas










sábado, 23 de agosto de 2008

Novas fotos de STP

No Caminhadas e Descoberta em STP há novos registos fotográficos de como se vive em São Tomé e Príncipe. Outros olhares com perspectivas das mãos que trabalham. O autor: António Ferreira de Sousa que, como tem vindo a ser hábito, disponibiliza imagens únicas.

Manual de sobrevivência em meios socialmente hostis

Presenciando cenas pela manhã bem cedo recordo uma pessoa que conheci em São Tomé e Príncipe há uma eternidade e de quem perdi o rasto há ...