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Dia do Pai, com atraso...

Ontem passei por aqui de fugida. Apetecia-me falar contigo e, por isso, não te escrevi. Falámos longamente, de forma subentendida e tranquila, envolvidos pelo silêncio reconfortante de um final de tarde solarengo. Ontem foi um dos teus dias e foi bom rever-te através do pensamento, chamar-te para junto de mim, abraçar-te e dizer-te algo que tu bem sabes, espero: que gostava muito de ti, apesar de “seres tão feio”, que eras o “meu girassol”. Lembrei-me de como era reconfortante, em pequena, dizer “olha que vou chamar o meu pai”, como se fizesses parte de uma rede que me suportava e me dava segurança. Na verdade davas! Ainda continuas a dar e, por isso, tantas vezes me apetece voltar a dizer “olha que vou chamar o meu pai”. Lembro-me de ti todos os dias e, de quando em vez, chamo-te para junto de nós, para nos apaziguares e nos reconfortares porque, na verdade, fazes-nos uma falta inimaginável. Ontem foi Dia do Pai, e tu foste o melhor Pai de todos os Pais.

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Calulu de Galinha, Pato ou Porco

Este post é dedicado à Helena, uma variação do Calulu de Peixe. Proponho a versão de carne que na minha opinião é incomparavelmente melhor. Uma refeição para preparar com tempo e calma, "leve-leve só", para saborear na tranquilidade de uma boa companhia.Recebi agora mais uma informação interessante - na língua local, não se diz Calulu mas sim Cálu ou Kalu, pelo que o termo que utilizamos (e que sempre ouvi em STP) será uma africanização/aportuguesamento absolutamente desnecessária (Obrigada, amigo Alcídio).Receita de CALULU DE GALINHA, PATO OU PORCO, gentilmente cedida por D. Alcinda Lombá (e transmitida pelo Paco)Ingredientes
Galinha, ou pato ou carne de porco fumada);
Folhas (ponto, maquêquê, galo, ótage, olho de folha de goiabeira, quimi, margoso, mesquito, mússua, damina, matrussu, tartaruga...);
óleo de palma;
beringela;
quiabo;
cebola;
tomate;
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óssame;
fruta pão;
farinha de mandioca;
Modo de preparação
Picar as folhas todas e em pedaços pequenos (opcional moer ou ama…

O Tubarão de STP – I Parte

Depois de ter regressado a Lisboa, após a minha última incursão a São Tomé, não há dia em que não me lembre das maravilhas do arquipélago, das suas particularidades, as mais apelativas e as outras... que representam riscos, mas que, por essa mesma razão, têm também o seu “quê” de sedução.
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