
Não gosto deste dia mas reconheço que, em muitos lugares deste mundo globalizado, faz sentido comemorar certas datas. Marcar este dia como diferente dos outros é reforçar a discriminação que pode existir, ou que existe de facto. E é por isso que, ano após ano, continuo a não gostar. Mas entendo, também cada vez mais, a razão da sua existência.
Em muitos locais do mundo, a mulher não é reconhecida como igual em direitos sendo vista como um acumular de obrigações e de deveres sobre a qual recaem todas as tarefas e mais algumas, por mais pesadas e dolorosas que sejam. E estas são mulheres trabalhadoras, lutadoras, responsáveis, e responsabilizadas desde muito cedo, companheiras, amantes e mães. São elas que sustentam a família e que mantêm a ordem no lar. São incansáveis na procura de uma vida melhor e de conforto para os seus sem que, em muitas situações, tenham tido a possibilidade de os escolher. São conformadas e dedicadas, são seres excepcionais em abnegação e entrega. E, além de tudo isto e muito mais, ainda cantam e, sempre que podem dançam, rindo abertamente porque, se não levarem o dia a dia com a alegria dos tempos de meninas em que tudo era sonho, a vida torna-se um fardo demasiado pesado para ser suportado.
A estas mulheres, um feliz dia!!!