E o céu estava ali, mesmo à frente dos meus olhos, azul, claro, confiante, com umas pinceladas brancas bem espaçadas. O mar contrastava nas tonalidades. Escuro, denso e profundo, mas igualmente tranquilo. Visto daqui parecia-me mais um grande lago. Imenso e infinito. E senti-me em paz. Gosto mesmo de olhar pela janela rasgada do escritório onde passo horas e horas desta minha existência. Não me queixo, nem posso. Nem devo. Não seria justo. E só se aqui estivessem é que entenderiam o que digo. É que, se ao fundo vejo um mar fantástico e misterioso, nas proximidades quem me faz companhia é uma enorme árvore que, de ano para ano, está maior. Até parece que quer alcançar o céu e tocá-lo. Como se precisasse de ficar em paz. Mas para quê? Esta é a minha harmonia, da proximidade à distância...
Um blog sobre a vida. Ilusões e sonhos, venturas, algumas desventuras, muitas realizações com a frustração necessária para alcançar o desejo da felicidade. Uma vida que se pretende feliz e preenchida por vivências sentidas. por Brígida Rocha Brito
quarta-feira, 11 de outubro de 2006
Imagem de Paz
Manual de sobrevivência em meios socialmente hostis
Presenciando cenas pela manhã bem cedo recordo uma pessoa que conheci em São Tomé e Príncipe há uma eternidade e de quem perdi o rasto há ...
-
Depois de ter regressado a Lisboa, após a minha última incursão a São Tomé, não há dia em que não me lembre das maravilhas do arquipélago, d...
-
Nem sempre a vida nos sorri - pensava Lai, sempre que recordava Mi e tudo o que viveu em Moçambique – Muitas vezes, sem nós percebermos de i...