É engraçado como, de vez em quando, se dava conta que tinha uma incomparável capacidade de apagar emocionalmente algumas pessoas, fazendo com que o seu estatuto passasse de “insubstituível e imprescindível para todos os momentos” a “involtável”. Depois tinha outra capacidade, a de aguentar “quase toda a sacanagem do insubstituível e imprescindível” durante um período de tempo mais longo do que seria admissível em tal circunstância, até adquirir uma incapacidade difícil de alterar: “intolerância para com a possibilidade de reencontro para viver uma nova sacanagem com o mesmo que antes fora insubstituível e imprescindível”. Se a incapacidade adquirida fosse respeitada, então tudo poderia correr sobre rodas, havendo até a possibilidade de se relacionarem na esfera do não envolvimento emocional e afectivo. Mas uma vez o limite ultrapassado, tudo ficaria estragado. “É engraçado, como às vezes ainda nos conseguimos surpreender a nós próprios ao nos analisarmos”, pensava.
Um blog sobre a vida. Ilusões e sonhos, venturas, algumas desventuras, muitas realizações com a frustração necessária para alcançar o desejo da felicidade. Uma vida que se pretende feliz e preenchida por vivências sentidas. por Brígida Rocha Brito
sexta-feira, 19 de maio de 2006
É engraçado...
Manual de sobrevivência em meios socialmente hostis
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