Avançar para o conteúdo principal

Recomendações Conferência Internacional sobre Tartarugas Marinhas São Tomé

FOR IMMEDIATE RELEASE:

Contactos:

Manuel Jorge de Carvalho do Rio

Director executivo

ONG MARAPA – Mar Ambiente e Pesca Artesanal

CP 292 S. Tomé – São Tomé e Príncipe

Tel./Fax: (239) 22 27 92 / 91 66 81

marapa@cstome.net / ong.marapa@gmail.com

 

Entrega das Recomendações da Primeira Conferência Internacional sobre Tartarugas Marinhas em São Tomé.

São Tomé - 11 de Fevereiro de 2006 -   Foi entregue ontem ao Ministro do Ambiente, Infra-estruturas e Recursos Naturais, Eng. Deolindo Costa Boa Esperança, na capital Santomense, as recomendações concernentes ao Primeiro Encontro Internacional sobre Tartarugas Marinhas, que decorreu nos dias 30 e 31 de Janeiro de 2006 na República Democrática de São Tomé e Príncipe.

Na cerimónia de abertura da conferência, Sua Excelência o Sr. Presidente da República, Fradique de Menezes, demonstrou a grande sensibilidade da Nação com as ameaças enfrentadas pelas tartarugas marinhas no arquipélago. Durante o encontro, os debates entre os peritos internacionais e nacionais convidados e os representantes da sociedade civil Santomense (pescadores, palaiês de peixe, tartarugueiros, artesões, ONG etc.) foram bastante animados em cada tema discutido.

Em relação à Investigação sobre estas espécies, recomendou-se aos países em volta do oceano atlântico uma maior integração dos esforços científicas, com vista à intensificação dos estudos e a criação de uma base nacional de dados sobre tartarugas marinhas em São Tomé e Príncipe.

De forma a melhor implicar as Comunidades costeiras nas acções de conservação, alem da educação ambiental, evidenciou-se a necessidade de promover alternativas económicas à captura e reactivar o diálogo com os tartarugueiros, com objectivo de uma reconversão completa dos mesmos.

Com relação à Pesca, viu-se que o desenvolvimento do sector (pesca artesanal e industrial) somente será compatível com a preservação das tartarugas marinhas uma vez avaliado o estado do recurso halieûticos do país, e tomadas medidas adequadas de regulamentação e fiscalização das práticas que afectam negativamente o ecossistema marinho.

As tartarugas marinhas podem e devem ser base do desenvolvimento de um Turismo sustentável, a traves da implementação de mais projectos de ecoturismo com base comunitária, da sensibilização dos turistas e operadores sobre a fragilidade da biodiversidade Santomense, e do controle dos produtos feitos a partir de tartarugas.

Em termos de Legislação , verificou-se o atraso na ratificação e aplicação das convenções internacionais assinadas por São Tomé e Príncipe, como o Memorando de Abidjan e a CITES, assim como a necessidade urgente de elaborar uma lei específica às tartarugas marinhas, junto às partes envolvidas na sua conservação no país.

A ONG Santomense MARAPA (Mar Ambiente e Pesca Artesanal), executora do Programa Nacional de Protecção das Tartarugas Marinhas sob financiamento do Projecto Espèces Phares (UE) e do Fundo Francês para o Ambiente Mundial (FFEM), recorda que este evento só foi possível organizar graças aos apoios da União Europeia, da Cooperação Francesa, Portuguesa, da Assembleia Nacional, do Ministério da Economia e de outros parceiros privados mobilizados por esta causa em São Tomé e Príncipe.  

Para mais informação, contactar a ONG MARAPA em São Tomé : marapa@cstome.net / ong.marapa@gmail.com

 

###

Mensagens populares deste blogue

Calulu de Galinha, Pato ou Porco

Este post é dedicado à Helena, uma variação do Calulu de Peixe. Proponho a versão de carne que na minha opinião é incomparavelmente melhor. Uma refeição para preparar com tempo e calma, "leve-leve só", para saborear na tranquilidade de uma boa companhia.Recebi agora mais uma informação interessante - na língua local, não se diz Calulu mas sim Cálu ou Kalu, pelo que o termo que utilizamos (e que sempre ouvi em STP) será uma africanização/aportuguesamento absolutamente desnecessária (Obrigada, amigo Alcídio).Receita de CALULU DE GALINHA, PATO OU PORCO, gentilmente cedida por D. Alcinda Lombá (e transmitida pelo Paco)Ingredientes
Galinha, ou pato ou carne de porco fumada);
Folhas (ponto, maquêquê, galo, ótage, olho de folha de goiabeira, quimi, margoso, mesquito, mússua, damina, matrussu, tartaruga...);
óleo de palma;
beringela;
quiabo;
cebola;
tomate;
pau de pimenta;
óssame;
fruta pão;
farinha de mandioca;
Modo de preparação
Picar as folhas todas e em pedaços pequenos (opcional moer ou ama…

O Tubarão de STP – I Parte

Depois de ter regressado a Lisboa, após a minha última incursão a São Tomé, não há dia em que não me lembre das maravilhas do arquipélago, das suas particularidades, as mais apelativas e as outras... que representam riscos, mas que, por essa mesma razão, têm também o seu “quê” de sedução.
O tubarão de São Tomé é uma dessas particularidades, à volta do qual se tecem considerações, se contam histórias e se criam mitos, a maioria sem certezas. Sempre ouvi falar muito acerca do tubarão e nem sei porquê, talvez por ser um animal pouco simpático, que não permite grandes contactos com o Homem e que, apesar de tudo, existe em grande quantidade por aquelas águas. A maioria revelava desconhecimento sobre tipos e quantidade, principais riscos e ameaças, número de ataques e praias onde aparecem mais frequentemente. Mas as conversas evidenciavam sobretudo medo e desconforto. Havia quem: tivesse terror de o encontrar; dissesse já o ter avistado numa passagem de ano no pontão do Marlin, que era inof…