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Há coisas que permanecem

Às vezes, quando estou muito cansada como hoje, é bom sentir que algumas coisas permanecem: o bando de pássaros que continua a voar no final da tarde numa dança imparável; a imensa árvore, que tanta gente na minha praceta desdenha por causa das folhas que caiem e que hoje está completamente nua, que, independentemente do revestimento que tem, me encanta e tranquiliza; o mar lá ao fundo que continua aparentemente calmo, pelo menos visto daqui; o vizinho da frente que, quando lava o carro, dá a sensação de ter uma discoteca móvel, como as que se vêem em África, com a particularidade de ninguém dançar kizomba; a sensação de falta de sensibilidade nas pernas depois de estar sentada a teclar durante horas que me parecem infinitas e intermináveis; a angustiante percepção de estar a bloquear o raciocínio perante tarefas simples por estar há demasiadas horas com codificações; a vontade de comer bolachas com chocolate ou qualquer outra coisa crocante por me auxiliar na concentração enquanto trabalho, com a terrível consciencialização de estar a engordar, o que significa “alerta vermelho ou necessidade de ir até ao ginásio”. Há coisas que não mudam, permanecem sempre. E normalmente apercebo-me disso quando o trabalho aperta, me sinto realizada e feliz. Mas muito cansada!!!

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Calulu de Galinha, Pato ou Porco

Este post é dedicado à Helena, uma variação do Calulu de Peixe. Proponho a versão de carne que na minha opinião é incomparavelmente melhor. Uma refeição para preparar com tempo e calma, "leve-leve só", para saborear na tranquilidade de uma boa companhia.Recebi agora mais uma informação interessante - na língua local, não se diz Calulu mas sim Cálu ou Kalu, pelo que o termo que utilizamos (e que sempre ouvi em STP) será uma africanização/aportuguesamento absolutamente desnecessária (Obrigada, amigo Alcídio).Receita de CALULU DE GALINHA, PATO OU PORCO, gentilmente cedida por D. Alcinda Lombá (e transmitida pelo Paco)Ingredientes
Galinha, ou pato ou carne de porco fumada);
Folhas (ponto, maquêquê, galo, ótage, olho de folha de goiabeira, quimi, margoso, mesquito, mússua, damina, matrussu, tartaruga...);
óleo de palma;
beringela;
quiabo;
cebola;
tomate;
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óssame;
fruta pão;
farinha de mandioca;
Modo de preparação
Picar as folhas todas e em pedaços pequenos (opcional moer ou ama…

O Tubarão de STP – I Parte

Depois de ter regressado a Lisboa, após a minha última incursão a São Tomé, não há dia em que não me lembre das maravilhas do arquipélago, das suas particularidades, as mais apelativas e as outras... que representam riscos, mas que, por essa mesma razão, têm também o seu “quê” de sedução.
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