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O que corre mal pode ser uma sorte

Lembram-se daquele concurso de blogs em que pedi a colaboração e o apoio de todos? Pois bem... em primeiro lugar tenho de informar todos os que por aqui passam que... levei uma cabazada! Pois foi, apesar do esforço de todos vocês, a coisa não correu assim lá muito bem!

Em segundo lugar tenho de agradecer a todos os meus queridos amigos que votaram para que o África de Todos os Sonhos vencesse e também a todos os que gostariam de ter votado mas que não o conseguiram fazer apenas porque o sistema estava viciado e não o permitiu. Não me perguntem porquê... é que não vos sei responder. Ainda tentei averiguar através do e-mail do gestor do site do concurso mas não tive grande sucesso porque, apesar de ser o gestor, alegou desconhecer a razão, não ter forma de controlar e mesmo que eu fui a única concorrente a queixar-se. Não faz mal! Antes a única do que nenhuma a indignar-se com a incorrecção do sistema ou de outra coisa qualquer. Vá lá eu saber qual... nem informática sou!

Pois, supostamente cada pessoa só deveria ter a possibilidade de votar uma vez ao longo de toda a semana, o que me pareceu uma medida válida de justiça concursista. Mas de forma muito estranha, o sistema acusou desde o primeiro dia um voto a quem nem sequer votara na 2ª fase – isso aconteceu com as minhas irmãs, com colegas e com amigos. Houve quem refilasse e escrevesse mas as respostas que chegaram não foram nem conclusivas nem evidenciaram preocupação com a resolução do problema.

É inacreditável? Pois eu também acho. Sempre defendi que para se ser bom jogador é preciso ter bom perder. Mas para isso é necessário que as condições sejam as mesmas e que, nestas circunstâncias, o adversário se revele mais forte. Mas o que se passou esteve longe de ser o reflexo disto. Não quero, de forma nenhuma, tirar o mérito ao CRUXICES mas este concurso acabou por se revelar uma verdadeira desonestidade. E isso não me parece coisa de bem.

Quando recebi o convite para participar achei a ideia engraçada porque foi a primeira vez, mas na verdade não sabia muito bem ao que ia. O concurso começou e as pessoas que me são mais próximas começaram a alertar-me para o facto dos conteúdos da maioria dos outros concorrentes poderem ser classificados como “para adultos”, estando muito direccionados e distanciando-se de forma total dos objectivos e das temáticas abordadas no África de Todos os Sonhos. Como o concurso já estava a decorrer e eu não gosto por sistema de “abandonar o barco a meio da viagem”, apesar de lhes dar razão, continuei como concorrente. Perante tudo o que veio a acontecer nesta semana posso dizer que, para mim, a vitória do CRUXICES foi uma sorte para o África de Todos os Sonhos. Não gosto de ver o meu espaço ser confundido: tenho muito carinho pelo meu blog, dedico-lhe uma parte do meu tempo livre, e é um reflexo de mim própria, nas mais diversas facetas. Por isso, antes assim, já não me sinto na obrigação de desistir.

E... fica a lição: concursos de blogs? Como se diria em São Tomé: “bô ska buka mu lêdu”, que é mais ou menos como quem diz “estás a chatear-me muito”, expressão que se pode enunciar de formas diferentes, desde que o que está subjacente à frase signifique isto. E assim não é preciso dizer mais nada!

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