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Perdão

E a capacidade de uma mulher em perdoar, fazendo desaparecer os piores momentos que algum dia pensou viver, é infinita. Muitas vezes basta um sorriso, um olhar, um toque, uma palavra doce ou ver as lágrimas correr pela face de quem lhe fez mal. Primeiro lamenta-se, chora, grita. Parece que lhe estão a tirar a vida célula a célula. Quem se preocupa com ela corre, muda a vida e desfaz os planos só para a acompanhar, para lhe dar força e ajudar a passar aqueles segundos dificeis. Mas de repente o discurso muda, altera-se e quem a ouve subentende nas palavras o perdão que há-de vir muito mais depressa do que se poderia imaginar quando se ouviu as primeiras frases envoltas por lágrimas sofridas. E, quase a seguir, vem um sinal de boa disposição e de reconcilização - a ausência de notícias, de mensagens tristes ou contentes, tanto faz. E nós ficamos simplesmente sem perceber o que pode causar tamanha mudança em tão curto espaço de tempo. Mas ainda bem, sei lá eu, que se entendam!

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Calulu de Galinha, Pato ou Porco

Este post é dedicado à Helena, uma variação do Calulu de Peixe. Proponho a versão de carne que na minha opinião é incomparavelmente melhor. Uma refeição para preparar com tempo e calma, "leve-leve só", para saborear na tranquilidade de uma boa companhia.Recebi agora mais uma informação interessante - na língua local, não se diz Calulu mas sim Cálu ou Kalu, pelo que o termo que utilizamos (e que sempre ouvi em STP) será uma africanização/aportuguesamento absolutamente desnecessária (Obrigada, amigo Alcídio).Receita de CALULU DE GALINHA, PATO OU PORCO, gentilmente cedida por D. Alcinda Lombá (e transmitida pelo Paco)Ingredientes
Galinha, ou pato ou carne de porco fumada);
Folhas (ponto, maquêquê, galo, ótage, olho de folha de goiabeira, quimi, margoso, mesquito, mússua, damina, matrussu, tartaruga...);
óleo de palma;
beringela;
quiabo;
cebola;
tomate;
pau de pimenta;
óssame;
fruta pão;
farinha de mandioca;
Modo de preparação
Picar as folhas todas e em pedaços pequenos (opcional moer ou ama…

O Tubarão de STP – I Parte

Depois de ter regressado a Lisboa, após a minha última incursão a São Tomé, não há dia em que não me lembre das maravilhas do arquipélago, das suas particularidades, as mais apelativas e as outras... que representam riscos, mas que, por essa mesma razão, têm também o seu “quê” de sedução.
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