sábado, 9 de outubro de 2004

Correcção

Não me perdoaria senão fizesse uma correcção à mensagem colocada anteriormente sobre o JCB e a Quinta das Celebridades. Aquilo começou há uma semana e já não há paciência que aguente! A graça que encontrei no "White Castle" foi apenas momentânea e superficial. O homem é simplesmente arrogante e mal educado, impositivo e a atirar para o ditador, julga-se senhor de si e dos outros. É um insuportável!
Na verdade, a filosofia da Quinta podia ter interesse, pela necessidade de cada um se dar aos outros, na colaboração para a realização das tarefas diárias, no confronto de modos de vida. Mas, nos métodos que o programa utiliza e nos resultados, o programa é excessivo e pouco equitativo. Quem será o JCB neste país para ter um estatuto diferente dos restantes participantes, no que respeita ao cumprimento de tarefas? Porque alega ele, continuamente, que não precisa de fama nem de dinheiro? Porque terá ele aceite o convite, se no fim de contas está a ser pago, e não é tão pouco quanto isso, para ser considerado por ele como uma atitude caritativa?
O homem devia simplesmente ser expulso. Não tem perfil para viver numa quinta, onde é preciso trabalhar, nem para conviver em grupo. É egocêntrico e arrogante, certo das suas verdades e sem receptividade para ouvir sugestões e opiniões alheias. Dá-se ao direito de gritar histericamente com os restantes membros, faltando ao respeito e evidenciando inrazoabilidade e falta de educação.
Falta-lhe berço, essa é a verdade. É fácil perceber que a frequência de cursos de boas maneiras não equivale a educação - essa resulta de um trabalho árduo e demorado de assimilação de valores, de princípios de convivência e de respeito - que ultrapassam em larga medida a forma como se põe a mesa e, em particular, o guardanapo.
O homem é um infeliz - não assume a sua sexualidade, fazendo gala de manter uma imagem híbrida, cativa apenas superficialmente as pessoas, sente necessidade de reforçar a sua "chiqueza", o dinheiro que tem à sua disposição, mas que na verdade não é dele, por isso não é meritório, o seu valor, que ninguém vê mas que ele afirma ser infinito, a "sua Betty" que lhe deu estatuto, fatos, sapatos, lenços, pareos, maquilhagem e liftings, mas que não convence ninguém como sua amante e companheira. Que mulher teria prazer com um homem que procura imitar a sua própria imagem, tendo ela mais 40 anos do que ele?
É uma alucinação e o pior é que todo o programa roda à volta da peça - todos os outros sao desvalorizados, sobretudo os que ali trabalham e que contribuem para o quotidiano do grupo. É incrível como se pode valorizar tanto imagem tão aberrante, só por representar o "bobo da corte" e divertir o povão.
Não há mais paciência. E espero que o grupo o nomeie e que, assim sendo, os portugueses tenham vergonha e o expulsem de imediato.

A escrita e os artefactos

Para quem gosta de escrever uma caneta é a extensão de si próprio e um caderno o seu reflexo. São objectos especiais e, por isso, tratados ...