sábado, 28 de junho de 2008

A árdua tarefa de... organizar!

Organizar não é fácil, está visto. É preciso ir ao encontro dos desejos e das necessidades de uns e de outros e, mais difícil do que tudo isso que só por si já parece ser bastante, é gerir os descontentamentos permanentes e insolúveis. Há que contar com aquela franja de crítica sistemática, de olhar desconfiado e sempre à espreita do improvável. Mesmo que 99,9% corra bem e pensemos que demos o nosso melhor para um resultado magnífico, não nos podemos nunca esquecer que o desagrado em pessoa pode aparecer de repente disfarçado em sorriso, simpatia e palmadinha nas costas. Nããã! Eu já não me deixo enganar. Estou atenta e muito vigilante. Não gosto de conversas cruzadas quando se procura resolver todos os problemas, mesmo os mais insignificantes, os de simples solução. E depois acabamos por perceber que afinal o que não tem relevância adquire proporções inexcedíveis... É fantástica a mente humana quando se dá ao trabalho de desorganizar o que os outros levaram meses a pôr de pé!

 

sexta-feira, 13 de junho de 2008

Verão

O Verão chegou? Parece que se trata apenas de um ameaço porque os “senhores do tempo” falam em chuva para sábado. Cá a mim, que não percebo nada disso, custa-me a acreditar mas...

 

quarta-feira, 11 de junho de 2008

Guiné-Bissau: uma boa notícia!

Se os objectivos da acção serão atingidos não se sabe, mas espera-se que sim. Com os olhos postos no futuro, no desenvolvimento e no bem-estar das populações. Em particular das mulheres. O lema é “Acelerar a mudança para o abandono da mutilação”. Mais informações aqui

 

segunda-feira, 9 de junho de 2008

Perante a adversidade

A adversidade torna-nos fortes porque põe à prova a nossa capacidade de resistência, de tolerância, de aceitação e de combate. Não é preciso "ter ido à tropa" para nos sentirmos guerreiros de quando em vez. Não é preciso usar armas brancas ou de fogo porque a nossa maior arma é a não entrega, não nos deixarmos abater e não nos conformarmos alegando a má sorte, esse malfadado destino. O futuro é construído por nós mesmos e a capacidade de ultrapassar as dificuldades vem de dentro com a força de um vulcão em erupção!

sexta-feira, 6 de junho de 2008

Prazer e Dor

“Ó amigos, que extraordinária coisa me parece aquilo que os homens chamam prazer! Como é maravilhosa a relação que entre ele existe e o que julgam ser o seu contrário, a dor! Não consentem coexistir no homem; mas, se alguém pretende alcançar aquele e o consegue, é obrigado, quase sempre, a alcançar também esta, como se estivessem presos com a mesma cadeia.”

Platão in Fédon

quinta-feira, 5 de junho de 2008

quarta-feira, 4 de junho de 2008

Como passaste o dia de anos?

Tranquilamente, a sentir o tempo passar bem devagarinho. A apreciar a brisa da tarde que me refrescou a cara e os pensamentos. Foi um dia como deve ser sempre que se faz anos. Como ritual que é, de passagem neste caso. Mais um repetido ciclicamente em cada início de Junho, vivido como gosto, devagar para usufruir não apenas de cada hora mas de todos os segundos que o relógio permite...

segunda-feira, 2 de junho de 2008

Pobreza de Espírito

Se há coisa que provoca em mim sensações de profunda irritação e infinita intolerância é a ordinarice associada a atitudes vulgares, pautadas pela idiotia, que algumas pessoas têm vindo a apurar por reconhecerem nesta forma de ser e estar uma estratégia de sobrevivência. Esta é a essência da pobreza de espírito, apesar de se sentirem o superlativo da esperteza. Uma infelicidade para quem tem que conviver com eles, mesmo que seja de forma passageira!!!

 

Propósito de dia de anos ;-)

Ah pois é... mais um ano de alegria e de grande crescimento. Mais umas rídulas à volta dos olhos e novas rugas, mas apenas qb para dar aquele ar de maior amadurecimento (...?!). Os cabelos brancos continuam ausentes, talvez por permanecer uma eterna criança J Bom, como quase sempre neste dia, durante o dia fiz um propósito: voltar a andar a cavalo. Dizem que não se desaprende mas de qualquer forma, como já lá vão uns vinte e tal anos, voltarei a ter aulas J Está decidido!

sábado, 31 de maio de 2008

Sobre o crescimento...

A sensação é de estranheza quando nos apercebemos assim meio de repente que mais um ano passou. Não que não tenhamos estado ocupados com o trabalho, com o estudo, com o pensamento e sobretudo com a vida. Tudo o que fazemos implica um gasto de tempo só que na maioria dos casos sem nos darmos conta. Mas tomar consciência que o tempo passa a correr é realmente difícil. Mais ainda quando realizamos que essa ideia deixou de estar apenas presente nas conversas que circulam por entre a geração dos nossos pais. Cada vez com maior frequência oiço os meus amigos desculparem-se com o tempo, lamentarem-se de dores nas costas, entre outras coisas. E até eu que ainda me sinto uma jovem mocinha sem grande vontade de crescer acabo por dizer mais vezes do que gostaria “ah, isso já foi há 20 anos, não... há 25 anos”. Mas que sensação mais esquisita...

 

Uma boa surpresa

Hoje recebi uma boa surpresa a antecipar um fim-de-semana de festa. Foi uma acção engraçada e que soube bem. Ao chegar à sala para uma aula sobre movimentos de população, e depois de termos já falado sobre a importância dos símbolos no reforço das identidades, deparo com uma mesa bem "decorada": duas caixas de Pastéis de Belém e uma réplica da Torre.
Quando falávamos do tema exemplifiquei a importância do sistema simbólico com uma conversa que tive em Santiago de Compostela num daqueles jantares animados que por lá se têm. Perguntaram-me então qual o símbolo em que eu falaria a um estrangeiro e que retratasse a identidade nacional. O primeiro que me ocorreu foi a Torre de Belém. O grupo com quem petiscava não acreditava no que ouvia. Para eles era um só: o Galo de Barcelos. Inacreditável para os meus ouvidos mas foi a mais pura das verdades! Aquela figura irritante que me deixa simplesmente siderada só de o ver.
A conversa virou uma disputa divertida de argumentos, principalmente porque um deles era coleccionador dos ditos Galos. Fiquei louca só de imaginar as prateleiras do imenso móvel da minha sala repletas de Galos de Barcelos de todos os tamanhos. Foi a loucura... hilariante!!! Como era possível um deles coleccionar aquele enervante e enlouquecedor de crista alta enquanto eu trago artesanato em forma de tartaruga de todos os lados por onde passo. Bem os tentei convencer que a Torre de Belém é um elemento identitário bem mais digno, que encerra uma história edificante e faz parte do imaginário orgulhoso de cada um que se sente português. Aquele magnífico edifício de arquitectura tem um significado e é uma referência identitária!!!
Na altura não fui bem sucedida nas justificações: de forma impensável para mim, os galegos ficaram com a ideia deles; da minha parte dormi mal porque aquela imagem não me saía da cabeça. Parecia praga! Bom... aqui para nós... não cheguei bem a perceber se foi só para avaliarem a minha reacção... porque... o Galo de Barcelos... ui... que nervos!
Ao longo das aulas, estes meus alunos andaram a provocar-me dizendo que já sabiam o que me oferecer no Natal... um Galo de Barcelos. Só de imaginar até sentia arrepios :-) Mas afinal sairam-se bem!!! E foi magnífico quando no fim da aula, bem devagarinho, abri uma das caixas, que tinham estado durante toda a sessão a tentar a minha capacidade de resistência, e confirmei que não era apenas uma provocação do momento. Ali estavam eles a olhar para mim. Redondos, estaladiços, au point e prontos a serem apreciados. Na verdade um Pastel de Belém faz maravilhas :-) Obrigada caríssimos!

sexta-feira, 30 de maio de 2008

Blue eyes



Vale a pena uma visita ao Tivoli até ao próximo dia 1 de Junho, data importante por infinitas razões.
Jovens e excelentes vozes num musical despretensioso que nos reaviva a memória de sons antigos e que sabe bem recordar.

quarta-feira, 28 de maio de 2008

Embaixada Literária de Cabo Verde na FEIRA DO LIVRO de Lisboa

Divulgação de informação acabada de receber:

Cabo Verde é o país-convidado na edição deste ano da Feira do Livro de Lisboa, que vai de 24 de Maio a 10 de Junho. Pelo Parque Eduardo VII irão passar poetas e escritores, académicos e especialistas da literatura do arquipélago, numa amostra nunca antes vista na capital portuguesa.

De acordo com os organizadores desta participação - a embaixada cabo-verdiana em Lisboa e o Instituto da Biblioteca Nacional -, esta é uma oportunidade para Cabo Verde dar a conhecer a sua literatura, aproveitando um público interessado e um evento há muito acarinhado pelos lisboetas.

Apesar da polémica que se instalou no seio da organização quanto à continuidade do modelo tradicional dos stands, o certo é que os cabo-verdianos não querem deixar passar esta montra privilegiada para mostrar os seus autores e a sua cultura.

Assim, o programa arranca Sábado, dia 24, pelas 20h00, no Auditório da Feira, com uma mesa redonda sobre o tema "Claridade", com as intervenções de Armandida Maia e do professor Alberto Carvalho; Nuno Miranda, Aguinaldo Fonseca, Pires Laranjeira e António de Névada serão os convidados. Segue-se, depois, o lançamento do livro "Mágico 2006" coordenado por J.L. Hopffer Almada.

Domingo, dia 25, está prevista uma Noite Cabo-verdiana e uma Mostra Gastronómica, no mesmo local (17h00), sob a coordenação de Alberto Rui Machado. A semana seguinte começa, segunda-feira 26, 18h30, com uma mesa redonda sobre a Língua Cabo-verdiana, com as intervenções de Viriato do Barros, Alcy Matos, Dulce Pereira, Hans Peter Holmayrs, a que se segue o lançamento de "Crioulo de Cabo Verde", livro de Carlos Delgado.

Terça-feira, 27, às 20h00, é a vez de uma mesa redonda sobre a Literatura Cabo-verdiana Contemporânea, com intervenções de Elsa Rodrigues dos Santos, Inocência Mata e Ana Mafalda Leite, tendo como convidados especiais J.L. Hopffer Almada, Dina Salústio, Joaquim Arena, Germano Almeida, Corsino Fortes e Arménio Vieira.

Quarta-feira, dia 28, pelas 18h30, é a vez de um recital de poesia, sob a coordenação de José Cunha, com os convidados Corsino Fortes, Jorge Carlos Fonseca, Arménio Vieira, José Luís Tavares, Germano Almeida e J.L. Hopffer Almada.

Quinta-feira, 29, às 19h00, realiza-se uma mesa redonda sobre Ciências Sociais, com as intervenções de Jorge Carlos Fonseca, João Estevão e António St' Aubyn.

Sexta-Feira, 30, às 20h00, é o dia da música cabo-verdiana, com uma mesa redonda sobre o tema, e as intervenções de César Monteiro, Moacyr Rodrigues, Rui Machado e Carlos Gonçalves, e com a apresentação do livro "Capverd Band", da autoria deste último.

Sábado, 31, às 20h00, mesa redonda sobre os Nativistas e Pré-Claridosos, com as intervenções de Isabel Barreno, Alberto Carvalho e José Guimarães.

As actividades encerram a 1 de Junho, às 17h00, na Sala de Conferência da Feira, com actividades comemorativas do Dia da Criança, com contos para todas as idades, em português e em crioulo. Os convidados especiais serão: Celina Pereira, Dina Salústio, Lalacho e Isabel Ferreira.

terça-feira, 27 de maio de 2008

Hilariante

Chega a ser muito divertido, quase hilariante, observar o comportamento alheio com algum distanciamento e proximidade qb. É mesmo muito engraçado ouvir alguns comentários como se fossem certezas asseguradas, sem se ter a menor noção do que diz. É fantástica a capacidade de intrusão que cada um sente ter em relação aos outros. Não intimida, não aborrece, não desestrutura e nem sequer irrita. Dá vontade de rir por serem atitudes tão óbvias e sem razão de ser, mas principalmente porque quem as tem não se dá conta do rídículo em que acaba de cair...

Tonalidades

O Mundo não é apenas preto e branco como alguns acreditavam. Apresenta um misto de tonalidades, uma paleta de cores infinitas e impensáveis, mesmo para os mais criativos. E eu nem sequer me revejo nas mentes mais imaginativas. Mas reconheço que a simplicidade não faz parte dos dias de hoje e muito menos do "Mundo Pós-Moderno"!

quinta-feira, 22 de maio de 2008

Vidas Passadas...?!

"Você nasceu em algum lugar do território que hoje é o sul da Inglaterra pelo ano 975. A sua profissão era desenhador, engenheiro ou artesão. Buscou a verdade e a sabedoria. Outros o viram como um idealista que ilumina o futuro.
A lição que a sua vida passada lhe deu para foi desenvolver uma atitude bondosa em relação aos outros e adquirir o dom da compreensão e da compaixão."
Para novas consultas o procedimento é simples: colocar a data de nascimento e o sexo

Programa Científico, Seminário Internacional

Está disponível on line, na página do Seminário Internacional de São Tomé e Príncipe (21 a 28 de Julho) "Educação, Ambiente, Turismo e Desenvolvimento Comunitário", o PROGRAMA CIENTÍFICO, DE VISITAS E DE OUTRAS ACTIVIDADES.

domingo, 18 de maio de 2008

Santa Brígida

Hoje uma das minhas tias escreveu-me a falar da Santa que me deu o nome, a Santa Brígida. Lembrou-me o Professor de Latim que tive quando frequentei o curso de Direito na Universidade Católica, que foi a primeira pessoa que eu me lembre que me falou nela. Melhor, perguntou-me se eu sabia quem tinha sido a Santa Brígida. Na altura fiquei siderada porque jamais pensei que tivesse nome de Santa, mas é a mais pura das verdades.
Pois a minha tia descreveu com mais pormenor as características da antepassada do meu nome, retiradas de um folheto: "Reputada pela sua prudência e sabedoria, regularmente consultada pelas autoridades civis e religiosas do seu tempo. Famosa pela sua hospitalidade e generosidade, o seu culto esteve sempre associado à vida rural". Fantástico, hein?!

Manual de sobrevivência em meios socialmente hostis

Presenciando cenas pela manhã bem cedo recordo uma pessoa que conheci em São Tomé e Príncipe há uma eternidade e de quem perdi o rasto há ...