terça-feira, 5 de outubro de 2010

Padre Zé, um Amigo para Sempre

O Padre Zé foi um Homem BOM. Um Amigo dos grandes, incondicional, dos que rareiam nos dias que correm. Foi mais do que irmão dos meus pais, mais do que meu tio ou avô. Foi conselheiro e bom ouvinte. Foi protector e apaziguador das dores de alma. Foi incansável dentro do seu próprio cansaço. Foi referência de bondade, foi exemplo de vida. Ficará para sempre no meu coração. Viveu 90 anos em consciência. Viveu bem a fazer o que mais gostava: ajudar, apoiar, fortalecer. Deixou-nos no dia 4 de Outubro partindo ao encontro dos ideais em que sempre acreditou.


Hoje, durante a missa, cantou-se assim e recordou-se tempos de escuteiros, dos fogos de conselho e de muito mais. Memórias, lembranças, recordações, o que seja...

São dias que passam (Hélder Ribeiro/ Judy Collins)
"São dias que passam, são horas que vão, são lábios que cantam, são mãos que se dão e deixam saudades de não ser assim, toda a vida a vida de agora.
É tempo, é tempo de aprender a ser, subindo por dentro e sempre a crescer, pisando caminhos, esquecendo talvez o deserto de ontem sozinho.
Tudo quanto penso, tudo quanto sou, é grande, é imenso, é tudo o que dou, e ao dá-lo recebo e fico maior do que sou quando me nego.
Criança era outro, cresci e esqueci a aposta da vida, ganhei e perdi, o risco me trouxe até ao que sou, nunca basta a vida que foi"

A escrita e os artefactos

Para quem gosta de escrever uma caneta é a extensão de si próprio e um caderno o seu reflexo. São objectos especiais e, por isso, tratados ...