domingo, 16 de abril de 2006

Exposição: Arquipélago dos Bijagós, um património a preservar




No Museu Nacional de História Natural (MNHN) entre 22 de Abril a 30 de Junho de 2006
Realizada na sede da UNESCO (Paris), de 24 a 28 de Fevereiro de 2005 pelo PRCM – Programa Regional de Conservação da Zona Costeira e Marinha da África Ocidental, a exposição “Arquipélago dos Bijagós: um património a preservar” foi apresentada no âmbito da Conferência Internacional “Biodiversité, Science et Gouvernance”. No Palais de la Porte Dorée, mais especificamente no Aquarium Tropical, esteve patente de 6 de Abril a 6 de Novembro de 2005.

O objectivo da Exposição é dar a conhecer o Arquipélago dos Bijagós (Guiné-Bissau), o modo de gestão tradicional dos seus recursos que preserva a biodiversidade, assim como as ameaças exteriores que pesam sobre uma natureza extraordinária, até aqui preservada pelas comunidades rurais. Com esta exposição pretende-se o apoio ao Arquipélago dos Bijagós para obtenção da classificação de Sítio de Património Natural e Cultural Mundial, sob a égide da UNESCO. O CIDAC – Centro de Intervenção para o Desenvolvimento Amílcar Cabral, com um longo percurso de cooperação com os Países de Língua Oficial Portuguesa, nas suas duas linhas de intervenção que são a Educação para o Desenvolvimento e a Cooperação para o Desenvolvimento, dará continuidade a esta iniciativa com a sua implementação em Portugal. Contribuindo assim para a emergência de uma opinião pública portuguesa mais informada nas áreas abrangidas pelo Projecto, que incita à consciência crítica e activa, tal como a promove a Educação para o Desenvolvimento.
Arquipélago dos Bijagós: uma incrível biodiversidade…a proteger
O Arquipélago dos Bijagós é o único arquipélago da costa ocidental africana com oitenta e oito ilhas espalhadas numa superfície de 10000 km2. Destas ilhas, apenas uma vintena estão sistematicamente ocupadas, sendo as outras ilhas objecto de explorações sazonais ou ilhas consideradas sagradas pelo povo dos Bijagós. Com cerca de 30 mil habitantes, maioritariamente composta pela etnia que dá o nome à ilha, as ilhas dos Bijagós possuem uma riqueza natural excepcional, tanto a nível dos seus recursos naturais como a nível cultural. Nos últimos vinte anos, o arquipélago tem vindo a sofrer fortes pressões exógenas, de cobiça dos seus recursos pescatórios e agrícolas e de exploração com motivos de implementação de turismo nas ilhas. Ora, estas intervenções não se têm revelado positivas para a vida dos Bijagós, influenciando negativamente a sua fauna, flora, a sua cultura e tradição. Conscientes deste perigo, instituições nacionais e internacionais uniram esforços para em parceria pensarem a questão da salvaguarda do património natural e cultural dos Bijagós, colocando em prática mecanismos que visam reforçar os grandes equilíbrios preservados pelo seu povo. Estas acções passaram pela realização de importantes trabalhos científicos, nomeadamente a elaboração de uma cartografia completa do Arquipélago e a criação de uma Reserva de Biosfera, no âmbito do programa MaB (Man and Biosphère) da UNESCO. No centro da Reserva, dois grandes Parques Nacionais foram criados em 2000 para uma maior protecção da biodiversidade (hipopótamos, tartarugas, manatins, etc.)
Arquipélago dos Bijagós: entre a tradição e a modernidade
As instituições responsáveis pelo desenvolvimento durável do arquipélago recorreram a dois fotógrafos profissionais, Jean François Hellio e de Nicolas Van Ingen, que passaram dois meses com os Bijagós em dois períodos do ano: estação seca e estação das chuvas. No Museu Nacional de História Natural (Lisboa) podemos ver a selecção dos seus trabalhos, assim como os objectos representativos do modo de vida dos habitantes, dando-os a conhecer e sensibilizando uma grande parte do público. Pretende-se deste modo, e em simultâneo, a valorização e preservação dos recursos dos Bijagós e o desenvolvimento sustentável que mantenha o Meio-Ambiente são e uma cultura viva para a população do Arquipélago. A exposição permite introduzir os seguintes painéis temáticos: a natureza, a biodiversidade e os recursos; os ritos culturais e religiosos para gerir o espaço e seus recursos; a globalização e as pressões exógenas; a Reserva de Biosfera, quadro apropriado para a ciência, a educação e a conservação em benefício da comunidade e do país. Cada temática ilustrada preocupa-se em colocar em revelo a relação entre o homem e o ambiente, mostrando em particular como a cultura bijagó influencia o estado da natureza e vice-versa. Um espaço é igualmente dedicado aos trabalhos científicos realizados no arquipélago, nomeadamente os trabalhos do laboratório CNRS Géomer que acompanha este processo desde 1989.
O Museu Nacional de História Natural convida à descoberta e apresenta ao grande público o Arquipélago dos Bijagós, centro de uma riqueza natural e cultural mundiais!
Esta exposição mostra as grandes orientações da UNESCO em matéria da conservação e do desenvolvimento durável.
ORGANIZAÇÃO CIDAC em COLABORAÇÃO com MNHN - Museu Nacional de História Natura, Instituto Marquês de Valle Flôr e Associação de Estudantes da Guiné-Bissau em Lisboa
PATROCÍNIOS:

Museu Nacional de História Natura, Rua da Escola Politécnica nº 58, 1269-102 Lisboa, Serviço de Marcações de Visitas Guiadas e Animadas, Tel: 21 3921824/25, Fax: 21 390 58 50, HORÁRIO: Seg a sexta das 10h-13h e das 14h-17h, Sábado das 15 às 18

ACESSOS:Metro do Rato (linha Amarela), Autocarros Carris nº 58 (paragem, Escola Politécnica), nº 100 (paragem: Príncipe Real), nº6, nº9, nº27, nº38 e nº49 (paragem no Largo do Rato)
ENTRADA GRATUITA

A escrita e os artefactos

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