quarta-feira, 7 de setembro de 2005

Sonho apaixonado em verso

Há dias sonhei. Sonhei muito com alguém que um dia, não há muito tempo, foi muito especial e que eu, ao longo do tempo, quis que continuasse a ser, sem que na realidade fosse. Dito desta forma, parece complicado mas é simples. Muito... até demais! Depois daquele sonho agitado, e de ter acordado com uma terrível sensação de desconforto, passei a encarar aquele exemplar da espécie de outra forma, mais realista e com maior objectividade. Thanks God! Aqui para nós, só pode mesmo ter sido a sabedoria do meu Anjo da Guarda a influenciar o meu inconsciente para ganhar juízo e para me dedicar a pensamentos produtivos e positivos, deixando para trás o que não pode ser, pelo que nem vale a pena ser lembrado, revivido ou preservado.
Pois logo seguir, como que procurando dizer-me que esta vida afinal está recheada de felizes coincidências, soube que o meu projecto de investigação mais recente foi aprovado e que me poderei dedicar à educação ambiental por uns tempos, com observação de espécies fantásticas, que por certo não me desiludirão, tais como as tartarugas marinhas, os golfinhos, os peixes, os pássaros, os macacos e outros amigos que tais. E melhor, associo a possibilidade de contactar com as comunidades, o que faz as minhas delícias. Melhor um pouco, por duas das Áfricas que fazem parte dos meus sonhos e por uma outra com a qual ainda não me sinto muito familiarizada, mas que em breve estarei. Tudo em ilhas. As minhas adoradas ilhas, onde me sinto magnificamente EU!
O que poderia mais desejar? Afinal estes são momentos de felicidade suprema, de preenchimento dos vazios que vamos criando e fomentando sem darmos conta do tremendo equívoco em que estamos a incorrer, por casmurrice, erradamente conscientes de que naquela pessoa está o el dorado das nossas existências. Mas não, aquele podería ter sido um companheiro, um parceiro, um amigo e um amante para a vida. Até me aparece em sonhos, de quando em vez... Mas perdeu a oportunidade descartando-me como se de um pacote de sumo vazio se tratasse e, com o tempo, aprendi a reconhecer e a ultrapassar estas limitações, se bem que ao ritmo "leve-leve"... Não, ninguém gosta de se sentir um invólucro alimentar!
Agora o curioso é que enquanto estava a estruturar ideias, a organizar papéis e dossiers por temas e países - trabaho prévio, portanto - o rádio decidiu estimular o pensamento e as recordações, através da voz do Luís Represas, ainda Trovante, com os versos que seguem (canção incompleta).
É altura de perguntar àquele que supostamente me acompanha por todo o lado, evitando que as asneiras e disparates sejam piores do que são: ONDE ANDAS TU, MEU ANJO DA GUARDA? VOLTA POR FAVOR E AFASTA AQUELA CARA, OS OLHOS, O CHEIRO E O SORRISO DA MINHA MEMÓRIA PORQUE QUERO FICAR EM PAZ!
"Há quem espere por nós assim
mesmo ao meio da rota do fim
há quem tenha os braços abertos
para nos aquecer
e acenar no fim
Há quem tema por nós assim
quando os barcos partem por fim
há quem tenha os braços fechados
com beijo jurado
eu voltarei pra ti
Nunca é miragem
sabemos que o cais é certo
é a estrela polar
em sol aberto
a castigar
Ficamos mais perto
sentimos mais dentro a força
do que nós somos
e do que queremos
reconquistar"
Trovante

A escrita e os artefactos

Para quem gosta de escrever uma caneta é a extensão de si próprio e um caderno o seu reflexo. São objectos especiais e, por isso, tratados ...