segunda-feira, 9 de maio de 2005

É preciso uma paciência...

É fantástico como algumas pessoas se dão ao trabalho de escreverem para quem não conhecem com conversa da treta, personalizando o discurso e fazendo-se passar sabe-se lá por quem. Não, não me estou a referir aos meus queridos leitores que, sempre que me escrevem, animam o meu dia, a noite ou a hora em que leio os seus mails. Refiro-me mesmo a pessoas que não se identificam mas que enviam mails com corações, músicas foleiras e mensagens que... Santo Deus, não pensaria nunca enviar a alguém, quer gostasse quer não suportasse. E o trabalho que isso dá... serão que não têm mais o que fazer?
Em STP recebia de quando em vez mails com endereços que não existiam , cheguei mesmo a receber uma declaração de amor de quem nunca vim a saber quem era. Só podia mesmo ser gozo. Depois recebia de uma "Maria Tristeza", um "Pablo te ama", ou "Não desesperes". Regressei e a brincadeira abrandou mas apareceu-me uma outra que se fazia passar por quem não era. Foi desmascarada, acho, depois de me dar uma seca de quase meia hora num café mexicano ao pé da AR. Não apareceu, como seria de esperar porque não se poderia revelar. Fiquei fula da vida e barafustei com quem de direito, o célebre que encantava moças como os indianos encantam cobras. Ficavam todas enfeitiçadas e embeiçadas, e ainda não percebi como o fazia. Mas pronto, isso não interessa agora para o caso.
A verdade é que fico estarrecida a cada vez que estas brincadeiras acontecem. Dá vontade de responder torto e dizer simplesmente... "JÁ NÃO HÁ... PACIÊNCIA´"... É que não fica nada bem dizer a frase original num blog público.

A escrita e os artefactos

Para quem gosta de escrever uma caneta é a extensão de si próprio e um caderno o seu reflexo. São objectos especiais e, por isso, tratados ...