Há coisas que me enervam profundamente e que transbordam o pior de mim... o arrulhar dos pombos no telhado do meu prédio logo pela manhã, porque uma vizinha teima em alimentá-los. Aquele som repetitivo e monocórdico sucessivamente a martelar os ouvidos e a profundidade do cérebro deixa-me louca.... Eu sei que não é bonito para uma pessoa que tanto defende o ambiente, mas um dia passo-me... Mas há mais...
Alguém me pode explicar porque é que habituaram as criancinhas até aos 3 ou 4 anos a guinchar rastejando pelo chão em locais públicos??? Em casa deve ser uma festa... Eu gosto de crianças, acho-lhes imensa piada e quando as vejo não resisto a meter-me com elas. Mas ninguém consegue pedagogicamente explicar aos pais que as crianças não são macacos, apesar de terem adquirido o hábito de reproduzirem alguns sons e comportamentos??? Não é bonito, reconheço, mas quando o som estridente interfere com os meus condilos não me contenho e guincho mais alto até as ditas criancinhas pararem estupefactas. Resulta, garanto-vos!
Também me parece de mau gosto que alguns supostos casais andem pelas escadas rolantes de centros comerciais literalmente a "devorar-se" como se todos nós tivéssemos de certificar o quanto se amam. Essa não é a esfera da privacidade e da intimidade de cada um...????!!!! Dá vontade de dizer simplesmente: "OK, vocês amam-se, são lindos e dão-se bem. Porque não vão para casa ou para um local mais privado para dar azo à imaginação e criatividade???? Até para ir ao cinema escolhemos o filme...".
Hoje o dia teve de tudo... qualquer uma destas cenas faz emergir... transbordar o pior de mim... E isso não é bonito porque na maioria das vezes não faço nada, mas os meus pensamentos são péssimos... e como estamos na Páscoa... não deveriam ser... não é????
Um blog sobre a vida. Ilusões e sonhos, venturas, algumas desventuras, muitas realizações com a frustração necessária para alcançar o desejo da felicidade. Uma vida que se pretende feliz e preenchida por vivências sentidas. por Brígida Rocha Brito
sexta-feira, 14 de abril de 2017
Desabafo ambiental...
Numa sessão de abertura de uma acção de formação que decorreu há uns 3 anos em São Tomé e Príncipe, um então ministro disse com inteira razão:
1. "Os atentados contra a natureza são atentados contra a própria vida"
2. "Transformar STP numa plataforma verde de espaços e serviços não é compatível com o ecocídio"
3. "Este e o arquipélago em que homens trouxeram plantas e as plantas trouxeram outros homens".
E para finalizar:
4. "Educar os mais novos para que não tenhamos de punir os mais velhos"
Nunca tinha eternizado" estas palavras, guardava-as para mim no meu caderno que, na época, me acompanhava e que tenho o hábito de revisitar anos depois, altura em que as palavras escritas ganham força e importância. Hoje foi o dia de reler algumas palavras antes escritas e estas fizeram mais sentido do que qualquer outras. É preciso, fundamental, pulverizá-las' esperando que a difusão ajude a uma maior interiorização, passando das palavras aos actos... sustentáveis... Tudo isto à conta da introdução de produção transgénica em São Tomé e Príncipe. Uma verdadeira atrocidade.
Assinar uma petição faz sentido quando o fim é social e/ou ambientalmente justificado. É o caso. VOTEM!!!!
1. "Os atentados contra a natureza são atentados contra a própria vida"
2. "Transformar STP numa plataforma verde de espaços e serviços não é compatível com o ecocídio"
3. "Este e o arquipélago em que homens trouxeram plantas e as plantas trouxeram outros homens".
E para finalizar:
4. "Educar os mais novos para que não tenhamos de punir os mais velhos"
Nunca tinha eternizado" estas palavras, guardava-as para mim no meu caderno que, na época, me acompanhava e que tenho o hábito de revisitar anos depois, altura em que as palavras escritas ganham força e importância. Hoje foi o dia de reler algumas palavras antes escritas e estas fizeram mais sentido do que qualquer outras. É preciso, fundamental, pulverizá-las' esperando que a difusão ajude a uma maior interiorização, passando das palavras aos actos... sustentáveis... Tudo isto à conta da introdução de produção transgénica em São Tomé e Príncipe. Uma verdadeira atrocidade.
Assinar uma petição faz sentido quando o fim é social e/ou ambientalmente justificado. É o caso. VOTEM!!!!
segunda-feira, 10 de abril de 2017
Quando deixará de ser assim...?!
... com a cabeça a mil... muitas tarefas, pouco tempo, algumas preocupações... o pensamento flui com uma rapidez alucinante, saltando de assunto
para assunto... quando deixará de ser assim...?
para assunto... quando deixará de ser assim...?
sábado, 8 de abril de 2017
Há lugares que nos fazem ser melhores...
Deleito-me a ouvir as pessoas tagarelar e a tentar entender
o que dizem. Encanto-me quando as observo caminhar procurando antever como
vivem e se relacionam, como se tivesse a capacidade de presenciar alguns
momentos das suas vidas, que imagino preenchidas.
Quando o sol nasce intenso, redondo, grande e cor de fogo, e
projecta luz e calor para as ruas, tenho a sensação que aquele é o espaço ao
qual pertenço. Há cidades que fazem transparecer a essência das pessoas, porque
se adaptam, colam, moldam... Há cidades onde a vida se faz com a facilidade de
um sorriso. Há lugares que nos fazem ser melhores porque muito mais felizes…
em 21/11/2014
sexta-feira, 7 de abril de 2017
Relembrar o passado é vivê-lo duas vezes...
Relembrar o
passado é vivê-lo duas vezes. Retomar conversas que ficaram inacabadas, incompletas,
suspensas. Refrescar momentos de forma isolada, como se fosse possível cortar alguns pedaços do tempo, apenas os que nos interessam. As lembranças chegam até nós em
flashes, acompanhadas pelo antes e pelo depois, e isso nem sempre é bonito. Mas é engraçado – e estranho ao mesmo tempo – como, passado tanto tempo, os
momentos que vivemos, os bons e os pesarosos, nos visitam aos trambolhões
como se fossem empurrados por um qualquer pontapé.
Gostava
de acreditar que o passado não se revive, apenas se revisita, mas sempre que a
memória me puxa até alguns tempos idos percebo que sinto uma parte do que me
lembro ter então sentido. O medo de perder, a emoção exacerbada apertando o coração
obrigando-o a pular descompassadamente, a ansiedade do atraso e a angústia da
ausência, mas também o entusiasmo descontrolado e a percepção de que o tempo pode parar por instantes sempre
que a felicidade me invade. O arrebatamento do primeiro toque e das carícias
iniciais da descoberta na pré-aproximação. O primeiro beijo e o segundo, e os
restantes até ao último. O envolvimento desde a primeira entrega, a sensação de que a pele pode queimar com um simples toque. E todas as outras envolvências até deixar a rotina se instalar e permitir que o desinteresse se aproxime. Recordar
faz-me sentir a intensidade do momento que passou e vivê-lo uma e outra vez mais…
16/08/2015
quinta-feira, 6 de abril de 2017
13 anos irregulares
Acabei de realizar que este blog tem 13 anos, mais coisa menos coisa. 13 anos de muitas palavras passadas através de um post, de muitos sentimentos exteriorizados, de muitas fotografias que, no geral, valem bem mais do que as palavras. 13 anos de desabafos e gritos ensurdecedores, por vezes. 13 anos de palavras envoltas em emoções felizes. 13 anos com mais de 330.000 visitas, o que dá cerca de 26.000/ano. Não percebo ao certo se é muito ou pouco, mas dado que a irregularidade na escrita tem marcado a minha actuação... sinto-me orgulhosa. Muito orgulhosa! Obrigada pelas visitas e continuem a aparecer :-)
quarta-feira, 5 de abril de 2017
A noite...
sábado, 31 de dezembro de 2016
Paradoxos gastronómicos, entre outros...
Cada
vez sei menos se a maioria gosta da gastronomia da época. Eu gosto de quase
tudo. Gosto de bacalhau cozido com batatas, couves e grelos, além de todas as outras formas de o confeccionar. Gosto de peru e de cabrito. Gosto de doces de Natal.
O prazer de uma mesa farta nesta altura do ano deleita-me os olhos e os
sentidos. Talvez mais os olhos do que o estômago porque, em boa verdade, não
como em excesso, mas provo um pouco de tudo. Mas, para mim, esta época tem paradoxos
gastronómicos e tudo seria tão mais fácil de entender se fossem só relacionados com os paladares e o estômago. Por exemplo, não gosto de frutos secos apesar de gostar muito
mais de bolo rainha do que de bolo rei. Adoro sonhos, particularmente de leite,
bolinhos de jerimu e fatias douradas. Lembram-me a infância, época em que a vida corria leve e alegre. Mas não consigo perceber a razão porque
chamam às boas das fatias, mergulhadas em leite antes de serem fritas e
envoltas em açúcar e canela, rabanadas ou fatias paridas. Que nomes mais
infelizes e de associação pouco adequada. Dá-me uns nervos inexplicáveis e sempre
que oiço tais expressões quase entro em estado de loucura violenta. Até posso perceber que a
justificação seja a forma como são fritas, mas não fico convencida, são
denominações feias e deselegantes. E
depois há a história do marisco abundante na noite da passagem de ano. Fartura
não é necessariamente loucura. No dia de hoje uma visita ao supermercado resulta num êxtase
desassossegado. Filas e encontrões, pessoas mal educadas armadas em finas
atropelando-se umas às outras numa correria desenfreada para garantirem que chegam ao balcão antes dos outros porque supostamente querem o último camarão da bancada, sem perceberem que algumas pessoas estão ali apenas para comprar alface, tomate cherry, cebolinho e outros artefactos, mas não querem marisco e que, por isso,
não representam concorrência. Poupem-me a esta estupidez nacional que parece
só comer, beber e viver nesta noite!
sábado, 24 de dezembro de 2016
O Natal pode ser um "lugar estranho"
De ano para ano, o Natal tem-se transformado num "lugar estranho". Sim! Eu era uma daquelas pessoas que vibrava com esta época e que passava uma parte do ano a pensar no quanto este momento era saboroso. Nos aromas e nos paladares mudou pouco e pode até continuar a ser aromático e saboroso, mas as vivências têm mudado e perderam uma grande parte da graça. Tudo tem uma razão de ser, ou mais do que uma... Algumas pessoas que aqueciam o meu Natal partiram, o que retirou alguma graça a estes dias e depois... parece que a loucura se instalou no modus vivendi levando a maioria das pessoas a "passar" pelo Natal de forma abrupta, rápida e passageira sem se aperceberem do que a época tem de melhor. Não se vive a companhia, não se partilham momentos, não se (re)constroem relações. Não há tempo para escutar música de Natal e os cinemas não têm filmes quentinhos e leves. Ao contrário, atropelam-se os afectos, aniquilam-se as emoções, empurram-se as oportunidades. A vida acelera porque a temporada é curta e tem de ser gozada, mas não vivida. O Natal que eu aprendi a gostar desde pequena, quente, doce, aconchegante fugiu-me, já cá não está, e o que ficou é, sem dúvida, um "lugar estranho"... quinta-feira, 22 de dezembro de 2016
quarta-feira, 17 de agosto de 2016
Lições a retirar dos JO Rio2016
Depois de assistir atentamente a uma grande parte dos JO do Rio2016, há algumas lições que quero e vou reter com a máxima atenção...
nº 1: o sucesso depende principalmente da persistência
nº 2: a sorte aliada ao esforço permite alcançar um bom resultado
nº 3: nunca se deve assumir a vitória antes da sua concretização
nº 4: a impossibilidade de alcançar a vitória não significa ausência de mérito
nº 5: é fundamental aproveitar as oportunidades no momento certo
nº 6: saber perder é tão importante quanto saber ganhar
nº 7: desistir não é uma estratégia para o sucesso e/ou a felicidade
nº 1: o sucesso depende principalmente da persistência
nº 2: a sorte aliada ao esforço permite alcançar um bom resultado
nº 3: nunca se deve assumir a vitória antes da sua concretização
nº 4: a impossibilidade de alcançar a vitória não significa ausência de mérito
nº 5: é fundamental aproveitar as oportunidades no momento certo
nº 6: saber perder é tão importante quanto saber ganhar
nº 7: desistir não é uma estratégia para o sucesso e/ou a felicidade
terça-feira, 7 de junho de 2016
Saudade de "alguém"...
Há músicas, tão mas tão magníficas, que me inspiram sentimentos profundos e fazem ter vontade de... ter saudade de "alguém". E de tão inspirada... a saudade acaba por chegar e os momentos felizes vão passando à frente dos meus olhos, ora abrindo sorrisos, ora criando uma lágrima... Saudades tuas, saudades de ter saudades de ti... :-D
APRENDER A SORRIR - Vanessa da Mata e António Chainho.
"A tradição diz que a saudade é coisa infeliz
Mas eu não sei se o que ela diz
é para escutar com atenção
Posso afirmar que não é triste lembrar alguém
que toda a vida nos fez bem
e agora foi noutro lugar
Meu Deus do Céu, como é bom quando a saudade vem
Meu Deus do Céu como é bom ter saudade de alguém
E se amanhã a vida nos separar aos dois
Quero que você veja depois
como a saudade é coisa vã
Eu quero ser uma lembrança mas tão feliz
que quando a dor estiver por um triz
seu coração irá dizer
Meu Deus do Céu, como é bom quando a saudade vem
Meu Deus do Céu como é bom ter saudade de alguém
E se amanhã a vida nos separar aos dois
Quero que você veja depois
como a saudade é coisa vã
Eu quero ser uma lembrança mas tão feliz
que quando a dor estiver por um triz
seu coração irá dizer
Meu Deus do Céu, como é bom quando a saudade vem
Meu Deus do Céu como é bom ter saudade de alguém
ter saudade de alguém
ter saudade de alguém"
"A tradição diz que a saudade é coisa infeliz
Mas eu não sei se o que ela diz
é para escutar com atenção
Posso afirmar que não é triste lembrar alguém
que toda a vida nos fez bem
e agora foi noutro lugar
Meu Deus do Céu, como é bom quando a saudade vem
Meu Deus do Céu como é bom ter saudade de alguém
E se amanhã a vida nos separar aos dois
Quero que você veja depois
como a saudade é coisa vã
Eu quero ser uma lembrança mas tão feliz
que quando a dor estiver por um triz
seu coração irá dizer
Meu Deus do Céu, como é bom quando a saudade vem
Meu Deus do Céu como é bom ter saudade de alguém
E se amanhã a vida nos separar aos dois
Quero que você veja depois
como a saudade é coisa vã
Eu quero ser uma lembrança mas tão feliz
que quando a dor estiver por um triz
seu coração irá dizer
Meu Deus do Céu, como é bom quando a saudade vem
Meu Deus do Céu como é bom ter saudade de alguém
ter saudade de alguém
ter saudade de alguém"
sábado, 2 de janeiro de 2016
O ano velho passou e o novo chegou...
O ano velho passou e o novo chegou até mim com uma única certeza: a de querer viver de forma tranquila, pacata, sábia. Aprender a fazer as escolhas certas e a tomar as decisões adequadas tem sido uma tarefa que, ao longo de perto de meio século, a vida me foi demonstrando ser difícil.
Viver com tranquilidade requer sabedoria e a sabedoria resulta da aprendizagem e a aprendizagem supõe experiência e ter experiência significa que vivi. É para isso que me tenho vindo a preparar, para viver com a tranquilidade sábia que vou aprendendo através da experiência que a vida me permite ter.
sexta-feira, 18 de dezembro de 2015
terça-feira, 10 de novembro de 2015
Talvez fosse da tristeza...
De repente
tomou consciência que se sentia triste sempre que lhe apetecia escrever. Uma tristeza
justificada, com causa e motivo concreto, bem definido e identificado. Talvez a
tristeza fosse a sua principal fonte de inspiração. Talvez por isso as suas
palavras estivessem banhadas de lágrimas, ora contidas, ora corridas, cheias e
salgadas. Quanto mais longe da infância maior o sentimento de
fragilidade que a assolava. Sentia-se sensível e tão vulnerável quanto uma canoa de único
remador em pleno mar alto num dia de tempestade agravado por ventos ciclónicos.
Perdia auto-estima com facilidade e estava cada vez mais necessitada de reforço acolhedor e reconfortante. Quando não o sentia, por via de um olhar, de uma palavra amiga
ou de um abraço forte e aconchegante, acabava por se refugiar em si mesma, no
caderno e na caneta porque as palavras eram genuínas e as linhas onde
escrevinhava não a julgavam nem atraiçoavam.
Era à noite
que mais escrevia e também era durante a noite que a tristeza a visitava
com mais regularidade e intensidade. Talvez ninguém compreendesse estes estados
de alma tão tardios que a levavam a ficar noites sem dormir escrevendo sem
parar. Talvez ela não se importasse com isso. Ou talvez se apercebesse da indiferença e calada se contivesse de outras formas de expressão...
A tristeza
é um sentimento desconcertante porque tão verdadeiro quanto intolerável mas
sabia que com ele se sentia segura porque nunca a abandonava. A noite era boa
conselheira porque longa e, por vezes, interminável. Tinha início e meio mas o
fim parecia não querer chegar. Talvez até, por vezes, lhe faltasse a paciência
e a capacidade para gerir a tristeza e talvez fosse por isso que pegava na
caneta e no caderno, que já tinha poucas linhas vazias, e dava azo à liberdade
de pensamento deixando a tinta desenhar letras conexas que relatavam um pouco
do que sentia... Talvez fosse da tristeza...
São Tomé, 10 de Setembro de 2014
terça-feira, 1 de setembro de 2015
quinta-feira, 2 de julho de 2015
Visita apressada
É em dias de calor como o de ontem, o de
hoje e, muito provavelmente, o de amanhã que o meu pensamento é invadido por
lembranças e o meu inconsciente viaja. Momentos recordados da terra e das
gentes, dos sorrisos e das interjeições gritadas em som estridente num misto de
espanto e diversão, das praias, das paisagens, dos trilhos e das caminhadas, da
crueza de algumas coisas e da intensidade das emoções de muitas outras.
O calor abafado pela humidade não me deixa respirar, estimula os
sentidos e rouba a força às pernas dando-me a sensação que o chão desliza
para níveis inferiores e os meus pés escorregam como se
tentasse caminhar sobre as águas rápidas de um ribeiro.
É particularmente em dias como o de hoje que
a minha África regressa e me visita, envolta numa neblina difusa. A visualização
dos momentos vividos fica turva pela rapidez dos flashes que iluminam a minha memória
mas, à medida que as imagens sucedem e se conjugam, o regresso torna-se mais nítido
e aí está ela, que chega até mim num ápice como se me fizesse uma visita
apressada.
Lisboa,
27 de Maio de 2015
domingo, 31 de maio de 2015
Quase meio século...
Em algumas alturas do ano dou comigo a pensar que o tempo passa depressa, rápido de mais! Já lá vai quase meio século e tanta coisa há por fazer, muito para ver, tanto por viver. Quase meio século... mais do que uma geração, uma vida. E apesar de tudo não sinto ainda o peso dos anos. That's a good new... É também nestas alturas que me dá para ir "procurar" por algumas pessoas que fizeram parte do meu passado e de quem me deixei perder porque não me quis fixar ou porque não valiam mesmo o esforço da fixação. Alguns daqueles de quem perdi o rasto e com quem o encontro foi afinal um mero acaso. E é nestas minhas pesquisas que confirmo, uma e outra vez, que fiz bem em seguir com a vida adiante por outro caminho porque o que trilham está minado e a todo o momento pode explodir. E percebo que estes pouco ou nada mudaram porque permanecem resistentes, apesar da vida os tentar ensinar e lhes ir demonstrando que há melhores formas de vida. Meio século de aprendizagens... quase... meio século... e tanto ainda para aprender e por viver... esta é, de facto, a boa notícia... Venha mais outro "quase" meio século! Por hoje... that's MY DAY!
terça-feira, 26 de maio de 2015
África...
África,
és terra doce, terna, quente e envolvente.
és terra doce, terna, quente e envolvente.
Com os teus cheiros intensos
emanas sensualidade.
emanas sensualidade.
Nos corpos ondulantes dos que te habitam,
ao som de ritmos compassados com requebros,
crias desejo de simbiose e união.
Os teus paladares exóticos transformam vontades
e da indiferença fazes vida ardente.
És terra de duras experiências,
de contrastes aquecidos pelo sol e aliviados pelas
chuvas,
onde se aprende a ser, a estar e a viver
com os sentidos tão expostos quanto receptivos.
África, tu és emoção e paixão...
comemorando o Dia de África com 1 dia de atraso
Lisboa, 26 de Maio de 2015
sábado, 11 de abril de 2015
Reflexões sobre a organização
- O que
quer dizer 'organizar' quando falamos sobre pessoas? - esta era
uma pergunta que, de dia para dia, vinha ter comigo com maior rapidez, frequência
e intensidade.
- Podemos organizar
ideias, papéis, roupas, salas, secretárias, armários e gavetas, agendas e
tarefas. Mas pessoas...?! - pensava...
Há alguns - muitos - anos atrás era habitual utilizar a
expressão 'organiza-te', tanto para algumas pessoas, e fazia-o com um sorriso
nos lábios, como para mim mesma, e neste caso a voz rouca da minha consciência crítica sussurava ao ouvido
para ter a certeza que a escutava e entendia: "tens de te organizar...!". Hoje sei que essa voz aparecia sempre
que o meu coração balançava para esferas pouco seguras mas prazerosas. Em boa
verdade, a expressão era escutada por mim sempre que alguém me tentava
desorganizar... ou seria mesmo eu que me deixava desorganizar... e, no meu
subconsciente, representava a necessidade de sentir a brisa fresca do Outono em
paragens onde o Verão não tinha início nem fim. Sabia que tinha de ganhar
consciência de que a vida requer sempre um pouco de ordem, alguma organização quase
sistemática e metódica, rigor qb no comportamento e critério na atitude. Não,
não é fácil sobretudo quando o momento resulta de vivências intensas e sentidas.
Houve alturas em que sabia que era fundamental pôr os pontos nos is e viver mais pela razão do que pela
emoção porque a razão é organização e a emoção o seu contrário. Criar o
equilíbrio parecia periclitante e pouco lógico...
Hoje a organização faz parte da minha vida, aliás passou a ocupar um espaço cada vez maior à medida que me fui afastando dos núcleos da desorganização.
Mas o que pensar de pessoas profundamente desorganizadas, impreparadas e descentradas do essencial mas que se julgam o supra-sumo da organização? Pessoas que circulam cirandando, que andam como se dançassem num baile de máscaras. Pessoas que se comportam como se a vida fosse um 'show off' permanente e estivessem em cima de um palco em representações imparáveis. Pessoas que criam uma imagem, tão suspensa quanto superficial, apenas assente na capacidade de organização alheia. Pessoas que vivem de forma aligeirada e esvoaçante, sem base e fundamento mas que se auto-intitulam descobridores do crepúsculo. É cansativo, desgastante e exasperante porque chega a ser lunático. Tenho a sensação de que por momentos, horas ou dias, os meus pés se descolam do chão e o meu corpo levita sobrevoando o mundo real. Só que nem sempre estou no meio de um sonho...
Hoje a organização faz parte da minha vida, aliás passou a ocupar um espaço cada vez maior à medida que me fui afastando dos núcleos da desorganização.
Mas o que pensar de pessoas profundamente desorganizadas, impreparadas e descentradas do essencial mas que se julgam o supra-sumo da organização? Pessoas que circulam cirandando, que andam como se dançassem num baile de máscaras. Pessoas que se comportam como se a vida fosse um 'show off' permanente e estivessem em cima de um palco em representações imparáveis. Pessoas que criam uma imagem, tão suspensa quanto superficial, apenas assente na capacidade de organização alheia. Pessoas que vivem de forma aligeirada e esvoaçante, sem base e fundamento mas que se auto-intitulam descobridores do crepúsculo. É cansativo, desgastante e exasperante porque chega a ser lunático. Tenho a sensação de que por momentos, horas ou dias, os meus pés se descolam do chão e o meu corpo levita sobrevoando o mundo real. Só que nem sempre estou no meio de um sonho...
em São Tomé, 10 de Setembro de 2014
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Manual de sobrevivência em meios socialmente hostis
Presenciando cenas pela manhã bem cedo recordo uma pessoa que conheci em São Tomé e Príncipe há uma eternidade e de quem perdi o rasto há ...
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Depois de ter regressado a Lisboa, após a minha última incursão a São Tomé, não há dia em que não me lembre das maravilhas do arquipélago, d...
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Andando de um lado para o outro na net, fui dar com o Verbumimagus , blog fantástico que divulga contos tradicionais de Cabo Verde. A reter ...
-
Este post é dedicado à Helena , uma variação do Calulu de Peixe. Proponho a versão de carne que na minha opinião é incomparavelmente melhor....





