Um blog sobre a vida. Ilusões e sonhos, venturas, algumas desventuras, muitas realizações com a frustração necessária para alcançar o desejo da felicidade. Uma vida que se pretende feliz e preenchida por vivências sentidas. por Brígida Rocha Brito
quinta-feira, 23 de maio de 2013
Reflexão tardia
E se a tua intuição te diz que te estão a "meter o pé"... respira fundo, pensa antes de agires e com o melhor sorriso que conseguires fazer capacita-te que és muito melhor do que esses trapaceiros que te rodeiam... e sobretudo que melhores dias virão porque há mais marés do que marinheiros!!!!
quinta-feira, 2 de maio de 2013
O tempo...
Há semanas que voam... os minutos eclipsam-se, as horas fluem e os dias desaparecem sem nos darmos sequer conta do que é que fizemos, ou não conseguimos fazer... E depois... ah pois é... depois há semanas como esta em que o tempo parece não querer passar... os dias estendem-se, as horas rendem, os minutos alongam-se e os segundos demoram uma eternidade a passar... e a próxima semana parece que nunca mais chega... bfffff...
O tempo é mesmo marcado com compassos emotivos, emocionais...
O tempo é mesmo marcado com compassos emotivos, emocionais...
terça-feira, 12 de março de 2013
TURISMO RESPONSÁVEL EM RESERVAS DA BIOSFERA
Estou
a realizar um estudo sobre TURISMO RESPONSÁVEL EM RESERVAS DA BIOSFERA e
gostaria de contar com a sua colaboração com a resposta a um breve
questionário, de resposta simples e que não requer mais do que 5 minutos do seu
tempo.
A participação é totalmente anónima não sendo possível identificar o respondente. As respostas serão apenas utilizadas para fins científicos, requerendo um tratamento e análise de conjunto. Os resultados do Estudo serão tornados públicos no final de 2013.
Agradeço desde já a disponibilidade e colaboração,
Brígida Rocha Brito
Ph.D
Professora Universitária
Investigadora
Start Survey Start Survey Start Survey
http://surveys.questionpro.com/a/TakeSurvey?id=3442000
A participação é totalmente anónima não sendo possível identificar o respondente. As respostas serão apenas utilizadas para fins científicos, requerendo um tratamento e análise de conjunto. Os resultados do Estudo serão tornados públicos no final de 2013.
Agradeço desde já a disponibilidade e colaboração,
Brígida Rocha Brito
Ph.D
Professora Universitária
Investigadora
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segunda-feira, 31 de dezembro de 2012
Adeus 2012... Olá 2013!!!
Adeus 2012. Foste um ano que não deixou grandes saudades. Não por culpa tua porque, em boa verdade, quando chegaste vinhas com as melhores intenções e todos nós pensámos que tu irias ser "O Ano". E foste, mas pelas piores razões. Graças a algumas pessoas de excelsa inteligência que passaram os dias a imaginar a melhor forma de dar cabo de um pequeno país à beira-mar plantado. Desculpa a sinceridade, 2012, mas contra tudo e contra todos espero mais do teu irmão mais novo, o 2013. Deixa-me dizer-te com alegria "Bye bye 2012" e com expectativa apreensiva... "Hellooo 2013!!!"
quinta-feira, 20 de dezembro de 2012
quinta-feira, 13 de dezembro de 2012
D. Berta: até uma dia...
A D. Berta foi uma das primeiras pessoas que conheci na Guiné-Bissau e que fui revisitando sempre que regressei àquele país. Estávamos algures em Março de 1996, ou Abril, e eu andava por lá a fazer a pesquisa para a dissertação de Mestrado. Nessa altura passei horas a falar com ela, aliás como toda a gente que passava por Bissau, ou que lá vivia, e a comer a gelados que ela me oferecia no meio dos meus receios de principiante em terras de África. As recomendações tinham sido mais do que muitas - cuidados a ter com o que comia e bebia, sendo impensável socorrer-me de gelo, gelados, sumos de fruta e tanto mais por causa das águas e de tudo o que se poderia seguir. Mas comi gelados deliciosos, magníficos, caseiros e muito confiáveis, já que não me aconteceu nada a não ser usufruir de bons momentos e regressar a Lisboa muito mais rica pelas experiências que por lá tive :-) No calor do final dos quentes anos 90 em Bissau, aqueles gelados tiveram o sabor da vida...
A D. Berta - avó Berta, como muitos lhe chamavam - era uma senhora encantadora, deliciosa, uma cabo-verdiana como tantas outras a viver em Bissau há muitos anos. A Pensão Central era o ponto de passagem e de encontro. Por lá almocei e jantei vezes sem conta, ouvi histórias que jamais se repetem ou relatam, vi pessoas que nunca imaginei sequer poder avistar, usufrui da companhia de amigos e conhecidos que por lá viviam, sentei-me na varanda a receber a brisa possível e a observar a vida que corria sem parar lá em baixo com sons, cores e movimento únicos. Ali bebi coca-cola debaixo de chapéus de sol encarnados e marcados com a marca da bebida, e senti-me reconfortada antes das viagens loucas para o sul e para o norte, ou depois delas.
A D. Berta deixou este Mundo e partiu para outras paragens com a certeza de que viveu intensamente e de forma sábia, alimentando amizades e tendo uma infinita receptividade para com todos os que com ela se cruzassem. Foi um bonito exemplo de vida e certamente que, onde quer que esteja nesta altura, está feliz por ter cumprido a sua missão. Ela ficou no coração de todos pela bondade, compreensão, amizade, tolerância. E tanto mais... E um dia, certamente, voltaremos a reencontrar-nos...
segunda-feira, 10 de dezembro de 2012
Pensamentos analógicos ou da sauna ao sacador de mãos
Há
tempo que não fazia sauna e talvez por isso me surpreenda com as atitudes de
algumas pessoas. Pois bem, o que se passa é o que a seguir explico. Estando
dentro da cabine percebo que uma grande parte das frequentadoras do equipamento
o utiliza como se de um secador se tratasse. Algumas pessoas - a maioria com a
qual me tenho cruzado - entra na sauna, pensava eu, para uns minutos de
desintoxicação. Engano meu. A maioria, considerando que apenas eu por lá
permaneci por 10 minutos, entra e após o duche, que não faço a menor ideia se
foi ou não eficaz, limpa-se cuidadosamente coma toalha, inclusivamente entre os
dedos dos pés de forma a retirar qualquer resquício de humidade. Depois há
algumas variantes, umas acabam por sair após a secagem, outras abrem os braços
baloiçando-os, enrolam-se de novo na toalha e saem. Uma simples observação do
comportamento destas pessoas num equipamento de uso comum em contexto de lazer é
absolutamente hilariante. Sobretudo para quem, como eu, também lecciona
Animação do Lazer e do Recreio. Num dia de aulas pus-me a pensar nesta
experiências e, nem que ligeiramente, a sensação foi de "déjà vu". Nesse
milésimo de instante realizei a cena.
Quando
vamos à casa de banho de um centro comercial ou de um cinema, cada vez mais
constatamos que, em substituição dos toalhetes de papel, surgem os secadores de
mãos. Barulhentos e muito desagradáveis, apesar de supostamente mais ecológicos
por não utilizarem papel, mas sem dúvida profundamente prejudiciais para quem
tem problemas no ouvido interno. Fujo deles, portanto. Mas já vi, por pura
curiosidade, o seu funcionamento: um jacto forte de ar, quente ou frio, que
ajuda a eliminar a água secando as mãos. Para acelerar o processo de secagem,
parece habitual sacudir as mãos ou esfregá-las em movimentos sem sentido
pré-definido, ora em círculos, ora na vertical, fazendo com que o ar circule
ainda mais depressa e assim as mãos ficam sem humidade aparente. Pois na sauna,
a lógica parece ser semelhante para quem sai do duche. Não percebo como
funciona, já que, por característica, a sauna acelera o processo de
transpiração através dos poros e, por uma questão de higiene e de bem-estar, o duche
só é suposto acontecer no final da sessão.
A
parte mais engraçada de toda a cena foi quando, perante a minha perplexidade uma
das dançarinas da sauna me olha com ar incomodado e diz: - "não gosto nada
deste calor, faz-me sentir mal...". Eu fiquei ainda mais estupefacta, não
sabia se haveria de rir ou chorar. Depois de assistir ao pormenor da arrumação
dos frascos numa bolsa impermeável e da coreografia da secagem corporal, oiço-a
dizer que se sente incomodada com o calor. Então porque entrou??? A única
reacção que consegui ter foi um sorriso, que certamente resultou num tom
amarelo esverdeado porque preenchido por uma incompreensão desconsolada, mas
ainda consegui dizer: -"pois... na sauna faz calor, muito calor". Ela
saiu abanando-se, servindo da mão como leque, e eu fiquei a pensar que as
pessoas andam a ter reacções verdadeiramente estranhas...
em 26 de Outubro de 2012
em 26 de Outubro de 2012
sexta-feira, 23 de novembro de 2012
Conferência de Luanda sobre a Paz e Segurança na região do Golfo da Guiné
CONFERÊNCIA DE LUANDA SOBRE A PAZ E SEGURANÇA NA REGIÃO DO GOLFO DA GUINÉ
LUANDA, 27-29 de Novembro
Temas em debate (lá estarei no painel 8)Painel #1: O Golfo da Guiné, zona de paz e segurança.Painel #2: A influência da paz e segurança na região do Golfo da Guiné para a estabilidade e desenvolvimento do Continente Africano.Painel #3: A extensão da Plataforma Continental, necessidade e desafio
LUANDA, 27-29 de Novembro
Temas em debate (lá estarei no painel 8)Painel #1: O Golfo da Guiné, zona de paz e segurança.Painel #2: A influência da paz e segurança na região do Golfo da Guiné para a estabilidade e desenvolvimento do Continente Africano.Painel #3: A extensão da Plataforma Continental, necessidade e desafio
para a região do Golfo da Guiné.
Painel #4: O estado e as consequências da imigração ilegal para a paz e segurança na região do Golfo da Guiné.
Painel #5: A experiência da CEDEAO na manutenção da paz e segurança. Lições para a região do Golfo da Guiné.
Painel #6: A importância da segurança da região do Golfo da Guiné como rota de transporte marítimo.
Painel #7: A contribuição do mecanismo de manutenção da paz e segurança na África Central, à segurança da região do Golfo da Guiné.
Painel #8: O ecossistema da região do Golfo da Guiné como parte do seu ambiente de segurança.
Painel #9: A região do Golfo da Guiné na rede de produção e comércio internacional de droga.
Painel #4: O estado e as consequências da imigração ilegal para a paz e segurança na região do Golfo da Guiné.
Painel #5: A experiência da CEDEAO na manutenção da paz e segurança. Lições para a região do Golfo da Guiné.
Painel #6: A importância da segurança da região do Golfo da Guiné como rota de transporte marítimo.
Painel #7: A contribuição do mecanismo de manutenção da paz e segurança na África Central, à segurança da região do Golfo da Guiné.
Painel #8: O ecossistema da região do Golfo da Guiné como parte do seu ambiente de segurança.
Painel #9: A região do Golfo da Guiné na rede de produção e comércio internacional de droga.
domingo, 18 de novembro de 2012
Da Guiné, com a Guiné, para a Guiné
Somos muitos os que, num qualquer momento, nos apaixonámos por África e que, após uma primeira incursão à Guiné-Bissau, sentimos que a nossa vida mudou para sempre. Por lá conhecemos pessoas excepcionais, percorremos paisagens de encantos múltiplos, observámos espécies de cores e formas únicas que evidenciaram também alguma curiosidade por nós.
E é muito gratificante sempre que encontramos outras pessoas que, como nós, não sendo guineenses, têm o mesmo sentimento em relação àquele povo que só merece o que de melhor existe ou que pode ser concebido.
Hoje foi um dia em que um blogger me contactou com o objectivo de partilharmos ideias sobre a Guiné-Bissau. Excelente, foi para mim uma enorme honra. Ora, aqui está: é no CART 3494 & Camaradas da Guiné. Tem muita informação que vale a pena explorar. Obrigada, grande dinamizador.
terça-feira, 23 de outubro de 2012
Como o macaco do conto: cego, surdo e mudo...
Os relatos de torturas na Guiné-Bissau continuam e os pormenores são absolutamente atrozes e de uma desumanidade impensável. Basta consultar algumas páginas da net (blogs, jornais digitais, grupos, facebook...). Não há quem pare esta gente? O que é feito da comunidade internacional? Ainda têm dúvidas e não querem ser acusados de ingerência??? E entretanto... como ficam as consciências de uns e de outros, deixando que alguns lunáticos que se sentem guerreiros do Apocalipse, agindo de forma mais cruel do que o mais feroz dos animais, continuem a agredir, a mutilar e a matar...? Para que servem afinal as organizações internacionais de carácter humanitário, tão defensoras dos direitos humanos, mas se calhar só no conforto da poltrona, e que se apelidam de cooperantes??? Seguramente que estou a passar por uma fase mais do que crítica e céptica... mas sou incapaz de compreender a ausência total de acção, incluindo por parte das representações estrangeiras no país. Fazem-me lembrar o macaco que, para não se comprometer, declara-se cego, surdo e mudo...
segunda-feira, 22 de outubro de 2012
Once again... o medo reina em Bissau
Não, não parece ser justo e, em boa verdade, não é. A Guiné-Bissau está de novo a viver sob o clima do medo... Ataques verdadeiros ou supostos, mortes, perseguições, detenções e desaparecimentos com ou sem mais mortos. Está prestes a instalar-se o clima do terror. Ninguém merece viver assim, a pensar que um qualquer dia pode ser o seu e que esse dia está tão próximo que pode ser o já e o agora. Ninguém - ou quase - gosta de pensar no dia em que tudo muda.
Tenho para mim que viver com insegurança e na incerteza não é viver. É como se soubéssemos antecipadamente em que dia iríamos morrer e ainda com a certeza de termos o bónus da tortura mais ou menos violenta. Pior do que sentirmos que esse era o nosso fado seria olharmos para os que queremos muito e de quem gostamos porque são a nossa essência e sabermos que esse era o seu destino. Não queremos sofrer, e muito menos sem percebermos porquê, mas imaginarmos que os que mais amamos nesta vida estão a sofrer... faz-nos sofrer duplamente. É de enlouquecer a mente mais sã...
Viver em clima de medo permanente, a pensar que o que quer que seja pode acontecer, ver os dias a fugirem como se um qualquer monstro corresse desenfreadamente atrás de nós não é viver. É sobreviver aos impulsos, aproveitando os minutos que nos deixam como se fosse uma benesse. É olhar os dias a prazo e sabendo que a validade está a expirar...
E a pergunta que repito vezes sem conta, com o aperto no coração que sentimos quando ao olharmos para o que gostamos vemos possibilidades reais de destruição, é: quando é que o povo guineense terá paz, uma paz desejada e merecida..?! Porque tudo o resto não passam de pormenores que alguns procuram perpetuar sem sentido...
E ainda me dá vontade de dizer bem alto para que todos oiçam: OLHEM AS CRIANÇAS NOS OLHOS E DIGAM-LHES, POR FAVOR, QUE ELAS SÃO O FUTURO DE UM PAIS FANTÁSTICO. NÃO AS DESILUDAM... POR NADA...
terça-feira, 16 de outubro de 2012
É bom o frio...
O frio não chegou ainda mas, de vez em quando, faz uns ligeiros ameaços reconfortando-me. Sim, espero-o há tempo como se de um amigo distante se tratasse. A presença dele leva-me a enroscar mais vezes em ti e a sentir o teu calor. É bom o frio. De vez em quando, nem que seja...
quarta-feira, 3 de outubro de 2012
Faz hoje 10 anos... :-)
![]() |
| Da varanda da Roça de S. João, a baía de Angolares |
segunda-feira, 24 de setembro de 2012
Na corda bamba
Tantas e tantas vezes sentiu-se baloiçar na corda bamba, como se não houvesse chão por baixo e a sabedoria estivesse no equilíbrio dos movimentos. Até aqui, teve sempre coragem e força para chegar ao fim da corda, a um qualquer porto seguro. Hoje já não sentia a mesma energia e vontade de vencer. Na verdade, tudo parecia tão pouco compensador que já não sabia se valeria a pena ir um pouco mais além, esforçar-se um pouco mais, só um bocadinho assim. Sentia-se esgotado, trôpego, sem forças, cambaleante, para além do desassossego lhe apoquentar os dias. Haveria certamente outros lugares melhores, mais tranquilos, mais estáveis, mais seguros, mais...
terça-feira, 18 de setembro de 2012
Visões entre Lisboa e Cascais...
Depois do carro ter avariado, sei lá eu o que é que tem, dei-lhe tréguas até ir para a oficina. Não me apetece gastar mais dinheiro com ele, nunca um carro com tão pouco tempo me deu tantos problemas. Azar, dirão alguns. Pois não sei. Em maré de azar é no que mais tenho andado. Ou isto dá uma volta ou não sei. Já não sei nem quero saber. E essa é a pior parte, não querer saber. Não me interessa, já nem me interessa.
São quase 20h30 e à minha frente, no comboio para Cascais, vai uma figura que tem a imagem de Jesus Cristo. Se andasse por estes lados, até poderia ser Ele. Tenho vindo focalizada nele, siderada ao ponto dele se ter também fixado em mim, o que não é uma situação confortável. Mas o pior é que não consigo desviar os olhos. É mesmo parecido com a imagem que tenho Dele. A questão é que ele me faz lembrar Jesus Cristo mas já eu não me pareço em nada com a Maria Madalena.
A esta hora, os meus companheiros de carruagem têm um ar triste, circunspecto, metido com eles próprios. Mais do que introvertidos parecem desiludidos. Porque será...?! Não olham para ninguém: uns seguem de olhos fechados como se o Mundo fosse de tal forma feio e desconfortável que mais vale não o ver; outros viajam com os olhos abertos mas sem nada ver, com o olhar fixado no vazio. Da minha parte, partilho o sentimento de desconforto mas sou incapaz de não os observar e escrevo no meu caderninho. Entretenho-me por tudo e por nada a observar um e a ouvir outro. Tudo serve para o meu espírito vaguear por outras vidas e a caneta corre pela folha desenfreadamente sem parar. Um dia escrevo um livro de histórias ou contos, ou quem sabe um romance... Com o que já vi e vivi bem que podia escrever uma colecção inteira...
O Jesus Cristo da minha carruagem parece o único a quem a vida corre sem sentir o prejuízo ou o desconforto de viajar a esta hora num comboio desconfortável cheio de grafittis como se fosse a parede de um barracão velho e devoluto. Chegou um amigo gordo, enorme, daqueles que só temos ideia de existirem nos filmes, com ar tão Heavy Metal quanto tranquilo. A festa foi imediata depois da pergunta - "Como estás?" - e da resposta - "Tá-se bem...". Conversaram toda a viagem, riram animados mas sem inquietarem os outros que permaneceram sem sequer darem conta de que, para eles, a vida parece correr sobre carris.
E agora é a minha vez de me surpreender: o meu companheiro de viagem levantou-se e vai sair na mesma estação que eu. É meu conterrâneo, portanto, e eu nunca antes tinha dado conta de que ele existia por estes lados. É a minha vez de ir jantar...
E se a vida fosse só lazer...
A vida quotidiana devia ter mais momentos de lazer ou até quem sabe ser apenas lazer. Tudo seria mais fácil, simpático, escorreito, animado, recreativo... O problema seria um só: deixaríamos de valorizar os tempos e os espaços dedicados ao lazer para passarmos a entendê-los como a quotidianeidade. E aí...? Ah pois é, aí passaríamos a entender esses momentos como rotineiros, obrigatórios e comuns, em vez de serem definidos como excepcionais porque marcados pela diferenciação Passariam a ser tempos e espaços de diversão obrigatória, de aprendizagem lúdica e de festa contínua. E nada na vida é permanente, tudo é efémero, transitório, passageiro... até, e sobretudo, a parte animada da vida recriada e reconstruída. Tudo o mais se faz, se passa sem nos darmos conta. Uma enorme frustração...
domingo, 16 de setembro de 2012
Olá, continuo por aqui nem que seja em pensamento...
E depois de um sonho rápido mas intenso acordei. Não, não estava lá de novo e lamentei-me por isso. Mas enquanto dormitei passei pelas ilhas só para dizer - "Olá, continuo por aqui nem que seja em pensamento"...
No sonho estávamos todos por lá. E quando digo todos, são todos mesmo. Todos os que fui conhecendo ao longo de mais de 15 anos de permanências e visitas às ilhas. A passagem foi um pouco confusa, tenho de admitir, porque estranhamente todas as pessoas se conheciam e interagiam sem problemas, até as que não é suposto virem a conhecer-se ou conseguir trocar duas palavras que seja.
Não sei se sonhei com o paraíso mas fiquei muito mais bem disposta quando acordei... e, na verdade, gostei de rever tanta gente no curto espaço de tempo de 20 minutos...
No sonho estávamos todos por lá. E quando digo todos, são todos mesmo. Todos os que fui conhecendo ao longo de mais de 15 anos de permanências e visitas às ilhas. A passagem foi um pouco confusa, tenho de admitir, porque estranhamente todas as pessoas se conheciam e interagiam sem problemas, até as que não é suposto virem a conhecer-se ou conseguir trocar duas palavras que seja.
Não sei se sonhei com o paraíso mas fiquei muito mais bem disposta quando acordei... e, na verdade, gostei de rever tanta gente no curto espaço de tempo de 20 minutos...
quarta-feira, 12 de setembro de 2012
Powerpoints do Seminário Internacional "Alterações Climáticas e suas repercussões sócio-ambientais", São Tomé, Agosto de 2012
Estão disponíveis para consulta e download os slides das
apresentações em formato PDF referentes às
comunicações do Seminário Internacional "Alterações Climáticas e
suas repercussões sócio-ambientais", realizado em São Tomé no passado mês
de Agosto.
Recomendamos a todos que, em caso de pretenderem utilizar
alguma informação que agora disponibilizamos, deverão contactar os respectivos
autores cujos emails estão identificados nas apresentações, procedendo à
respectiva referenciação.
Poderão assim consultar as apresentações (formato PDF) do
Seminário em:
Em breve disponibilizaremos os textos das Sessões de
Abertura e de Encerramento e apenas mais tarde os textos das comunicações.
segunda-feira, 10 de setembro de 2012
Conversa encantada
Há tempos, alguém me perguntava dando a entender profundo conhecimento sobre a causa dos afectos, apesar de se calhar perceber muito menos deles do que eu:
- Apaixonaste-te?
- Não, claro que não - respondi - não, acho que não, por quem? Nem tempo houve para isso...
- Mas encantaste-te...
- Sim, sabes que gosto de me deixar encantar. E sabes que facilmente me encanto com tudo, por tudo... não com todos nem por todos...
- E não tens medo de confundir o que sentes?
- Não, porque teria? São sentimentos claramente diferentes, apesar de igualmente inspiradores...
- E igualmente perigosos...?
- Não diria tal, desta vez não me parece que tenha corrido o risco de me confundir. E depois, tudo é tão claro, tão honesto, tão sincero. As pessoas que são encantadoras têm um não sei o quê de diferente e por isso é um encanto podermos partilhar tempos e espaços sem o medo, ou a ansiedade, de vermos o nosso eu mais profundo remexido... Até porque as pessoas verdadeiramente encantadoras procuram não nos desencantar.
- Será...?
- Sim, é um prazer estar com pessoas encantadoras porque elas nos transmitem a mesma sensação, que somos, para elas, pessoas igualmente encantadoras. Na sua companhia, o tempo voa, não se retém...
- Apaixonaste-te?
- Não, claro que não - respondi - não, acho que não, por quem? Nem tempo houve para isso...
- Mas encantaste-te...
- Sim, sabes que gosto de me deixar encantar. E sabes que facilmente me encanto com tudo, por tudo... não com todos nem por todos...
- E não tens medo de confundir o que sentes?
- Não, porque teria? São sentimentos claramente diferentes, apesar de igualmente inspiradores...
- E igualmente perigosos...?
- Não diria tal, desta vez não me parece que tenha corrido o risco de me confundir. E depois, tudo é tão claro, tão honesto, tão sincero. As pessoas que são encantadoras têm um não sei o quê de diferente e por isso é um encanto podermos partilhar tempos e espaços sem o medo, ou a ansiedade, de vermos o nosso eu mais profundo remexido... Até porque as pessoas verdadeiramente encantadoras procuram não nos desencantar.
- Será...?
- Sim, é um prazer estar com pessoas encantadoras porque elas nos transmitem a mesma sensação, que somos, para elas, pessoas igualmente encantadoras. Na sua companhia, o tempo voa, não se retém...
A angústia do (re)início
É nas épocas de (re)início que compreendo os actores de teatro. Segundo eles, o início de uma peça é sempre angustiante, um pouco stressante até, como se fosse a primeira vez. Eu sinto precisamente isso... :-) Depois tudo flui e a normalidade parece regressar com o apaziguamento dos sentidos. Mas até lá, as horas que antecedem o retorno são pouco confortáveis...
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Manual de sobrevivência em meios socialmente hostis
Presenciando cenas pela manhã bem cedo recordo uma pessoa que conheci em São Tomé e Príncipe há uma eternidade e de quem perdi o rasto há ...
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Depois de ter regressado a Lisboa, após a minha última incursão a São Tomé, não há dia em que não me lembre das maravilhas do arquipélago, d...
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Andando de um lado para o outro na net, fui dar com o Verbumimagus , blog fantástico que divulga contos tradicionais de Cabo Verde. A reter ...
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Este post é dedicado à Helena , uma variação do Calulu de Peixe. Proponho a versão de carne que na minha opinião é incomparavelmente melhor....



