quarta-feira, 31 de janeiro de 2007

Grupo Caminhadas e Descoberta em STP

O Caminhadas e Descoberta em STP faz mais um ano. Este último ano de actividade foi preenchido por um sem número de acontecimentos, ora positivos ora atribulados. Mas no conjunto, e porque a vida on line também se faz de mudança e de evolução, todas as situações que foram surgindo permitiram reforçar os objectivos inicialmente propostos, fazendo-nos ter a certeza que vale sempre a pena persistir com dedicação.

A maioria dos membros encontra-se hoje distanciada do local onde nos conhecemos, que nos uniu e nos apaixonou, São Tomé e Príncipe. E, apesar de muitos de nós estarmos distantes, continuamos a sonhar, a idealizar com o regresso, a rever imagens, a partilhar fotografias, procurando manter-nos informados acerca de tudo o que vai acontecendo por lá, e tentando intervir sempre que é possível. E depois ainda há membros que nunca deixaram fisicamente STP porque é lá que vivem persistentemente e cheios de coragem (e de sorte, em minha opinião) J, ou que se afastaram temporariamente para regressarem de seguida porque a ausência marcada pela distância se torna quase sempre insuportável. E no meio de tudo, e do que mais fosse, foi muito bom continuarmos juntos partilhando, partilhando, partilhando... Os momentos difíceis ajudam-nos a ficar mais fortes, melhorando-nos!

Parabéns a todos os que se mantém fiéis a um sonho, a um ideal, a um objectivo! (eu incluída...)

 

 

segunda-feira, 29 de janeiro de 2007

Está... FRIIIIIIO!!!!!

Está frio no ar, no corpo e na alma. O ar gélido, de influência polar, desconsola e elimina qualquer vontade de fazer o que quer que seja. Só apetece um edredon, um saco de água quente e um aquecedor. E depois... depois, deixarmo-nos embalar pelo morninho e seguir o caminho dos sonhos que nos leva sabe-se lá para onde, mas concerteza até paragens mais quentes, mais ternas, mais doces. E quem sabe... sim, quem sabe se no meio de tantos sonhos e ilusões nos encontramos por lá. Com quem?!...
Mas, enquanto isso, a realidade que vejo é esta...

sexta-feira, 26 de janeiro de 2007

Bolsa de Turismo de Lisboa


Até ao próximo domingo a BTL (Bolsa de Turismo de Lisboa) pode ser visitada. Uma óptima oportunidade para planear as próximas férias, escolher novos destinos e conhecer um pouco da oferta turística mundial. E os destinos africanos estão em grande destaque.

Jornadas da ASPEA

Decorrem hoje e amanhã as XIV Jornadas Pedagógicas da ASPEA (Associação Portuguesa de Educação Ambiental). E aí vou a caminho para no final da tarde apresentar um trabalho no âmbito da investigação de Pós Doutoramento, desta vez sobre "O envolvimento comunitário na recolha de lixos e limpeza de áreas costeira em África".

quarta-feira, 24 de janeiro de 2007

Já lá vão.... 7 aninhos

Hoje é um dia muito importante para estes lados: aquele que foi um pequeno ser transformou-se numa grande pessoa. Faz hoje 7 anos e, não é por ser tia e ainda para mais madrinha, está muito magnífico. É um miúdo esperto, hiper simpático e sorridente, e vai dar cabo da cabeça aos pais quando tomar verdadeira consciência dos olhos e da cara que tem. Cá estarão as tias e a avó (os avós também) para pôr água na fogueira e piscar o olho com um sorriso ao moço. Parabéns António!!!!

terça-feira, 23 de janeiro de 2007

Pens "Memórias de São Tomé"

Estas são as minhas novas "pens". Made in São Tomé e acabadinhas de comprar. Fazem parte do Projecto OSSOBOECOSOCIAL e chama-se "Memórias de São Tomé", o que faz sentido porque é simultaneamente um produto de lá e uma "Memória" digital. São lindas, magníficas, fantásticas e muito originais. Sinceramente acho-as ainda mais bonitas do que as que estão apresentadas no folheto. Pareço uma miúda de 5 anos com um brinquedo novo e não páro de as contemplar :-) Já experimentei uma a uma e todas funcionam na perfeição. Quem tiver interessado, pode contactar os responsáveis pela iniciativa: Patrick de Carvalho ou Pedro Alegria

segunda-feira, 22 de janeiro de 2007

Mudam-se os tempos...

"Mudam-se os tempos, mudam-se as vontades,
Muda-se o ser, muda-se a confiança;
Todo o mundo é composto de mudança,
Tomando sempre novas qualidades.
Continuamente vemos novidades,
Diferentes em tudo da esperança;
Do mal ficam as mágoas na lembrança,
E do bem, se algum houve, as saudades.

O tempo cobre o chão de verde manto,
Que já foi coberto de neve fria,
E em mim converte em choro o doce canto.

E, afora este mudar-se cada dia,
Outra mudança faz de mor espanto:
Que não se muda já como soía."

Luis Vaz de Camões

domingo, 21 de janeiro de 2007

A prova!

Pois aqui está a prova que o segredo da receita do Pão de Ló da minha infância foi finalmente descoberto. É verdade que foram algumas tentativas até à fórmula mágica mas a meu favor tive a persistência e a determinação...!!! Contra mim tive "algumas teorias e demagogias" que tentam provar como esta é uma daquelas receitas que só passam para uma pessoa de cada geração... Desenganem-se... pois eu CONSEGUI!

Vida 2

E depois também havia pessoas assim cujo comportamento variava de dia para dia. Havia alturas em que era mesmo um desassossego: ora estavam bem, afáveis e cordiais, tranquilas e conversadoras, interessadas e amigas, humoradas e sorridentes; ora casmurravam e interiorizavam sabe-se lá que traumas. Nunca se sabia como agir e reagir porque o hábito era a imprevisibilidade. Conheceu e conviveu com pessoas destas anos e anos, tanto por cá como pelos diferentes lá por onde andou e, passado muito tempo, continuava a surpreender-se com a sua própria incapacidade de gerir as flutuações humorísticas alheias. A Vida tinha destas coisas...

Vida

A Vida tinha muitas daquelas coisas: altos e baixos; baixos e altos; e principalmente momentos, que lhe pareciam eternos, de nem sim nem não muito antes pelo contrário, em que nada acontecia e em que não esperava quase nada. Depois, lá vinha mais um alto como que para estimular uma nova boa fase positiva, repleta de estrelas e bons auspícios para rapidamente se sentir a chegar ao pico mas, de forma cada vez menos inesperada, aparecia um sequente défice anímico. Tudo lhe parecia cíclico e estranhamente repetido, quase como um “déjà vu” ou um sonho premonitório. Já não ligava às euforias das grandes conquistas e muito menos se deprimia com as derrotas e as traições, até com as mais surpreendentes. Faziam parte da vida, da sua ou quem sabe da de todos e, por isso, não valia a pena valorizar os extremos, fossem bons ou maus, até porque já aprendera que a maioria dos tempos eram mornos, molengões e simplesmente vividos “en passant”. E era a isto que aprendeu a chamar de Vida.

 

 

sexta-feira, 19 de janeiro de 2007

Roça de S. João: Turismo Ecológico e Cultural em espaço rural

Para uma melhor leitura da brochura, clicar em cima de cada uma das imagens
CONTACTOS:
SITE / e-mail / tf: 00 239 225135 / 00 239 906900 / 00 239 911069

Sorte...?!

Por vezes, custa muito a admitir que as contrariedades da vontade mais profunda acabam por ser o resultado da conjugação da sorte com o destino e sabe-se lá de mais o quê. Antes assim, do mal o menos. Nada como um momento de lucidez e de clareza mental!

 

quinta-feira, 18 de janeiro de 2007

Estudo sobre o Cacheu - Guiné Bissau

O "Estudo Socioeconómico e Diagnóstico para Acompanhamento das Condições de Bem-Estar das Famílias da Região de Cacheu" já está editado.
É uma edição do Instituto Marquês de Valle Flôr e da Acção para o Desenvolvimento (IMVF/AD) e resulta do Projecto Integrado de Segurança Alimentar de Cacheu (PISAC), financiado pela UE e apoiado pelo IPAD.
Eventualmente serei "suspeita" na avaliação mas, em minha opinião, está muito bonito e merece uma leitura atenta, tanto para os conhecedores e amantes de África, e em particular da Guiné Bissau, como para os curiosos
:-)

quarta-feira, 17 de janeiro de 2007

Dentistas

A questão é uma e uma só: uma ida ao dentista, se ele não for de confiança e de mérito reconhecido, pode resultar numa verdadeira trapalhada. Eu ando numa desde Setembro à conta de um estafermo supostamente muito recomendado e que se revelou na incompetência personificada, ao ponto de ser o causador de uma necrose que complicou. O aspecto positivo foi, depois de andar a sofrer horrores sem explicação, a maioria das vezes num silêncio suportado e contido por Clonix, ter regressado ao verdadeiro “mãos de ouro” que me tem tratado com a paciência que só se tem com as crianças... Mas já estou avisada... faz amanhã uma semana que a coisa foi resolvida de forma radical, o que significa que ainda tenho um mês e qualquer coisa pela frente...

 

domingo, 14 de janeiro de 2007

Babel ou o desespero em forma de filme

Babel é um dos filmes que certamente marcará 2007. Por tudo! É um drama que relata a história de 4 famílias: uma americana; uma mexicana; uma marroquina; uma japonesa. Todas vivem situações complicadas ao longo do filme e se fossemos fazer uma História de Vida familiar só encontraríamos situações atípicas... digo eu... As vidas destas famílias acabam por se cruzar sem que tomem consciência disso. Tudo por causa de uma espingarda que o japonês, caçador nas horas vagas, oferece ao marroquino que lhe serviu de guia numa das suas viagens, que acaba por a vender a um outro marroquino seu vizinho, que a confia aos filhos para zelarem cuidadosamente do rebanho de cabras, um dos seus principais sustentos. A partir daqui os acontecimentos sucedem-se em catadupa e a sensação que nos acompanha ao longo de quase duas horas e meia é que a lei de Murphy afinal sempre se confirma. A angústia é a tónica dominante e eu, apesar de tudo, gosto de ter a alegre sensação de que a vida tem de ser melhor do que os péssimistas procuram demonstrar com ar de grande certeza. É inegável que o filme é 100% crítico, está muito bem realizado e melhor interpretado. Por todos e sem excepção. Mas é de tal forma tão infinitamente negativo que, ao sair do cinema, só tive vontade de gritar: A VIDA NÃO É ASSIM!!!!

 

sábado, 13 de janeiro de 2007

Espólio... (2)

E depois, ao olhar para todos aqueles momentos registados num flash, alguns sem se dar por isso e que resultam em expressões quase idiotas, sinto-me a reviver momentos que jamais se repetirão. É tão, mas tão engraçado... Estão ali minutos, horas, dias, semanas, meses, anos de vivências partilhadas, de sentimentos contidos ou expostos... rever fotos é delicioso...

 

Espólio...

Tenho, desde ontem, procurado, CD a CD, fotografias para ilustrar uma apresentação num congresso que se avizinha. O tema é limpeza de lixos urbanos em áreas costeiras através do envolvimento das comunidades locais. STP tem dominado a pesquisa de imagens, estando a Guiné Bissau em segundo lugar. É normal... afinal uma grande parte da minha “vida africana” passei-a em solo insular, ou seja no meio de espaços verdes, rodeada por mar e com pessoas muito diferentes em função da época de estadia. Estou deliciada. Encantada. Rendida... e muito divertida, tenho de admitir!!! É que, na verdade, já nem me lembrava de muitos dos registos. E quando revistos e relembrados a uma distância temporal entre 1 e 7 anos, todos os momentos nos parecem engraçados, todas as situações hilariantes e o sentimento que sobressai é o de uma saudade terna. Se mudaria alguma coisa? Hoje digo que talvez sim... Se me arrependo? Naturalmente que não!!!

 

sábado, 6 de janeiro de 2007

Conflito na Guiné Bissau

A notícia da morte de Lamine Sanha, por assassinato de desconhecidos, está a causar nova situação de instabilidade na capital guineense. Para ler aqui: Saque à casa de Nino Vieira; Protestos; e Para ler e ouvir a notícia dada pelo Jorge Neto (do Africanidades). Mais um problema na GB que requer atenção. Serão os conflitos situações kármicas e cíclicas na vida dos guineenses? E... ironia do destino, eu tenho viagem marcada para daqui a pouco tempo...

 

Final de tarde de Janeiro 2

Hoje foi um dia em que só, ou quase, pensei na natureza tendo o mar como elemento inspirador.
Primeiro foi o início do
Curso da Escola de Mar, que está a ser fantástico e promete ser ainda melhor amanhã.
Depois, como o curso terminou um pouco mais cedo do que o esperado, aproveitei a calma e vim pela marginal a apreciar a paisagem e o pôr do sol.
O final de dia estava simplesmente magnífico, muito mesmo, e o meu
pensamento viajou uma vez mais pelo mar fora até passar a linha do horizonte, procurando outras paragens, outras imagens de tranquilidade tão bem conhecidas.
Viajei navegando pelo mar calmo, pelo menos aparentemente, e avistei animais, muitos e diferentes, quase como os navegadores de tempos idos que fantasiavam a propósito dos seres com os quais se cruzavam e que desconheciam. E vi focas monge, golfinhos, baleias corcunda e orcas. E tanto mais...

sexta-feira, 5 de janeiro de 2007

5 manias de muitas mais

 “Cada bloguista participante tem de enunciar cinco manias suas, hábitos muito pessoais que os diferenciem do comum dos mortais. E além de dar ao público conhecimento dessas particularidades, tem de escolher cinco outros bloguistas para entrarem, igualmente, no jogo, não se esquecendo de deixar nos respectivos blogues aviso do “recrutamento”. Ademais, cada participante deve reproduzir este “regulamento” no seu blogue.”

A ideia é identificar 5 (cinco) manias, ao jeito de uma auto-análise bem disposta. E quem me deu esta difícil tarefa foi a PITUCHA

Para mim resulta num desassossego porque tenho muito mais manias do que cinco. Sinto-me revoltada por ter de escolher L. A selecção é que é difícil... mas aqui vai uma tentativa. Tenho a mania de:

1. corar quando me sinto atrapalhada ou excessivamente observada

2. recusar um convite para dançar nas discotecas africanas, cá ou lá (mesmo que tenha muita muita, MUITA vontade de me embalar)

3. ligar o computador e navegar na net pesquisando tudo o que me vier à cabeça

4. separar o lixo doméstico (e ficar furiosa com todos os que não o fazem)

5. sonhar acordada

Eu bem disse que não era fácil...

E agora o desafio passa para:

ÁGUA LISA

ANTÓNIO ROSA

CHUINGA

DAKIDALI

GREENTEA

 

Terra de encantos e de encantamentos

Foi na primeira vez em que viajei para aquele país que me apaixonei. Foi imediato. Não por um homem mas pela ilha, pelo espaço, pelo ar que se respirava. Depois veio tudo o resto. Mas só depois. A primeira imagem que tive, e que guardo até hoje, foi a de um local ao mesmo tempo acolhedor e hostil, terno e independente, doce e áspero, mas de uma beleza infinita, contrastante entre verdes galopantes e azuis intensos. Qualquer das cores era forte e dava-me a sensação de profundidade e de união, tornando possível a simbiose entre tons. E foi essa mescla de percepções e de sentires, de cheiros e de paladares que tanto me prendeu.

A noção clara de que tudo o que é preciso para viver está ali mas também que é lá que se encontram as maiores contradições, a angústia de querer e não ter, fazendo crescer a vontade de transformar o sonho em realidade. Foi talvez a luta de mim comigo mesma, a tentativa incessante de ultrapassar os meus próprios limites e de demonstrar, sabe-se lá a quem, que o Mundo doce e naïf pode vencer a esperteza saloia. A ideia de que a ingenuidade e a vida simples são muito mais compensadoras do que o enredo planeado e cheio de teias complexas, tantas vezes estimulante ao intelecto humano mas que a mim pouco diz, arranjado ao milímetro como se a vida fosse sempre previsível e fácil de manejar. Afinal, com o tempo, veio a perceber-se que nem tudo é. Nem tudo foi...

Aquele é um dos locais mais belos do Mundo e tem tudo para fazer uma pessoa feliz. Basta olhar para os rostos das pessoas com quem nos cruzamos: olhos brilhantes; sorrisos abertos em lábios carnudos, grossos, bem delineados e rasgados. E escutar as risadas fortes não contidas pelo preconceito, quase chegando à gargalhada, querendo dizer-nos, aos que não somos de lá e que levamos a vida muito a sério porque somos “pessoas grandes e muito responsáveis”, que afinal o dia a dia pode ser desfrutado com alegria e ligeireza porque não nascemos para sofrer, apesar do sofrimento ser mesmo inevitável na vida de cada um. Até lá era assim.

E a grande sabedoria está presente em todos: vale a pena viver e já que nascemos, não importa os porquês, é melhor aproveitar e ser feliz, leve leve só, sem nos questionarmos ou desculparmos por qualquer coisa, mesmo que inha. E se hoje não estamos bem, mais ou menos só, isso quer dizer que um dia, sabe-se lá quando, haveremos de estar melhor, leve leve também porque o que é demais cansa e faz sofrer. E sofrer.... só de amor, que é o que mais dói e mata, como se nesta vida mais nada houvesse além da conquista, da sedução e do amor. E haverá? Se calhar não, mas isso também não é importante porque se estamos juntos, bem juntinhos, apertadinhos e enroscados aos beijinhos, está tudo bem.

 

Reminiscências de São Tomé e Príncipe, a terra de todos os encantos, que me encantou e deixou saudades..

 

quarta-feira, 3 de janeiro de 2007

Vivências de S. Tomé e Príncipe

Foi o destino que me levou a S. Tomé. Costumo dizer que tenho uma alma e duas terras e, se fosse humanamente possível, teria dois corações (José Diogo, cônsul de STP em Coimbra)"
António Bondoso in Escravos do Paraíso, Vivências de S. Tomé e Príncipe, Minerva Coimbra, pg. 31

Aqui está um livro delicioso que vale a pena ler, reler e apreciar. Mais do que recomendado!!! E quem conhece as "ilhas maravilhosas" sabe que esta é uma frase bem entendida, sentida e partilhada...

Prémio Literário da Lusofonia

1.º A Câmara Municipal de Bragança em parceria com os Colóquios Anuais da Lusofonia institui, a partir de 2007, um PRÉMIO ANUAL para a literatura lusófona que abarque todo o conjunto da produção nesta área, qualquer que seja o país, região ou nacionalidade do/a seu/sua autor/a, contribuindo para a valorização e promoção da literatura de qualidade destinada a todos os lusofalantes e considerada elemento essencial para o desenvolvimento e enraizamento dos hábitos de leitura.

2.º São objectivos deste concurso:

 A atribuição de um prémio anual a um autor de literatura lusófona. Este Prémio tem como principais objectivos promover e divulgar a língua portuguesa, estimular o gosto pela escrita e pela leitura e também difundir o nome de Bragança que a ele fica associado, desta forma dando um contributo importante à literatura em língua portuguesa contemporânea. Servirá ainda para dar a conhecer novos autores ou autores pouco conhecidos dentro do vasto mundo lusófono.

2.1. Este prémio referir-se-á a uma única obra de qualquer género literário, tema livre e inédita.

2.2. Será obrigatoriamente escrita em língua portuguesa;

2.3. A obra premiada será publicamente, anunciada e apresentada no ano seguinte, no Colóquio Anual da Lusofonia em Bragança.

3.º A entidade promotora é a Câmara Municipal da Bragança

4.º O concurso destina-se a pessoas que falem e escrevam a língua portuguesa.

5.º Ao PRÉMIO LITERÁRIO DA LUSOFONIA da Câmara Municipal de Bragança será atribuído um montante de 1 500 € (mil e quinhentos euros) que será entregue no acto de apresentação pública do vencedor.

6.º A divulgação do vencedor e a cerimónia de entrega do prémio serão feitas no decurso do Colóquio Anual da Lusofonia desse ano e o nome do vencedor será publicado no site da Câmara Municipal da Bragança no dia útil imediatamente a seguir à cerimónia de entrega dos prémios.

7.º A Câmara Municipal de Bragança apoiará a publicação e divulgação da obra premiada nos doze meses seguintes à atribuição do Prémio.  

O regulamento (na sua totalidade) consta da página dos Colóquios Anuais da Lusofonia

Mu... das... tea?

Mudastea? É um anúncio de ice tea ou uma atitude? Waiting to see!!!

 

Pindo Doce ou irritação galopante

Ir ao Pingo Doce, leia-se supermercado, é uma tarefa que se tem revelado insuportável de dia para dia. Talvez por isso tenha optado por fazer compras noutros locais e raríssimas vezes me vejo na contingência de, muito contrariada, passar pelas portas de vidro, dirigir-me a uma prateleira e de seguida à caixa. Ainda em 2006 foi a inovação dos sacos de plástico: pois independentemente do que trouxermos, mesmo que sejam todos os produtos expostos nas prateleiras temos de comprar os saquinhos de plástico. A administração do supermercado entendeu que os clientes não são merecedores sequer de um invólucro de papel para transportar as compras, o que na maior parte das vezes seria bastante adequado e mais ecológico. Por tudo isto das três uma: são precavidos e fazem-se acompanhar de saco; trazem as compras na mão; resolvem-se a gastar 2 cêntimos por saco. Quando lá vou, diga-se que raríssimas vezes, venho com as compras na mão porque me recuso a pagar sacos de plástico.

Hoje foi umas das raras vezes em que no final do dia lá fui absolutamente contrariada. Mais contrariada fiquei quando, tendo um saco de laranjas na mão e estando a olhar com ar desolado para o pão, dou com um segurança a espreitar-me. O homem, mal encarado ainda por cima, estava literalmente a olhar para mim. Primeiro desviei o olhar pois se ele é segurança tem por função vigiar. Ou isso é mais um vigilante...?! Mas depois nem queria acreditar no que a minha percepção me dizia. O homem seguiu-me dentro do supermercado... saí da bancada do pão porque não havia nenhum com ar apetitoso a pedir “leva-me contigo e come-me ao jantar” e dirigi-me a outra bancada, menos sugestiva ainda, onde havia pão pré embalado. E lá estava o homem a espreitar no final do corredor e a olhar para mim. Fiquei louca de irritação e só tive vontade de lhe ir perguntar se por acaso estava com o cabelo verde, com a roupa vestida ao contrário ou, se por algum acaso do destino, ele quereria alguma coisa. Mas contive-me! Afinal até estava bem disposta porque tinha acabado de sair do oftalmologista com quem tinha estado em grande e animada conversa sobre a Guiné Bissau e Guiledge, onde ele esteve aquartelado e local que visitarei em breve. Além do mais ele deu-me excelentes notícias já que está tudo ok com os meus olhos.

No meio de tudo isto e da irritação que o homem me provocou, veio-me à memória um célebre dia de Novembro, já lá vão uns bons anitos, em que fui comprar dois pacotes de leite e dois pacotes de bolachas a um supermercado perto de casa e o gerente, quando eu pagava a conta, a módica quantia de 814$00, ainda me recordo como se fosse hoje, me tira literalmente a mala e começa a remexer em todos os meus bens dizendo que alguém me tinha visto a roubar. Foi de tal forma que o pus e tribunal e ganhei, como é óbvio. É que roubar não faz propriamente o meu género muito menos em supermercados. Mas hoje, ao olhar aquele homenzinho fardado, com cara de poder e sem qualquer tipo de graça mas convencido que é o Todo Poderoso do supermercado, pensei que os meus 18-20 anos cheios de impulsividade e reacções pouco contidas já lá vão e que, se o interpelasse e a conversa entortasse, o resultado ia ser bem desagradável. Não valia o esforço e causar-me-ia maior irritação ainda.

terça-feira, 2 de janeiro de 2007

Verdade

“A vida só pode ser compreendida olhando-se para trás, mas só pode ser vivida olhando-se para a frente”

Soren Kierkegaard

 

segunda-feira, 1 de janeiro de 2007

Dia Mundial da PAZ

Habitualmente não sou adepta dos Dias Mundiais, apesar de entender a sua razão de ser. É fundamental sensibilizar todos para um conjunto de situações-problema que se vão demarcando no dia a dia. E assim se vão destacando os Dias Mundiais de qualquer coisa. Às tantas, como se multiplicaram, poucos são os que lhes ligam e que param para pensar no real significado e na sua importância. Mas o dia de hoje merece ser relembrado e requer uma atenção particular: É o DIA MUNDIAL DA PAZ.

Janeiro

“O seu nome deriva do deus romano Janus, que se representava com duas faces que olhavam em direcções opostas, uma para o passado e outra para o futuro do novo ano”

Edith Holdes in “A Alegria de Viver com a Natureza”

Bem Vindo 2007

BEM VINDO 2007! Chegaste há pouco e ainda nem tiveste tempo para te aperceberes do quanto confuso é o legado que 2006 te deixou. Herdaste desavenças e confusões, disputas e competições, ansiedades e incompreensões. Vais portanto ter um reinado trabalhoso pela frente. Mas do ano anterior também recolheste esperança e desejos de uma vida melhor, tranquila e prazenteira, em que Todos sejam vistos como iguais. Sejas bem vindo 2007, vê lá se consegues pôr um pouco de ordem no Mundo e principalmente nos Homens.

 

domingo, 31 de dezembro de 2006

Propósitos para 2007

Não é meu género fazer propósitos irreais e impossíveis de cumprir pelo que, apesar de em todos os anos pensar num leque variado, não os costumo escrever. Mas neste final de ano, e porque 2006 foi um ano positivo para mim, vou definir um conjunto de propósitos que tentarei cumprir no decurso de 2007, tentando fazer com que o novo ano seja a continuidade do anterior mas ainda mais feliz. Ai que isto é uma responsabilidade muito grande J... Aqui vão (sem qualquer ordem hierárquica): Sorrir mais; Rir muito mais; Dançar; Apaixonar-me; Ser menos caseira (leia-se ir mais ao cinema, frequentar mais o teatro, ...); Ser mais lutadora, no sentido de concretizar os desejos e os sonhos com perseverança; Ser justa nas avaliações, determinada nos objectivos e rigorosa (criteriosa) nas acções; Ser conciliadora e solidária; Ser pontual nos encontros e respeitadora dos compromissos; Ser boa ouvinte, compreensiva e melhor conselheira; Ser tolerante com as diferenças. E ainda... trabalhadora, voluntariosa e poupada (ai...), mantendo a capacidade de sonhar, idealizar e realizar, associando a responsabilidade à alegria de ser uma eterna criança.

sábado, 30 de dezembro de 2006

A (re)visitar em 2007

Em 2006 naveguei pela net menos do que gostaria e não consegui acompanhar o ritmo da produção de cada um e de todos. Um dos meus propósitos para 2007 é conseguir uma maior disciplina também na consulta do que se vai fazendo nos outros blogs. Esta é uma excelente forma de aprender, confrontando-nos com diferentes formas de estar, de ser e de pensar, e de nos enriquecermos a nós próprios.

Correndo o risco de ser injusta com muitos, mas por não os poder nomear a todos (até parecem os agradecimentos de uma tese...), visitarei com mais regularidade, e sem qualquer ordem de importância: a delicadeza no Fazendo Caminho; a boa disposição do Tretas e Afins; a actualidade do Chuinga; a sinceridade No Cinzento de Bruxelas; a introspecção no Digitalis; as análises mais esotéricas no Postais da Novalis e no Greentea; o humor oportuno do Água Lisa; o passado africano na Senda das Beiras; África do passado, presente e futuro nas diferentes perspectivas no Kitanda, Pululu e Africanidades; o ambiente no Bioterra e na Escola de Mar; o espírito enigmático na Natureza do Mal; a evasão no Viagens pelo Mundo. Depois, os meus outros eus, claro... E... muito mais...

sexta-feira, 29 de dezembro de 2006

Saudades do calor

Bem sei que andei a reclamar durante dias e dias que o calor era excessivo para a época do ano e que estava mesmo na altura de dar lugar ao frio e à chuva. Esquecia-me do quanto podem ser tristes os dias que nos enregelam os ossos e nos toldam o ânimo. Nestes dias os dedos quase se recusam a teclar e os neurónios a pensar. Estamos no Inverno, é verdade. Mas será preciso tanto frio para nos darmos conta de que o clima tropical é bem mais reconfortante porque abre o espírito e liberta os sentidos? Apesar do meu espírito vaguear por África, imbuído da missão que se avizinha em território muito quente, neste preciso momento estou encamisolada, atafulhada em roupa quente e, apesar de tudo, continuo com frio, tenho o nariz ressentido e fanhoso, dói-me a cabeça e a garganta. As perspectivas não são portanto nada auspiciosas... QUERO CALOR!!!!

 

Diferenças

Há quem diga que a passagem de ano é o espelho do ano que se aproxima. Eu gosto de pensar que o Ano Novo é sempre melhor do que aquelas curtíssimas horas em que os excessos são entendidos como a imagem de marca de uma animação obrigatória. O Ano Novo é sempre promissor e a passagem de ano apenas previsível.

Plataforma de informação ambiental

O programa Observa – Ambiente, Sociedade e Opinião Pública disponibiliza a plataforma de informação ambiental Ecoline – Conhecer mais para Mudar melhor

Surreal


quinta-feira, 28 de dezembro de 2006

Rápido balanço

Chegar ao fim de um ano e pensar no que se aproxima a passos largos é, para mim, sinónimo de desejo, expectativa e esperança. Fazendo um balanço rápido e fugidio, em 2006 houve muitas realizações e a concretização de uma grande parte dos sonhos e por isso digo que foi um bom ano. Mas os projectos futuros são quase sempre mais aliciantes do que os que já foram vividos e gosto de sentir que tenho um mundo pela frente e muitos mais momentos a desfrutar: uns com a avidez de quem quer aproveitar todos os segundos do dia e outros com a sábia tranquilidade de quem sabe que as melhores experiências se fazem esperar. 2007 está quase, quase aí e com ele novos desejos, novos sonhos.

 

Projectos

Ter novos projectos é, mais do que aliciante, uma razão para continuar a viver sorrindo. Nesta altura, preparo mais uma missão em África. O desafio é grande e o trabalho inovador por aquelas paragens, razões suficientes para andar com um imenso sorriso estampado no rosto. Gosto de “partir pedra”, de trabalhar a partir de quase nada, de identificar pistas e de ligá-las umas às outras construindo um encadeado de informação que pode ser útil a uns e a outros, a alguns, ou a muitos.

terça-feira, 26 de dezembro de 2006

Ainda Natal

Se o Natal é das crianças, como se costuma dizer, eu sou mais do que criança: vibro como elas ao receber e ao abrir um presente; delicio-me a ver os olhos brilhantes e os sorrisos abertos dos outros quando abrem um embrulho; como doces até cansar; contemplo a árvore de Natal e o Presépio com deslumbramento; gosto de bacalhau e de peru; encanto-me a ver as iluminações nas ruas; sonho com o Pai Natal, de tal forma que até oiço os guizos das renas quando passam por aqui cheias de pressa porque há muitos sapatinhos para presentear. O Natal é uma época fantástica de sonho e de desejo, e talvez por isso me fascine tanto.

segunda-feira, 25 de dezembro de 2006

Natal

Não me canso de pensar e de dizer: o Natal é uma das minhas épocas preferidas. Há espaço para encontros e reencontros, para demonstrarmos aos outros o quanto são importantes para nós, para arranjarmos a casa e, mais do que tudo isso, o lar da alma e do coração. Hoje, como quase sempre, coube-me a tarefa da preparação do jantar: peru com recheio de castanhas, batatas no forno e salada (ontem foi a noite do bacalhau cozido, como manda a tradição). Ficou bom, apesar de ter sobrado. O bicho era grande e todos confessaram ter cometido vários excessos durante o dia. Vou recomeçar com o exercício físico, portanto!  

quinta-feira, 21 de dezembro de 2006

Feliz Natal



É NATAL!!! É NATAL!!! É NATAL!!!!


Sou uma adepta da época natalícia. Gosto da sensação de tranquilidade dos preparativos, da expectativa crescente a cada dia e do espírito de simpatia que é gerado entre todos, ou quase, com felicitações e votos de bem estar. É bom!!! E na verdade este deveria mesmo ser o ânimo presente ao longo do ano. E também gosto da ideia de todos aspirarmos à continuidade deste ambiente noutras épocas. É bom quando a inveja e a má língua ficam esquecidas, quando a intriga, a mesquinhez e o mal estar são deixados de lado a favor de sentimentos pacíficos e sinceros de amizade e amor. É NATAL e é bom que todos nos lembremos disso. FELIZ NATAL!!!!



quarta-feira, 20 de dezembro de 2006

Pen USB em madeira - artesanato de São Tomé e Príncipe

Letras, canções e reflexões

Há dias em que as letras das músicas quase que falam por nós. Não, hoje não me sinto assim mas dias houve em que até parecia que quem estava a cantar... era eu!!! Houve dias, sim! Mas, vá-se lá saber porquê, vejo-os no pretérito perfeito. A auto-estima voltou!!! :-)
"Não queiras saber de mim
Esta noite não estou cá
Quando a tristeza bate
Pior do que eu não há
Fico fora de combate
Como se chegasse ao fim
Fico abaixo do tapete
Afundado no serrim
Não queiras saber de mim
Porque eu estou que não me entendo
Dança tu que eu fico assim
Hoje não me recomendo
(...)
Amanhã eu sei já passa
Mas agora estou assim
Hoje perdi toda a graça
Não queiras saber de mim
Dança tu que eu fico assim
Porque eu estou que não me entendo
Não queiras saber de mim
Hoje não me recomendo"
Rui Veloso e Carlos Tê

Contemplações

“Estar sentado nas rochas, a contemplar ribeiros e colinas, divisar pouco a pouco as sombras da floresta onde habitam as coisas que escapam ao homem e por onde nunca os mortais se aventuraram. Subir ao monte inacessível, desconhecido, com o rebanho selvagem que dispensa o redil, e debruçar-me sobre despenhadeiros e cascatas espumantes – isto não é solidão: é apenas dialogar com os encantos da Natureza, contemplando os seus recursos”

Byron in Edith Holden “Observações da Natureza”

O melhor parceiro

terça-feira, 19 de dezembro de 2006

Reflexões

É verdade sim senhor, a idade ajuda-nos a clarificar ideias, a redefinir objectivos, a acertar os ponteiros e toda a forma de estar na vida. Alguns dizem que é o tempo. Não sei bem se será mas hoje percebi que a minha forma de reagir a determinadas situações mudou e atribuí essa mudança ao facto de estar mais velha. Não, não me sinto velha. Não me interpretem mal. Sinto apenas que já vivi algumas coisas – viverei certamente muitas mais, ou pelo menos assim espero – mas o que já vivi ajuda-me a distinguir o que me interessa do que não me serve, o que desejo e o que, apesar de tudo e do que mais seja, me faz mal. Hoje consigo definir prioridades e perceber o que vale a pena e o que é realmente importante. Não, não estou velha mas, com os anos que me acompanham, seria simplesmente burra se não tivesse aprendido nada com as experiências menos positivas, ou que até resultaram francamente mal. Aprendi que as expectativas e os sonhos se fazem de vontades que se vão criando e realizando e que quando assim não acontece mais vale não as ter. Percebi que não vale a pena alimentar relações, sejam de amor, de paixão ou até de amizade, se não houver reciprocidade. Realizei para mim mesma que os sentimentos verdadeiros não se pedem, não se cobram, nem se exigem. Se existem manifestam-se natural e espontaneamente, se são equívocos também com o tempo se revelam. Confirmei para mim mesma a suspeita que já tinha de que forçar um encontro pode tornar-se num esforço demasiado pesado e doloroso, pelo que mais vale deixar que o tempo ajude a encontrar oportunidades ou a um afastamento definitivo. Pensando bem, e com todas estas reflexões, hoje gostei um pouco mais de mim e senti-me bem com isso. Afinal amadurecer, que se calhar acompanha o envelhecer, é muito bom.

segunda-feira, 11 de dezembro de 2006

"UM COLO PARA CADA CRIANÇA"

Digam a 10 amigos para dizerem a 10 amigos!
A "Ajuda de berço" acolhe crianças dos 0 aos 3 anos e necessita de ajuda através de um simples clique. O site vive da publicidade que faz e são as empresas que o patrocinam que ajudam esta associação.
Demora menos de um segundo a ir ao site e clicar no botão "UM COLO PARA CADA CRIANÇA"

 

 

 

Reflexões... "no meu sítio"

E, sem me dar conta, ali fui parar uma vez mais. Foi naquele dia porque tudo se proporcionou. Mas poderia ter sido em qualquer altura porque, de quando em vez, lá me calha um dia assim: soturno; enfarruscado; nublado.

O céu estava azul, o sol brilhava e fazia calor. Mas o espírito não acompanhava a tonalidade e a intensidade das cores. Depois de uma reunião, entre afazeres chatos e desgastantes, e antes de outra reunião, sobrou-me tempo. Não o suficiente para ir a casa, ver o mail ou simplesmente lanchar. Foi apenas um tempinho. Pensei em circular sem destino e, quando dei por mim, estava a dirigir-me para um sítio quase secreto, o local onde, em tempos, passei bons momentos, cheios de felicidade e de esperança, pincelados de ternura e marcados por cumplicidades, na companhia de Alguém que na época era o “Namorado Para A Vida” e que hoje é um “Amigo Para Sempre”. Aquele que ainda hoje me conhece como ninguém e com quem, sempre que há oportunidade, converso conto histórias e partilho confidências. E o mais fantástico é que é recíproco. Algo difícil de encontrar pela raridade do sentimento que ficou, apesar de tudo. Foi na fase “ante-África”...

E sempre que me sinto assim, e tenho possibilidade, regresso ao “meu sítio” quase secreto para contemplar o rio denso e tranquilo que me acalma, e a outra margem que, parecendo tão distante, está ali tão perto mesmo em frente dos meus olhos. Agora vê-se a ponte nova, que já não o é assim tanto, mas que continuará a ser por causa da outra. E os carros a passar rapidamente emitindo sons impossíveis de ignorar. E os pescadores que, apesar das infinitas placas onde se lê em letras garrafais “PROIBIDO PESCAR”, ali permanecem, tal como já faziam há 10... 12 anos (...?!). De um lado e do outro estão pelo menos, e sem exagero, 12 pescadores, marcando o espaço com as canas e os baldes como se aquele fosse território seu. Nunca percebi se o peixe aqui apanhado vale o esforço porque, nestas bandas, a água parece pouco inspiradora: opaca; barrenta; escura; com pneus e artefactos afins. Mas eles não desistem e resistem. Talvez por este ser o pretexto para estarem ali e se sentirem em Paz. Tal como eu, apesar de não ter cana ou balde e nem saber pescar. Se eles marcam o espaço como território, também eu ali, com o carro no mesmo lugar dos tempos idos, o sinto como meu por reencontrar a tranquilidade e a paz de espírito. Reconheço cada centímetro das plataformas e passadeiras à beira-rio, onde os gestos se faziam ternos, as palavras meigas e doces e os olhares eternos, ao se fixarem no rio em contemplação silenciosa mas partilhada. O tempo parava e hoje relembro-o porque ficou suspenso entre o céu e o rio. No “meu sítio” fui feliz e, só por isso, sou uma mulher de sorte!!!

 

Reflexões escritas em final de tarde – 9 de Maio de 2006

sábado, 9 de dezembro de 2006

Happy Feet

HAPPY FEET é um filme fantástico, delicioso, ternurento e muito verdadeiro, ou melhor real, critérios que fazem deste um filme obrigatório na época de Natal!
Fala-se de uma comunidade, no caso de pinguins que, desde sempre, viveram felizes e em harmonia perfeita até um dia em que, por coincidência, nasceu Mumble, um pinguim que marcou pela diferença.
Inicialmente foi rejeitado porque, ao contrário de todos os outros, não sabia cantar o canto do amor. A felicidade dos pinguins era determinada pela capacidade de atrair e seduzir um(a) parceiro(a), de forma a constituir família e ter ovos de onde nasciam filhotes de pinguim. Tudo corria bem até ter nascido Mumble, conhecido por Happy Feet, que cantava tão mal como eu, mas que sapatiava de forma exemplar. Mal compreendido por todos com excepção da Mãe (Norma Jean), que o amava incondicionalmente e desculpava por qualquer coisa, e por Gloria, moça pinguim da mesma geração e de voz irrepreensível e beleza extrema que decidiu abandonar tudo e todos por amor, acabando por não o fazer pela negação temporária de Mumble. O Pai, Memphins, revelou-se no final um pinguim decente...
Ninguém acreditou em Mumble e culpavam-no por uma série de situações para as quais ele não se vira pedido nem achado, de tal forma que foi renegado por quase todos e expulso da comunidade. Como acontece tantas e tantas vezes, Mumble decidiu desvendar os mistérios da infelicidade do grupo e resolver o que de mal se passa, ou seja eliminar de uma vez por todas com as injustiças. Juntaram-se-lhe uns pinguins pequenotes de outra espécie, excêntricos e divertidos, mas quase tão determinados como ele, e que ficaram amigos para a vida.
Ao regressar a casa, depois de infinitas provações que a vida lhe pregou, Mumble é finalmente aceite e reconhecido, ficando-lhe todos muito agradecidos pela coragem e determinação na busca da verdade.
Este é mais um filme para crianças que muitos adultos deveriam ser, não aconselhados mas, obrigados a ver e rever até interiorizarem um conjunto de princípios e de valores éticos. Além de tudo o mais... o filme é um exemplo animado sobre acções de Educação Ambiental na vertente do conservacionismo de espécies em risco e ameaçadas de extinção, bem como sobre os efeitos provocados pela acção humana no que toca ao aquecimento global. A ver, portanto!

sexta-feira, 8 de dezembro de 2006

Novo Livro de João Carlos Silva

O João Carlos Silva (Na Roça com os Tachos) editou um novo livro. Chama-se “Façam o Favor de Ser Felizes! – Uma Viagem deslumbrante às cores e sabores de África”

Na Contra Capa pode ler-se:

"Quando viajo e regresso a São Tomé e Príncipe, os meus olhos chegam ansiosos, fotografando tudo ou quase tudo outra vez. Mas agora, mais do que nunca, é preciso fazê-lo, léve-léve (devagarinho), com amor. Mas o que é tudo ou quase tudo? A natureza dolorosamente virgem, com verdes em cascatas de pernas para o ar, subindo aos céus, tentando agarrar as asas do sol? Ou o peixe-voador, nosso pequeno avião sem direcção, nem visão na gravana, nosso cacimbo, Verão? Ou os sorrisos dos miúdos nas estradas, com pose de artistas de cinema, fruta-pão numa mão, noutra um brinquedo inventado com as marcas de todo o mundo, agora registados made in STP”.

Estive hoje com o livro na mão e está muitíssimo bonito: receitas novas, fotografia deslumbrante, que retrata desde pessoas a paisagens. É certamente uma bonita prenda de Natal e mais um excelente instrumento de divulgação do país. O João Carlos e a Adriana Freire (fotografia) estão de parabéns e a Oficina do Livro (editora) viabilizou mais este projecto. No fundo, STP sai a ganhar com mais esta ideia passada para o papel.

O livro custa 18 euros (pode arranjar-se mais barato em algumas livrarias como a FNAC). Ficam as referências: João Carlos Silva e Adriana Freire; “Façam o favor de Ser Felizes”; Oficina do Livro; 168 pg; ISBN 989-555-253-X

 

quinta-feira, 7 de dezembro de 2006

Mudanças

Um corte de cabelo transforma o aspecto de uma pessoa mas, mais do que isso, modifica o estado de espírito e pode funcionar como um excelente estímulo para o ego e para a auto-estima.
Hoje fui ao cabeleireiro, coisa que já não fazia há um bom par de meses legitimada pela desculpa de não ter tempo. E... cortei efectivamente o cabelo!!! Foi uma decisão repentina e, como sempre que as tomo com rapidez, o resultado foi satisfatório.
Saí de lá a sentir-me bem mais leve, por dentro e por fora, o que significa que quando nos cuidamos, ou deixamos que nos mimem, a sensação de conforto é infinita, maravilhosa, revitalizante.
Apesar de ainda não ser a altura certa para fazer uma listagem de intenções, hoje dei comigo a pensar que em 2007 me vou cuidar mais porque, como dizem nos anúncios da L'Oreal, EU MEREÇO!!!

Ambiente e Angola

Chama-se NA ESTEIRA DO AMBIENTE e é um blog colectivo vocacionado para o debate sobre o ambiete e o desenvolvimento sustentável em Angola. É recente, nasceu após o IX Congresso Luso Afro Brasileiro de Ciências Sociais, que teve lugar em Luanda, mas vale a pena passar por lá, ler e comentar sempre que der vontade.

quarta-feira, 6 de dezembro de 2006

Vista preguiçosa

E com este final de tarde... simplesmente fiquei preguiçosa e lazeirenta. Não me apetece escrever e muito menos pensar. O que fazer...?! Combater ou esperar que passe... tenho mesmo de combater porque não há condições para arranjar alternativas. O trabalho, muito, espera por mim!!!

Cabazes de Natal

Cabazes de Natal em CORES DO GLOBO

Mais informações no site indicado ou por contacto directo na Rua de São José, 17, em Lisboa (tf: 213433303)

 

segunda-feira, 4 de dezembro de 2006

Escolha e renúncia

Todas as escolhas implicam pelo menos uma renúncia. Isso não parece ser grave e, às vezes, pode até revelar-se numa vantagem. Ou em mais do que uma porque do mal o menos. Antes assim. O que é fundamental é que as escolhas sejam conscientes e bem reflectidas para que as renúncias necessárias sejam voluntárias e não se transformem em mágoas. Essas sim são infeliz e normalmente mal resolvidas.

 

domingo, 3 de dezembro de 2006

Árvore de Natal 2006




Cascais iluminou-se. Logo à entrada a imagem de Boas Vindas é esta, não nos deixando esquecer que a época mais iluminada e brilhante do ano chegou. :-) Mais pequena e modesta do que a sua congénere lisboeta mas nem por isso mais discreta. Estamos no Natal e este quer-se exuberante, comunicativo e alegre. Gosto do Natal... pronto...!

XIV Jornadas Pedagógicas de EA, ASPEA

sábado, 2 de dezembro de 2006

Estudo de Tartarugas Marinhas

No ano de 2000, a Time (EUA) galardoou o zoólogo Peter Pritchard, pelos estudos e conservação de tartarugas marinhas, com o título Hero of the Planet. Trabalhou com o Archie Carr do CCCTurtle, na Universidade da Florida, no estudo da biologia daqueles répteis marinhos. Foi Presidente do Florida Audubon Society, sendo actualmente Director do Chelonian Research Institute em Oviedo, Florida e é professor de Biologia na Universidade Atlântica da Florida e Universidade Central da Florida. Foi reconhecido como "Champion of the Wild" pelo Discovery Television Channel e foi declarado, no ano de 2001, como "Cidadão do ano da Florida" pelo jornal Orlando Sentinel. É autor de vários livros como Living Turtles of the World, Encyclopedia of Turtles, The Alligator Snapping Turtle, ou Galapagos Tortoises: Nomenclatural and Survival Status.

Fonte: ZOOMARINE

 

E ao olhar para o céu...


tenho a sensação que por ali andou um artista-pintor, certamente sonhador, às pinceladas numa tela imaginária, com uma paleta de cores cuidadosamente escolhidas, deixando o reflexo das emoções sabiamente vividas num dia preenchido em que reinou uma felicidade tranquila...

Deslumbramentos

São infinitas as coisas que nos provocam deslumbramento e nos fazem parar para pensar que se o Mundo muda a cada dia, porque é que Portugal não acompanharia o ritmo. Há dois dias tomei consciência de que a cidade de Lisboa, que tão bem conheço, está repleta de pequenos nadas fantásticos que facilitam a vida de cada um. Até os transportes públicos e as ligações entre eles, sobre as quais nos queixamos tanto no dia a dia, nos dão mobilidade para que percorrer a cidade de uma ponta a outra deixe de ser um problema. E assim é de facto. Melhor do que andar de carro, que se tem revelado um suplício em hora de ponta e em cada vez que é necessário estacionar.

 

sexta-feira, 1 de dezembro de 2006

Está a chegar... o NATAL!!!

O Natal é uma das minhas épocas do ano preferidas e, apesar dos anos irem passando por mim, o imaginário que envolve as festividades não desapareceu. Lá está... serei uma eterna criança em algumas coisas... É verdade que o aproveitamento consumista é excessivo e, de ano para ano, a apelação para as compras e a sedução das cores e das luzes começam mais cedo, banalizando o simbolismo da época. Pois eu recuso-me simplesmente a pensar seriamente no Natal antes do início de Dezembro. A árvore e o presépio só os faço a partir do dia 8 e a procura dos presentes certos para cada um vai também ter início agora. São rituais que não quero perder e é uma delícia revivê-los na companhia de pessoas realmente importantes.

Manual de sobrevivência em meios socialmente hostis

Presenciando cenas pela manhã bem cedo recordo uma pessoa que conheci em São Tomé e Príncipe há uma eternidade e de quem perdi o rasto há ...