quarta-feira, 21 de junho de 2006

Há que tempos...

Há que tempos que não escrevo sobre alguém, ou para alguém, em particular. Há que tempos que não escrevo sobre sentimentos, os meus. Há que tempos que não escrevo sobre encontros e desencontros. Há que tempos que fujo de o fazer. Porquê? Porque se não escrever não penso e se não pensar não fico lamechas, chata, pieguinhas, saudosa. Hoje, durante um almoço prazeiroso, em conversa acerca de outros quinhentos, dei-me conta disso e também por isso apeteceu-me, muito, escrever isto. Simplesmente porque, às vezes, também é importante ficar assim, com todos os requisitos e mais alguns, pensar e escrever, porque é sinal que o nosso interior não ficou completamente empedrenhido desde a última vez que bateu forte, de forma intensa, arrebatada, angustiada mas feliz, por um alguém!!!

 

sábado, 17 de junho de 2006

Crianças Invisíveis

Há blogs onde é sempre bom passar porque, além de se aprender sempre qualquer coisa de novo, pode-se ler posts que abanam por dentro, mexendo com o mais profundo do que há em nós: os sentimentos. Este blog é um deles. Foi por lá que andei agora mesmo e senti-me envergonhada só por tomar consciência que, na maioria dos dias, ando excessivamente preocupada com os meus pequenos problemas, esquecendo-me das atrocidades gravíssimas que se vão cometendo impunemente por esse Mundo fora. A chamada de atenção para as Crianças Invisíveis é importantíssima porque este não é um problema localizado mas sim de todos nós porque do Mundo onde vivemos...

 

sexta-feira, 16 de junho de 2006

6ª Feira

YESSS!!! É 6ª feira! E hoje o dia correu, na generalidade bem, apesar de continuar alérgica e sem encontrar o dentista. Semana de pontes, e mais de metade de Portugal está de férias, portanto... E fazem bem, claro está.... não tivesse eu partido um dente. Quem me manda comer pastilha elástica??? Pode ser que aprenda... vamos lá ver...

Mas hoje é 6ª feira e vou petiscar! Em casa, é verdade, mas vai ser petisco do mais magnífico que pode haver. E vou fazer sangria de vinho branco com pêssego, framboesas e folhas de hortelã. Está decidido!!! Ai... devia mesmo ter um restaurante... ou se calhar é melhor não para não ser a causa do prejuízo... J

 

ENCONTRO DE EDUCAÇÃO E TURISMO AMBIENTAIS

A SETA vai organizar o seu 1º EETA - Encontro de Educação e Turismo Ambientais, de 15 a 17 de Setembro de 2006 em Arganil.

O seu principal objectivo é o desenvolvimento da Educação e do Turismo Ambientais, contribuindo para a promoção de um desenvolvimento sustentável e a Conservação da Natureza.

Este encontro dirige-se sobretudo aos agentes envolvidos no processo educativo, no processo do Turismo sustentável e na Conservação da Natureza, e que se encontrem integrados em Escolas, Áreas Protegidas, Autarquias e Operadores de Turismo Ambiental Sustentável.

Considerar-se-ão temas transversais as questões relativas às alterações climáticas, ao desenvolvimento regional integrado de raíz endógena e a aplicabilidade dos processos no âmbito da Lusofonia.

Segue-se uma programação de que fará parte uma Visita de Estudo (na região de Arganil), Conferências / Debate, apresentações de experiências positivas e Trabalho de Grupo.

As inscrições posteriores a 27 de Julho ficarão dependentes do número de vagas existentes.

Fernando Louro Alves - Presidente

quinta-feira, 15 de junho de 2006

Petiscar

É bom petiscar e é muito melhor preparar os petiscos que nos vão deliciar. É engraçado que quase tudo o que dá prazer nesta vida demora mais tempo a preparar do que a usufruir. E isso é muito magnífico. A preparação tem um sabor muito especial. Em tudo! É bom ir para a cozinha e, sem ter ideia do que vai ser o jantar, começar a criar: identificar os alimentos e combinar os paladares, nem que seja de forma imaginária para mais tarde ser testada.
Sempre disse a mim mesma, e a todos os outros, que beringela era um daqueles legumes que, além de feios, cheiravam mal e sabiam pior. A igualar só mesmo a alcachofra, pensava eu. Bem, este vegetal ainda não me convenceu mas a beringela é magnificamente saborosa e actualmente não há semana em que não a compre. Dá para tudo e, por ter um ligeiro sabor apimentado, faz maravilhas se temperada com alho picado e orégãos, humedecida com azeite e cozinhada no forno. Depois, com queijo derretido por cima... é a loucura! Eu que não gostava de beringela porque tinha uma imensa resistência, acho que ao aspecto estranho, hoje sou uma beringelodependente. Já sei que o termo não é bonito mas a verdade é mesmo essa.
É bom, muito bom mesmo criar e recriar pratos, experimentar novos paladares ou conjugar alguns dos que já nos são familiares. Comer é um prazer muito grande e é uma infelicidade que inconscientemente pense que tenho de me conter, sem o conseguir. O resultado é estar mais “preenchida” e logo agora que estamos a chegar ao Verão... Mas também é muito bom cozinhar. Se calhar devia mesmo era ter um restaurante!!!

Sonhos de banana de São Tomé e Príncipe

Ingredientes:

220 gramas de bananas sem casca (de qualquer tipo); 25 gramas de açúcar; 120 gramas de farinha de trigo; 100 ml de leite; 1 ovo; açúcar, canela e óleo para fritar.

Como preparar:

Misturar numa bacia a farinha, o açúcar, o leite e o ovo. Deixar repousar enquanto amassa as bananas com um garfo. Junte as bananas à massa e mexer bem. Depois de amanssado, fazer pequenas bolas com a massa e fritar. Depois de fritas, polvilhar com açúcar e canela.

quarta-feira, 14 de junho de 2006

Parabéns à MELHOR Mãe do Mundo

Hoje é um dia mais do que importante e especial: faz anos a MELHOR MÃE do Mundo. A mais atenta, a mais presente, a mais compreensiva, a mais terna de todas.
Perdoar-me-ão todas as outras mães, mas por certo compreendem o que digo.
Parabéns Mã e um dia SUPER feliz!!! Connosco à volta, claro!

Convite, lançamento de livro

22 de Junho (Quinta-feira), 18h.

Fundação Cidade de Lisboa, Campo Grande, n.380 (ao lado da Universidade Lusófona).

 

A sessão de lançamento do livro tem a cobertura e apoio da RDP-África e conta com apresentações musicais ao vivo de vários grupos de música africana.

Entrada Livre

 

“O Processo de Transição para o Multipartidarismo em Angola”, Nuno Vidal & Justino Pinto de Andrade (eds. & orgs.)

Prefácio de Patrick Chabal

Participações: António Burity da Silva, José Manuel Imbamba, José Manuel Pureza, Augusto Rogério Leitão, Patrick Chabal,

Douglas Wheeler, Almerindo Jaka Jamba, Ruy Duarte de Carvalho, João Batista Lukombo Nzatuzola, Alberto Oliveira Pinto,

Vicente Pinto de Andrade, Christine Messiant, Michel Cahen, Filomeno Vieira Lopes, Jean-Michel Mabeko-Tali, Benjamim Castello, Fernando Pacheco, João Paulo N´Ganga, Jorge Eurico, Mónica Rafael, Aline Afonso Pereira, Cristina Salvador, Cristina Rodrigues, Gerald Bender, Paulo Jorge, Arvind Ganesan, Manuel Paulo, Carlos Feijó, Bornito de Sousa, Abel Chivukuvuku, Luís do Nascimento, Lindo Bernardo Tito

 

Apoios: Programa Lusitânia; Fundação para a Ciência e a Tecnologia (Ministério da Ciência e do Ensino Superior); Gabinete de Relações Internacionais da Ciência e do Ensino Superior (Ministério da Ciência e do Ensino Superior); Instituto Camões (Ministério dos Negócios Estrangeiros); Netherlands Institute for Southern Africa – NIZA; RDP-África e Casa de Angola em Portugal.

O livro estará à venda na entrada do auditório da Fundação Cidade de Lisboa a partir das 17.00h

terça-feira, 13 de junho de 2006

Voltei

Barcelona continua a ser uma cidade magnífica. Bela, envolvente, terna e reconfortante. Foi por lá que andei e me deliciei com verdadeiros manjares, calor qb, céu azul e muito passeio. Se não fosse a poluição, que invariavelmente dá cabo de mim, do meu nariz e dos meus pulmões, diria que ali me sinto como que no paraíso. Depois fui a Montserrat, passagem obrigatória por ser, para mim, o ícone da tranquilidade e da espiritualidade, onde me encontro e reencontro com a verdade e a simplicidade. O tempo era pouco e apenas deu direito a uma rápida subida e descida de funicular, bem no meio da montanha, sentindo os cheiros e gozando o prazer de escutar o silêncio. Fantástico! E ainda fui a Sitges, uma vez mais. Terra à beira mar, bonita e agradável, com ruas e ruelas sem trânsito, janelas adornadas com vasos e todas as cores, revelando um cuidado particular, e que, desta vez, estavam acompanhadas por moinhos multicoloridos, muito simbólicos e indicativos de quem vive para lá dos vidros. Local de onde, desta vez, vim mais desagradada do que em anos anteriores porque não gostei do que vi. E já cá estou de novo para mais uns dias de trabalho contínuo e muito intenso...

domingo, 4 de junho de 2006

Festas e festarolas

Oh vida vidinha...! Hoje que quero, e preciso... e mais do que tudo desejo dormir bem, por pouco que seja, porque amanhã me espera mais um dia de trabalho duro com muitos quilómetros à mistura, começaram as “festas do calor” na rua, com bailarico ao som de “música popular” tão alta que na minha casa se distingue a letra das canções e quase me dá vontade de ir para a varanda bater palmas, cantar e dançar... Oh safa... a minha vida!!! Mas será que lá porque uns se querem divertir, os que têm de trabalhar não podem? E dormir... muito menos??? Esta brincadeira da festarola popular ocorre por estes lados todos os anos... E nem vale a pena ligar para a Polícia, apesar de já serem 00h15... qual lei do ruído qual o quê...!!!

sábado, 3 de junho de 2006

Não tenho parado de...

TRABALHAR!!! E estou TÃO CANSADA... E o trabalho continua... o que é MUITO BOM!!! Agora só queria ter tempo para dormir 8 horas seguidinhas... Mas ainda não é desta!

quinta-feira, 1 de junho de 2006

Um... SUPER DIA!

Pois é, a Mana já se “desbroncou”… é verdade... hoje é um daqueles dias que, quando era jovem mocinha, achava que era o mais importante do ano por ser verdadeiramente especial. Era o “Meu Dia”!

Há pessoas que nasceram crianças e que crianças permanecem para a vida. E eu sou uma delas... só que agora a magia perdeu-se um pouco e a ideia do dia especial já não está tão acesa em mim. Hoje é o dia que me faz sentir que estou verdadeiramente um ano mais “amadurecida”??? Coisas da vida... A verdade é que a partir dos 35 já não se devia fazer mais anos e eu já tenho mais dois bons pares em cima...!!!

Bom... mas pensando bem, se eu, a minha amiga Graça de Braga, de quem já não tenho notícias há muitos anos mas de quem nunca me esqueço, o meu amigo JM, “chupa-chupa” para nós, a M. Monroe e outras peças que tais, não tivéssemos nascido no Dia Mundial da Criança, certamente o Mundo não seria o mesmo. Porque se não tivéssemos nascido, teríamos de ser inventados!!! Cada um no seu estilo... enfim... mas, modéstia à parte, somos bons exemplares!!!

A todas as crianças, com idade de ser criança e às que já passaram essa fase, e a todos os “colegas de dia”... os meus PARABÉNS! E que tenham um super dia!

 

terça-feira, 30 de maio de 2006

Assinar e divulgar a petição Save Biodiversity - End Poverty!

Por sugestão do João Soares aqui fica lançado o desafio para assinar a PETIÇÃO SAVE BIODIVERSITY, END POVERTY, pedindo às NU que incorporem a Cowntdown 2010 nos Objectivos do Milénio http://www.countdown2010.net/petition.html



PROBREZA ZERO, Antestreia do filme 'All the Invisible Children'



Cine Pobreza Zero
Quarta-feira, dia 31 de Maio às 21h30
Alvaláxia, em Lisboa

Ganha uma entrada dupla!


 'All the Invisible Children' é uma série de curtas metragens dos realizadores Mehdi Charef, Emir Kusturica, Spike Lee, Kátia Lund, Jordan Scott, Ridley Scott, Stefano Veneruso e John Woo que abordam, a partir de uma perspectiva multicultural, temas relacionados com os problemas enfrentados pelas crianças nos dias de hoje.

A PobrezaZero tem 10 convites duplos para a antestreia, em Lisboa.

Os convites serão entregues aos 10 primeiros que responderem, correctamente, VIA E-MAIL, às seguintes perguntas:

1- Em que ano foi assinada a Declaração do Milénio, onde se estabeleceram os Objectivos de Desenvolvimento do Milénio?

2- Quantos países assinaram esta Declaração?

3- Enumera 5 figuras públicas portuguesas que participarm no clip publicitário da campanha.


As respostas deverão seguir para comunica@oikos.pt. Se tiveres dificuldades podes consultar a cábula no www.pobrezazero.org

Se não estás em Lisboa, não fiques triste, pois este filme vai passar em várias cidades do país. Fica atento ao cartazero no site.

Se não receberes nenhuma resposta, tenta outra vez. Responderemos a todos. Boa sorte!

Saudações Solidárias

segunda-feira, 29 de maio de 2006

domingo, 28 de maio de 2006

A invasão do mosquito

Durante este fim de semana quase me senti por terras onde uma boa rede mosquiteira na janela faz toda a diferença. O calor veio em força e para que não se sentisse sozinho, os mosquitos fizeram-lhe companhia. Pois é, pelas minhas bandas a “invasão” da mosquitada fez-se sentir desde o anoitecer até ao amanhecer. Se na 6ª chegaram e marcaram presença, no sábado dava a sensação de terem vindo para ficar. Bem que eu dizia que estes não fazem mal e que não transmitem doenças mas a verdade é que foi desagradável e ao mesmo tempo estranho vê-los em quantidade e numa atitude de forte insistência e perseverança em torno de cada foco de luz.

sábado, 27 de maio de 2006

Rock in Rio

Não sou fã de concertos porque há muita confusão e, muitas vezes, o som é de má qualidade. Pode parecer imperdoável mas nunca fui ao Rock in Rio. Ontem não resisti a ver a actuação da Shakira na abertura. Só que pela televisão e confortavelmente sentada no sofá :-) e tenho de confessar que gostei. Gostei da voz, da simplicidade, das ligeiras variações no visual utilizando sempre a mesma roupa, da imagem dela a actuar descalça e ao natural, ou seja sem maquilhagem, de forma despretensiosa e sem vedetismo, da proximidade e do contacto com o público no final, de comunicar em português e da dança, claro. Ela mexe as ancas como toda a mulher que se preza gostaria de fazer, com um movimento ritmado e de grande sensualidade. Aliás, não são só as ancas, são os braços, as mãos, o tronco, o peito. Quando se começa a movimentar move-se de uma forma ondulante e sem parar de cantar, sempre com a mesma voz, emitindo sons igualmente ondulantes e alternando o tom com grande facilidade. Conclusão: gostei de ver o concerto, recostada no sofá da minha sala.

 

quinta-feira, 25 de maio de 2006

Viver um dia de cada vez?

A frase “viver um dia de cada vez” tira-me do sério, apesar de estar cada vez mais na moda. Sempre que acontece alguma coisa de menos bom na vida de alguém é muito comum ouvirmos como resposta à pergunta: “então como estás” um sofrido “olha, agora vivo um dia de cada vez e assim já não sofro tanto”.

Mas que raio! Como assim? Viver um dia de cada vez é uma daquelas constatações óbvias a que qualquer um chega e simplesmente não serve de resposta a uma preocupação expressa através de uma pergunta! Na verdade isso é o que todos nós andamos a fazer desde o momento em que nascemos. Humanamente não é possível ser de outra forma porque ainda não descobriram as pílulas que permitem adquirir a capacidade de viver logo 3 ou 4 dias em simultâneo para poupar tempo, o que admitamos é simplesmente magnífico!

Pior! Utilizada como resposta chavão, a expressão “viver um dia de cada vez” é excessivamente minimalista e significa não ter projectos, não sonhar, não idealizar tudo o que se pode fazer durante o mês que vem já aí ou até no próximo ano. É ter uma atitude conformista e não desejar mais da vida, não exigir mais de nós próprios e não esperar mais dos outros.

Muito pior é quando a seguir ao “viver um dia de cada vez” a frase é rematada com o fatalista “assim sofro menos”. Mas que coisa, ninguém gosta de sofrer mas a dor, de quando em vez, faz parte da vida, abana-nos, reconheço que da pior forma, mas faz-nos ver a vida de outra forma, ter outro entendimento e uma nova forma de estar perante as dificuldades.

E viver é bom, muito bom mesmo, apreciando os dias, as horas, os minutos e os segundos, sem fatalismos ou conformismo excessivo, aceitando o desafio que é viver bem todos os dias, com entusiasmo, sonhando e fazendo muitos projectos!!!

quarta-feira, 24 de maio de 2006

O desespero ou a insustentabilidade?

E qualquer pessoa que passasse por STP poderia ter vivido esta saga! Simplesmente porque o Príncipe é uma ilha que faz parte do imaginário de qualquer conhecedor ou interessado por Africa, por ambiente e por turismo. E a única forma razoável de lá chegar em tempo útil era recorrer às asas do bichinho que está retratado para a posteridade no post que se segue.

O que é mais irónico e estranho, ao mesmo tempo, é que ainda ontem este avião efectuou as ligações “para e de Libreville” e “para e do Príncipe”. Não há dúvida que o aparelho era resistente, mais do que muitos poderiam pensar dadas as avarias que de vez em quando lhe sucediam. Mas supostamente eram pequenas maleitas, percalços num caminho que se quis que fosse mais longo do que poderia ser. O "coração" não era de ferro e ele já não era nenhum adolescente. Esta é a primeira e a principal lição que se pode retirar desta aventura. As outras aparecem na sequência, de forma a que jamais nos esqueçamos que o acaso faz parte da vida e que nem sempre traz boas surpresas: nada é eterno; nada dura para sempre; tudo precisa de ser cuidado, tratado, alimentado... senão acaba por morrer, definhar, desaparecer!

No caso, ninguém quis tomar muita atenção, nem aos sinais que de vez em quando emitia, queixando-se da idade, nem à opinião técnica do piloto, que o conhecia melhor do que qualquer outra pessoa porque com ele partilhava tempos e espaços, numa intimidade própria dos que se sentem familiarizados.

E agora, como o que não tem remédio, remediado está, é preciso assentar os pés no chão e encontrar alternativas e andar para a frente, ou para ser fiel ao tema, voar bem para o alto. Não é fácil mas certamente é possível. E não se pode deixar passar muito tempo com reflexões aprofundadas. Há que agir com rapidez e de forma certeira. Só que o cenário não é brilhante nesta fase em que as finanças nacionais deste país dependente a mais de 80% da ajuda externa estão a tocar no fundo, havendo até quem diga que se tornou insustentável e inviável do ponto de vista económico, apesar do petróleo, do turismo, do cacau que continua a apodrecer na árvore porque não compensa colhê-lo, ou do café “que dá trabalho por demais”...

Eu quero continuar a acreditar que esses são apenas pessimistas, os cépticos, os destrutivos. Mas... às vezes dou comigo mesma a pensar: “estarei eu apenas a sonhar???”

Já não voa...

Este era o único avião da Companhia de Aviação de São Tomé e Príncipe, a Air São Tomé. Este foi um aparelho oferecido por Portugal há 15 anos para realizar voos experimentais durante 3 meses, mas voou desde o dia em que foi oferecido até ontem. Por coincidência, ontem no final da tarde fazia um voo experimental de instrução para formação de um novo co-piloto.
O piloto de quase sempre e muito experiente, com quem voei neste mesmo avião há 3 anos e meio atrás para Annobon na Guiné Equatorial, demitiu-se há uns tempos alegando falta de segurança do aparelho pela ausência de manutenção. Ninguém ligou e também ninguém fez nada. E agora não há mesmo mais nada a fazer senão lamentar as mortes dos que iam lá dentro e que não passaram do mar que rodeia a ilha, a cerca de 200 metros da costa e junto ao Ilhéu das Cabras, um dos ícones nacionais do mergulho e da pesca.
Chega a ser irónico que se debata tanto acerca do isolamento a que as ilhas estão remetidas e que ninguém se tenha dado conta, até agora, que a população da ilha do Príncipe vai ficar simplesmente remetida ao abandono e ao esquecimento uma vez mais porque não há ligação marítima regular e formal e o único meio de aproximar as duas ilhas que constituem o arquipélago era este pequeno avião que já não devia voar e que, por niguém ouvir as suas queixas, por fim se cansou da viagem.
É de lamentar tanto, tanto e tanto que não há palavras suficientes para exprimir tamanho desconsolo e incompreensão!!!

segunda-feira, 22 de maio de 2006

Vidas

De Casamance a Praga é um texto do Luís sobre a vida de alguns. Merece ser lido, relido, relatado, divulgado. Fiquei simplesmente... sem palavras!

Meninos de Benguela

Existem voluntários em Benguela-Angola que no terreno estão a desenvolver um Projecto para as crianças que habitualmente brincam com restos de latas apanhadas no lixo O Projecto consiste no Apoio Lúdico e na criação de um Espaço Infantil para estas crianças. São necessários filmes, DVDs (infantis) e brinquedos..

No dia 16 de Junho (Dia da Criança Africana), vão ser enviados VHS ou DVDs de filmes infantis usados. A entrega pode ser feita na Rua António Aleixo, nº 43, R/c dto, na Damaia. O contacto de Telemóvel é 966 333 189. A informação está acessível no site.

 

A delícia do caramelo

Eu sei, há quem o considere enjoativo e excessivamente doce, talvez até em certos momentos irritante. Mas quando estou muito, muito, muito cansada, sabe-me tão bem pegar num caramelo e sentir-lhe o aroma ao abrir o papelinho que o envolve. Depois, deixá-lo ir derretendo lentamente na boca e sentir o paladar adocicado intensificar-se. Dá-me uma vontade imensa de fechar os olhos e entregar-me à deliciosa sensação de envolvência quente e terna que perdura mesmo depois do caramelo ter desaparecido.

Há uns melhores do que outros e eu gosto tanto dos mastigáveis como dos duros, desde que sejam os originais. Na primeira categoria, os espanhóis da Solano sempre fizeram as minhas preferências porque quando em pequena não era muito comum ir ao outro lado da fronteira mas quando tinha essa sorte, o dia era para mim uma festa e o pacotão que nos acompanhava não durava muito tempo. Na categoria dos duros, os Werther’s Original têm um paladar inconfundível e são excelentes. E, têm ainda a propriedade de exercem um efeito terapêutico muito interessante em mim, principalmente quando estou irritada. Tranquilizam-me... Por fim, há a versão gelada, em que elejo o doce de leite da Haggen Dazs: é ligeirinho e doce qb, com farripas dele derretido. Hum...

 

Novo jornal on line "ECOS das ILHAS"

Há um novo jornal on line de STP, que se encontra ainda em construção, mas que já divulga notícias. Chama-se ECOS DAS ILHAS e está vocacionado para as questões políticas e económicas santomenses. Eles pedem sugestões, que deverão ser enviadas para o e-mail do Petter Bouças 

sexta-feira, 19 de maio de 2006

É engraçado...

É engraçado como, de vez em quando, se dava conta que tinha uma incomparável capacidade de apagar emocionalmente algumas pessoas, fazendo com que o seu estatuto passasse de “insubstituível e imprescindível para todos os momentos” a “involtável”. Depois tinha outra capacidade, a de aguentar “quase toda a sacanagem do insubstituível e imprescindível” durante um período de tempo mais longo do que seria admissível em tal circunstância, até adquirir uma incapacidade difícil de alterar: “intolerância para com a possibilidade de reencontro para viver uma nova sacanagem com o mesmo que antes fora insubstituível e imprescindível”. Se a incapacidade adquirida fosse respeitada, então tudo poderia correr sobre rodas, havendo até a possibilidade de se relacionarem na esfera do não envolvimento emocional e afectivo. Mas uma vez o limite ultrapassado, tudo ficaria estragado. “É engraçado, como às vezes ainda nos conseguimos surpreender a nós próprios ao nos analisarmos”, pensava.

Verdades

Um dia alguém disse:

“Não se pode defender o que não se ama; não se pode amar o que não se conhece!”

E é bem verdade!!!

segunda-feira, 15 de maio de 2006

Viver... nem sempre é fácil!

E o pior mesmo é quando os mal entendidos são de ordem profissional. Os emocionais são fáceis de resolver porque os afectos acabam, na maioria dos casos por dar conta da situação e aliviar o desconforto. Agora quando se trata de problemas profissionais, que afectam toda uma vida, os afectos, por mais que se queira, não ajudam e muito menos resolvem. Neste foro, os ódios de estimação agudizam, as invejas aparecem à tona, tornando-se tão evidentes e só dá mesmo vontade de desatar ao estalo para que, os que estão em estado de levitação a deitar faíscas em direcção às cabecinhas dos humanos com o objectivo de lhes queimar os fusíveis provocando um curto cicuito, deixem de repente de receber corrente e caiam estatelados no chão. Não é para se magoarem. Não, isso nunca. Apenas para se assustarem e retirarem uma lição de toda a brincadeira – não chateies os outros se não queres que eles te chateiem a ti! E mesmo assim, pelas caras, alguns seriam sempre reincidentes. Safa, há mesmo que ter uma paciência infinita para se aturar uma certa corja de gente!!! Principalmente quando a única razão que os move em acções carregadas de maldade é simplesmente não lhes termos feito nada... Definitivamente, viver nem sempre é fácil...!!!

sábado, 13 de maio de 2006

Dúvidas Sistemáticas II

  1. Porque resultarão sempre os mal entendidos, de forma inexplicável e incontornável, em problema praticamente insolúvel, mesmo quando não há motivo para a criação de uma situação extrema?
  2. Porque serão os mal entendidos o meio mais directo para libertar as próprias culpas e acusar legitimamente os outros de tudo o que fizeram e até do que não são responsáveis?

sexta-feira, 12 de maio de 2006

Dúvidas Sistemáticas

Porque serão os mal entendidos tão:

  1. persistentes na vida de alguns?
  2. desgastantes?
  3. redundantes?

 

De Fórum "Rádios Comunitárias" a Comunidade de Prática

No próximo dia 15 de Maio vamos dar início a um debate sobreO Papel das Rádios Comunitárias na luta contra a exclusão social, que terá lugar no âmbito do CIARIScommunity. Esta é uma iniciativa conjunta do Projecto “Estratégias e Técnicas de luta contra a Exclusão Social e a Pobreza”, STEP/Portugal, executado pelo Bureau Internacional do Trabalho (BIT) e financiado pelo Governo Português, da Rede Nacional das Rádios Comunitárias da Guiné Bissau (RENARC) e do Centro de Estudos Africanos do ISCTE (CEA), no âmbito das actividades do site web Inclusão Social nos PALOP e do Centro Informático de Aprendizagem e de Recursos para a Inclusão Social – CIARIS.

Em alguns países africanos, em particular nas regiões mais isoladas e marcadas pela ruralidade, as Rádios Comunitárias representam hoje um dos principais meios promotores de inclusão social, pelo incentivo à participação e ao envolvimento de todos, à comunicação, à interacção, à valorização da vida comunitária e à criação de novas oportunidades. 

Esta iniciativa revela-se manifestamente inovadora, já que, mais do que um Fórum de debates, pretende criar-se uma comunidade de aprendizagem e de prática que tenha continuidade ao longo do tempo, e onde possam ser partilhadas experiências, colocadas dúvidas para esclarecimento, apresentadas dificuldades e divulgadas práticas bem sucedidas, mas também disponibilizados recursos, tais como documentos para leitura e reflexão, links e sites de interesse relacionados com o tema, informação sobre eventos e encontros futuros, sem esquecer a sistematização dos resultados de encontros anteriores, como são os exemplos do “Atelier sobre Rádios Comunitárias e Rurais” (Cabo Verde, 2002), ou do “1º Encontro de Rádios Comunitárias da CPLP” (Guiné Bissau, Março de 2006).

Com o CIARIScommunity Rádios Comunitárias procura criar-se um local de encontro e de troca de experiências, onde a aprendizagem possa se privilegiada, reduzindo as distâncias e valorizando as práticas que têm sido prosseguidas nos diferentes países.

Também com a preocupação de recolher o máximo de experiências e de conseguir um debate animado, contamos com a participação de todos, porque só assim conseguiremos alcançar os objectivos a que nos propomos. Este é um espaço de todos nós que será construído com o vosso apoio ao longo do tempo.

Para efectuarem o vosso registo, deverão aceder aqui e efectuar o registo. No menu do lado direito do ecran encontram campo para preenchimento de Login e para criação de uma nova conta. Ao clicarem no link aparecerá uma página de registo. Seleccionem a opção “registe-se” e preencham os dados solicitados.

Após o registo, podem ir tomando contacto com a plataforma informática, nomeadamente consultando o texto introdutório, os links e os recursos que já se encontram disponíveis, a página relativa aos moderadores e convidados especiais. Toda esta informação está acessível através dos links que se encontram no menu do lado direito, na secção Rádios Comunitárias. Para mais informações sobre o funcionamento da plataforma, consultem o Guia de utilização, acessível no menu superior.

Apareçam participem! E... já agora DIVULGUEM, por favor.

 

domingo, 7 de maio de 2006

Ainda Encontro Internacional sobre Conservação de Tartaruga Marinha em STP


Apresentação de Jacques Fretey no Simpósio da Seaturtle.org, Creta, Abril 2005 - apresentando o I Encontro Internacional sobre Conservação de Tartaruga Marinha em STP (Janeiro 2006). Na 1ª foto do powerpoint aparece a Equipa e na segunda a mesa da abertura do evento.
Para informações mais detalhadas, podem consultar o blog da Seaturtle.org, de onde foi retirada a foto, com o devido agradecimento.
E, para mais tarde recordar, ou sempre que apetecer, a foto foi aqui publicada algures em Fevereiro deste ano, quando regressei.
Este é um daqueles eventos que fez história e no qual tenho muito orgulho de ter participado.

A:

todas as mulheres que tiveram a felicidade de serem Mães: um FELIZ DIA!!!

sexta-feira, 5 de maio de 2006

Estados de Alma

A verdade é que por mais cansada que me sinta, sempre que páro para contemplar o que me rodeia, vejo que o céu está azul, iluminado por um sol mais do que radioso, o mar ao fundo parece-me calmo e a árvore que me faz companhia todos os dias ali permance serena, transmitindo-me bons sentimentos, sem jamais me abandonar. É impossível não ficar mais tranquila.
Felizmente, os meus estados menos felizes não passam de cansaço e para isso, uma boa noite de sono é mais do que reconfortante e compensadora. Hoje continuo com olheiras, o que é um indício do muito cansaço que me acompanha, e os olhos continuam também ressentidos comigo, desta vez por causa do esforço a que os tenho submetido... mas a alma está sem dúvida bem mais descontraída.
E isso... vale quase tudo!

quinta-feira, 4 de maio de 2006

Mais e mais... e mais!

Ina ina ina! Mais trabalho. Mais e mais e... mais! É sempre um motivo de grande contentamento. Se o dia começou cinzentão e pela manhã a minha cabeça estava cheia de nuvens, chuva e trovões, o anoitecer foi fantástico. O mau tempo desanuviou e sinto-me de novo cheia de força. Estou rodeada de papel, de trabalho e de novas responsabilidades. Mas muito mais contente!!! Os desafios são sempre fantásticos! Vou pôr mãos à obra. E é já!

Hoje

Nem sempre é hábito e também não é assim tão comum mas há dias em que apetece parar de lutar... o que vale é que não há muitos dias como o de hoje!

quarta-feira, 3 de maio de 2006

Obrigada!!!

Obrigada a todos pelo cuidado e atenção que têm demonstrado. Penso que terá sido apenas a manifestação de uma alergia valente combinada com pouca de lágrima (o que pode parecer bom indício mas como se vê... nem sempre assim é...!!!). Agora, e depois de me socorrer do Hidrocil Filac que me deu imenso conforto, os olhos melhoraram mas não posso facilitar e vou certificar-me que tudo está bem. Beijos a todos e até breve (a ausência vai manter-se por mais uns dias porque o trabalho ainda não deu tréguas).

 

sexta-feira, 28 de abril de 2006

Ai eu...

Ou é do cansaço ou da Primavera, ou se calhar dos dois juntos, mas estou acabadinha dos olhos. Estão secos e doridos, ora com picadas como se tivesse pequenas lâminas dentro das pálpebras, ora com uma dor que vem das profundezas e que se alastra para o resto da cabeça, e, como se não fosse o bastante, a visão está enevoada. Só me apetece fechá-los e deixá-los quietos. Ontem as picadas eram tais que me custava mantê-los abertos. A vida às vezes prega-nos destas. Logo agora que eu tenho tanto que fazer, prazos a cumprir e, acima de tudo, vontade de avançar nas tarefas que encadeei e que se resumem a analisar registos inscritos em papel, sob a forma de letras, números, traços e círculos, em função dos casos, traduzi-los em códigos e inseri-los no computador. Dá vontade de dizer: AI EU...

quinta-feira, 27 de abril de 2006

Trabalho

Estou literalmente rodeada de inquéritos. É a fase do tratamento dos dados recolhidos na Guiné Bissau: ordenar os questionários por data, hora e inquiridor; criação da base de dados; inserir os dados; identificar as variáveis a cruzar; efectuar os cruzamentos; formatar as tabelas; proceder à leitura e à consequente análise dos resultados.

Este é um trabalho estimulante e muito giro mas que requer muita concentração para não haver enganos (e detectar as falhas), por se tornar um pouco cansativo. Trabalhar é bom!!!

Neste preciso momento, dei a necessária trégua a mim mesma para um intervalo com alongamento das pernas e braços :-) e agora vou mergulhar de novo no molho que tenho ao colo!!!

quarta-feira, 26 de abril de 2006

Devaneios

Não é meu hábito falar sobre figuras públicas, quaisquer que sejam e independentemente do campo por onde se movam, até porque chateia-me o vedetismo e o convencimento que, na generalidade, daqui decorre. Mas hoje sinto-me na obrigação de recomendar a este senhor que viaje até Lisboa e que venha experimentar o seu prato preferido. É absolutamente meu dever enquanto apreciadora do seu trabalho, sei lá eu... É que é inacreditável que ele não saiba que eu faço um Bacalhau à Brás muitíssimo apreciado por todos os que já o provaram. Esta é uma feliz coincidência!!! Eu sei fazer o prato preferido dele e... ao que consta bem!!! Por isso Geroge, estás convidado! Escusas de comer este tipo de pratos em Nova Iorque, onde por melhor que seja o restaurante nunca será tão bem confeccionado como o que se come neste lado do Atlântico. Podes aproveitar e fazer a viagem com a Mana, já que a vou buscar ao aeroporto e assim espero pelos dois...

Blog de viagens

Um blog de viagens com conselhos práticos, sugestões e muitas fotografias. A destacar os aspectos positivos e negativos de cada destino. Chama-se Roadrunner67. Aqui encontra-se links para outros sítios de viagens.

 

O VAZIO de Carlos Gil

O Novo (…?!) blog do Carlos Gil, Xicuembo é o (O VAZIO). Encontrei-o agora e porque, por descargo de consciência, passei pelo anterior. Valeu a pena a visita e será uma das minhas próximas leituras assíduas, juntando-se a todas as outras, sempre que o trabalho permitir.

 

Ainda a Primavera

Esquecia-me do impossível de não lembrar. A Primavera é época de petiscos, de sangria de champanhe e de gelados. E também dos pés sentirem a liberdade de andarem descalços e dos cabelos secarem ao ar.

Primavera

E, para grande alegria de todos, parece mesmo que o tempo quente está a chegar, o que é infinitamente bom. É altura do espírito se alegrar, do corpo descontrair distendendo os músculos, um por um, de abandonar os cobertores, os sacos de água quente, as camisolas de gola alta e tutti quanti. É a altura ideal para começarmos a habituar a pele às temperaturas reconfortantes, sem termos a sensação desconfortável, e tantas vezes dolorosa, do calor excessivo a queimar os tecidos. E depois, quase nos sentimos no Verão. É uma época simpática em que, ao andarmos na rua, nos cruzarmos com rostos sorridentes e alegres que transbordam exuberância, pela leveza dos movimentos. Na Primavera, a vida tem outro sentido e um sabor particular porque antecipa o Verão. As frutas são doces e sumarentas, as saladas apetecíveis, as esplanadas convidam ao lazer e as praias seduzem pelo cheiro a maresia. As flores cheiram intensamente e os pássaros ouvem-se por todo o lado. Pois a verdade é que tudo seria ainda melhor se eu não sofresse tanto com as alergias primaveris...

terça-feira, 25 de abril de 2006

BELO JARDIM

Um blog de um amigo que conheci em África: BELO JARDIM. Vale a pena passar por lá, apreciar e contactá-lo. Não conheço mas, a avaliar pelas imagens, o espaço é fantástico e a vista para a lezíria ribatejana deslumbrante.

segunda-feira, 24 de abril de 2006

Instrospecção

Não sei se faço boa ou má avaliação de mim mesma, apesar de ser uma pessoa profundamente introspectiva. Às vezes até chateia porque sou demais. Não limito a autocrítica e normalmente não me sobrevalorizo em relação aos outros. Ao contrário, a maioria das vezes, coloco-os em primeiríssimo lugar, em segundo, em terceiro, em quarto, ..., e não tenho o menor problema de me encontrar a mim mesma bem no fundo da fila.

Na verdade, a ideia que faço de mim é a de uma pessoa sonhadora. Sou assim desde que me lembro de existir. Em pequena sonhava muito, tanto acordada com sonhos bons e de final feliz, como a dormir dando azo à imaginação, para o bem e para o mal. Hoje continuo a sonhar, apesar de quando me vejo ao espelho ter a leve sensação de estar bastante mais crescida do que a imagem que retenho da infância. Contudo, não há cabelos brancos, o que me deixa sorridente porque é um dos sinais mais invejados pela maioria das mulheres acima dos 35, e mais ainda próximas dos 40, e de alguns homens que, a todo o custo, procuram manter a juventude. Não faço “nuances” nem pinto o cabelo. Ainda...! Mas as rídulas e as rugas, que gosto de pensar que são apenas de expressão, já se fazem sentir, principalmente à volta dos olhos. É um sinal da emotividade que me caracteriza, reconheço. Cada traço, cada rídula, cada ruga é o resultado de sentimentos fortes, intensos, de momentos sentidos ao pormenor. Na verdade, às vezes até demais. Mas são também o sinal de muito riso partilhado e de algumas lágrimas, ora contidas ora extravasadas, neste caso em maior quantidade do que gostaria mas qb para o que senti e pelo que já vivi.

Não, não me sinto velha, antes pelo contrário, quando me perguntam a idade penso 3 vezes antes de responder porque, em consciência, não me revejo nos quase 39 que já cá cantam. Em espírito ainda não cheguei aos 30 e a capacidade de sonhar continua hiperactiva. Hoje sonho mais a dormir do que acordada, mas ainda são muitos os dias em que o pensamento me foge e vagueia por outros locais, às vezes perto, às vezes longe, ao encontro de momentos felizes que se sucedem de tal forma que a felicidade ganha um carácter contínuo e deixa de ser efémera.

Mas apesar da capacidade de sonhar que preservo, vivo cada vez mais em função da realidade e essa nem sempre tem um final dourado como nos sonhos. Ou melhor, nem sempre tem o final desejado, construído em sonhos ou pela imaginação.

Os "clássicos"

Passando pelo Universo bloguista, o que já não fazia com tanta intensidade há uns tempos, hoje apetece-me destacar, sem qualquer ordem hierárquica: A Natureza do Mal; Africanidades; Akoka em Cabo Verde - Ilha do Sal; Citius, Altius Fortius; Digitalis; Kitanda; Na Senda das Beiras; No Cinzento de Bruxelas; PERDIDO ou Chuinga 4; Pululu. Estes são, para mim, os “clássicos” porque me descontraio sempre a lê-los e a deixar, de quando em vez, um comentário. São espaços lindos, todos eles, e apesar das devidas diferenças.

Agora, ainda me apetece pesquisar novos sítios. E é o que vou fazer já já...

 

domingo, 23 de abril de 2006

IRS

Todos os anos eu, tal como uns bons milhões de portugueses, dedico umas horas a organizar comprovativos de ganhos e os recibos de despesas, de acordo com “temas” pré requeridos de forma a conseguir preencher o formulário do IRS. É uma tarefa enfadonha qb, tenho de admitir, mas quando está completa e as contas feitas, sinto um alívio indescritível e penso de imediato: tarefa cumprida, agora é só para o ano!!! Hoje foi o dia!

 

sábado, 22 de abril de 2006

O Tigre e a Neve

O filme "La Tigre e la Neve", com realização e interpretação do fantástico Roberto Benigni, fez-me sonhar acordada durante 114 minutos de encanto.
Aquele sim é um sentimento chamado AMOR, feito de dedicação e persistência, de abnegação e voluntarismo, de arrebatamento e elevação, de conhecimento e aceitação.
Eu gostava de ter um amor assim e na verdade é com este sentimento que sonho desde sempre. Mas afinal, quem não gostaria de ter um amor daqueles?
O filme é fantástico, as situações criadas parecendo-nos impossíveis fazem-nos sorrir desde o início ao fim. E quando o desenlace está à frente dos nossos olhos, apetece ficar ali a partilhar a vida daquelas personagens por quem ganhámos afeição. Simplesmente custa levantar da cadeira e abandonar toda a história.
A mensagem que fica é que, afinal quando as coisas são realmente importantes e pensamos ter apenas uma hipótese num bilião, a nossa capacidade de lutar torna-se infinita e a palavra conformismo deixa de fazer sentido.

Foi ontem

Foi ontem a inauguração da Exposição e nunca é demais lembrar que o objectivo é elevar o Arquipélago dos Bijagós na Guiné Bissau a Património Natural e Cultural Mundial da UNESCO.  

O que posso dizer da Exposição é que está bonita, podendo ver-se fotografias magníficas de locais inimaginados por serem lindíssimos, apreciar máscaras tradicionais usadas ainda nos dias de hoje em rituais de iniciação e festas tradicionais. Mas pode-se também falar com os voluntários, que sabem explicar tudo o que temos vontade de saber, observar trajes típicos como por exemplo a “saia bijagó”. À entrada somos recebidos por uma rapariga e um rapaz, vestidos de forma tradicional, que nos transportam de imediato daquela sala para bem longe, permitindo-nos viajar até ao arquipélago que pensamos ser apenas paisagem de filmes e documentários do “National Geographic” ou do “Odisea”. E afinal, tudo está tão mais perto do que imaginamos, bastando um voo até Bissau e daí uma passagem de barco para um dos 88 ilhéus, dos quais apenas 20 são habitadas, por um total de 20000 pessoas. Ali a vida é ancestral e marcada pelas crenças animistas, havendo espaços sagrados como a floresta e o mangal, mas também, dependendo das ilhas, animais intocáveis como a tartaruga, o tubarão ou o hipopótamo.

A inauguração contou ainda com uma festa no final, com a actuação (963773338) do Maio Coopé e do agrupamento musical Djumbai Djazz, levando os presentes a sentir os ritmos africanos e dando-nos a sensação de estarmos uma vez mais num mundo à parte, apesar da realidade ser o centro de Lisboa em hora de ponta.

A Exposição é imperdível para quem gosta de África e se preocupa tanto com o ambiente como com a vida comunitária. E, além de tudo o mais, aquele arquipélago é um bem da Guiné Bissau e do Mundo inteiro, ou seja de nós todos.

Passem por lá e divulguem!

Museu Nacional de História Natural na Rua da Escola Politécnica, nº 58 em Lisboa. (Tf: 213921824), de 2ª a 6ª das 10h às 13h e das 14h às 17h; sábado das 15h às 18h.

Tempo

Está frio e chove. O céu está claro, cinzento, e, da minha janela, delicio-me com o contraste verde das folhas da majestosa árvore que é a principal marca da calma praceta onde vivo. E hoje, nem sei porquê, sabe-me bem a sensação invernosa das gotas que caem, batidas pelo vento.

quinta-feira, 20 de abril de 2006

É já amanhã!

CAMPANHA - RECOLHA DE LEITE

Esta é uma iniciativa solidária de grande importância. Vale a pena colaborar, e quem diz é uma que também já foi voluntária e que andou na distribuição dos alimentos. É uma experiência muito gratificante!

A Comunidade Vida e Paz é uma IPSS sem fins lucrativos, vocacionada para apoiar a população "Sem Abrigo".

Todas as noites voluntários distribuem alimentos: 800-900 sandes; 80 litros de leite; iogurtes; fruta; bolos; bolachas. Conseguir leite para a distribuição diária tem sido difícil, pelo que se apela à “generosa e imprescindível ajuda, entregando um ou mais pacotes de leite” na Sede da Comunidade Vida e Paz, sita na Rua Domingos Bomtempo, nº 7 - 1700 - 142 Lisboa (09h00-13h00; 14h00-21h30.

E-mail: cvp-alvalade@net.vodafone.pt 

Tel: 21 8439793 / 21 8460165

Telemóvel: 91 2340222

 

quarta-feira, 19 de abril de 2006

Gostos e Desgostos em Terras de Vera Cruz












O que é que eu gostei no Brasil? O calor; a comida; os pães de queijo, a carne servida nos rodízios, a fruta; os pequenos almoços do Bourbon; os jantares do Bourbon de Curitiba; o atendimento em qualquer um dos Bourbon em que estive (Curitiba e Joinville); o almoço de “barreado” em Morretes; o passeio de comboio pela Serra do Mar; as vilas de Antonina e de Morretes; a arquitectura colonial; a simpatia das pessoas em Joinville; a natureza.

O que eu NÃO gostei no Brasil? A incompetência de muitos e a desorganização de quase todos; a expressão “oi”, utilizada não como cumprimento mas como interjeição sempre que não percebem o que dizemos; a insegurança, os tiros e as perseguições a meio da noite em Curitiba que não me deixaram dormir; o suposto hotel de luxo e SPA “Costão do Santinho” em Florianópolis, que se faz pagar como tal mas que é certamente uma das vergonhas nacionais pelo mau atendimento, falta de limpeza nos quartos (que até tenho vergonha de dizer preço por quarto e por noite), com direito a incontáveis bichos de verga a picar as zonas do corpo descobertas e a buracos na zona do ar condicionado, que ao fim de muitas queixas são tapados com cartão, deficiências nas casas de banho dos quartos que ficam literalmente inundadas com um banho de jacuzzi, apesar de estarem preparadas para isso, incapacidade de resolução de problemas por parte dos funcionários, comida estragada, salas de SPA fechadas, vá-se lá saber porquê, falta de segurança na zona internacional.

Manual de sobrevivência em meios socialmente hostis

Presenciando cenas pela manhã bem cedo recordo uma pessoa que conheci em São Tomé e Príncipe há uma eternidade e de quem perdi o rasto há ...