domingo, 25 de setembro de 2005

JALÉ ECOLODGE... SEMPRE!



Já aqui transmiti o meu contentamento no que respeita ao início de actividade do JALÉ ECOLODGE, projecto que tive o prazer de conhecer desde o momento em que ainda se encontrava na primeira fase de construção, ou seja na altura em que ainda se estavam a construir os bungalows feitos com troncos de coqueiros. Claro que fiquei de imediato rendida: pela beleza da região, pela filosofia do espaço e pelos objectivos que o projecto encerrava, e que foram sendo, ao longo do tempo, prosseguidos.
A ideia de construir um lodge com especificidades muito marcadas no que respeita ao tipo de turismo promovido, às actividades envolvidas e aos resultados esperados, numa região até aqui tão "esquecida" encantou-me: a pequena dimensão do lodge e a limitada taxa de ocupação; as tentativas de exploração local; a procupação com o controle dos impactos ambientais e a necessária protecção de espécies; a valorização do turismo natureza com as vertentes ecológica e pedagógica, onde se podem desenvolver actividades de observação, em contacto directo com a natureza, sendo esta uma região potencial (as praias, a mangrove, o Parque Obô); a dinamização socioeconómica da comunidade residente em Porto Alegre; o aumento de oportunidades para as famílias e... tantos outros aspectos que poderiam ser referidos.
Mas, muito mais contente fiquei quando tive acesso a estes magníficos prospectos de divulgação e, em conversa, percebo que, mais do que o lodge, foi construída uma ponte para passeios pedestres que permite a ligação entre o Rio Malanza e a Praia Jalé (no mapa da região, é uma ligação ponteada a verde). Isto significa que:
1. o passeio de canoa tradicional, com remador local, no Rio Malanza, que em tempos fiz, é uma experiência deslumbrante, pelo enquadramento e paisagem, pela possibilidade de observar espécies, como o macaco, e pela aprendizagem que resulta do contacto com o remador (homem experiente e conhecedor), é uma actividade que está a ser localmente dinamizada,
2. este passeio pode ser associado a outras actividades como as caminhadas em meio misto (passadeira de madeira sobre a água e em terra),
3. a observação e as caminhadas são actividades privilegiadas, promovidas a partir do JALÉ ECOLODGE,
4. de forma associada, a protecção de tartarugas está a ter continuidade na praia Jalé, sendo possível a sua observação.
Um local a reter, portanto!

Limitação

Tenho de admitir que sou absolutamente limitada no que respeita à aceitação e ao perdão da mentira. Eu sei que nem sempre quem mente o faz por mal. Muitas e muitas vezes incorre-se em mentiras, que se pensa serem inconsequentes, para não magoar ou ferir os sentimentos alheios. Mas quando percebemos que nos mentiram, por mais insignificante que seja a situação, perdemos a confiança, acabamos por nos sentir desasados e sem rumo, e nem uma bússola ajuda na orientação...

1ª Grande Viagem ao Norte de Moçambique

“ATENÇÃO - URGENTE

A anunciada viagem ao Norte de Moçambique organizada por um grupo de ex-residentes tem datas alteradas para acerto com o novo programa de voos da LAM.

Assim, a viagem terá partida a 8 de Novembro e regresso a 22 de Novembro. 

Para informações mais detalhadas não demorem a contactar ou a inscrever-se, para a agência de viagens ( telefones 919946143/219332078 ) , pois os lugares são limitados, e a hora da decisão está a chegar. E não se esqueçam de passar aos amigos e conhecidos!

Mais: se nunca lá esteve é ocasião magnífica para conhecer Moçambique. E em boa companhia!

Fernando Gil

MACUA DE MOÇAMBIQUE: http://www.macua.org/index.html

MOÇAMBIQUE PARA TODOS: http://macua.blogs.com/moambique_para_todos/

sábado, 24 de setembro de 2005

It takes 2 to Tango

É... pois é, queria tanto eu dizer-te muitas e muitas coisas e nem uma consegui. Sei lá eu porquê... ou se calhar até sei. Porque quando olho nos teus olhos todo o pensamento se esfuma pelos canais da racionalidade deixando cá dentro um vazio de explicações. Porque quando sorris, com ar um terço malandro, um terço tímido e um terço sonhador, fico rendida e a vontade que antes tinha de te acusar ou de te questionar desaparece sem eu perceber como. Porque quando falas e te transformas de simples mortal no mais perfeito contador de histórias, como se tivesses nascido para isso, dou comigo encantada com os pormenores, procurando saber sempre um pouco mais. Porque quando me fazes rir me sinto bem, confortável e muito descontraída. Porque quando estamos juntos tenho a sensação que o tempo parou algures num lugar qualquer onde fui muito feliz e apetece-me simplesmente ficar assim para sempre. E tudo isto é estranho porque, no fim de contas, como é costume dizer: “it takes 2 to Tango”!

sexta-feira, 23 de setembro de 2005

Analogias...


A propósito dos invólucros alimentares, já estou como o outro quando dizia “não sei se vá, não sei se fique...”. É que isto há coisas que baralham a cabeça a uma simples e quase básica mocinha... Pensamos nós que somos, ou fomos, importantes para alguém e quando damos por nós passamos a ser classificadas em função de terminologia comparativa que até poderia envaidecer-nos dadas as justificações que complementam o atributo. Mas afinal não... é que a sensação, ao ouvir as razões, é tão desconcertante que o resultado é quedar incrédula, boquiaberta e de olhar estarrecido e fixo no interlocutor.
- Comparar-te com um pacote de sumo não é a melhor forma de te definir. Na altura certa, foste muito mais uma garrafa de vinho tinto do género “Cartuxa 1996”, forte e intenso, que me inebriou, levando-me a cometer todas as loucuras possíveis, as imaginárias também, já para não falar nas impensáveis. Ou podia ainda imaginar-te uma tablete de chocolate recheado de praliné, ou de ginjas, envolvente e doce, de sabor prolongado e toque suave, que me saciava a carência e confortava os afectos, mas que nunca era demais porque eu preciso muito de açúcar, tu sabes.... Tu foste muito, muito mais do que podes pensar e serás sempre, apesar de não poderes ser como gostarias. Não penses em excesso em tudo isto porque pode parecer-te confuso. Aceita apenas o que te digo...
E assim ficámos conversados, talvez não para a vida, mas pelo menos para já. Há coisas sobre as quais não vale a pena pensar muito porque o desgaste não se revela compensador. Afinal, as analogias podem não ser brilhantes, não o são certamente. Mas uma coisa é certa, gosto muito de Cartuxa, e aquele de 1996 revelou-se na realidade magnífico, diria mesmo inesquecível. E também gosto muito de chocolate. Dois alimentos que também eu relaciono com África, a minha, de Todos os Sonhos e onde se realizaram alguns.

Promoção Hotel Phenicia STP


Há uma nova promoção para STP com datas alargadas. O alojamento é no Hotel Phenicia em regime APA (com pequeno almoço) e as tarifas incluem voo Lisboa-São Tomé-Lisboa, estadia no Hotel Phenicia no regime APA e transferes de e para o aeroporto:

- de 9 a 30 de Outubro (509 euros/semana – 7 noites, sendo a tarifa por noite extra de 25 euros)

- de 5 de Novembro a 3 de Dezembro (509 euros/semana – 7 noites)

- 10 de Dezembro (486 euros/6 noites)


Os contactos podem ser feitos através da Navetur (navequatur@cstome.net), do Hotel Phenicia (Tel : 00239 224203/4/5, Fax : 00239 224206) ou da Air Luxor (tours@airluxor.com, 707500606)


E... boa viagem até ao paraíso!!!






quarta-feira, 21 de setembro de 2005

Guiné: trabalho comunitário CONTRA A CÓLERA


No Africanidades, o Jorge Neto apresenta-nos, como sempre, a realidade que se vive na Guiné Bissau, com realismo e muita atenção: pode perceber-se o amor que sente pela terra e pelas pessoas sem perder a capacidade crítica, apresentando as situações tal e qual são vividas. Há posts do Africanidades que... dão arrepios!
Esta é uma das fotos que ilustram a preocupação contida no post "Guiné-positiva - de mãos dadas contra a cólera". As fotografias transmitem-nos imagens estranhamente duras e positivas. A CARITAS Guiné Bissau uniu-se aos jovens e com poucos, quase nenhuns, recursos puseram mãos à obra com o objectivo de limparem os principais bairros na envolvente da capital, com particular destaque para o enorme Bairro Bandim. Um trabalho meritório e, como se comprova pela foto, cheio de boa disposição porque a esperança no futuro move qualquer dificuldade.
Fica o apelo à Comunidade Internacional e em particular aos Meios de Comunicação Social da lusofonia: é preciso divulgar!!!

Exposição: TRAVEL

Hoje recebi um mail com o conteúdo que segue. ~

 

“Inauguração: 23 Setembro 2005 às 22h00

Localização: Rua da Boavista, 84 - 3º andar, Lisboa

Horário: 3ª a Sábado das 14h - 19h30

A exposição será acompanhada por uma revista, publicada por "Aprender a Olhar"

23 de Setembro | 22h00 | PLATAFORMA REVÓLVER | Travel - Exposição colectiva de Ana Silva, Gustavo Sumpta, Luisa Low Pew, Paulo Kussy, Sílvia Moreira, Osvaldo da Fonseca, Francisco Vidal e Verónica Leite de Castro: expõe trabalhos de uma nova geração de artistas que partilham como factor comum -um contexto humano- serem pessoas muito diferentes mas todas ligadas intimamente a África e Portugal, e às suas relações, o que outorga unidade à selecção: A exposição inclui trabalhos de pintura, escultura, tapeçaria e vídeo de 8 artistas contemporâneos.

Encontro de Artistas Plásticos | 24 Setembro | 16H00

Teatro S. Luiz ? Jardim de Inverno

1 Rua António Maria Cardoso, 54 (Lisboa, Chiado)

Encontro organizado em conjunto com a Plataforma Revólver, moderado pelo Prof. Fernandes Dias, professor na Faculdade de Belas Artes da Universidade de Lisboa e coordenador científico do projecto ArtAfrica, do serviço de Belas Artes da Fundação Calouste Gulbenkian. Contará com a participação de Angela Ferreira, Roger Meintjes, Inês Costa Dias e dos artistas plásticos intervenientes.

PRESS RELEASE

A exposição "TRAVEL", é apresentada pela PLATAFORMA REVÓLVER, e é integrada no África Festival 2005. Expõe trabalhos de uma nova geração de artistas que partilham como factor comum -um contexto humano- serem pessoas muito diferentes, mas todas ligadas, intimamente a África e Portugal, e ás suas relações, o que outorga unidade à selecção: A exposição inclui 8 artistas contemporâneos, cujo trabalho responde, à sua experiência de viajarem e viverem entre culturas, e que reflecte, outras visões e narrativas do mundo em que vivemos. Tendo como ponto de partida este lastro, a exposição funcionará como um laboratório -haverá debates teóricos e visitas guiadas- que oferece a oportunidade, de desenvolver, e relacionar, trabalhos de vários artistas de vários backgroundes culturais, e delineia a observação da intersecção de diferentes formas de criatividade e praticas artísticas.

"Em primeiro lugar, há o problema do começo; principalmente, o de sabermos como é que passamos de onde estamos, o que, por enquanto, é em um sítio nenhum, para o outro lado. É, pura e simplesmente, um problema de ponte, um problema de se improvisar uma ponte. As pessoas resolvem estes problemas todos os dias. Resolvem-nos e , uma vez resolvidos, avançam.

Partamos do princípio de que, fosse como fosse, está feito. Partamos do princípio de que a ponte está construída e atravessada, que podemos esquecer isso. Deixámos para trás o território onde estávamos. Estamos agora bem longe, no território onde queremos estar." J.M.Coetzee

Neste contexto, de expressão pessoal e de identidade cultural, o desafio da concepção e apresentação da exposição, é torná-la compreensiva, com o objectivo de criar uma declaração (relato) pertinente a respeito do valor cultural do universo lusófono da cultura contemporânea: é um "olhar de pássaro" sobre a riqueza da multiplicidade das relações artísticas entre artistas diferentes, mas sem uma preocupação de discurso teórico, antes preferindo dar liberdade à força da imagem, e ao estimulo que ela produz no espectador.

A exposição "Travel" apresenta vários trabalhos, numa aproximação de site-specific, e que vão desde pintura, escultura, tapeçaria, vídeo e graffiti, num espaço colectivo.

Nomes dos artistas representados: Ana Silva, Francisco Vidal, Gustavo Sumpta, Luisa Low Pew, Paulo Kussy, Sílvia Moreira, Osvaldo da Fonseca, Verónica Leite de Castro.

Um painel de discussão com os artistas intervenientes na exposição, e ainda Angela Ferreira, Inês Dias, Roger Meintjes, e screening do Prof. Fernandes Dias, terá lugar dia 24 de Setembro às 16h00, no Jardim de Inverno do Teatro São Luíz.

Aqui fica, desde já, o meu agradecimento aos artistas, à Angela Ferreira, Inês Dias, Roger Meintjes, e em especial ao Prof. Fernandes Dias.

Victor Pinto da Fonseca”

 

sábado, 17 de setembro de 2005

Encontro de Culturas: OEIRAS

17 Setembro: FESTA AFRICANA, Auditório Municipal Ruy de Carvalho, Centro Cívico de Carnaxide

Tertúlia: 16h

Inauguração da Exposição de Fotografia de António Júlio Duarte “Festa Africana” – 18h

Concerto de Celina Pereira – 18h30

Refeição Típica – 20h30

Concerto de Tito Paris – 21h30

Entrada Livre, limitada à lotação do auditório

CICLO DE CINEMA (14 a 20 setembro)

Auditório Municipal Eunice Munoz, Rua Mestre de Aviz, Oeiras

EXPOSIÇÃO DE FOTOGRAFIAS (GRANDE DESTAQUE PARA STP) – 13 a 18 de Setembro, OLHANDO ÁFRICA de Saúl de Carvalho, Oeiras Parque das 10h às 24h (VISITEI-A HOJE E POSSO GARANTIR QUE VALE A PENA)

13 a 30 de Setembro – VISTA PARCIAL, Exposição de Artistas Africanos, Galeria Municipal Lagar de Azeite, Oeiras, 3ª feira a domingo das 14 às 19h

quarta-feira, 14 de setembro de 2005

Um sonho chamado TANGALA














As fotos de sonho foram retiradas do site do TANGALA CAMP

Reserva em África

Há dias felizes e locais que reúnem todas as condições para que uma viagem valha, só por si, a pena, quando o objectivo é a felicidade. Não, não fui viajar mas os relatos que tenho ouvido desde as 6h45 da manhã, altura em que a minha irmã saiu do aeroporto, sem a mala que terá ficado algures num dos locais onde fez escala, provavelmente em Luanda, mas ninguém sabe... E os relatos que ainda espero ouvir sobre animais vistos, emoções sentidas pela proximidade, os truques para se sair são e salvo da selva, as actividades realizadas, desde um voo de balão de ar quente, com aterragem atribulada mas muito divertida, até uma caminhada pela savana para observar os animais no habitat natural, e claro ser-se visto por eles.

Quem organizou foi a Irene Grilo, uma moçambicana radicada em Portugal que se envolve nas viagens dos seus clientes, demonstrando um interesse e uma preocupação invulgares no mundo das viagens e do turismo e que são muito reconfortantes. Os que viajaram sentem nela uma amiga e nós, os que ficámos, partilhamos desse sentimento, sabendo que um dia que possamos empreender uma viagem assim, será com toda a certeza através do INTO AFRICA e com o seu rigoroso acompanhamento. O sítio de sonho é o TANGALA CAMP.

segunda-feira, 12 de setembro de 2005

Stand by

Um pequeno intervalinho na comunicação por uma nobre razão: preparação de aulas. No meu caso, recomeçam de hoje a uma semana e estou a “lavar a cara” aos materiais que vou distribuir pelos meus novos, ainda desconhecidos, interlocutores. Vai ser um ano em cheio! :-)

domingo, 11 de setembro de 2005

11 Setembro: 4 anos

Faz hoje 4 anos que uma enorme atrocidade foi cometida...

Cinderella Man

Ontem fui ao cinema, o que para mim é motivo de alegria. É verdade, sou daquelas pessoas que ainda consideram uma ida ao cinema como um ritual magnífico: a chegada à sala uns minutos antes do filme começar, estar sentada quando as luzes são reduzidas ao estado de “semi” enquanto as apresentações das próximas estreias nos sugerem, ou não, novas idas, apreender a música e as primeiras imagens à medida que as luzes se apagam para dar lugar aos sonhos e a novas vidas partilhadas, apreciar o silêncio que faz parte de todo o ritual (porque para conversar, escolhem-se outros espaços mais adequados), não comer pipocas a cheirar a óleo nem beber/sorver coca cola nos momentos mais emocionantes (porque o cinema não é restaurante nem bar e nós não vivemos nos EUA).

Ali, em frente de novas personagens, consigo voar em direcção a novos locais, épocas passadas, presentes ou futuras com vidas diferentes da minha. Ali sonho, emociono-me, sofro, choro e rio em função do rumo da história. E ontem vi um filme fantástico, daqueles em que estamos completamente dentro do écran, a viver cada minuto daquelas pessoas, simpatizando muito com uns e odiando terrivelmente outros. Vi o Cinderella Man, baseado na vida de James J. Braddock, com Russell Crow, Renée Zellweger e Paul Giamatti, qualquer um com interpretações irrepreensíveis, diria mesmo brilhantes! Além disso, o filme é exemplar no que diz respeito a valores: a família, a coragem e a determinação, a honestidade e a amizade, a capacidade de acreditar incondicionalmente numa causa e de lutar por um ideal. Aquele homem, a sua família e o seu amigo (manager) são exemplos a seguir, pelo menos a não esquecer!

Pobreza Mundial

O João, do BIOTERRA, lança-nos mais um desafio sob o tema, sempre actual, da pobreza com grande destaque para as desigualdades mundiais no que respeita à população infantil. O filme que se pode visualizar é muito chocante mas real, merecendo ser divulgado. Há muito a fazer!

quinta-feira, 8 de setembro de 2005

Que jantar...

Saborear marisco é qualquer coisa de muito magnífico, não fosse o anisakis, meu eterno companheiro, teria abusado muito mais... mas perante o risco permanente, já me dou por muito satisfeita porque a verdade é que não me contive... Bem, agora... acompanhá-lo com sangria de champanhe, preparada com champanhe doce, bem fresco e muito pêssego, que serve de entretém no final do jantar, e que tem o senão de subir mais rapidamente do que o líquido antes ingerido, torna o momento verdadeiramente especial, independentemente de ser um jantar romântico ou simplesmente amigável. O repasto termina com a alegre sensação de se estar a flutuar num clima de harmonia, paz e bons fluidos. É bom, muito bom e recomenda-se... pelo que hoje não escreverei mais aqui por me arriscar a levantar voo muito mais rapidamente do que consigo escrever... :-) Hip.... à vossa!!!

STP

Esta é a nova imagem do Grupo de Debates sobre São Tomé e Príncipe. Imagem bonita, expressiva e a lembrar uma das principais características sociais do arquipélago, a miscigenação.

quarta-feira, 7 de setembro de 2005

Sonho apaixonado em verso

Há dias sonhei. Sonhei muito com alguém que um dia, não há muito tempo, foi muito especial e que eu, ao longo do tempo, quis que continuasse a ser, sem que na realidade fosse. Dito desta forma, parece complicado mas é simples. Muito... até demais! Depois daquele sonho agitado, e de ter acordado com uma terrível sensação de desconforto, passei a encarar aquele exemplar da espécie de outra forma, mais realista e com maior objectividade. Thanks God! Aqui para nós, só pode mesmo ter sido a sabedoria do meu Anjo da Guarda a influenciar o meu inconsciente para ganhar juízo e para me dedicar a pensamentos produtivos e positivos, deixando para trás o que não pode ser, pelo que nem vale a pena ser lembrado, revivido ou preservado.
Pois logo seguir, como que procurando dizer-me que esta vida afinal está recheada de felizes coincidências, soube que o meu projecto de investigação mais recente foi aprovado e que me poderei dedicar à educação ambiental por uns tempos, com observação de espécies fantásticas, que por certo não me desiludirão, tais como as tartarugas marinhas, os golfinhos, os peixes, os pássaros, os macacos e outros amigos que tais. E melhor, associo a possibilidade de contactar com as comunidades, o que faz as minhas delícias. Melhor um pouco, por duas das Áfricas que fazem parte dos meus sonhos e por uma outra com a qual ainda não me sinto muito familiarizada, mas que em breve estarei. Tudo em ilhas. As minhas adoradas ilhas, onde me sinto magnificamente EU!
O que poderia mais desejar? Afinal estes são momentos de felicidade suprema, de preenchimento dos vazios que vamos criando e fomentando sem darmos conta do tremendo equívoco em que estamos a incorrer, por casmurrice, erradamente conscientes de que naquela pessoa está o el dorado das nossas existências. Mas não, aquele podería ter sido um companheiro, um parceiro, um amigo e um amante para a vida. Até me aparece em sonhos, de quando em vez... Mas perdeu a oportunidade descartando-me como se de um pacote de sumo vazio se tratasse e, com o tempo, aprendi a reconhecer e a ultrapassar estas limitações, se bem que ao ritmo "leve-leve"... Não, ninguém gosta de se sentir um invólucro alimentar!
Agora o curioso é que enquanto estava a estruturar ideias, a organizar papéis e dossiers por temas e países - trabaho prévio, portanto - o rádio decidiu estimular o pensamento e as recordações, através da voz do Luís Represas, ainda Trovante, com os versos que seguem (canção incompleta).
É altura de perguntar àquele que supostamente me acompanha por todo o lado, evitando que as asneiras e disparates sejam piores do que são: ONDE ANDAS TU, MEU ANJO DA GUARDA? VOLTA POR FAVOR E AFASTA AQUELA CARA, OS OLHOS, O CHEIRO E O SORRISO DA MINHA MEMÓRIA PORQUE QUERO FICAR EM PAZ!
"Há quem espere por nós assim
mesmo ao meio da rota do fim
há quem tenha os braços abertos
para nos aquecer
e acenar no fim
Há quem tema por nós assim
quando os barcos partem por fim
há quem tenha os braços fechados
com beijo jurado
eu voltarei pra ti
Nunca é miragem
sabemos que o cais é certo
é a estrela polar
em sol aberto
a castigar
Ficamos mais perto
sentimos mais dentro a força
do que nós somos
e do que queremos
reconquistar"
Trovante

Pobreza Zero

Encontrei o link da POBREZAZERO no BIOTERRA. Excelente iniciativa: erradicação da pobreza (ou talvez minimização dos seus efeitos...), educação, medidas participativas ao acesso de todos, até dos que normalmente não se mobilizam nem aderem a estas causas.

Viagem a STP

Quem: conhecer e estiver com saudades de STP; não conhecer mas tiver vontade de viajar até uma ilha verde, verde, verde... muito verde, com praias fantásticas e desertas, águas cristalinas e quentes; precisar de viajar em trabalho; tiver curiosidade de aprender um pouco acerca de uma cultura miscigenizada...; quiser apenas conhecer pessoalmente o João Carlos Silva, o homem de “Na Roça com os Tachos” e usufruir da inesquecível vista e da tranquilidade da varanda da Roça de São João; quiser observar tartarugas, golfinhos, baleias, macacos, lagaias, pássaros e outras espécies, tem no mês de Outubro uma excelente oportunidade.   

O Hotel Phenicia oferece uma nova promoção muitíssimo aliciante: entre 9 e 30 de Outubro, UMA SEMANA por 509 euros por pessoa em quarto duplo, incluindo bilhete de avião, tranfer aeroporto-hotel-aeroporto, dormida no Hotel Phenicia em regime de alojamento e pequeno almoço (APA).

Para mais informações, consultem www.airluxortours.com ou contactem o e-mail: phenicia@cstome.net

E é meio caminho andado para uma estadia magnífica nas ilhas paradisíacas, que fazem sonhar qualquer um, com um excelente acolhimento.

 

Relatório de Desenvolvimento Humano - PNUD

O PNUD lançou hoje, dia 7 de Setembro, o 15º Relatório de Desenvolvimento Humano - “Cooperação Internacional numa Encruzilhada: Ajuda, Comércio e Segurança num Mundo Desigual”.

Os autores argumentam que para se atingirem os Objectivos de Desenvolvimento do Milénio, a comunidade internacional precisa de romper os estrangulamentos que se verificam em três áreas fundamentais: a ajuda ao desenvolvimento, o comércio internacional e a segurança.

O Relatório reconhece os avanços alcançados durante a última década mas também esclarece que “em 2003, 18 países com uma população conjunta de 460 milhões de pessoas tiveram resultados mais baixos no Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) do que em 1990 – um recuo sem precedentes. No meio de uma economia global cada vez mais próspera, 10,7 milhões de crianças por ano não vivem para ver o seu quinto aniversário e mais de mil milhões de pessoas sobrevivem numa pobreza abjecta, com menos de um dólar por dia”.

O Relatório analisa também custo humano terrível causado pelos conflitos violentos nos países pobres, para além de sublinhar que a pobreza constitui um terreno fértil para o surgimento de mais violência.

Portugal aparece na 27ª posição na tabela do IDH, o Brasil na 63ª, Cabo Verde na 105ª, S. Tomé na 126ª, Timor-Leste na 140ª, Angola na 160ª, Moçambique na 168ª, Guiné-Bissau na 172ª.

O documento foi entregue aos líderes mundiais uma semana antes da Cimeira Mundial 2005, que decorrerá de 14 a 15 de Setembro em Nova Iorque.
A 15ª edição do relatório do PUNUD será também lançada hoje e amanhã em outras cidades do mundo, tais como Bangkok, Berlim, Bruxelas, Copenhaga, Genebra, Joanesburgo, Londres, Madrid, Paris e Sidney.

 

É só clicar, para iniciar o download do Relatório (ficheiro pdf com 6,3 MB e 388 pg).

Romantismo on line

Não conheci até hoje blog tão romântico quanto o Mar Adentro. Vale a pena confirmar. Textos magníficos e que tocam por transmitirem o ideal da essência do romantismo. A frase introdutória ao blog diz quase tudo: “OS SONHOS SÃO COMO OS DEUSES, SE NÃO SE ACREDITA NELES, ELES DEIXAM DE EXISTIR.” Ainda bem que continua a haver pessoas assim!

terça-feira, 6 de setembro de 2005

Constância e Desassossegos

Há pessoas estranhamente constantes na forma de ser e de estar, nos gostos, nas opções e nas opiniões, tornando-se terna e confortavelmente previsíveis para todos os que com eles convivem. Normalmente coincidem de forma feliz com os meus grandes amigos, aqueles em quem sei que posso confiar as minhas ideias mais convictas e sonhos, até os menos prováveis de realizar, os meus mais profundos devaneios e as loucuras cometidas sem pensar. Sei o que pensam e o que me vão dizer. São simples e directos, ternos e afáveis, protectores e seguros. São constantes e isso é muito bom, já que é esta permanência que os torna em grandes amigos!

E há pessoas estranhamente inconstantes nos desejos e nas vontades, nas atitudes e nos pensamentos. Nunca se sabe bem o que pensam, principalmente quando a nossa pessoa está em jogo, e muito menos como vão reagir em determinada situação, apesar de pensarmos sempre que os conhecemos tão bem que gostamos de os achar previsíveis, acabando, mais tarde, por nos desiludir. São os chamados de “dois passos à frente e um atrás”... Estes são infelizmente aqueles por quem me apaixono. Neles quero sempre acreditar e confiar, procurando perpetuar este sentimento de lealdade emocional e afectiva até à exaustão. Mas eles revelam-se quase sempre de grande complexidade interior, não sendo directos, nem seguros e muito menos protectores, não correspondendo às expectativas depositadas. São incosntantes e esta forma de ser e de estar transforma-me a vida num infinito desassossego, pelo menos até eu tomar verdadeira consciência do funcionamento de cada um e virar concha por uns tempos.

segunda-feira, 5 de setembro de 2005

Um desafio

Fui desafiada pelo Albuquerques e, apesar das minhas promessas, só hoje consegui pensar com calma nas questões colocadas e responder o mais seriamente possível... As questões são “um pouco” vagas

CINCO COISAS QUE NÃO GOSTO (há ainda algumas mais...)

- desonestidade/mentira

- falta de sensibilidade

- intrigas

- fumo/poluição

- mau cheiro

CINCO COISAS DE QUE GOSTO BASTANTE (há muitas mais!!!!)

- família

- amigos

- viajar

- animais

- portátil

5 ÁLBUNS (foi uma escolha muito difícil...)

Themes dos Vangelis

Banda Sonora do Notting Hill

The Ultimate Collection, Billy Joel

More Best of Leonard Cohen

Zaguán de Miguel Poveda

UMA MÃO CHEIA DE MÚSICAS (foi uma selecção muito fácil mas infinitamente redutora)

She, Elvis Costelo

Honesty, Billy Joel

Fire and Rain, James Taylor

My Way, Frank Sinatra

Situações Triangulares, Bau

PARA QUEM PASSO O DESAFIO (foi muitíssimo difícil porque tive de seguir um critério múltiplo, já que gostaria de ler as respostas de todos os meus escritores de eleição. Mas como não pode ser... a minha escolha recaiu naqueles que penso e espero que respondam e que não sejam absolutamente resistentes a estas brincadeiras que supostamente permitem um melhor conhecimento de uns e de outros...)

1. Digitalis

2. Legendas e Etcaetera

3. No Cinzento de Bruxelas

4. Nas asas do amor

5. O Canto da Heidi

Esquecer

Como é possível esquecer alguém quando temos o seu cheiro entranhado na pele, no cabelo, na roupa? Quando por mais que o queiramos afastar do pensamento, fechando, nem que seja temporariamente, as gavetas da memória, ele nos persegue porque ficou preso em todos os nossos sentidos: o cheiro que nos encantou, nos canais olfativos; a imagem que nos deliciou, nas pupilas; a voz e as expressões mais típicas que nos faziam rir, nos tímpanos; o doce paladar, nas papilas gustativas; a pressão apaixonada dos dedos, na pele. É difícil esquecer quem se amou, diria mesmo que, quanto mais o tempo passa, mais penso que é impossível esquecer quem se amou verdadeiramente... Não quem se fingiu amar porque esses são difíceis de recordar...

Defeitos insuperáveis

Odiava a mentira. Sempre odiara este artifício tão utilizado e que tanto serve para safar uns como para iludir outros. E com esta percepção dizia a si mesma que odiava os mentirosos, os que trocam as verdades, que as adoçam com pós de paladar frutado e aparência multicolor. Só que a realidade é quase sempre mais dura do que o sonho desejado: os que a rodeavam eram os que não mentindo omitiam a realidade com os mesmos pós, ou outros parecidos, estrategicamente escolhidos para não a magoar...

Irritação...

Ao contrário da maioria das mulheres que sentiam frustração afectivo-emocional, ela não culpava a subespécie humana masculina pela ansiedade angustiada que a assolava de quando em vez, quase sempre motivada pelo mesmo estímulo. Nem atribuía culpas exageradas ao próprio estímulo, apesar de identificar claramente e de reconhecer qual era a causa para o seu estado. Em consciência, irritava-se apenas consigo própria porque, conhecendo-se tão bem a si como aos outros, acabava sempre, e de forma inacreditável, por cair no mesmo tipo de armadilhas.

Flora Santomense






A flora santomense tem, desde 2003, como embaixador um empresário português associado a um agrónomo santomense, através da Flora Speciosa, uma empresa situada na Roça São José, antiga dependência da Roça Santa Catarina, apenas a 10 km da capital e dotada de 30 hectares de terreno. A Flora Speciosa produz e exporta flores e folhagem para 4 cantos do Mundo: América, Europa, Ásia e África. Plantas sedutoras, de extrema beleza e exotismo, tais como: rosas de porcelanas rosa e vermelha, bico de papagaio, macho e fêmea, shampo ginger, bordão macaco, bananeira ornamental.

sexta-feira, 2 de setembro de 2005

Bijagós, Património a Preservar



As fotos foram retiradas
daqui. O Arquipélago dos Bijagós tem honras de exposição em Paris até ao próximo dia 7 de Novembro, o que é uma notícia excelente. Quem tiver a oportunidade não deve perder e quem não puder, pode sempre consultar a página na net com informação e fotografias. Este é mais um daqueles locais de sonho, privilegiados pelos Deuses, um cantinho quase escondido no meio do mapa, nem sempre acessível a todos. É mais um património a preservar, e que tem o objectivo de ser classificado "Património Natural e Cultural Mundial" pela UNESCO, ainda mais atendendo para o facto de que estamos na "Década da Educação para o Desenvolvimento Sustentável (2005-14)". É mesmo impossível não sonhar com África...

terça-feira, 30 de agosto de 2005

Perspectiva

A verdade é que enriquecemos sempre com a diversidade de vivências e de experiências. Aprendemos e, em princípio, aperfeiçoamo-nos.

É bom: mudar; conhecer novos locais; ter novos sonhos; ver novos céus e novas luas; ter a possibilidade de ver a vida de outra(s) perspectiva(s); alargar horizontes e aumentar o conhecimento. Bem, se o nosso campo de visão por vezes já nos parece grande, o que poderemos dizer da vastidão de África e, mais ainda, da imensidão do Mundo? É fantástica esta noção da sedução pelo desconhecido!

segunda-feira, 29 de agosto de 2005

Da preguiça à FELICIDADE

Diziam-me, há uns dias, que eu andava preguiçosa. Ou melhor, não me disseram, escreveram-me a ralhar comigo por me sentirem preguiçosa na escrita e na expressão das ideias. Não, não vou aqui retomar o tema que estava na base da carinhosa chamada de atenção. Talvez mais tarde, quando me sentir com o espírito e a mente mais acelerada regresse à tal problemática. É que dá mesmo pano para mangas.

Mas a verdade é que me tenho sentido mesmo molenga, pastelona, preguiçosa, se me quiserem chamar. É isso mesmo! Mas tenho alguns motivos e depois de pensar um pouco na crítica construtiva feita e que reconheço, pelo que agradeço ao autor, aqui estou eu para me desculpar. Primeiro conclui uma fase muito importante na minha vida, o que significa que, depois de um grande esforço, de ter tomado decisões difíceis que me obrigaram a optar entre a situação A e a B, com custos óbvios independentemente do que escolhesse no momento X, tive de fazer a passagem para outra fase, a do pós, que é igualmente importante e que proximamente vai requerer de mim esforços redobrados, uma atenção particular e uma dedicação sem fim, mas que nos últimos tempos não me deixou grande espaço de manobra.

Depois veio o verão, com o calor, a praia e as expectativas de tudo o que o final da época estival e o início do Outono trariam. E bem porque esta é por fim uma época auspiciosa, próxima do que os entendidos previram para o meu signo no final de 2004, e que eu quis acreditar na altura que aconteceria, mas que hoje já duvidava que pudesse ser possível. Mas é! E volto a acreditar nos sinais auspiciosos do ano 2005, o tal que me soava bem por ter uma sonoridade alegre (ver aqui e aqui). Já não era sem tempo, a bem dizer da verdade...

Mas, nos entretantos, amoleci. Entre o certo e o incerto, o sonho do querer e a certeza da possibilidade de realização, foi vivida uma distância demasiado longa que favoreceu a preguiça mental. Cansei-me do cansaço, da paragem ou do interregno, e da própria preguiça. É estranho, não é? Pois é! E também por isso hoje estou contente, feliz, imparável na euforia e na alegria, só por saber que estou viva e com o futuro à minha frente. A fase que passei foi longa e ensinou-me uma coisa muito importante: a valorizar o que a vida tem de bom para nos oferecer, procurando a melhor forma de ser feliz.

A questão é que nem sempre me apetece intelectualizar tudo o que se passa à minha frente, ou ao lado, ou ainda um pouco mais ao fundo, muito menos aqui, num lugar ausente de espaço físico, onde conhecemos grande parte dos nossos leitores apenas de forma virtual. Por vezes, a contemplação, a observação e a consciencialização são também muito importantes porque permitem, lá mais para a frente, ver o mundo e compreender a vida de outra forma. Mais tolerante, mais flexível, mais razoável, porque com uma avaliação menos intransigente. E, se a preguiça tem o aspecto negativo de nos adormecer, também tem o aspecto positivo de, ao acordarmos, valorizarmos a vida com uma força renovada e redobrada para absorvermos, de forma tranquila e feliz, todos os minutos que vivemos...

sexta-feira, 26 de agosto de 2005

um sonho realizado

É bom sonhar, desejar, idealizar e projectar. Mas é muito melhor quando se realiza o que se idealizou. E hoje deram-me a possibilidade de realizaro um projecto com África no horizonte, a África dos meus sonhos!

Sobre a felicidade

Há quem seja céptico e diga que a felicidade não existe por ser inatingível. Também há quem diga que é efémera, distante, que não passa de sonhos e de visões. Ainda há quem diga que é passageira e que não ultrapassa milésimos de segundo, não sendo mais do que momentos de êxtase. E há quem a chame de volúvel por se traduzir em desejos que, por serem sempre diferentes, saltitam de um para outro rapidamente, quase não deixando marcas.

MAS a felicidade existe, eu acredito! E hoje é um dia de grande felicidade para mim, aliás são sempre dias de grande felicidade aqueles em que: cumpro objectivos; os meus desejos mais profundos são cumpridos, após uma luta ou uma espera prolongada; tenho a capacidade de sonhar e de realizar; encontro ou revejo pessoas de quem gosto muito e com quem me sinto bem; sou invadida por uma onda de harmonia e olho o mundo vendo nele a perfeição. Será utopia? Talvez não, porque A FELICIDADE EXISTE!!!                                                                        

quinta-feira, 25 de agosto de 2005

Surto de Cólera na Guiné Bissau

Na Guiné Bissau há um surto de cólera que continua a alastrar: infecção intestinal aguda, causada pela ingestão de alimentos ou água contaminada por uma bactéria com o estranho nome de “Vibro Cholerae”.  Os sintomas são conhecidos e os efeitos chegam a ser devastadores, se não forem tomadas as precauções necessárias: diarreia, vómitos, rápida desidratação e colapso circulatório. Nas situações de maior gravidade não tratadas pode mesmo resultar em morte. Actualmente faltam soros para hidratação oral e as condições sanitárias continuam a ser muito precárias, principalmente nos bairros periféricos. Ajuda precisa-se!!!

 

INTO AFRICA

Estou encantada. Tive acesso à documentação disponibilizada pela INTO AFRICA aos participantes de uma viagem à África do Sul, passando por Moçambique. Simplesmente deslumbrante. Além da viagem ser muito promissora em experiências inesquecíveis e em paisagens de sonho, a agência disponibiliza a cada participante informação útil, prática e bem apresentada, sintética qb e muito apelativa em imagens, com contactos detalhados e muito claros.

Claro que, quando cheguei a casa, vim a correr consultar o site e é tão sugestivo que, apesar de não fazer parte do grupo que vai viajar, também me senti imediatamente transportada até à savana africana no seu melhor, recheada de animais selvagens e oferecendo a possibilidade de, quem quiser, desenvolver actividades inesquecíveis como voos de balão e de ultraleve. Como é bom sonhar...

E o melhor de tudo, ou que me deslumbrou ainda mais, foi perceber que esta é uma agência de uma moçambicana – Irene Grilo – que não procura apenas vender produtos, de forma indiferenciada e massificada, como há tantas por aí. Ela especializou-se no turismo de observação e ecológico, procurando oferecer um serviço o mais personalizado possível. Em todo o lado – site e documentação personalizada em papel, com o nome do participante incluído – há evidentes preocupações ambientais, contendo referências permanentes à preservação do meio natural, à protecção de espécies e ao não consumo (compra) de objectos transformados, tais como peles de animais e tartaruga. Fiquei deslumbrada!!!

Prémios literários Sonangol

Cabo Verde e São Tomé e Príncipe estão de parabéns!!! A notícia apareceu-me através do PULULU e depois pesquisei mais e encontrei-a no AFRICANIDADE.

O Prémio Sonangol da Literatura 2005, a distinção mais importante atribuída em Angola, reconheceu dois escritores, um santomense (Malé Madeçu, que na verdade é o pseudónimo de Manuel Teles Neto) com a obra “Retalhos do Massacre de Batepá” e outro caboverdiano, Fidalgo Preto com a obra “Baban – O Ladino”.

Os membros do juro consideraram que as obras se destacaram "salvaguarda dos valores étnicos e sócio-culturais dos seus países", já que Malé Madeçu promove "uma valorização do património cultural de S. Tomé e Príncipe", e o livro premiado "constitui a memória da ruptura entre o império e a colónia". “Retalhos do Massacre de Batepá” possui "um grande valor como epopeia da resistência político-cultural, que alimenta o patriotismo das gerações jovens, geralmente desconhecedoras da sua própria história".

O romance "Baban - O Ladino" está "profundamente estruturado no sistema sócio-cultural de Cabo Verde", retratando "o problema da cidadania" no quadro da "conquista da liberdade democrática".

O júri atribuiu uma menção honrosa à obra “Levélengué – As Gravanas de Gabriela”, do escritor são-tomense Natasha Lueje, pseudónimo de Joaquim Rafael Branco.

Este prémio concede 25 mil dólares ao vencedor e será entregue em Luanda numa cerimónia a realizar a 25 de Fevereiro de 2006, data do aniversário da Sociedade Nacional de Combustíveis de Angola, patrocinadora deste prémio.

quarta-feira, 24 de agosto de 2005

Confissão desconfortável...

Tenho de fazer uma confissão desconfortável, mas que espero que seja perdoável, dado o dia de hoje ser de comemoração e de aniversário... :-)

Durante um ano andei meia escondida neste cantinho, atrás destas palavras. Não, não é exactamente o que estão a pensar. Eu sou mesmo eu, a minha identificação é real e as fotos que aqui fui colocando na “fase egocêntrica” e com o meu cão são mesmo minhas. Eu sou eu e os textos são mesmo sentidos, traduzindo sentimentos e vivências.

A confissão é que durante este tempo procurei não divulgar o meu espaço pela família, pelos amigos mais próximos e conhecidos. Com a família só o fiz há relativamente pouco tempo e com os amigos... apenas hoje: acabei de enviar um mail pedindo-lhes para passarem por cá (não sei se vão mesmo amuar comigo e não aparecem... mas espero que me perdoem!).

E tenho de confessar ainda que esta opção teve uma razão de ser: quando criei este cantinho não tinha a certeza de querer dar-lhe continuidade e a verdade é que lhe ganhei o gosto e hoje sinto-me muito bem por cá, a escrever e a ler o que os meus amigos “netianos e blogueiros” têm para dizer. Estes são espaços de aprendizagem e de prazer.

Ao Kitanda, com atraso...

A comemoração do aniversário dos blogs é uma ocasião muito engraçada porque nos aproxima ainda mais, o que é fantástico porque na maioria dos casos só nos conhecemos através dos nossos cantinhos. Tomei mesmo consciência disso há pouco... é que recebi mensagens, todas muito, muito, muito bonitas e que me deixaram o ego nos píncaros.

Mas imperdoavelmente... não cumprimentei, nem deixei uma mensagem ao Cacusso. É que o Kitanda é pouco mais velho do que o espaço que tenho vindo a construir, devagar devagarinho, bem ao ritmo vagaroso que conheci e aprendi a gostar em África. O Cacusso tem-me ensinado muito sobre a cultura africana e aprender, além de ser uma tarefa incontornável porque imparável, implica sonhar e não há nada melhor. Parabéns Cacusso pelo magnífico Kitanda! Um excelente trabalho sobre e para África.

O 1º ano da vida de um Blog

O “África de Todos os Sonhos” faz hoje, dia 24 de Agosto, um ano!

Quando o criei nunca pensei que tivesse condições para chegar até aqui.

Comecei por teclar textos e pensamentos que fui escrevendo durante as minhas viagens ao continente que nos fica na alma após o termos visitado pela primeira vez, e este começou por ser um blog de “sistematização de emoções e de vivências” traduzidas em palavras. Daqui a tudo o que ficou registado ao longo de doze meses foi um pequeníssimo passo. Fui-me entusiasmando pouco a pouco, “leve leve só”: recriando algumas situações; relatando outras; dando vida a outras eternizando-as como forma de as eliminar para sempre da minha vida; repesquei ainda outras que julgava perdidas e que se revelaram promissoras.

Escrevi muito mais do que poderia pensar inicialmente e escrevi um pouco acerca de tudo, muitas vezes ultrapassando o primeiríssimo princípio: África, “a minha”, e os sonhos a que me permiti durante as viagens que efectuei. Mas continuo a sonhar e África permanece no meu horizonte porque creio que já faz parte de mim, ou talvez seja eu que faço parte daquele maravilhoso continente... Não sei e isso também não é importante. O que conta é que hoje tenho a estranha, e por vezes assustadora, sensação de não me conseguir disciplinar de forma a parar. Apetece-me continuar: escrever, criar, partilhar e dialogar. É que também nunca pensei que viesse a gostar tanto da opção “comentários”. Revelaram-se fantásticos e muito saborosos.

E queria dizer-vos que devo, em primeiro lugar, este ano de vida do “África de Todos os Sonhos” a todos os que me lêem, que começaram por me escrever directamente, quando eu era uma resistente à troca partilhada de opiniões e de sugestões, e que hoje comunicam comigo através do meu e-mail, da caixa de comentários e dos seus próprios blogs, que consulto com regularidade. Se eu “perdi a cabeça” ao criar este blog, vocês fizeram com que ele ganhasse vida e por isso partilho a minha alegria com todos.

Muito obrigada e, se me é permitido fazer um pedido: continuem a visitar-me por aqui.

terça-feira, 23 de agosto de 2005

Naturlink

No Fazendo Caminho encontrei o link da Naturlink. É um contributo fantástico para quem se preocupa com o ambiente e que passará para o lado direito deste blog, já que será objecto das minhas consultas mais frequentes. Obrigada L.

segunda-feira, 22 de agosto de 2005

Alguns factores de diferenciação: ainda sobre os incêndios...

Os incêndios em Portugal e em África são muito diferentes. Na verdade, nos países africanos que conheci e pelos quais passei, mais ou menos tempo em função dos casos, não me recordo de haver situações de fogos postos como por cá acontece. Pois claro, também não há tantos interesses económico-produtivos envolvidos. Não há uma indústria transformadora tão importante, o papel não é considerado um bem tão necessário e os negócios da madeira são bem mais frágeis. Não há grandes empresários locais a provocarem desflorestação de grandes áreas com abate de árvores em massa para vender e também não há grandes industriais a procurá-la. A madeira cortada, mesmo de forma clandestina, não oficial e por isso ilegal, apesar de em maior quantidade do que seria suposto e desejável, destina-se maioritariamente ao consumo local e imediato por ser uma das principais fontes de energia familiar, senão mesmo a mais importante.

Estava eu a ver o telejornal com terríficas imagens a passarem pelo écran, mesmo à frente dos meus olhos que não se afastavam por um segundo dado o peso dramático de cada uma: o fogo por todo o lado e as cenas das chamas a entrarem na cidade de Coimbra, pelos diversos bairros, com a aflição das gentes a tentarem salvar crianças, casas, animais e haveres, com a angústia e o sofrimento de verem desaparecer uma vida construída com muito esforço e sofrimento. E lembrei-me de África – mesmo nas regiões mais áridas e secas, não se assiste a este descalabro ambiental e humano.

Em África só assisti a um incêndio e foi no centro da cidade de São Tomé. Houve um problema qualquer numa oficina, por isso não teve as consequências nem a dimensão do cenário de total destruição com o qual temos de conviver por cá. Claro que os meios em São Tomé, bem como em toda a África, são muito precários e é uma grande ideia que a infeliz moda incendiária dos tugas não chegue lá.

SOCOOOORRO... Estamos a ARDER!!!

Dá vontade de gritar para ver se alguém dá atenção. Portugal, aquele pequeno país com pretensões a grande, quase sempre esquecido no meio do mundo desenvolvido, e que faz fronteira com o magnífico Oceano Atlântico, está literalmente a arder. Ao ritmo que as chamas avançam, chegando já às grandes cidades, queimando e destruindo tudo por onde passam por ser impiedoso, não tarda desaparecemos. Diziam que Portugal afundaria e fizeram-se piadas sem fim, com direito a cartoons, retratando-nos a afundar no oceano. Mas afinal, enganaram-se duplamente: o tema não requer brincadeira nem piadinhas porque é mesmo muito sério; o problema não está no facto de não sabermos nadar mas sim na dificuldade que temos em nos precaver contra os fogos. Ou melhor, em termos vontade de criar soluções no “ante”. Estamos prestes a desaparecer, literalmente queimados. E parece que ninguém se preocupa com a situação. É obviamente chocante, revoltante, desesperante e exasperante. Dá vontade de gritar sem parar porque, com certeza, alguém nos haverá de ouvir, se não for por cá, será algures. Alguém que faça alguma coisa: limpem as matas e as florestas, façam a manutenção dos caminhos florestais, criem postos de trabalho de guardas e vigias, melhorem as condições aos bombeiros, esses homens que são uns heróis e que fazem muito para salvar pouco e que são os primeiros a ser injustamente condenados. Mas sobretudo, invistam na educação ambiental. Pedagogia precisa-se!

Novas Referências Gastronómicas de e em STP

Depois do Jalé Ecolodge ter aberto, bem no centro da Praia Jalé, a oferta de restauração não só aumento como está a proliferar. E de pensar que, nos tempos em que era só o “Acampamento Jalé da ECOFAC”, não havia um único sítio para comer, a não ser uma barraquinha que vendia latas “quentes” de coca-cola...

Bem, de acordo com informações mais do que fidedignas, algumas das cozinheiras (e cozinheiros...) de Porto Alegre organizaram-se e começaram a confeccionar na hora comida caseira, desde que com aviso prévio. Comida de qualidade e feita “à moda da terra”: calulu, bla bla, choco na brasa, salada de polvo à Porto Alegre, peixe do dia assado e ainda açucarinha de sobremesa. É muito importante referir que há a garantia de, na confecção, se utilizarem exclusivamente produtos locais, com o nobre objectivo de promover a sustentabilidade, com excepção de carne de tartaruga ou dos ovos. A não esquecer que esta é uma espécie a proteger de forma consciente e responsável e que todo o projecto do ecoturismo passa necessariamente pela preservação do ambiente e pela protecção de espécies. E a zona da praia jalé é um dos “observatórios” privilegiados de acasalamento, desova, nidificação e nascimento com lançamento dos bebés de tartaruga para o mar, onde um dia mais tarde voltarão. É uma experiência simplesmente fantástica!

Os cozinheiros, envolvidos nesta espécie de projecto de dinamização do sul de São Tomé, receberam formação na área da gastronomia e da higiene, além de disporem de experiência profissional anterior no Ilhéu das Rolas. O atendimento é tão personalizado que, desde que demonstrado o interesse por parte do visitante, as refeições podem ser servidas localmente nas residências familiares dos cozinheiros, permitindo e valorizando um maior contacto, conhecimento e intercâmbio com as comunidades.

Para quem interessar, os contactos são: Dona Ciza, Dona Milu e Sr. Manel em Porto Alegre, através da recepção do Jalé Ecolodge (Vado), nº 261104 de São Tomé (00239).

Esta informação foi disponibilizada pelo Bastien Loloum da Marapa (praiajale@hotmail.com, http://praiajale.free.fr) e é mais do que inspiradora... verdadeiramente magnífica!!!


Manual de sobrevivência em meios socialmente hostis

Presenciando cenas pela manhã bem cedo recordo uma pessoa que conheci em São Tomé e Príncipe há uma eternidade e de quem perdi o rasto há ...