domingo, 14 de agosto de 2005

"JALÉ ECOLODGE" EM FUNCIONAMENTO!!!


Hoje estou muito contente!!! Recebi uma excelente notícia por e-mail e vou deixá-la aqui como forma de divulgação, incluindo o link na secção apresentada à direita do blog.

Numa das minhas iniciais incursões a STP, viajei até ao sul: não mais do que 90 km de estrada mas que representam, ainda hoje, uma aventura para quem não estiver preparado para encontrar uma estrada nacional, e única que liga a capital ao sul, esburacada, sem sinalização e estreita, mas com um enquadramento fantástico e uma paisagem deslumbrante, riquíssima em espécies florísticas e faunísticas. Vale a pena o esforço e as dores de costas que representam um bónus. A viagem para sul teve como objectivo a visita, com os representantes da ECOFAC, a um projecto inovador no arquipélago, pela sua filosofia: a observação de espécies, privilegiando as tartarugas marinhas (das quais sou fã e completa apaixonada), mas podendo também avistar-se macacos, morcegos gigantes que se alimentam de fruta, baleias e golfinhos, e uma cobrita ou outra que possa aparecer.

Claro está que adorei a visita, apesar do lodge estar ainda em construção, mas como projecto enquadrava-se por completo no que eu estava a estudar na altura, pelo que ali tinha eu mais um estudo de caso com viabilidade. Claro está que pelo ritmo santomense, naturalmente conhecido, e devido a um conjunto de constrangimentos, também normais nestas coisas, a exploração da iniciativa foi sendo atrasada e acabei por concluir a investigação e por defender o bendito doutoramento sem que houvesse novidades com importância para apresentar. Este entrou na secção das iniciativas projectadas.

Mas, dizia eu no início do post, hoje estou muito contente porque acabei de receber a grande notícia por e-mail. O ex-“Acampamento Jalé” foi oficialmente inaugurado a 7 de Agosto e denomina-se JALÉ ECOLODGE, projecto ecoturístico e vocacionado para a observação de espécies e a preservação ambiental, com envolvimento tanto das comunidades residentes no sul da ilha de São Tomé como dos visitantes. A observação de espécies animais tem sido uma realidade: macacos, morcegos, baleias e golfinhos, proporcionando imagens inesquecíveis. E depois, há a magnífica praia Jalé, onde o lodge foi construído (3 bungalows com capacidade máxima de 9 pessoas), e as praias Piscina e Xixi nas proximidades, e em Porto Alegre, os pescadores que podem levar-nos, de canoa, à inesquecível Baía de S. Miguel, apenas acessível de barco ou a pé, mas que neste último caso, requer preparação física e psicológica para um “esticão” muito esforçado.

A filosofia do projecto passa por uma dimensão educativa muito interessante porque promotora da participação de todos nas actividades desenvolvidas e é um projecto completamente ecológico, de contacto com a natureza e marcado pela simplicidade: o sistema de fornecimento de água é assegurado por um sistema de reciclagem a partir da água da chuva, na cozinha existe um fogão a lenha que facilita a preparação de refeições rápidas.

A iniciativa dispõe de um site na Internet, com versão portuguesa completa, estando a ser concluídas as inglesa e francesa, sendo actualmente o resultado de uma parceria entre a ECOFAC, a MARAPA, o Fonds Français pour l’environnement mondial, a AFVP e a Alliance Française.

Os preços praticados são muito atractivos, face às actividades que se podem desenvolver e ao enquadramento paisagístico: bungalow duplo (com rede mosquiteira) 25 euros, podendo solicitar-se uma cama extra, acrescendo 5 euros à tarifa de base.

Para contactos e reservas:
Oswaldo Mesquita
Empresa Porto Alegre
Cidade de Angolares
Rep. Dem. de São Tomé e Príncipe

praiajale@hotmail.com

ou
ONG MARAPA (Mar, Ambiente e Pesca Artesanal)
Bastien Loloum

Largo Bom Despacho
CP 292 São Tomé
São Tomé e Principe
Tel : 239-222792

marapa@cstome.net

sábado, 13 de agosto de 2005

João Carlos Silva ou "O Homem da Roça"



Na revista Visão de 11 de Agosto, pg. 72 e 73, o tema sociedade apresentagrande destaque ao João Carlos Silva (Roça de S. João). Antes de mais, ele é um grandioso embaixador de STP que tem tido um trabalho incansável e louvável de divulgação do país, sempre pela positiva e com uma alegria mágica e contagiante. Parabéns, João Carlos!!!

O mar

O mar tem efeitos benéficos altamente conhecidos e eu posso comprovar que é verdade. Quando uma pessoa está “em baixo”, com o espírito mais cinzento e nublado, podendo mesmo chuviscar ou trovejar, não há nada tão medicinal e com efeitos terapêuticos como um banho salgado em águas marinhas com ondulação. Sentir a força das águas através das ondas e o borbulhar na rebentação, dando a sensação de se estar num jacuzzi natural, é revitalizante e energizante. Depois de refrescar, sentir os raios solares, pela manhã, bem cedinho, a aquecerem a alma, começando pela pele e entrando nos tecidos, dá uma sensação de fotossíntese fantástica. Magnífico!

Educação Ambiental

Vale a pena passar pelo site do Gê-Questa ou pelo blog. Porque sensibilizar educando é preciso e faz todo o sentido.

sexta-feira, 12 de agosto de 2005

Fim de semana... GRAAAANDE!

Ina ina ina! Hoje começa um fim de semana grande. É óptimo porque quando chega a domingo, tenho a sensação de continuar de fim de semana e na 2ª feira parece-me domingo. O que significa que a semana que vem é mais pequenina e que o novo fim de semana está mais perto. Bem, para mim as semanas são mais ou menos iguais e não tenho o stress do trânsito, das filas e da irritação dos horários a cumprir. Mas é bom sentir um pouco de quebra da minha rotina, nem que seja por haver mais gente por perto, perto de mim. Gosto de sentir a presença dos “meus”, dos que me compreendem, ou nem sempre conseguem mas que tentam. E depois é altura de fazer coisas diferentes, de me aproximar ainda mais da natureza, que é onde me sinto mesmo bem, de ir à praia e pôr os pés na areia molhada e sentir a água salgada, mais fria, muito mais mesmo, do que em África, que era magnífica, e de fazer petiscos. Que bom, estamos de fim de semana graaaande!!!!

Revitalização

Para revitalizar o espírito, nada como uma aula de hidroginástica, daquelas bem “puxadas” em que não se pára nem por um minuto para descansar. Magnífico! O desporto em água gera um efeito múltiplo: dá energia e descontrai, apazigua a alma e tonifica o corpo. Numa expressão, liberta o stress. Saio daquelas aulas outra pessoa. E de pensar que “dei umas férias prolongadas” ao clube... não voltarei a cometer este erro!

quinta-feira, 11 de agosto de 2005

A Tia e o Jardim Zoológico








E cá ando eu em actividades pedagógicas, quem sabe se por deformação profissional, com o meu sobrinho, moço simpático e dado ao conhecimento sobre os animais, preferencialmente com observação directa. No outro dia fomos até ao Aquário Vasco da Gama, onde ele se deliciou, uma vez mais, com as tartarugas, o leão marinho e a foca. Não sei porquê mas não achou muita piada aos aquários mais pequenos, com excepção de um ou outro com camarões e peixes mais estranhos. Também fomos ao Pavilhão do Conhecimento, pode parecer uma vergonha mas foi a primeira vez que o visitei...
E hoje foi o dia do Zoo. Magnífico, estrondoso, permitiu-me reviver os meus tempos infantis, quando ia muitas e muitas vezes até àquele local repleto de bicharada. O meu preferido foi sempre o elefante porque me parecia simpático e tocava o sino quando lhe ofereciamos uma moeda. Esta prática perdeu-se com o tempo mas os elefantes estão por lá, felizes de tal forma que se reproduzem. Aliás, os animais estão bem tratados e há muitas crias: elefante, leão, hipopótamo, macacos, tartarugas, girafas... E há o novo residente, ou melhor os novos porque são dois, os OKAPI, bicho magnífico da família das girafas e oriundo do interior do Congo, com uma aparência estranha porque a cabeça lembra a girafa, sem pescoço comprido, o corpo um veado, o rabo e as pernas uma zebra. A mistura é magnífica e vale a pena ver. Adorei, diria mesmo que delirei com tudo e também, como não podia deixar de ser, com o espectáculo dos golfinhos e leões marinhos. De reter a excelente relação entre os tratadores e os animais.
Em todas as visitas que temos efectuado tenho percebido uma mensagem comum: a preocupação com o ambiente e com a educação de todos, incluindo das crianças que são o público alvo destas coisas, para a protecção de espécies. Excelente!

quarta-feira, 10 de agosto de 2005

PERCEBERAM?

É comum e absolutamente terrificante quando, no meio de um jantar de família para comemoração dos anos de alguém, Natal ou Páscoa, um tio ou uma tia, que nos habituámos a ver pouco, nos pergunta quando é que casamos e porque é que não pensamos em ter filhos. Dá vontade de fugir para bem longe, mas como não o podemos fazer, apetece dizer, com um sorriso o mais natural possível mas que sai forçado, que preferimos os filhos dos outros, os sobrinhos, porque ficamos pelo afecto e pela brincadeira, somos mais permissivos e só temos a parte boa. Os filhos responsabilizam-nos mais do que normalmente desejamos e nem sempre estamos dispostos a abdicar da vida confortável e egoisticamente formada, cheia de liberdade e de individualismo. E depois ainda temos vontade de dizer que o casamento se vai fazendo conforme se entende, ao ritmo de cada um e sem a formalidade do tradicionalmente estabelecido. Mas ficamo-nos pela vontade de exprimir o descontentamento em relação às dúvidas de cada um e respondemos com evasivas sorridentes enquanto vamos até à cozinha para ir buscar um copo que não faz sequer falta na mesa, esperando que, no regresso à sala, o tema tenha mudado para as Presidenciais... É que a fama de ter mau feitio não nos abandona e, se a resposta saísse na medida certa que a pergunta requeria, a vida familiar no geral sofreria os efeitos do desconforto e, por certo, o encontro daquela noite não correria da melhor forma. E, na verdade, não vale a pena explicar por A+B, a quem não entende alguns pormenores, que a vida alheia só a si diz respeito.

Mas pior e relativamente inédito é quando nos encontramos com alguns amigos que já se constituíram como casais, sendo um deles ex-namorado de longa data e, de repente, no meio da conversa alguém pergunta: “E tu, quando arranjas um gajo porreiro, não é um como aquele da outra vez que te tratou mal e não prestava, mas um que te faça bem, que te queira para sempre e possas pensar em ter filhos?”. A perplexidade é total e apesar da boca se abrir, uma pessoa fica como peixe fora de água, os sons não saem e nem uma palavra se articula, apesar dos lábios se moverem, pelo que o discurso desconfortável continua: “Tu tens tanto para dar e devias pensar em ter filhos, olha que o tempo passa mais depressa do que pensas. Não esperes mais 20 anos para te juntares a alguém...”.

Pois até é verdade: o tempo passa e a vontade de ter filhos próprios, para não sentirmos que estamos a compensar a falta que nos fazem com os filhos dos outros, aumenta; a necessidade de ter um afecto torna-se por vezes insuportável porque a companhia com que sonhámos durante anos simplesmente não existe; a pessoa que desejámos para estar ao nosso lado todos os dias, que devíamos ter escolhido e que nos deveria ter desejado, que queríamos que estivesse sempre ali para nos ouvir, confortar, ajudar a ultrapassar dificuldades, partilhar momentos felizes e alegrias, construir uma vida, essa não passa de um sonho.

Mas a vida é assim e nem todos casam, como nem todos têm filhos, e nem todos conciliam os dois desejos num só. Não por falta de vontade própria mas por falta de encontro de vontades. E quando é assim não vale a pena correr atrás de um sonho que não tem condições para ser realizado.

E perante o cerco de perguntas, só dá vontade de responder aos gritos, para que nunca mais ninguém se esqueça dos nossos motivos e não volte a perguntar: Não, não casei até hoje porque os homens que passaram pela minha vida foram todos uns estafermos, porque não soube escolher e privilegiei sempre a emoção arrebatada à segurança tranquila, porque cresci a acreditar que dentro da maioria dos homens há bons sentimentos, que os transformam em príncipes doces e encantados. Só que eles não são assim, pelo menos os que conheci e pelos quais me apaixonei: de príncipes pouco ou nada tiveram. E até poderia argumentar que espero o tempo que for preciso entre uma entrega e outra, porque só consigo estar com um homem quando gosto dele, quando tenho sentimentos fortes e arrebatados e que, nesta altura, simplesmente não me apetece tê-los de novo, nem vejo por quem, que não sei quanto tempo esta fase vai durar mas que pode demorar uma eternidade e que também isso não me está a preocupar porque agora tenho outras prioridades. E dá vontade de perguntar: PERCEBERAM????

Guiné Bissau: Já está!

A Comissão Nacional de Eleições deu razão a Nino Vieira e Sanha não se conforma: vai apelar ao Supremo. A novela continua e os guineenses perdem com as estratégias individuais de liderança e de lutas pelo poder. Ironicamente penso que estamos perante a Guiné Bissau no seu melhor... Dá vontade de pedir: por favor, organizem-se... Mas parece que ninguém quer escutar o apelo.

Face ao contexto, espero sinceramente que os erros do passado não se repitam e que todos, sem excepção, trabalhem a favor da construção da paz, na busca da estabilidade e da melhoria das condições de vida das comunidades, trabalhando directamente com elas, a nível local.

E espero que este não seja apenas mais um dos meus sonhos africanos...

terça-feira, 9 de agosto de 2005

Conformismo

E, ao ouvir esta letra na rádio, agorinha mesmo, dei comigo a pensar... - Retirado de “Separated Lives” de Phill Collins

“You have no right to ask me how I feel
You have no right to speak to me so kind
We can't go on just holding on to time
Now that we're living separate lives

Well I held on to let you go
And if you lost your love for me, well you never let it show
There was no way to compromise
So now we're living (living)
Separate lives”

E pronto, é a vida… o que se há-de fazer? E, já agora fica no ar a pergunta: porque é que as letras das músicas, às vezes, têm tanto que ver com a nossa própria vida? Um dia há-de ser diferente... quem sabe? E se não tiver de ser, paciência!

 

PROCURA-SE UM AMIGO

Por Vinicius de Moraes

Não precisa ser  homem,  basta ser humano, basta ter sentimentos, basta ter  coração. Precisa saber falar e calar, sobretudo saber ouvir. Tem que gostar  de poesia, de madrugada, de pássaro, de sol, da lua, do canto, dos  ventos e das canções da brisa. Deve ter amor, um grande amor por  alguém,  ou  então  sentir  falta  de não ter esse amor. Deve amar o próximo  e  respeitar  a dor que os passantes levam consigo. Deve guardar segredo sem se sacrificar. Não  é  preciso  que seja de primeira mão, nem é imprescindível que seja  de segunda mão. Pode já ter sido enganado, pois todos os amigos são enganados. Não é preciso que seja puro, nem que seja todo impuro, mas não deve ser vulgar. Deve ter um ideal e medo de perdê-lo e, no caso de assim não  ser, deve  sentir  o  grande  vácuo  que  isso  deixa. Tem que ter ressonâncias humanas, seu principal objectivo deve ser o de amigo. Deve sentir  pena  das  pessoa  tristes  e  compreender  o  imenso  vazio dos solitários. Deve gostar de crianças e lastimar as que não puderam nascer. Procura-se  um  amigo para gostar dos mesmos gostos, que se comova, quando chamado  de  amigo. Que  saiba  conversar  de coisas simples, de orvalhos, de grandes chuvas e das recordações de infância. Precisa-se de um  amigo para  não  se  enlouquecer, para contar o que se viu de belo e triste durante o dia, dos anseios e das realizações, dos sonhos e da realidade. Deve  gostar de ruas desertas, de poças de água e de caminhos molhados, de beira de estrada, de mato depois da chuva, de se deitar no capim. Precisa-se de um amigo que diga que vale a pena viver, não porque a vida  é bela, mas porque já se tem um amigo. Precisa-se de um amigo para se  parar de  chorar. Para não se viver debruçado no passado em busca de memórias perdidas. Que nos bata nos ombros sorrindo ou chorando, mas que nos chame de amigo, para ter-se a consciência de que ainda se vive

Site do Café e Companhia, STP

Em São Tomé e Príncipe há vários cafés e um deles destaca-se pela excelente localização, já que é muito central, pela decoração, cujo tema principal é o café, ou não estivéssemos na terra dele, pelo atendimento cordial, atencioso sem se tornar chato e servil, pela qualidade do que se encontra e consome. Além do mais, é o local de encontro privilegiado. O “Café e Companhia” tem finalmente uma página da net, que merece uma consulta. Está muito bonita porque simples, directa e objectiva, de fácil acessibilidade, apresenta fotografias e informações úteis, tais como os horários de atendimento, os serviços, a possibilidade de consultar internet. E tem uma vantagem acrescida, as versões em português e inglês.

E já agora, quem estiver interessado em investir em África e mudar de vida, tem ali uma óptima oportunidade: os exploradores querem vender porque regressam a Portugal. Para contactos: Maria João em mjpombo@hotmail.com

segunda-feira, 8 de agosto de 2005

STP de luto, morreu o cantor Camilo Domingos


Morreu o cantor santomense Domingos Lopes Gomes - Camilo Domingos - natural do Príncipe, com três discos de Ouro em 22 anos de carreira.


Tinha 40 anos. É uma perda para a família, para São Tomé e Príncipe e para o Mundo.

A música é uma das formas mais bonitas de eternizar a cultura de qualquer povo e os cantores africanos sabem-no fazer de forma ímpar, apesar das dificuldades que sentem de forma acrescida.

Portugal no seu melhor

Chegamos a Agosto e Portugal quase pára, o que tem aspectos muito magníficos e outros que nos transformam a vida num inferno, para não dizer desespero. Quais são os sintomas? Por um lado, os telefones tocam menos, deixamos de receber fluxos de mails de distracção, que em certas ocasiões nos entopem a caixa de correio, o trânsito reduz de forma radical, há quase sempre lugar nos restaurantes, os vizinhos vão de férias e o barulho diminui. Mas... quando precisamos de uma informação, da mais simples à mais complicada, e contactamos os serviços que nos podem, ou devem, esclarecer, deparamos com uma infinita perplexidade, como se fossemos completamente burros e as questões que colocamos não fizessem qualquer sentido. Mesmo quando alegamos prazos a cumprir, ouvimos a má vontade expressa em palavras e suspiros que desencorajam alguns e enfurecem os restantes. Se os contactos são telefónicos, desligamos com a estranha sensação, porque difícil de gerir, de termos incomodado sem motivo a pessoa que nos atendeu e quase nos sentimos na obrigação de pedir desculpa e fazer uma vénia, sabendo até à partida que ninguém nos vê. Mas com as novas tecnologias, nunca se sabe bem quem nos pode ver, porque ouvir, ao que parece é possível e comum. Mas pior que tudo, desligamos o telefone mais confusos do que estávamos antes de ligar e as dúvidas, além de não terem sido esclarecidas, multiplicam-se! E assim temos de viver... num Portugal que está no seu melhor!

Bioterra: educação ambiental na blogosfera

É sempre um prazer visitar o Bioterra: aprende-se de forma ligeira e levezinha, com a sensação de estarmos rodeados de ambientes agradáveis porque naturais e preservados. Uma forma muito interessante de promover a educação ambiental através da blogosfera. As imagens são fantásticas, os links de uma imensa utilidade, actuais e ricos em informação, e as mensagens levam-nos a reflectir sobre o futuro. Vale a pena mais uma incursão a este blog verde, azul e da cor da terra.

Galeria de Exposições do Centro Cultural Luso-Moçambique

Artistas africanos têm em Lisboa uma galeria que mostra alguns dos seus melhores trabalhos. Com pouco mais de seis meses de funcionamento, a Galeria de Exposições do Centro Cultural Luso-Moçambicano, na Loja 43 do Centro Comercial Apolo 70, promoveu seis exposições.

Com 235 sócios, o centro visa actuar em diversas áreas para além da Cultura, com realce para a área social, onde se acompanham cidadãos moçambicanos com menores recursos, hospitalizados, presos, mulheres e crianças.
A literatura africana é entendida como uma componente importante para a divulgação das línguas, tendo o Centro o objectivo de editar jovens escritores.

Neste momento, a Galeria tem em exposição obras de Malagatana, Lívio de Morais, Magina e Heitor Pais, que podem ser adquiridas.


sábado, 6 de agosto de 2005

Só pode ser...

Brincadeira...! E, no caso, de mau gosto! A discrepância na contagem dos votos na Guiné Bissau é de 2 votos... ?! Os descontentes só podem conformar-se, portanto, e respeitar os resultados. Mas lá que não soa bem... pois não soa! Mais informações no ExpressoÁfrica.

 

sexta-feira, 5 de agosto de 2005

Ao meu Pai

Há dias que ficam para sempre gravados e registados em nós, minuto a minuto, tornando-se impossível esquecê-los. Hoje é, para mim, um desses dias. Faz nove anos que o pior dia, por mim vivido até à data, aconteceu. Um dia triste que nunca esquecerei e que mudou, para sempre, a minha vida. A partir do dia 5 de Agosto de 1996 transformei-me.

E se, por um lado, o tempo voou, por outro, tenho a sensação que parou porque as lembranças permanecem muito presentes. Porquê? Porque “TU” eras uma pessoa infinitamente especial, pela bondade e dedicação, pelo cuidado e atenção, pela compreensão e entrega a todos os que precisaram, em algum momento de “TI”. Porque é impossível não nos lembrarmos de “TI” e da falta que nos fazes. “TU” foste o pai que, se pudesse escolher, preferiria ter, mas que por não ter tido essa possibilidade, afirmo com certezas que fui bafejada pela sorte por ser “TUA” filha, ter crescido e aprendido contigo a ser quem sou, acreditando no amor e na amizade, respeitando as diferenças e procurando ser melhor no dia de hoje do que fui ontem.

E, se me ouvires, e acredito que sim, fica a saber que me fazes muita falta!

Há dias

Há dias em que parecemos invisíveis: falamos e não nos ouvem; andamos e não nos vêem...

Manual de sobrevivência em meios socialmente hostis

Presenciando cenas pela manhã bem cedo recordo uma pessoa que conheci em São Tomé e Príncipe há uma eternidade e de quem perdi o rasto há ...