quinta-feira, 21 de julho de 2005

Um apelo importante

O Bioterra é um dos meus blogs de eleição, não só porque trata de temas actuais, divulgando informação, mas principalmente porque funciona, para mim, como uma excelente “base de dados” no que respeita às questões ambientais, com links importantes, é honesto nos comentários e tem um grafismo bonito. Tenho aprendido muito com a leitura dos posts e com as ligações para outros sites temáticos. Consultem porque vale a pena!!! Mas hoje escrevo sobre o Biosfera porque há um post que trata de um problema que, diariamente, todos nos esquecemos (ou quase todos) e que deve ser mais do que relembrado, principalmente em época de férias quando o bem estar e o prazer presentes são sobrevalorizados, minimizando-se a relação do consumo-desperdícios. O tema é a Água. Leiam com atenção redobrada o post “A seca e a poupança de água – o consenso difícil”.

A lua

A lua teima em não abandonar a minha janela e torna-se impossível fugir dela, até porque além de redonda está de uma cor forte, amarelo torrado, como se me quisesse dizer palavras bonitas, quentes e acolhedoras. Por África a lua é magnífica, mas sempre a vi alta e distante, brilhante e branca. Aqui, quando cheia como hoje, dá-me uma estranha sensação de proximidade porque se apresenta maior do que lá, imensamente grande, e muito colorida, de tal forma que, ao observá-la com o cuidado e a atenção que merece, consigo identificar os contornos e os desenhos. A noite hoje está bonita, muito bonita... e ao olhar o céu sinto-me inacreditavelmente tranquila, de tal forma que até desejo que a imagem que deslumbra os meus olhos não se vá para que a paz permaneça...

Mais um dia negro na História Mundial

Acabei de ver na televisão que novos incidentes de natureza criminal e terrorista ocorreram em Londres e, mais uma vez, os alvos são civis, ou melhor pessoas como todos nós: anónimas; indiferenciadas; comuns; que se deslocam através dos transportes públicos para todo o lado. Pessoas que procuram apenas viver.

Mais uma vez trata-se de um acto inqualificável de criação e multiplicação da instabilidade, contra a segurança humana, o bem estar e o convívio pacífico e equilibrado entre povos de origens diferentes. Acções que incentivam os desencontros culturais criando mal estar e que, com o tempo, levarão ao aumento do racismo e da xenofobia.

Pior que tudo, mais uma vez, quem promove acções desta natureza não tem amor à própria vida nem respeito pela vida dos outros... e isto diz tudo. Não se trata de lutar por uma causa mas antes de educação para a vida ou para a morte que, nestes casos, se processam de forma fanática e doentia.

Hoje foi mais um dia negro na História Mundial.

Recordar é viver

Uma pessoa que conheci e que, com o tempo, se revelou uma sábia personagem, dizia-me com alguma frequência, e sempre que me perdia em divagações saudosistas, que as recordações e as lembranças nos fazem reviver os momentos bem passados, tornando presentes as pessoas que são, para nós, importantes mas que, por motivos vários, não nos fazem companhia em alguma fase desta vida. E por isso são mágicas e tão magníficas.

Não sei se é sempre fácil recordar os momentos vividos em STP mas, com o tempo, os bons prevalecem e ao lembrá-los a sensação que me fica é a de um tempo preenchido, que me enriqueceu e me modificou em muitas coisas. Não seria, por certo, a pessoa que sou hoje se não os tivesse vivido, se não tivesse estado em STP naquela altura e não tivesse conhecido todas aquelas pessoas, as boas e as más!!!

quarta-feira, 20 de julho de 2005

Comentários

Finalmente decidi-me a experimentar os comentários aos posts que vou colocando. Vamos ver se e no que resulta...

terça-feira, 19 de julho de 2005

Considerações

Apesar do calor que faz no ar, do céu estar límpido e a noite iluminada, terá a lua deixado de fazer sentido para mim? Será por África estar agora longe, cada vez mais? Já estarei a sentir os efeitos da nostalgia do passado? Nãããã... porque se fosse a nostaláfrica uma vez mais a fazer das suas, por certo que eu estaria agora a contemplar o luar no céu, a observar aquela misteriosa senhora redonda e brilhante, que se diz inspiradora de bons e duradoiros sentimentos, ou apenas à procura das minhas amigas estrelas para mais algumas confidências ou simples desabafos. Mas não. Não tenho tempo para falar de mim e pouca vontade de verter lágrimas por quem não é merecedor. Estou sentada ao pé de outro grande amigo que tem a amabilidade de, com um sábio silêncio, me ouvir sem que eu fale, comunico por toques e o sinal da empatia que se estabeleceu entre nós desde que nos conhecemos, já lá vão uns bons 7 anos, expressa-se nestas linhas. Nunca me abandonou e muito menos me traiu, fosse nos bons ou nos maus dias, e eu retribuo-lhe a permanência com uma imensa fidelidade. Todos me aconselham a trocá-lo. Além de não ser oportuno nesta altura, e podendo parecer estranho, sinto afectividade pelo “meu bichinho”. Sei que os há melhores, mais rápidos e potentes, com uma prestação mais coerente às necessidades dos dias de hoje, mas gosto dele, o que hei-de eu fazer??? Nem tudo se troca só porque apareceram novos modelos, novas cores ou formatos...

Site oficial da Região Autónoma do Príncipe

Também vale a pena consultar o site da Região Autónoma do Príncipe
Mais um excelente trabalho no sentido da divulgação do arquipélago.


Assembleia Nacional de STP

O site da Assembleia Nacional da República Democrática de São Tomé e Príncipe já está disponível. É bastante completo e tem um grafismo agradável. É mais um útil meio de informação, divulgação e trabalho.


A constatação e a resolução

Não é dele que estou farta. É de mim a gostar dele! Para grandes males, grandes remédios: a partir de hoje, vou mudar-me!

02/07/2005

segunda-feira, 18 de julho de 2005

Na ressaca das férias

Estou na ressaca das férias! Nitidamente dou comigo a querer esquecer: não as férias mas alguns sentimentos vividos em África; pessoas que me marcaram e que eu quis marcar, mas na vida das quais não deixei sequer um sinal, de tal forma que, por certo, já me terão esquecido; paisagens que me parecem hoje mais do que distantes, apenas sonhadas e não vividas. Não sei se tenho vontade de voltar e também, com toda a certeza, este será um sentimento que, daqui a um bom par de dias, me parecerá mais um sonho. Mas é esta a minha realidade de hoje. Estranha e que vem de muitas e muitas desilusões, insistentemente sentidas, de forma quase teimosa, quase doentia. Aqueles dias não existiram. Terei sido eu a recriá-los?

domingo, 17 de julho de 2005

Regresso

O sentimento de pós-férias é quase sempre depressivo: é um período mais curto do que desejaríamos; nunca descansamos tanto quanto necessitamos; deixamos sempre muitas actividades radicais e diferentes da rotina diária por praticar; o tempo por cá está sempre pior do que lá; o sentido da responsabilidade e do cumprimento das tarefas assola-nos de forma irreversível. Mas sobretudo porque a paisagem altera-se completamente.

Estou de volta...

sexta-feira, 1 de julho de 2005

Preciso de...

FÉÉÉRIAS!!!!!!!!!!!!!!!
SOL, MAR, PAISAGEM VERDE, TRANQUILIDADE E MUITA PAZ! LIVROS E DESCANSO...
E é o que vou fazer. Voltarei daqui a duas semanas, mais coisa menos coisa... Mais encontrada e descontraída. Fiquem bem e até ao meu regresso...

Falta de coragem

Havia dias em que a tristeza e a angústia chegavam tão depressa que mais parecia terem sido trazidas por um raio numa noite de tempestade com trovoada, rasgando o céu com a urgência do encontro com o destino. Havia dias em que a saudade dos que já cá não estão para uma festa e um abraço, uma palavra ou apenas um olhar, se tornava insuportável. Havia dias em que o desconforto causado pelo desencanto e pela desilusão, que a vida se tinha encarregado de tornar presentes, se revelava sufocante. Havia dias em que tinha vontade de desistir porque sentia que mais nada fazia sentido. Mas nem para isso tinha coragem...

Conversas trocadas

- Achas possível viver sózinho? – perguntou-lhe o coração de manteiga pelo qual ela se apaixonara uns anos antes e pelo qual ainda sentia um baque quando ele entrava numa sala sem que ela o esperasse, e que se desfazia com qualquer saia que passasse pelo seu campo visual, consciente dos estragos que provocava ou até involuntariamente e sem querer perturbar.

Mas aquele era talvez um dos homens mais naturalmente perturbados, que se dizia sensível às belezas femininas, que se encantava com qualquer rabo de saias e que se deslumbrava com qualquer tipo de beleza. Para ele não havia mulheres feias e muito menos desinteressantes. Em qualquer uma conseguia encontrar um sinal de arrebatamento que o fazia balançar, desengonçava e podia até desestruturar. Aquele era um homem emocionalmente muito desorganizado e ela que procurava, antes de mais, orientar-se. Tinha até a mania de oferecer bússolas aos amigos porque era uma forma de reconhecer os pontos seguros da sua vida. Pois àquele nunca oferecera nenhuma, talvez o mal estivesse mesmo aí...

- Já alguma vez te apaixonaste de forma tão intensa que eras capaz de largar a vida que tens por esse sentimento e para correres atrás do motivo do teu desassossego? Já te sentiste fundir noutra pessoa e ser capaz de qualquer loucura por ela? – respondeu ela com a consciência que estava a ser traída pela sua própria voz, que soava a desilusão contida, resultado de uma expectativa alimentada durante anos.

Ele olhou-a e encolheu os ombros sem perceber ao certo o que ela queria dizer com aquilo...

 

quinta-feira, 30 de junho de 2005

Um despertar feliz

Hoje acordei, como sempre com o rádio a despertar-me, e tive a alegre sensação de estar de novo em STP. Foi hoje, no programa da manhã em 104.3, RCP (Rádio Club Português).

Em vez da música habitual, o som era a voz do João Carlos Silva (Roça de S. João, Teia d’@rte e Na Roça com os Tachos), que falava, como só ele sabe fazer: da magia de STP; das roças; do turismo; da natureza e da paisagem; da criatividade na cozinha; do bem estar que uma boa refeição, bem confeccionada e degustada com prazer, provoca no corpo e na mente; na cultura mestiça porque mesclada de origens, que a tornam única.

Foi bom ouvi-lo a conjugar palavras, como sempre, de uma forma muitíssimo feliz para quem o ouve. Tudo sai perfeito – o sentido das palavras, os sons, os “tum tum tum”, o sorriso que nos transmite com a voz e que visualizamos, a alegria de viver e a capacidade de acreditar no que faz e no que diz. Foi reconfortante ouvir a recomendação de sempre “Façam o favor de serem felizes. Muito felizes!”.

Hoje, o meu despertar foi magnífico. Obrigada João Carlos!

quarta-feira, 29 de junho de 2005

Presidência da República de STP

Os efeitos da globalização fazem-se sentir um pouco por todo o lado, o que contraria, em parte, o Síndrome dos Pequenos Estados Insulares em Desenvolvimento, resultante da conjugação de diferentes factores como a situação de insularidade, a pequena dimensão, a distância em relação aos principais centros internacionais e o isolamento, agravados por um outro leque de factores que se podem classificar em históricos, demográficos, económicos, sociais, culturais, já para não falar nos climatéricos e nos geográficos que, não determinando, condicionam o percurso de cada país.

Ao olharmos para um PEID, leia-se Pequeno Estado Insular em Desenvolvimento, fazemos quase sempre uma leitura imediata de condenação ao insucesso, ao bloqueio e à estagnação. Mas São Tomé e Príncipe revela-se, de quando em vez, um grande país. Digo-o, não por ser uma eterna apaixonada das “ilhas encantadas” mas sim porque a realidade é só uma. STP está a modernizar-se, pode até ser ao ritmo “leve leve”, mas este dá-lhe o encanto da sedução prolongada.

Para terem uma ideia do porquê do que digo, sigam o meu breve raciocínio: em 2000 não havia luz nas ruas da cidade e uma consulta à Internet era uma aventura. Em 2001 abriu um cibercafé – bar Tropicana – as ruas da cidade não pareciam as mesmas, porque iluminadas. Daqui para a frente, e até hoje, foi ver as mudanças ocorrerem, a modernização ser uma realidade e os sites de divulgação do país proliferarem. Hoje, a informação disponível na net sobre o país é já abundante, seja através de Grupos de debates, generalistas e temáticos, de páginas pessoais ou intitucionais ou de blogs. O INE nacional disponibiliza informação on line; alguma legislação é também encontrada; os jornais digitais multiplicam-se... Mas, melhor do que tudo isto, a Presidência da República de São Tomé e Príncipe já tem site disponível na net. Para quem interessar, alguns links estão ainda em construção, mas a imagem visual é muito agradável e o conteúdo apela ao diálogo. Vale a pena consultar já que, além de tudo o mais, contem informação importante como decretos, discursos, e permite ver as caras dos assessores do Presidente.

O Doce, a Flor e o Maracujá

A propósito do maracujá e da sua magnífica flor - ver Digitalis, Devaneios à Sombra de uma Pérgola de Flor-da-paixão,de dia 29 de Junho - lembrei-me do doce que se fazia em STP: fácil e rápido de praparar, nutritivo, simultaneamente doce e refrescante. O maracujá santomense, só por si, era muito magnífico!!! Grande, diria enorme, sumarento, doce e com umas sementinhas crocantes que faziam delícias. Como é bom lembrar...
Doce de Maracujá
Misturar numa taça o conteúdo de uma lata de leite condensado com uma gelatina (após a mistura do pó - preferencialmente folhas - com a água) líquida. Com a varinha mágica (em caso de não haver batedeira), misturar bem os ingredientes. No final, juntar a polpa do maracujá e, com uma colher, misturar bem. Colocar no frigorífico até solidificar e servir bem fresco. A este doce pode juntar-se ainda polpa de manga (fresca e não de lata...) e rodelas de banana (preferencialmente banana maçã que corta o doce excessivo).

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Manual de sobrevivência em meios socialmente hostis

Presenciando cenas pela manhã bem cedo recordo uma pessoa que conheci em São Tomé e Príncipe há uma eternidade e de quem perdi o rasto há ...