quarta-feira, 13 de abril de 2005

Feliz Associação

No Kitanda é feita uma feliz associação entre uma fotografia da Baía de Ana Chaves, em São Tomé, e um poema da Alda Espírito Santo. Vejam aqui. A bem dizer da verdade, o blog prima pelas felizes associações entre imagens e poesias, pelo que é sempre agradável passar por lá.
Da minha parte, aqui fica um agradecimento, é que a fotografia é da minha autoria e está publicada no blog das Caminhadas e Descoberta em São Tomé e Príncipe.

terça-feira, 12 de abril de 2005

LZEC 2005

Os rapazes dos jipes estão a preparar-se para uma nova incursão por São Tomé. O Latitude Zero 2005 começa a mexer. Lá vou eu escrever, escrever e escrever sobre ambiente, áreas protegidas e espécies endémicas. E recomendar para terem infinitos cuidados. Já sei a resposta que me vão dar "Nós temos! Ou acha que queremos estragar o paraíso?".

Há dias assim...

Há dias assim como o de hoje. Por mais que uma pessoa se esforce, a falta vontade e de estímulo não permitem avançar. E as forças cósmicas parece que se reuniram e estão todas de feição a ajudar ao marasmo... É um estrafego... um sufoco...

segunda-feira, 11 de abril de 2005

Obrigada...

Um agradecimento a todos os que lêem o "África de Todos os Sonhos" e que têm feito referências e comentários muito simpáticos. Desta vez, queria deixar aqui um obrigado especial para a Chuinguita porque tem sido sempre incansável comigo e a Pitucha que faz uma referência de destaque.

Nostaláfrica III

Ser-se nostálgico com quem não conheceu, não viveu e não sentiu África pode ter duas consequências perfeitamente opostas. A saber:
1. Acham-nos uns chatos saudosistas. A conversa torna-se num monólogo, que termina muitas vezes em discussão e com a expressão ofendida e ofensiva "Mas se gostas tanto e é lá que te sentes bem, porque não vais para lá?". Nestes casos a conversa fica por aqui, depois de um levantar de voz em que os saudosistas e os não saudosistas tentam fazer valer os seus argumentos, sem o conseguirem e sem mudarem de opinião. É desgastante e torna-se, ao fim de algumas tentativas, um desconsolo traduzido em desencontros. Não vale a pena porque estas duas mentes nunca se hão-de entender no que a África diz respeito.
2. Acham-nos pessoas interessantes, com um passado repleto de vivências invejáveis e sedutoras, por termos conhecido culturas diferentes, ambientes ricos e cheios de diversidade. As conversas tornam-se num diálogo permanente de perguntas e respostas porque tudo o que contamos nunca é suficiente, já que os nossos interlocutores querem saber sempre mais do que aquilo que lhes contamos. Estas conversas são um desafio porque começamos a falar de florestas ou de espécies ameaçadas e acabamos a conversa nas práticas de feitiçaria. É que, em África, tudo tem relação com tudo. É impossível falarmos de um tema sem o relacionarmos com outros 30.000.

Nostaláfrica II

E a minha "nostaláfrica" acaba por ser voluntária e auto-incentivada. Gosto daquele continente e não há dia em que não me lembre de, pelo menos, dois ou três acontecimentos ali vividos. Foram momentos felizes e, como em tudo na vida, com o tempo tendemos a eliminar as vivências menos boas. Vamos "apagando" da memória os maus encontros, os dias de tristeza e de angústia, para ocuparmos a maioria do espaço disponível com os pôres do sol de cores fortes, com as paisagens densas, com as primeiras sensações ao experimentarmos novos paladares e sentirmos cheiros, até aqui, desconhecidos.
Por uma razão ou por outra, cá continuo a escrever sobre África, seja nos momentos de lazer, relembrando sonhos vividos ou idealizando outros, seja nos momentos de trabalho. Mas nem sempre a inspiração ajuda e é nestes que apelo à nostalgia, reavivando lembranças, repescando sonhos, revendo fotografias, reencontrando amigos e partilhando em conjunto o mesmo sentimento de saudade e de vontade de regressar.

Plataforma das ONGDs dos Países de Língua Oficial Portuguesa

O programa para o encontro de 26 e 27 de Abril em Lisboa pode ser consultado AQUI

domingo, 10 de abril de 2005

Nostalgia de África ou Nostaláfrica

Almoçava com um amigo de uns anos, não muitos, mas os suficientes para saber que aquela amizade seria para sempre. Conheceram-se numa África quente, que permitiu viver sonhos até áquele momento impensados. Partilharam meses, semanas, dias, horas e minutos. Viveram emoções únicas, tiveram em conjunto muitas vivências felizes e outras marcadas pela tensão das despedidas.
- Aquela foi uma tarde muito gira - comentou ele ao ver umas fotografias, publicadas numa revista, de tartarugas bebés a caminho do mar, e que ilustravam um artigo sobre protecção de espécies.
- É verdade, tens razão, foi um dia espectacular. África cria-nos destas coisas - disse ela, a meio da conversa, com um sorriso estampado no rosto e um olhar vago - uma nostalgia infinita, uma vontade de agarrar o tempo passado e de reviver uma vez mais todos os bons momentos. Mas é um sentimento bom, não é?
- É... - respondeu ele simplesmente porque não havia muito mais a dizer.
- Já pensaste que lhe podíamos chamar "nostaláfrica", a nostalgia de África que veio para ficar e se instalou dentro de nós, e que nós também não queremos deixar partir... porque, sempre que nos lembramos, voltamos a viver tudo de novo e uma vez mais somos felizes...

sexta-feira, 8 de abril de 2005

Terres d'Aventure

As propostas de viagens ecoturísticas apresentadas pela Terres d'Aventure são fantásticas. A filosofia da viagem passa por actividades de contacto com a natureza, tais como as caminhadas, a escalada, a canoagem e o kayak, o cavalo e outras formas alternativas de locomoção, com o objectivo da descoberta.
Mas há muito mais em África: Namíbia, Etiópia, Quénia, Tanzânia, Madagascar, Mali, Botwana, Uganda, Reunião, Senegal, Togo, Benin, Zambia e Malawi.

quarta-feira, 6 de abril de 2005

Moçambique IV

A saga moçambicana causava angústia a Lai, sempre que se lembrava de cada minuto ali vivido, das histórias ouvidas em conversa de café e que, sem perceber porquê, acreditara, na forma como aquele romance, se é que algum dia o foi, se desenrolou. Aos tropeções, aos baldões, com incompreensão, muita violência e agressividade, nos gestos e nas palavras. E a verdade é que, mais tarde, tudo se confirmou, o que ela ouvira e do que desconfiava, mesmo sem razão. O pior acabou mesmo por acontecer e por marcar Lai da pior forma.
Já em Lisboa, após terem passado anos do regresso de Maputo, e sem lá ter regressado, mas com a certeza que um dia voltaria, Lai pensava: É fantástico como algumas pessoas nos enganam, uma e outra vez, sucessivamente, de forma voluntária e pensada, sem que nos demos conta disso. Pode ser até ingenuidade, mas não será bom acreditarmos sempre que todas as pessoas têm uma parte boa? Teremos de reconhecer e aceitar que há pessoas que, vá-se lá saber porquê, são desprovidas de bons sentimentos só porque são desestruturadas e por terem vivido experiências menos boas no passado? Mas isso todos vivemos... E a sua “história moçambicana”, como gostava de a referenciar, apesar de não o ser de facto, só por ter sido vivida naquele magnífico território, veio-lhe uma vez mais à memória como um flash, claro e nítido, fazendo-a arrepiar.
Quando regressou, Lai falou com uma amiga que conhecera MI e que dele tinha a melhor das impressões, e o comentário que ouviu foi: escreve isso e publica, essa é uma história que vale a pena ser escrita e lida. Mas Lai não gostava de falar sobre a sua intimidade e muito menos a desconhecidos. E o relato da história foi ficando para melhores dias. Um dia escrevo, dizia Lai a si mesma, um dia. Ela nunca chegou a ter coragem de a contar, palavra por palavra, porque sentia vergonha da humilhação por que passou com uma pessoa que não mereceu um centésimo de grama de afecto e de atenção, a quem mais tarde Lai tentou perdoar sem o conseguir porque as marcas deixadas por aquele indivíduo foram maiores do que qualquer outra coisa na vida.
Hoje sou eu a relatá-la.

H-Luso Africa

Quem se interessa por África deve passar por H-Luso Africa

Loucura

Sempre que me cruzo com alguém a falar e a gesticular sozinho no meio da rua, umas vezes de forma tranquila e outras muito acesa, roçando a agressividade, penso que a linha que separa a razoabilidade da loucura é extermamente ténue. Isso confunde-me um pouco, quase me amedronta porque realizo que, sem nos darmos conta, podemos falar, conversar e até gritar com fantasmas imaginários que vivem no inconsciente e que se aproximam do nosso pequeno mundo através dos sonhos. Um dia, os habitantes das nossas profundezas saltam e passam a fazer parte da nossa quotidianeidade. Estes são os loucos mais puros e mais inofensivos que nem nos vêem quando connosco se cruzam, apesar de nos serem desconfortáveis e de nos retrairmos sempre que os vimos naquela gesticulação enlouquecida, traduzindo um mundo tão próprio.
Mas mais estranho e mais assustador é quando nos cruzamos e convivemos, em algum momento da nossa vida com os loucos encobertos, aqueles que escondem a loucura com a normalidade. Estes só se dão a revelar nos seus piores momentos, através de acções perfidamente estudadas, encontrando um alvo e não o abandonando antes de o destruir. É com estes que temos de ter cuidado!

terça-feira, 5 de abril de 2005

ECO

O termo eco vulgarizou-se. E sou eu que o digo, uma apaixonada pelas questões ambientais, apesar de não me sentir uma ambientalista, pura e dura. Mas defendo os projectos ambientalmente integrados, o ecoturismo, a ecopedagogia, a própria ecologia. Mas há pouco fiquei absolutamente fascinada com uma outra denominação que ainda nunca tinha encontrado - um "eco-friend".

Just me...


Posted by Hello

Reflexões

São estranhas e confusas as minhas sensações porque muito contraditórias. Sei o que quero e tenho medo de querer, sei o que procuro e tenho medo de encontrar. Os dias passam numa sucessão de minutos, uns atrás dos outros, permitindo que a sensação de incompletude me invada. Dias vividos de forma rotineira, monótona e quase maquinal. Acho que é isso que procuro quando vou para África, a fuga à rotina e ao quotidiano... a procura e o reencontro com a diferença!
Algures no combóio entre Cascais e Lisboa, Janeiro de 2002

(In)definição de sentimentos

Tenho, com alguma frequência, dificuldade em definir sentimentos, particularmente os meus. Também tenho dificuldade em compreender, interpretar e explicar os sentimentos dos outros em relação a mim, em especial de algumas pessoas que, pela incongruência das atitudes, me confundem. E, apesar de tudo, faço um esforço sobre-humano para relacionar estas dificuldades, tentando ultrapassá-las...
São Tomé, Janeiro 2003

Sentimentos

Há sentimentos bons e maus, que ora nos fazem sentir bem, nos estimulam e funcionam como uma injecção de adrenalina no auge de uma overdose, ora nos põem a ressacar, fazendo-nos sentir os seres mais miseráveis à face da terra. E há pessoas que nos transmitem estas diferentes formas de sentir.
São Tomé, Janeiro 2003

O Grande Amor

"A maioria não aguenta que alguns escutem a voz do grande amor e a sigam até ao fim dos seus dias"
"Leia «Longtemps», romance do amor inesquecível, de Erik Orsenna, se não tiverem ainda alcançado os óculos crespusculares que vos permitirão ler a história do vosso próprio coração. O amor entre um homem que abandona tudo pela mulher que o amará a vida inteira sem abandonar nada por ele"
"Há quem morra sem saber quem amou. Há quem seja capaz de ver, aos vinte e poucos anos, que j+a encontrou a pessoa da sua vida, mas que só conseguirá entender-se com ela depois dos cinquenta - por excesso de fogo cruzado"
Inês Pedrosa in "O grande Amor", Revista Única, nº 1686 de 18 de Fevereiro de 2005

segunda-feira, 4 de abril de 2005

Falta de paciência

A verdade é só uma: perdi a paciência com aqueles dois, um e uma, com as histórias inventadas e recriadas, com o entrelaçar de enredos.

ALQVIMIA

Porque há pequenos prazeres que se tornam grandes.
De lamentar que a ALQVIMIA não exista em Lisboa.

Manual de sobrevivência em meios socialmente hostis

Presenciando cenas pela manhã bem cedo recordo uma pessoa que conheci em São Tomé e Príncipe há uma eternidade e de quem perdi o rasto há ...