quarta-feira, 16 de fevereiro de 2005

Conversas entre mulheres... solteiras

- Já pensaste porque é que combinas encontros e programas e, no fim, desmarcas? – perguntou, em tom de crítica, Alice a Beatriz quando esta lhe dissera que, mais uma vez, tinha desmarcado uma ida ao cinema porque estava frio e não lhe apetecia sair.
- Não, simplesmente não estava com disposição. Está frio, será isso assim tão estranho?
- O que é estranho é que ultimamente fazes isso repetidamente, sempre que tens alguma coisa combinada com um fulano. Isso só pode ter uma explicação... e fazia-te bem saires, ver gente, conversar e ser um bocadinho bajulada. Faz bem, não achas?
- Ah, não me venhas com as tretas das psicoterapias que tudo explicam, Alice. Está frio e simplesmente há dias em que não apetece sair da toca. Já pensaste que a maioria dos animais, que não efectuam migrações, hibernam? É como eu, já que não posso ir para o calor, refugio-me no conforto de casa. Olha, e já que falamos nisso, como tem passado a tua ausência de relação com o sexo masculino? Há quanto tempo não sais com ninguém?
- Não é disso que estamos a falar...
- É sim, é de mulheres solteiras que após os 35 anos não sentem, por uma infinidade de razões, a urgência de um encontro. Desiludiram-se algures, perderam a expectativa excessiva, a não ser quando estão verdadeiramente apaixonadas. E eu não estou. Mas principalmente não saem simplesmente porque tinham combinado. Desmarcam, quando não têm feeling. Não saem por obrigação, fazem-no quando querem e lhes apetece. E há dias em que apetece estar em casa, sentada sem fazer nada, a ver um suposto programa humorístico da treta, mas que faz rir, a ouvir a lenha a crepitar na lareira, a ler ou simplesmente a terminar um trabalho que ficou pendente. E fazer isso sem dar pelas horas passarem. Entendes o que sinto? Afinal, tu também sentes o mesmo...
- Hum... fez-te mal estar tanto tempo em África. Achas que lá viveste tanto que te desinteressaste da vida daqui, nada te serve e ninguém é adequado, já pensaste? Afinal África foi um engano para ti, iludiste-te e agora sentes-te frustrada porque não conseguiste chegar onde querias...
Beatriz sentiu uma súbita irritação pelo que acabara de ouvir. Alice era sua amiga há mais de uma década, mas desde que fora para África afastara-se e, cheia das certezas que temos sempre acerca da vida dos outros mas que em relação à nossa própria existência não fazem regra, achava-se no direito de fazer avaliações gratuitas. Como é que podia dizer aquilo daquela forma? Não querendo discutir com a amiga limitou-se a concluir:
- É verdade, em África vivi muito, coisas frustrantes mas outras muito compensadoras. Essa vida, por muitas mais que venha a viver, ninguém me tira. Acredita que se hoje sinto algum desconsolo, as vivências de África fizeram-me muito feliz. E hoje, tenho muito que recordar e as lembranças fazem-me sorrir, transmitem-me bons sentimentos. Se não tivesse lá estado não tinha sofrido, mas também não tinha amado e não tinha sido tão feliz quanto fui, em certa altura. Muitos são os que não se deram a ninguém e que também nunca sentiram a entrega. Eu senti as duas. Agora, desculpa Alice, mas esso é outro tema que nada tem que ver com a minha hibernação.

Línguas de STP

Para quem se interessar pelas línguas de STP (lungwa santome, lung'ie e lungwa ngola), foi criado um novo e-Grupo dedicado exclusivamente às questões linguísticas:http://uk.groups.yahoo.com/group/linguasstp/
O moderador é o especialista Tjerk Hagemeijer que, progressivamente, disponibilizará informações, documentos sob a forma de ficheiros, links para outros sites com interesse.

Definição

- Vês - dizia o meu Eu mais racional ao outro mais emocional - para que te angustias tanto? Por fim, as coisas começam a resolver-se. Era uma questão de tempo. Estão encaminhadas e a resolução desta fase está a seguir o seu caminho, com algum atraso, é verdade, mas já faltou mais para veres a vida organizar-se.
- É verdade - respondeu-lhe o meu Eu emocional - mas o que queres, sabes que sou mesmo assim, que sofro e me angustio, que desespero ao ver o tempo passar e a vida ficar. E que também quando as coisas correm bem, vibro, sinto, emociono-me, congratulo-me, seria difícil ficar mais feliz. Mas és capaz de ter razão, a que está no meio de nós os dois é quem mais sofre com as nossas contradições.
- E agora, deixa-te de tretas, concentra-te e deixa-me terminar o artigo sobre Turismo Rural em STP, senão não vai a tempo da publicação. E lembra-te que ainda tens de me ajudar a ler, a corrigir e a escolher as fotos a integrar no texto. Temos muito trabalho pela frente. Tu ficas para aí a sonhar alto e não me deixas avançar. Devias ajudar-me. Se queres sonhar só por veres a cor do mar, que hoje está azul e tranquilo, pelo menos cala-te para que eu possa terminar o texto - arrematou o meu Eu racional.

segunda-feira, 14 de fevereiro de 2005

Caminante...

"Se hace el camino al andar
Caminante,
son tus huellas el camino y nada más;
Caminante,

no hay camino,
se hace camino al andar.
Al andar se hace el camino,

y al volver la vista atrás se ve la senda
que nunca se ha de volver a pisar.
Todo pasa y todo queda,
pero lo nuestro es pasar,
pasar haciendo caminos,
caminos sobre la mar.
Caminante no hay camino sino estelas en la mar."


António Machado, poeta espanhol (1875-1939)

A noite da Lua

E em noite de Dia de Namorados, a Lua não estava sózinha no céu. Havia Estrelas à sua volta, muitas a namoriscá-la. Mas ela estava em fase de crescimento, incompleta, não tinha sequer chegado a quarto, e não lhes ligou meia. Sentia-se apenas acompanhada, mas não era as estrelas que ela ansiava. Essas eram companheiras de vida, sempre que as nuvens não se intrometiam à contemplação dos olhares terrenos. Apesar de estarem quase sempre juntas, a Lua sentia-se distante das Estrelas, noutra dimensão, noutro plano. O que ela procurava era a companhia quente e terna do Sol, mas por causa do destino, limitavam a cruzar-se ao nascer do dia e da noite.

Exposição fotográfica sobre a Guiné-Bissau

"Recados da minha terra", de 3 a 31 de Março, no espaço QUADRANTE, CCB, Lisboa.
É uma iniciativa promovida pela Associação de Estudantes da Guiné-Bissau em Lisboa (AEGB-L), reúne 35 fotografias inéditas de quatro regiões do país – Bafatá, Biombo, Bolama e Óio – e ainda de Bissau, captadas entre Julho-Setembro de 2004, por um grupo de amadores, estudantes guineenses em Portugal.

É uma iniciativa patrocinado pelo Instituto Marquês Valle Flôr (IMVF) e visa promover a cultura guineense em Portugal: a interculturalidade como motor da cumplicidade entre os povos; dar a conhecer as realidades e dinâmicas de um país do Sul; procura retratar a Guiné-Bissau e o seu povo, não pelas ideias construídas à sua volta, mas pela imagem de um país que merece ser observado pela diáspora e pelo mundo num espaço alternativo, através das objectivas dos seus jovens que, não só anseiam por um futuro melhor, como também se mobilizam para a construção desse futuro.

O projecto “Recados da Minha Terra” é composto por 3 momentos:- Exposição orientada para a comunidade imigrada da Guiné-Bissau e o grande público em Lisboa; - Aos estudantes, nas Universidades de Lisboa em parceria com Associações de Estudantes locais, durante o mês de África em Lisboa (Maio); - Resto do País (Porto, Braga, Coimbra, Faro), durante o segundo semestre de 2005.

Para mais informações, contactar:Associação de Estudantes da Guiné-Bissau em Lisboa, Travessa do Possolo N. 11, 3 Dtº1351 - 250 Lisboa, TM: 961144110/965711429, e-mail: aegblisboa@hotmail.com

Quem foi Valentim, o Santo que hoje comemoramos?

E ouvindo rádio ou passeando nas ruas consegue perceber-se a hipervalorização do dia de São Valentim. Está presente na vida de todos, os que são namorados, há pouco, há muito tempo, ou há uma eternidade, mas também dos que não são.
Poucos são os que saberão, ao certo, porque a data se festeja hoje, dia 14 de Fevereiro, e não noutro dia qualquer, mas o que interessa não é tanto saber, conhecer a história ou compreender as motivações que, certo dia, o Santo teve, e que lhe custaram a própria vida.
O que conta, e é importante, para a maioria é vender ou comprar a imagem dos coraçõezinhos vermelhos, do romantismo, até do que não se sente, dos presentes que se compram, e não dos que se fazem artesanalmente com um sentido de personalização. Neste caso, o que conta é o consumo, puro e duro, porque quanto ao Santo, esse fica esquecido, afinal há tantos que uma pessoa não pode saber quem são e o que fizeram todos...
Valia a pena pensar um pouco nisto, portanto aqui fica a dica - o Dia dos Namorados comemora-se mesmo hoje porque foi a 14 de Fevereiro que ele morreu e porque, durante a sua vida, lutou por ideais, e um deles era fazer com que os jovens apaixonados se sentissem mais felizes, através da união dos sentimentos.

Dia de São Valentim

Reza a história que, no século III d.C., um padre de nome Valentim casava, em segredo, os jovens namorados, sendo um acto oficialmente proibido. O Imperador Cláudio II queria formar o maior e mais poderoso exército da História, criando uma força de defesa e de ataque imbatível, o exército romano. O problema era não ter receptividade, por parte dos romanos, já que o número de homens que se alistava era insuficiente. Cláudio II justificou o facto com a resistência dos homens em abandonarem as famílias e decidiu a proibição dos casamentos, porque os melhores soldados seriam os homens que se mantivesse solteiros. Valentim, ajudado por S. Mário, não respeitou a decisão do imperador e continuou a efectuar os casamentos religiosos dos jovens que assim o desejassem. Certo dia, Valentim foi descoberto por contrariar o estabelecido, oficializando uniões, pelo que foi preso, torturado e condenado à morte por decapitação. Morreu a 14 de Fevereiro do ano 270. Actualmente, uma Igreja em Roma, Igreja de Santa Praxedes, guarda as relíquias do santo.

domingo, 13 de fevereiro de 2005

O Boato

O boato é a forma mais simples de se denegrir a imagem de alguém e é a ocupação predilecta de um grande número de pessoas que, infelizmente, não têm mais nada de interessante com o que se ocupar. Estes, que se julgam intocáveis, divertem-se alterando histórias, transformando situações, colorindo pormenores, encontrando elos de ligação entre pessoas que não têm nada a ver umas com as outras, ou mesmo tendo não viveram as coisas da forma como se ouve e relata. Enfim, à falta de um bobo natural, arranja-se um, fabricando-o. Pior um pouco, quando à história se junta uma boa pitada de humor, romance, tragédia ou drama, tornando-a de tal forma aliciante que, contando-a às pessoas certas, o resultado da difusão generalizada é garantido.
Hoje pensei seriamente nisto a propósito de uma discussão, num e-Grupo de debates, à volta de uma denúncia nominal com gravidade qb e sem que fossem apresentadas provas. Nada que me dissesse respeito, mas a propósito de um amigo, que pode, ou não, estar envolvido em processos menos claros. Foi acusado assim, directamente, sem quaisquer subtilezas e sem provas. Tudo ficou no ar, lá bem no espaço, ou não fossemos nós todos cibernautas navegantes, e muitas vezes, nem sabemos bem por onde. Na verdade não sei quem tem razão, mas eticamente creio que não será muito correcto acusarmos publicamente alguém de ter feito isto ou aquilo, sem provar, sem indícios. É o mesmo que amanhã eu seja acusada de andar a saltar de telhado em telhado, em prédios de 10 andares, com umas plumas lilazes na cabeça, a cantar "I can get no satisfaction". Conhecendo-me, quem acreditaria???

sábado, 12 de fevereiro de 2005

Café e Chocolate de STP, em Portugal... Évora!

De acordo com a informação disponibilizada na Revista "Visão" desta semana (pg. 10 da Visão Sete), existe em Portugal representante exclusivo do café e do chocolate da Roça Nova Moca de São Tomé. O local chama-se "Boa Boca Gourmet" e fica em Évora, Rua dos Mercadores, 54. Tf. 266704632. Pode ser consultado em http://www.boaboca-gourmet.com/, apesar do site se encontrar ainda em construção.

sexta-feira, 11 de fevereiro de 2005

Nelson Mandela - 15 anos de libertação

E até parece mal que um blog que tanto pensa em África não refira o aniversário (15 anos) da libertação do Nelson Mandela. Ao passar pelo Chuinga, pelo Água Lisa e pelo Fazendo Caminho tomei consciência da minha falha. Seria imperdoável não referir um dos exemplos, a nível mundial, da resistência e da coragem, da perseverança e da determinação, da abnegação e da recompensa, da capacidade que todos temos, mas que por vezes - tantas vezes - nos esquecemos, de lutar por um ideal, um sonho, o fim de injustiças e a reposição da verdade.

Estratégia de Diversão

E a estratégia que ela adoptou, para se distrair e aliviar o stress, foi o exercício físico. Uma actividade diferente todas as manhãs - ginásio e máquinas, aeróbica, alongamentos, pilates, hidroginástica. Sentia-se revigorada e rejuvenescida quando saía do Clube. A tarde custava a passar, sentada em frente do portátil, escrevendo artigos para publicação, com a tese ao seu lado, como forma de se mentalizar que a grande data seria para breve. O breve alongava-se e tardava, apesar das promessas repetidas. À tarde, o pensamento dela tornava-se intenso, quase redundante. Depois vinha o jantar e ela gostva de cozinhar, distraía-se a inventar receitas e a misturar ingredientes, que normalmente resultavam bem, apesar do segredo andar mais à volta de alho e ervas do que de qualquer outro condimento. E de seguida, um pouco de tv que, de dia para dia, se tornava menos estimulante, pelo que optava por regressar ao seu amigo, a "caixa preta" como a família lhe chamava. Era uma distração, mais uma, e ela nesta fase precisava de se sentir viva. E por fim, já cansada, decidia deitar-se e ler. Lia como nunca, devorava livros, uns atrás dos outros, não podia adormecer sem ler, porque senão os sonhos não se relaizavam. Sim, intercalando a rotina diária, passeava o cão, um boxer de 11 anos com agilidade e vivacidade de 3. Era um grande companheiro e ela sentia que ele compreendia tudo o que ela lhe dizia.

Fevereiro

Como é que o mês mais pequeno do ano pode, ao mesmo tempo, ser o mais demorado a passar? E hoje já é dia 11 mas a sensação é que não passa do dia 1... só pode ser pela vontade de terminar uma fase e dar início a outra. E para isso, é fundamental que o mês termine.

quinta-feira, 10 de fevereiro de 2005

E culpa

E o mais engraçado é que, decorrente da normal ansiedade sentida, dado o contexto, acabamos por nos sentir culpados. Porquê? Por não termos a calma suficiente e necessária para aguardar. Mas afinal... fará sentido a culpabilização numa espera de 8 meses? É que o resultado final não é nenhum filho...

Ansiedade

Já tinha idade suficiente para saber que, em certos assuntos da vida, a ansiedade decorrente da vontade de obter respostas rápidas não ajuda em nada, causando apenas desgaste pessoal. A resolução de algumas questões requer tempo e raramente acontece no tempo útil em que gostaríamos. O tempo passa e a nossa vida vai ficando suspensa, à espera da atenção, da simpatia, da colaboração de alguém, mas muitas vezes nem percebemos bem de quem porque todos com quem falamos vão dizendo gentilmente que não depende de si, mas de um outro qualquer. E assim ficamos a ver o tempo passar, pedindo, quase suplicando, que alguém se digne a olhar para o nosso processo, de forma que possa seguir em frente para uma nova fase. Mas como não avança, ou vai avançando devagar devagarinho, bem ao ritmo "leve-leve só", a ansiedade tem tempo e espaço para crescer dentro de nós, provocando angústias imparáveis, desconfortáveis, alucinantes, desesperantes. Mas isso, nesta altura, supostamente já não interessa nada. Há que aguardar e saber fazê-lo, com adequadas estratégias de distração. O mais difícil mesmo é saber quais são as mais adequadas...

quarta-feira, 9 de fevereiro de 2005

Bijagós: Reserva Natural e... Mundial

Ainda no Africanidades, imagens e notícias das Bijagós - magnífico arquipélago que é Reserva Mundial da Biosfera. As gentes e a natureza. As fotos são espantosas e merecem visitas.

Imagens do Carnaval - Guiné Bissau

O Carnaval em Bissau foi animado, pelo menos a avaliar pelas fotos publicadas no Africanidades. A não perder!

A expectativa

Viver na incerteza não é fácil. Estar na expectativa também não. É como termos a sensação de que a nossa vida ficou algures em suspenso. É como se andássemos indefinidamente numa corda bamba a 100 metros de altitude, sem sabermos quando a prova termina, e quando olhamos para baixo não conseguimos perceber o que nos espera, se cairmos. E, depois de muito andarmos, só conseguimos questionar - Mas o que falta, ainda?

Conselho

Nem sabia porque insistia em regressar a alguns locais, dos quais guardava a mais terna das recordações. África era o continente que a impelia ao regresso sucessivo. Sentia que a vida renascia com o calor, a humidade, as paisagens densas e coloridas, onde as tonalidades marcavam toda a diferença - o azul do mar, e por vezes do céu, contrastando com o verde da vegetação, o castanho da terra, a diversidade de tons que os frutos apresentavam. África é um continente fantástico - pensava, e reforçando com a expressão pouco correcta, mas que considerava ser o superlativo da beleza - é um continente muito magnífico.
Talvez fosse um ímpeto instintivo, porque sentia que algo a chamava, apelando ao regresso, mas não sabia explicar o que era. Sempre que se lembrava de alguns locais - ruas, casas, pontos de referência sem a menor importância aparente, praias, caminhos florestais - escutava, a ressoar-lhe aos ouvidos, a mesma frase, que alguém, certo dia, lhe tinha dito:
- Não voltes ao local onde foste feliz
Na altura, não chegou a perceber o sentido do conselho - afinal os locais onde fomos felizes deixaram-nos boas recordações e o regresso torna-se mais saboroso - pensava. Mas agora tudo era mais claro na sua cabeça - as boas recordações devem ficar assim mesmo, como deliciosas, ternas, doces, eternas. Com o regresso ao local onde se foi feliz, nada será igual, somos tentados a incorrer em comparações e o resultado não será brilhante.
As vivências, a intensidade do sentir, as paixões, a forma como se olha para os outros e como se contacta com a natureza, alteram-se e o risco de perdermos uma parte da beleza, que antes lhe encontrámos, é grande. A partida será muito mais dolorosa e a vontade de, um dia, regressar é substituída por um mar de contradições difíceis de explicar. A felicidade anterior e as boas recordações acabam por ser esbatidas até desaparecerem.
E assim consciente, começou a interiorizar a ideia - Não voltes ao local onde foste feliz.

terça-feira, 8 de fevereiro de 2005

Obrigada!!!

ao Digitalis e à Helena, pela referência, pelo destaque, pelo "galo", pelos "bolinhos" e pela imagem do filme "África Minha - Out of Africa" - uma excelente associação do conteúdo do África de Todos os Sonhos a uma imagem. E sobretudo pela sorte desejada!!! :-) Retribuo e desejo que o "Ano do Galo" seja inspirador para as boas coisas da vida - bolinhos e muitas visões do Castelo, entre tantas outras, criadoras de momentos felizes.


Manual de sobrevivência em meios socialmente hostis

Presenciando cenas pela manhã bem cedo recordo uma pessoa que conheci em São Tomé e Príncipe há uma eternidade e de quem perdi o rasto há ...