Um blog sobre a vida. Ilusões e sonhos, venturas, algumas desventuras, muitas realizações com a frustração necessária para alcançar o desejo da felicidade. Uma vida que se pretende feliz e preenchida por vivências sentidas. por Brígida Rocha Brito
sexta-feira, 21 de janeiro de 2005
Desabafo de um homem com coração de manteiga
Lágrimas
Cântico Negro
"Vem por aqui" - dizem-me alguns com os olhos doces. Estendendo-me os braços, e seguros de que seria bom que eu os ouvisse quando me dizem: "vem por aqui!". Eu olho-os com olhos lassos, (há, nos olhos meus, ironias e cansaços) e cruzo os braços, e nunca vou por ali... A minha glória é esta: Criar desumanidades! Não acompanhar ninguém. Que eu vivo com o mesmo sem-vontade com que rasguei o ventre à minha mãe. Não, não vou por aí! Só vou por onde me levam meus próprios passos...Se ao que busco saber nenhum de vós responde. Por que me repetis: "vem por aqui!"? Prefiro escorregar nos becos lamacentos, redemoinhar aos ventos, como farrapos, arrastar os pés sangrentos, a ir por aí... Se vim ao mundo, foi só para desflorar florestas virgens, e desenhar meus próprios pés na areia inexplorada! O mais que faço não vale nada. Como, pois, sereis vós que me dareis impulsos, ferramentas e coragem para eu derrubar os meus obstáculos?... Corre, nas vossas veias, sangue velho dos avós, e vós amais o que é fácil! Eu amo o Longe e a Miragem, amo os abismos, as torrentes, os desertos...Ide! Tendes estradas, tendes jardins, tendes canteiros, tendes pátria, tendes tetos, e tendes regras, e tratados, e filósofos, e sábios... Eu tenho a minha Loucura! Levanto-a, como um facho, a arder na noite escura, e sinto espuma, e sangue, e cânticos nos lábios... Deus e o Diabo é que guiam, mais ninguém! Todos tiveram pai, todos tiveram mãe; mas eu, que nunca principio nem acabo, nasci do amor que há entre Deus e o Diabo. Ah, que ninguém me dê piedosas intenções, ninguém me peça definições! Ninguém me diga: "vem por aqui"! A minha vida é um vendaval que se soltou, é uma onda que se alevantou, é um átomo a mais que se animou... Não sei por onde vou, não sei para onde vou. Sei que não vou por aí!
JOSÉ RÉGIO
Sábio Pedido
Selecção
quinta-feira, 20 de janeiro de 2005
Cansaço
A melhor defesa é o ataque
Ódios de Estimação
quarta-feira, 19 de janeiro de 2005
Amendoeira em flor
Página sobre STP
Testes
terça-feira, 18 de janeiro de 2005
Os Meus Queridos ex-Alunos
Este post é dedicado aos meus Queridos ex-Alunos, esperando que continuem como até aqui, a progredir, a amadurecer, a crescer, a ultrapassar dificuldades com sabedoria e muita preserverança, sem desanimarem, com a consciência de que podem fazer mais e melhor. Sempre, porque estão no caminho certo.
Maxim.net
Moçambique III
Lai pensava e, sempre que a conversa podia surgir, procurava esclarecer Mi acerca da sua forma de entender a vida, as relações interpessoais, o passado e o presente. O que foi já não pode ser e basicamente ela não quer que venha a ser. Mi não aceitava, ou dizia não aceitar por não acreditar nas palavras de Lai. Para ele, tudo se resumia a uma visão simples, porquê complicar? Uma conversa simples e um café derivavam necessariamente em envolvimento carnal, não necessariamente afectivo e, preferencialmente não sentimental. Mi tentava levá-la, uma vez mais, a seguir as palavras doces e ternas, que tanto a cativaram quando as ouviu, pela primeira vez, na envolvência do ambiente tropical de uma África longínqua, misteriosa e promissora que a levaria à realização dos desejos mais profundos. Naquela altura, algures nos finais do século XX, Lai era uma jovem senhora, que procurava preservar a inocência dos contos e histórias de príncipes, princesas, lugares paradisíacos e vidas felizes, de preferência para sempre. E procurava viver situações típicas de argumento de filme, esquecendo que essas não se transpõem para além do écran.
Mi não foi propriamente um príncipe e de encanto teve pouco ou quase nada. Não queria nem o poderia ser algum dia. Por isso, porquê a insistência? - pensava Lai. E, aos olhos dela, caía nas incongruências típicas de uma pessoa como ele, só que agora já não lhe passavam despercebidas. Tanto dizia que a amava e que queria casar com ela, construir uma vida em comum e ter filhos, como no minuto seguinte relatava, com pormenor, as mulheres que faziam parte da sua vida. Se há um bom par de anos Lai pensou em casar com Mi, mesmo que por pouco tempo, hoje, ao ouvi-lo falar nisso, nem que fosse uma única vez, soava-lhe a brincadeira de mau gosto, a tema pouco credível.
Lai passou a olhar Mi com dúvida e incerteza e essa era, na verdade, a única e possível forma de o entender.
Invariavelmente
segunda-feira, 17 de janeiro de 2005
In
Sunrise
Looks like morning in your eyes
...
Surprise Surprise
Couldn't find it in your eyes
But I'm sure it's written all over my face
Surprise Surprise
Never something I could hide
When I see we made it through another day
Norah Jones
domingo, 16 de janeiro de 2005
Equador, uma vez mais
Pôr do Sol
Gastronomia de STP
Calulu de Frango/Galinha:1 frango (1,200 kg), 250 g de mussua (couve), 1 molho de agriões, 40 g de farinha de trigo, 1 dl de óleo de palma, 2 tomates, 2 cebolas, 6 quiabos, 2 dentes de alho, 3 beringelas, 1 folha de louro, 1 ossame, 1 raminho de manjerona, Água, pau-pimenta, sal e malagueta.
sexta-feira, 14 de janeiro de 2005
Uma surpresa agradável
quinta-feira, 13 de janeiro de 2005
Segredo Estatístico
quarta-feira, 12 de janeiro de 2005
Um Mundo diferente aqui tão perto
segunda-feira, 10 de janeiro de 2005
Não, não é!
sexta-feira, 7 de janeiro de 2005
Motivos para sonhar
quinta-feira, 6 de janeiro de 2005
A Saga do LZEC em São Tomé e Príncipe
Golfinhos e outros mamíferos
quarta-feira, 5 de janeiro de 2005
A personalidade e o Forte Velho
Lembranças
terça-feira, 4 de janeiro de 2005
Acreditar nas diferenças
segunda-feira, 3 de janeiro de 2005
Fotografias de STP, novo
Mais uma referência
domingo, 2 de janeiro de 2005
Não gosto de anos bi-sextos
Eduardo Malé - pintor poeta
Posted by Hello
UM TEMPO DE ESPERA
Um tempo de espera
Um tempo de escolha
Um tempo que nunca chega
Um tempo que desespera
Um tempo que dá tempo
Um tempo que não tem tempo
Um tempo que transporta sons e batuques
Um tempo para sonhar
Um tempo de alegria
Um tempo que anima e desanima
Mas um tempo que não é tempo
Um tempo que é todo tempo
sábado, 1 de janeiro de 2005
Esperança renovada
sexta-feira, 31 de dezembro de 2004
Histórias que passam por África
quinta-feira, 30 de dezembro de 2004
Desejos e palavras
FELIZ 2005
Comemorações: 4/11/2004
Fonte: Panapress
Posted by Hello
quarta-feira, 29 de dezembro de 2004
Panapress, Agência Panafricana de Notícias
E ainda...
África em poemas
terça-feira, 28 de dezembro de 2004
Confissões de curta vida africana
Conversa, Viagens e África
The Polar Express
segunda-feira, 27 de dezembro de 2004
Blogues sobre África
Vale a pena uma passagem por:
- À Sombra dos Palmares
- Companhia de Moçambique
- Xicuembo2
- Do Rovuma ao Maputo
domingo, 26 de dezembro de 2004
Pensamentos sobre a Vida
Viver o Natal
terça-feira, 21 de dezembro de 2004
Triste História - Em Moçambique 2
Durante aqueles dias, Zen e Los não largaram Lai com piadas e sorrisos que a iam deixando desconfotável e sem graça, corando e revelando, de forma inconsciente, que ele não lhe era indiferente. À conta de tanto o repetirem, Lai começou a perceber algum interesse manifesto de Mi, mais do que seria habitual, e sabia-lhe bem tanta procura e atenção, sobretudo porque acreditava que esta era uma situação passageira, sem outras consequências além do conforto para o ego. A ideia de se envolver afectivamente com Mi estava longe da cabeça de Lai para quem os afectos não surgiam de forma repentina.
A generosidade dele confundia-a e por isso procurou abordar a questão em conversa privada com a amiga, com quem partilhava o quarto, como preocupação – era bom mas estranho. Ela estava habituada a viajar pelo Mundo inteiro, desde que se conhecia como gente, e nunca tinha assistido a tamanha oferta por parte do dono de uma agência de viagens. Afinal este era o seu trabalho, como poderia oferecer sem parar? Mas para Zen tudo era demasiado simples. Mi queria envolver-se com Lai e era uma forma de se aproximar dela, insinuando-se e com demonstrações de afecto. Mas Lai não queria acreditar nesta hipótese porque tudo lhe parecia demasiado básico e linear, ela nunca tinha vivido uma história assim e não seria esta a primeira, argumentava cheia de certezas.
Quando a hora da despedida surgiu, ficaram as promessas de Mi de uma visita e de um reencontro com todos, passado pouco tempo, para um prometido bacalhau à brás, que fazia as suas delícias, segundo dizia.
A viagem Maputo-Lisboa foi feita sob o efeito anestésico de uma série de evidências que Lai se recusava a reconhecer, sobretudo para os dois colegas, mas que a deixavam nas nuvens. Mi não era bonito, era um homem com um físico banal, dotado de uma proeminência estomacal que revelava alguma tendência para a bebida, aliás confirmada com a estadia em Zongoene. Mas era muito simpático, atencioso e cativante para trocar dois dedos de conversa.
O regresso ao trabalho foi penoso depois daquela temporada passada nos trópicos e o tema de conversa rolava à volta das fotografias e de lembranças alegres, descontraídas e promissoras. A troca de mails iniciou-se de imediato, tornando-se mais do que diária, quase horária e daí às conversas em tempo real através do messenger foi um passo. A ansiedade do reencontro cresceu e Lai respondia aos mails de Mi, que não escrevia a mais nenhum dos colegas, com gosto de dedicação, esperando nova mensagem, ou melhor novo texto, extenso, longo, traduzindo vontades que ficaram por satisfazer.
E o final de Setembro daquele ano, já lá vão 6, chegou e Mi aterrou em Lisboa com vontade de ver e rever Lai. Ligou-lhe numa manhã de domingo e combinaram um almoço, em casa de uns amigos dele, de sempre. Foi estranho aquele dia e auspiciou a melhor e a pior sucessão de acontecimentos que ela viveu até hoje.
Depois de um arroz de pato na casa do casal amigo, que olhava para ela com desconfiança, onde existiam duas adolescentes e uma criança, duas iguanas enormes num aquário gigante na cozinha e um hiper cão preto no pátio exterior, Lai e Mi sairam e foram passear até Sintra. Falaram durante horas, que passaram num ápice enquanto tomavam um café prolongado no Moinho, de tudo e de nada, do passado e do presente e quando chegaram às Azenhas do Mar, como se de cena de filme se tratasse, Mi agarrou-a e beijou-a, lenta e ternamente com as ondas a rebentarem mesmo atrás deles.
E lá começou mais uma história que poderia ter tido muitos finais diferentes, mas aquele que estava destinado foi infeliz, marcado por desencontros, ausências e incompreensões.
segunda-feira, 20 de dezembro de 2004
Imaturo desagrado
domingo, 19 de dezembro de 2004
Triste História: Em Moçambique I
sexta-feira, 17 de dezembro de 2004
Natal em África
quarta-feira, 15 de dezembro de 2004
Dia de Sol
terça-feira, 14 de dezembro de 2004
Avaliações
domingo, 12 de dezembro de 2004
Saudades de África
sábado, 11 de dezembro de 2004
Guardar o Encantamento
sexta-feira, 10 de dezembro de 2004
Quadrante, CCB
Pintura
quarta-feira, 8 de dezembro de 2004
Revista "piá" (São Tomé e Príncipe) de parabéns
terça-feira, 7 de dezembro de 2004
Ylang Ylang
Posted by Hello
Triste Lucidez
segunda-feira, 6 de dezembro de 2004
Real Café
domingo, 5 de dezembro de 2004
Guiné, uma vez mais
Conversa profunda...
sexta-feira, 3 de dezembro de 2004
O que é um Amigo
quinta-feira, 2 de dezembro de 2004
Silêncios, palavras e gestos
Projectos, novos projectos
quarta-feira, 1 de dezembro de 2004
Aprendi
Paz
terça-feira, 30 de novembro de 2004
Manual de sobrevivência em meios socialmente hostis
Presenciando cenas pela manhã bem cedo recordo uma pessoa que conheci em São Tomé e Príncipe há uma eternidade e de quem perdi o rasto há ...
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Depois de ter regressado a Lisboa, após a minha última incursão a São Tomé, não há dia em que não me lembre das maravilhas do arquipélago, d...
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Andando de um lado para o outro na net, fui dar com o Verbumimagus , blog fantástico que divulga contos tradicionais de Cabo Verde. A reter ...
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Este post é dedicado à Helena , uma variação do Calulu de Peixe. Proponho a versão de carne que na minha opinião é incomparavelmente melhor....


