Um blog sobre a vida. Ilusões e sonhos, venturas, algumas desventuras, muitas realizações com a frustração necessária para alcançar o desejo da felicidade. Uma vida que se pretende feliz e preenchida por vivências sentidas. por Brígida Rocha Brito
segunda-feira, 24 de janeiro de 2005
Há 1 ano
Frio
sábado, 22 de janeiro de 2005
Porque é que as pessoas se casam?
O que é a ética?
sexta-feira, 21 de janeiro de 2005
Desabafo de um homem com coração de manteiga
Lágrimas
Cântico Negro
"Vem por aqui" - dizem-me alguns com os olhos doces. Estendendo-me os braços, e seguros de que seria bom que eu os ouvisse quando me dizem: "vem por aqui!". Eu olho-os com olhos lassos, (há, nos olhos meus, ironias e cansaços) e cruzo os braços, e nunca vou por ali... A minha glória é esta: Criar desumanidades! Não acompanhar ninguém. Que eu vivo com o mesmo sem-vontade com que rasguei o ventre à minha mãe. Não, não vou por aí! Só vou por onde me levam meus próprios passos...Se ao que busco saber nenhum de vós responde. Por que me repetis: "vem por aqui!"? Prefiro escorregar nos becos lamacentos, redemoinhar aos ventos, como farrapos, arrastar os pés sangrentos, a ir por aí... Se vim ao mundo, foi só para desflorar florestas virgens, e desenhar meus próprios pés na areia inexplorada! O mais que faço não vale nada. Como, pois, sereis vós que me dareis impulsos, ferramentas e coragem para eu derrubar os meus obstáculos?... Corre, nas vossas veias, sangue velho dos avós, e vós amais o que é fácil! Eu amo o Longe e a Miragem, amo os abismos, as torrentes, os desertos...Ide! Tendes estradas, tendes jardins, tendes canteiros, tendes pátria, tendes tetos, e tendes regras, e tratados, e filósofos, e sábios... Eu tenho a minha Loucura! Levanto-a, como um facho, a arder na noite escura, e sinto espuma, e sangue, e cânticos nos lábios... Deus e o Diabo é que guiam, mais ninguém! Todos tiveram pai, todos tiveram mãe; mas eu, que nunca principio nem acabo, nasci do amor que há entre Deus e o Diabo. Ah, que ninguém me dê piedosas intenções, ninguém me peça definições! Ninguém me diga: "vem por aqui"! A minha vida é um vendaval que se soltou, é uma onda que se alevantou, é um átomo a mais que se animou... Não sei por onde vou, não sei para onde vou. Sei que não vou por aí!
JOSÉ RÉGIO
Sábio Pedido
Selecção
quinta-feira, 20 de janeiro de 2005
Cansaço
A melhor defesa é o ataque
Ódios de Estimação
quarta-feira, 19 de janeiro de 2005
Amendoeira em flor
Página sobre STP
Testes
terça-feira, 18 de janeiro de 2005
Os Meus Queridos ex-Alunos
Este post é dedicado aos meus Queridos ex-Alunos, esperando que continuem como até aqui, a progredir, a amadurecer, a crescer, a ultrapassar dificuldades com sabedoria e muita preserverança, sem desanimarem, com a consciência de que podem fazer mais e melhor. Sempre, porque estão no caminho certo.
Maxim.net
Moçambique III
Lai pensava e, sempre que a conversa podia surgir, procurava esclarecer Mi acerca da sua forma de entender a vida, as relações interpessoais, o passado e o presente. O que foi já não pode ser e basicamente ela não quer que venha a ser. Mi não aceitava, ou dizia não aceitar por não acreditar nas palavras de Lai. Para ele, tudo se resumia a uma visão simples, porquê complicar? Uma conversa simples e um café derivavam necessariamente em envolvimento carnal, não necessariamente afectivo e, preferencialmente não sentimental. Mi tentava levá-la, uma vez mais, a seguir as palavras doces e ternas, que tanto a cativaram quando as ouviu, pela primeira vez, na envolvência do ambiente tropical de uma África longínqua, misteriosa e promissora que a levaria à realização dos desejos mais profundos. Naquela altura, algures nos finais do século XX, Lai era uma jovem senhora, que procurava preservar a inocência dos contos e histórias de príncipes, princesas, lugares paradisíacos e vidas felizes, de preferência para sempre. E procurava viver situações típicas de argumento de filme, esquecendo que essas não se transpõem para além do écran.
Mi não foi propriamente um príncipe e de encanto teve pouco ou quase nada. Não queria nem o poderia ser algum dia. Por isso, porquê a insistência? - pensava Lai. E, aos olhos dela, caía nas incongruências típicas de uma pessoa como ele, só que agora já não lhe passavam despercebidas. Tanto dizia que a amava e que queria casar com ela, construir uma vida em comum e ter filhos, como no minuto seguinte relatava, com pormenor, as mulheres que faziam parte da sua vida. Se há um bom par de anos Lai pensou em casar com Mi, mesmo que por pouco tempo, hoje, ao ouvi-lo falar nisso, nem que fosse uma única vez, soava-lhe a brincadeira de mau gosto, a tema pouco credível.
Lai passou a olhar Mi com dúvida e incerteza e essa era, na verdade, a única e possível forma de o entender.
Invariavelmente
segunda-feira, 17 de janeiro de 2005
In
Manual de sobrevivência em meios socialmente hostis
Presenciando cenas pela manhã bem cedo recordo uma pessoa que conheci em São Tomé e Príncipe há uma eternidade e de quem perdi o rasto há ...
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Depois de ter regressado a Lisboa, após a minha última incursão a São Tomé, não há dia em que não me lembre das maravilhas do arquipélago, d...
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Andando de um lado para o outro na net, fui dar com o Verbumimagus , blog fantástico que divulga contos tradicionais de Cabo Verde. A reter ...
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Este post é dedicado à Helena , uma variação do Calulu de Peixe. Proponho a versão de carne que na minha opinião é incomparavelmente melhor....