segunda-feira, 17 de janeiro de 2005

In

É costume conotar o prefixo "in" com a moda e as tendências actuais - todos desejam ser e estar, conhecer os locais mais "in" e frequentá-los, ter amigos "in", jantar e passar férias em locais "in". Porquê? Por ser vulgarmente entendido como um sinal de boa integração social (económica, política, cultural e...). Basta pensar na palavra original anglosaxónica, mas esta, normalmente, bem utilizada.
Mas todos se esquecem que o prefixo, só por si é uma contrariedade, o oposto da afirmação. Peguemos, como exemplos, nas palavras indecisão, indiferença, intolerância. São de tal forma negativas que geram maus sentimentos (e pensamentos). A decisão é positiva, bem como a diferença associada à tolerância, tanto na esfera pessoal como na vida profissional. Mas parece que muitos se esqueceram e alguns não sabem mais o que querem. É desestruturante tornando-se confuso, como eu diria hoje aos meus interlocutores, a meio de uma reunião marcada pela indefinição, pela incerteza de vontades, resultando em indecisões.

Sunrise

Sunrise Sunrise
Looks like morning in your eyes
...
Surprise Surprise
Couldn't find it in your eyes
But I'm sure it's written all over my face
Surprise Surprise
Never something I could hide
When I see we made it through another day

Norah Jones

domingo, 16 de janeiro de 2005

Equador, uma vez mais

Após quase 2 anos do "Equador" ter sido editado e lido por uma grande parte dos portugueses - a confirmar pelo número de edições - a irmã era das poucas resistentes que ainda não lhe pegara, apesar dos comentários repetidos, das referências e citações que ouvia, por parte de todos. O livro era fantástico, descritivo qb, um romance apaixonante e viciante, que se tinha pena de deixar quando se chegava à última linha, tendo de se aceitar que terminara. Apetecia relê-lo, uma e outra vez. E mais, falava de STP, aquele magnífico país, permitindo ao leitor uma viagem sem deslocação efectiva.
Um dia perguntou-lhe - Onde está o Equador? Quero lê-lo. - e, após as primeiras impressões, ficou também ela rendida, seduzida pela escrita e pela forma ímpar de relatar, descrever a paisagem, as praias, os momentos de lazer, as angústias e as paixões, os sentimentos mais acesos e intensamente vividos, as relações sociais e a forma como os estrangeiros por lá viviam (e continuam a viver).
A história passa-se há muito muito muito tempo, na altura em que havia governadores, não circulavam carros e as pessoas se deslocavam a cavalo, quando a chegada ao arquipélago era invariavelmente feita de barco, após uma longuíssima e interminável viagem, a terra era trabalhada, por escravos e a economia, de base agrária, era rentável. Mas apesar de tudo se passar numa altura em que ainda havia reis, rainhas, príncipes e princesas em Portugal, o livro é de uma actualidade impressionante, traduzindo uma observação, uma reflexão e uma análise precisas e rigorosas. Apesar dos erros históricos que alguns apontam, mas que são desculpáveis por se tratar de um romance, histórico é verdade, mas romance.
"Na sexta-feira, véspera do baile, a cidade de S. Tomé fervilhava já com os comentários e as histórias do novo governador, passadas de boca em boca, de loja em loja. Nos seus primeiros dias de governo, o novo governador ainda não subira lá acima, às roças (...). Em vez disso, passeara-se de trás para a frente na cidade, entrara nas lojas, cumprimentara os comerciantes e conversara com os fregueses (...)"
Brilhante!

Pôr do Sol

Não se cansava de observar o céu que lhe transmitia boas sensações, principalmente à medida que o final do dia se aproximava. Naquela tarde estava pintado por uma mistura de tonalidades fortes, apesar do frio que fazia, alternando entre o rosa forte e o azul intenso. Cores tão diferentes do pôr do sol africano, pensou, mas igualmente belas, sedutoras, inspiradoras, reconfortantes.
Adivinhava-se um céu estrelado, iluminado por uma lua tímida, em quarto crescente, que apelava à ternura e envolvência de um toque, uma carícia, um abraço, um beijo. Também de um pensamento, de um desejo esperado e de um encontro aguardado. Sonhado.

Gastronomia de STP

Nos últimos dias têm-me pedido receitas de pratos típicos santomenses. Claro que não poderia deixar de pensar no calulu e no angu de banana, no polvo e no pudim de coco. Para já fica a contribuição de uma receita possível de calulu (há formas muito diferentes de o preparar, podendo utilizar-se diferentes folhas, ervas e condimentos, difíceis de encontrar em Lisboa - folha de mosquito, folha de ocá, loba, mambleblê, libo, folha de tartaruga, otáge). O da Inácia - uma das melhores cozinheiras de STP - é inesquecível e incomparável, mas não cheguei a pedir a receita...

Calulu de Frango/Galinha:1 frango (1,200 kg), 250 g de mussua (couve), 1 molho de agriões, 40 g de farinha de trigo, 1 dl de óleo de palma, 2 tomates, 2 cebolas, 6 quiabos, 2 dentes de alho, 3 beringelas, 1 folha de louro, 1 ossame, 1 raminho de manjerona, Água, pau-pimenta, sal e malagueta.
Corta-se o frango aos bocados. Deita-se num tacho, com a couve cortada como para caldo verde, o óleo de palma, as cebolas e os dentes de alho picados, os tomates, sem peles nem sementes, os quiabos, cortados aos bocados, as beringelas, sem peles e cortadas às rodelas grossas, o louro, o ossame e o pau-pimenta, pisados, a manjerona, o sal e a malagueta. Leva-se ao lume e refoga, adicionando uns golinhos de água. Juntam-se os agriões. Cobre-se tudo com água e deixa-se cozer. Na altura de servir, mistura-se a farinha, desfeita num pouco de água, que ferve para o molho engrossar. Serve-se com arroz ou angu às bolas. Nota: Mussua é uma qualidade de couve que há em S. Tomé. Pode substituir-se por couve portuguesa.
O Angu de Banana: 10 bananas cozidas com casca, que se descascam, esmagam e amassam, criando uma massa compacta.

sexta-feira, 14 de janeiro de 2005

Uma surpresa agradável

Um dia recebi um mail de um membro de um e-grupo de debates sobre STP, ao qual pertenço desde o início da sua constituição, dizendo apenas "preciso de falar consigo". Pensei cá para comigo "quem será este e o que é que quererá?". Respondi-lhe. Ele queria essencialmente ouvir as minhas impressões acerca do projecto que estava a implementar no arquipélago, uma iniciativa de TT, inédita e com particularidades. Afinal eu trabalhava sobre países africanos há algum tempo, conhecia muito bem STP e estava a preparar a pesquisa para o doutoramento, sobre turismo ecológico, o que implicava uma deslocação longa com estadia por lá.
Não fiquei imediatamente seduzida pela ideia, devo confessar, e adoptei uma atitude crítica em relação a muitos aspectos, entre os quais a organização, o planeamento, a preservação ambiental e os cuidados a ter nessa matéria, a forma como os contactos interculturais iriam ser estabelecidos e por aí fora, os cuidados de saúde pública a ter. Fiz recomendações sem fim e alertei-o para os principais riscos - às tantas parecia um corvo agoirento. Mas eu conhecia bem o país, as comunidades locais e principalmente os estrangeiros residentes, estes aparentemente sempre disponíveis mas na realidade apenas à espera do primeiro precalço para darem início à sessão de crítica e maledicência. Eu não queria que isso acontecesse.
A minha ideia era - e é ainda - que o projecto tinha de ser bem sucedido a todos os níveis, e assim muitas mentes supostamente pensantes e influentes iriam ficar sem fala com os resultados. Não poderia haver por onde pegar e para isso tudo tinha de estar perfeito.
Começámos a trocar impressões através de mail e do msn, comigo sempre de pé atrás, representando para ele uma medida de aferição da receptividade e da exequibilidade do projecto. Passou muito tempo, desde as conversas iniciais até ele me convencer que era uma iniciativa de cooperação, ambientalmente integrada e promotora de intercâmbio cultural assente no respeito e na valorização das diferenças.
Acabei por o conhecer em STP, passado um bom par de meses. Encontrámo-nos por lá poucas vezes e, quase sempre de raspão, jantámos em casa de um amigo meu uma vez e a minha atitude crítica manteve-se sempre presente.
Aquando da realização da primeira edição, apoiei-o em STP, escrevendo, mais do que uma vez, para a "revista piá", estabelecendo alguns contactos instituicionais e resolvendo questões pontuais. A minha visão crítica foi-se mantendo em certa medida até hoje. Mas ganhei carinho pela iniciativa e fiz um amigo, que se preocupa comigo e me apoia quando necessário. Ele pode bem dizer o mesmo em relação a mim. Na verdade, os contactos por mail diminuiram e pelo msn terminaram simplesmente, mas, de quando em vez, escrevemos a saber notícias e vamo-nos mantendo informados sobre as evoluções pelas quais vamos passando. O projecto, esse, contiuou e continuará, apesar da minha perspectiva mais cautelosa e das apreensões que me caracterizam naturalmente, vai sendo aperfeiçoado com o tempo. Quem sabe se não radica na preserverança tranquila do João Brito e Faro o sucesso da iniciativa.
Mas, quando penso naquele mail inicial, devo reconhecer que resultou num conjunto de agradáveis surpresas.

quinta-feira, 13 de janeiro de 2005

Segredo Estatístico

Teve lugar hoje no Hotel Altis o Seminário Princípio do Segredo Estatístico, iniciativa conjunta do INE, Conselho Superior de Estatística e GPLP (Ministério da Justiça), onde foram tecnicamente debatidos temas muito pertinentes no contexto actual e muitíssimo interessantes. Despertou-me particular interesse a relação entre a protecção de dados estatísticos e a investigação científica. No início fiquei apreensiva, dado que um dos intervenientes proferiu afirmações pouco simpáticas a este respeito, mas a honra dos investigadores foi salva pelas restantes comunicações. A investigação científica deve ser considerada uma excepção. Faz sentido, afinal o que é de nós investigadores se não tivermos acesso aos dados produzidos por fontes oficiais e credíveis? E há ética na investigação científica. Deve haver, pelo menos!

quarta-feira, 12 de janeiro de 2005

Um Mundo diferente aqui tão perto

Há locais magníficos em Lisboa. A Estufa Fria é um deles. Talvez por me lembrar África, no geral, e São Tomé, em particular. Talvez por ter um sentido pedagógico implícito e estar associado ao lazer. Talvez pela companhia. Talvez por ter a sensação de não estar em Lisboa: é calmo e transmite tranquilidade à medida que vamos avançando pelos caminhos. Talvez pela densidade de vegetação e pela coloração da paisagem nos transmitir uma sensação mágica.
Tem uma diversidade imensa de flores e de plantas, incluindo cactos, muitas delas tropicais. Intercalado com a densidade de vegetação, estando a maioria das plantas catalogada, surgem cursos de água, pequenas fontes, lagos e caminhos feitos com pedras no meio da água. É magnífico.
Pena é que não se vejam rãs, nem sapos, nem pássaros em quatidade. Mas é boa a possibilidade de vermos patos (reais, mudos e tantos outros) e gansos, em plena actividade, no lago externo à Estufa, mesmo ali, no Parque Eduardo VII.

segunda-feira, 10 de janeiro de 2005

Não, não é!

Não, não é uma fuga, apesar de alguns estarem a pensar que sim. Nem uma ausência voluntária por motivos menos claros, ou que eu não queira clarificar. Trata-se apenas de problemas informáticos, para os quais não tenho soluções. Este é um mundo que não domino de todo. Esta pequena caixa com quem partilho os meus dias, os meus segredos e anseios, o meu trabalho e as minhas pesquisas, de quando em vez, decide pôr-me à prova. A mim, à minha paciência e à minha resistência. Um dia passo-me e atiro-o pela janela fora! Ele ainda não percebeu que não é insubstituível e, apesar de termos uma relação que já vai em 6 anos, o que faz de nós bons conhecedores dos mútuos defeitos e que por isso nos deveria tornar mais tolerantes, começa a irritar-me profundamente. Um dia troco-o, por outro com uma melhor performance. Mas só depois de defender a bendita tese que fez com que o conhecesse. Não é utilitarismo... é sentimentalismo, apesar de tudo.

sexta-feira, 7 de janeiro de 2005

Motivos para sonhar

É bom termos motivos para sonhar e andar nas nuvens. É como se os maus momentos ficassem esquecidos para dar lugar à esperança, que renasce. É sentirmos que temos as condições reunidas para encarar um novo dia com um sorriso.

quinta-feira, 6 de janeiro de 2005

A Saga do LZEC em São Tomé e Príncipe

O LZEC, evento de Todo-o-Terreno que tenho referido mais do que uma vez, está a ser contado com pormenor no Mosquitto, conforme indiquei em 31/12/2004 no post "Histórias que passam por África".
Mas tenho de reforçar que está a ser actualizado e a 4ª parte da saga já pode ser lida. Melhor... é mais do que recomendável - é que, modéstia à parte, fala de mim e bem. E uma coisa destas tem de ser divulgada... Ops...

Golfinhos e outros mamíferos

O "Projecto Delfim", do Centro Português de Estudo dos Mamiferos Marinhos, abrange STP e outras regiões insulares africanas - Bijagós e Ilha de S. Vicente em Cabo Verde. A seguir...

quarta-feira, 5 de janeiro de 2005

A personalidade e o Forte Velho

- Gosta de escrever? - perguntou-lhe aquele homem com ar sério, olhar fixo e expressão fria.
- Sim - respondeu ela com o entusiasmo habitual e o sorriso tímido sempre presente quando lhe era proposto um novo desafio.
E assim começou um diálogo de desencontros de objectivos e de entendimentos. Marta aceitou o convite do "homem com ar sério" para um novo trabalho, que iria exigir algum esforço dela mas, por ter esperança de ser bem sucedida, entendeu a proposta como uma oportunidade. Ele tinha por principal finalidade resolver as mágoas de um amigo, a quem ela não tinha dado 1 segundo de atenção afectiva, e nem sequer lhe passou pela cabeça que algum dia viesse a publicar qualquer trabalho dela, por mais qualidade que tivesse. Isto não passava de um jogo para que ela aprendesse a valorizar o que eles entendiam que realmente era importante.
A proposta era interessante - escrever um livro baseado em histórias de vida de africanos em Portugal, por categorias, o exilado, o político, o estudante, o empresário, e por aí fora. Ele ofereceu-lhe um livro, que ela mais tarde devolveu, que serviria de modelo e que a editora que ele representava havia publicado em França, histórias de vida de portugueses emigrados. Marta conhecia bem África e contactos de africanos em Portugal, que tinham vindo por 1 mês, 1 ano ou 1 vida, não lhe faltavam. Sentia-se à vontade e apesar de ser trabalhoso, era mais do que aliciante. Associado ao projecto-livro, estaria a criação de um centro de investigação que ele também pretendia dinamizar e, como ela tinha experiência suficiente nas funções mas estava à procura de emprego, seria ouro sobre azul.
Acertaram pormenores e no final da reunião, ele convidou-a para um café. Ela achou estranho mas não ousou duvidar do "homem com ar sério" que lhe tinha sido apresentado como o ex-assessor de um político importante, ex-jornalista de um semanário famoso e suposto historiador com curriculum na área editorial.
O café não poderia ter corrido pior. A ingenuidade de Marta não a fez acreditar na má fé do homem e ele deixou de imediato transparecer o que lhe ia na alma. Não a poderia ter tratado pior, com insinuações desgastantemente ordinárias, com abordagens fúteis e directas, com avanços que as pessoas menos instruídas não ousariam ter com qualquer mulher. Marta não acreditaria na conversa se não estivesse a ouvi-la e só pensava "tirem-me daqui...", mas não havia ninguém a quem o pudesse pedir naquela altura.
Finalmente foi para casa a pensar nas motivações daquele homem, que sem a conhecer, após a oferta de trabalho, a tinha tentado seduzir sem subtilezas, tratando-a mal. Por certo estava a confundi-la. Foi a situação de assédio mais directo que teve, em trinta e tal anos de vida. Inacreditável, inqualificável, inconcebível.
Ele deu-se mal porque ela não cedeu um milímetro e ganhou-lhe tamanha aversão que, no dia seguinte, lhe foi devolver o livro, sem o ver, deixando o envelope no porteiro do prédio onde a editora funcionava. Acabou por cortar de vez com qualquer tipo de contacto, mesmo o cordial com o amigo do "homem com ar sério", após ter compreendido a arquitectura montada.
E durante quase um ano não ouviu mais falar de tal peça. Mas hoje, a frase por ele utilizada "podemos ir ao Forte Velho", bar de fama duvidosa, ali para os lados de S. João, repetiu-se uma vez mais na cabeça dela, sobretudo porque na sequência vieram outras menos agradáveis e mais directas à mensagem que ele procurou transmitir, a comparação entre Marta e uma moça com modos de vida nocturnos.
Mas ela não gostou da comparação, o que só a valorizou perante tamanha perversão. Afinal, por quem a tomava ele, quando nem a conhecia? A verdade é que o amigo do "homem com ar sério" tinha tido um interesse por Marta, que nunca o valorizou, apaixonando-se por um outro. Ele nunca lhe perdoou a falta de interesse e fez tudo por se vingar com esta e outras brincadeiras de mau gosto, prejudicando-a e fazendo-a sentir-se mal.
Marta nunca mais quis ouvir falar deles, até ao dia em que nas notícias ouviu que o "homem com ar sério" era um dos elegíveis de uma lista que se candidatava às eleições. "Vai virar figura pública e vou ter de o ver algumas vezes a entrar pela minha casa dentro" pensou com ar entediado. "Falta ver se será figura pública no país ou de um outro reino, o do Forte Velho".

Lembranças

E todas aquelas fotografias tinham um efeito melancolicamente positivo sobre ela, faziam-na reviver momentos únicos, de alegria e de esperança, alguns menos bons, maus até, mas que foram sempre sucedidos de novas alegrias e que, por isso, ela relativizava. Procurava, a todo o instante, valorizar o tempo bem passado, com companhias agradáveis, rodeada de natureza, fosse praia ou floresta. O que contava para ela era que as paisagens intensas lhe transmitiam paz e tranquilidade, revitalizavam-na e permitiam que os melhores sentimentos emergissem. Ela procurou, tanto para trabalho como para ocupar os tempos livres, ambientes de tal forma preservados que se revelavam inspiradores. Acabou por associar os dois tipos de actividades, no trabalho fazer o que gostava, junto dos animais e das plantas.

terça-feira, 4 de janeiro de 2005

Acreditar nas diferenças

Não queria acreditar nos gestos, nas palavras e nos olhares, mas os reencontros contradiziam a sua vontade. Apesar das diferenças mais do que evidentes, o sentimento ressurgia, uma e outra vez. Na verdade, nunca deixou de estar presente, apesar das ausências...

segunda-feira, 3 de janeiro de 2005

domingo, 2 de janeiro de 2005

Não gosto de anos bi-sextos

Não gosto de anos bi-sextos, pode ser superstição mas a verdade é que me correm mal em quase tudo: na família, no amor, na saúde, no dinheiro, no trabalho e nas realizações. E para grande pena minha, 2004 não foi excepção, as coisas não me correram nada bem e, para ser franca, estava desejosa que terminasse e que desse lugar a um novo período, quem sabe a um novo ciclo.
Não precisaria de confirmação porque a minha experiência - não é que seja assim tão longa mas a suficiente para me conferir alguma autoridade para falar acerca da matéria - já me dava essa indicação. Mas como meio de certificação das minhas desconfianças e má vontades, muitos foram os acontecimentos que, em 2004, comprovaram que os bi-sextos são anos azarentos, que auspiciam calamidades, infortúnios e desgraças.
Mas finalmente ele terminou e é uma sorte só termos outro daqui a 4 anos... Até lá esperemos (e façamos para) que a paz possa reinar, acompanhada de esperança, de bem estar e de felicidade. Onde quer que estejamos, vivamos o 2005, ano melodioso e com uma sonoridade alegre quando o referimos, com um sorriso. E, segundo os entendidos na matéria, 2005 será um ano de realizações para a maioria dos signos e o meu é altamente bafejado pelas conjugações astrais, já que os planetas estão todos de feição. E com esta notícia até me sinto mais revigorada para ultrapassar alguns obstáculos que possam surgir.

Eduardo Malé - pintor poeta

Quadro apresentado na exposição "Permissão para Sonhar" (Batalha, Dezembro 2004)



Posted by Hello

UM TEMPO DE ESPERA
Um tempo de espera
Um tempo de escolha
Um tempo que nunca chega
Um tempo que desespera

Um tempo que dá tempo
Um tempo que não tem tempo
Um tempo que transporta sons e batuques
Um tempo para sonhar
Um tempo de alegria

Um tempo que anima e desanima
Mas um tempo que não é tempo
Um tempo que é todo tempo

sábado, 1 de janeiro de 2005

Esperança renovada

Parecia que estava difícil mas 2005 chegou, trazendo consigo a esperança da renovação e a alegria de viver. Mais uma vez a sensação é de ter deixado os maus momentos para trás, não esquecidos porque isso nunca se consegue, guardados e bem fechados para que não regressem. É boa a sensação de renovação, de acreditarmos que merecemos ser felizes e que termos a oportunidade de concretizar sonhos, quaisquer que eles sejam. E eu acredito que é possível!

Manual de sobrevivência em meios socialmente hostis

Presenciando cenas pela manhã bem cedo recordo uma pessoa que conheci em São Tomé e Príncipe há uma eternidade e de quem perdi o rasto há ...