sexta-feira, 2 de janeiro de 2015

Questões e explicações

Porque voltamos ao lugar onde fomos felizes? 
Porque regressamos ao grupo que nos enquadra e estrutura? 
Porque procuramos estar junto dos que nos querem bem e nos reforçam? 
Porque...? Porque...? Porque...?
São tão infinitas as questões quanto as razões e explicações que me ajudam a encontrar as respostas. E, muitas vezes, em certos contextos e enquadramentos, sem darmos conta, as reflexões acompanham as vivências e a compreensão das dúvidas mais existenciais torna-se óbvia...


São Tomé, 10 de Setembro de 2014 

Reflexão em jeito de balanço de viagem

Em jeito de balanço, cada viagem é uma, única, inconfundível e irrepetível. O destino pode até ser muitas vezes o mesmo mas a forma como se vivem aquelas horas torna a estadia diferente. As motivações, o estado de espírito, a capacidade e a vontade de nos entendermos e fazermos entender influenciam muito a forma como os dias passam e os acontecimentos sucedem.


São Tomé, 13 de Setembro de 2014

quinta-feira, 1 de janeiro de 2015

O tempo dos sítios

Teremos nós um tempo para os sítios ou terão os locais um tempo pré-definido para serem vividos por nós? Haverá um limite temporal, que desconhecemos, que nos faz olhar para as experiências vividas como irrepetíveis? Haverá algum momento nas nossas vidas em que se dá o clique e, ao fim de muito insistirmos, acabamos por perceber onde é o nosso verdadeiro lugar? Haverá alguma situação que nos obriga a carregar no interruptor e a ouvir o tal clique que nos indicia que é o momento ideal para a mudança porque deixou de fazer sentido continuar a insistir naquilo que não nos serve? Há muitos anos andei à procura de mim mesma em paragens longínquas sem me encontrar e hoje, nessas mesmas paragens, percebo quem sou e onde quero estar... 

Em São Tomé, a 10/09/2014

Brinde ao futuro

Há momentos importantes nas nossas vidas porque nos ajudam a definir prioridades, a olhar para o presente, a arrumar o passado e a delinear o futuro. O passado não se renega, não se esquece e não se apaga. Faz parte de nós e reforça tudo aquilo em que nos tornámos. O presente é o que vivemos no momento e construímos, mesmo que nem sempre consigamos organizar, articular e corrigir todas as situações pelas quais vamos passando, sobretudo quando nem todo o encadeado de acontecimentos depende de nós. O futuro está em aberto e é nele que me apetece acreditar porque o que vivi ou estou a viver não se repetirá e o que virá deixa-me cheia de expectativas. Na verdade... já tenho saudades do que irei viver...



São Tomé, 10/09/2014 (mas poderia ter sido pensado e escrito hoje, 01/01/2015)

A escrita e os artefactos

Para quem gosta de escrever uma caneta é a extensão de si próprio e um caderno o seu reflexo. São objectos especiais e, por isso, tratados ...