sexta-feira, 31 de agosto de 2012

Percepção de "déjà vu"


Praia Piscina, São Tomé, Agosto 2012
Num ou noutro dia, a sensação foi de "déjà vu", como se algumas situações que se estavam a viver já tivessem ocorrido. Não com estas pessoas, com outras, mas por momentos, e como se apenas a percepção de um flash me permitisse tomar consciência do que se estava a passar, visualizei fotografias antigas que foram sendo registadas na minha memória. Dez, doze anos, uma eternidade que se perpetuou e que, com o passar do tempo, me permitiu reter mais os bons momentos do que os de incerteza e angústia. Ainda não consigo definir com exatidão se é o contexto que determina as minhas percepções ou se, na verdade, o que tantas vezes presencio é pura e simples realidade. Algumas histórias parecem repetir-se apesar dos contornos serem diferentes, talvez mais difusos e menos evidentes. Ou talvez seja eu que os defino assim. Com o regresso, a sensação de "déjà vu" não se atenuou, antes pelo contrário, talvez tenha sido mesmo reforçada. A distância em relação ao que se observa e vive ajuda a conjugar as peças que pareciam estar fora do puzzle. E vale a pena? Vale sempre a pena!

A escrita e os artefactos

Para quem gosta de escrever uma caneta é a extensão de si próprio e um caderno o seu reflexo. São objectos especiais e, por isso, tratados ...