sexta-feira, 21 de março de 2008

Blocos e caderninhos

Um dos professores que tive na faculdade dizia-nos continuamente "tenham sempre um bloco ou um livro de anotações e uma caneta junto de vocês para que possam registar as ideias que vão tendo. Só assim conseguem retomá-las mais tarde e não as perder". Continuo a dar este conselho aos meus alunos e às pessoas que comigo trabalham porque, do ponto de vista científico, este é um excelente utensílio para registar informação, incluindo aquela que, à partida, nos parece insignificante e desnecessária. Os detalhes marcam a diferença e ajudam-nos a completar alguns dos dados que se recolhem.
O conselho daquele Prof. marcou os meus dias de tal forma que sinto-me incompleta quando me esqueço do meu pequeno bloco. Este passou a ser um dos meus vicios, comprar blocos e caderninhos, pequenos e que caibam na mala, que não uso pesada, preenchê-los e acumulá-los como se fossem diários. Não são porque lhes dou utilizações múltiplas: pensamentos; desabafos; registo de números de telefone, moradas e referências de nomes por instituições; desenhos rabiscados e mais o que seja. Estes pequenos objectos fazem um pouco parte de mim. A inspiração aparece nos mais diversos locais e pelos mais variados motivos. E em África é quase permanente.

A escrita e os artefactos

Para quem gosta de escrever uma caneta é a extensão de si próprio e um caderno o seu reflexo. São objectos especiais e, por isso, tratados ...