domingo, 20 de janeiro de 2008

Lembrando e recordando o que não se quer esquecer

Ontem fui jantar fora com amigos, coisa cada vez mais rara nos dias que correm. E correm mesmo!!! Foi o jantar de comemoração dos 40 anos de um deles o que permitiu ver algumas, poucas, caras novas e rever muitas caras conhecidas de pessoas de quem perdi o rasto mas que, invariavelmente por ocasião deste aniversário, ano após ano, reencontro. É engraçado olhar para cada um(a) deles(as) e perceber que continuam quase na mesma. Uns mais "cheios", outros mais "secos", uns mais grisalhos e com uma ou outra ruga, ooutros com um ar rejuvenescido. E é bom saber deles, um a um, e constatar que, apesar do tempo os ter mudado e algumas coisas nas suas vidas também, aparentam viver fases felizes.
Ontem falei naturalmente das minhas Áfricas, dos locais por onde tenho andado, do que tenho feito, o que mais me tem marcado no bom e no mau sentido entenda-se, das pessoas que tenho conhecido aqui e ali, dos episódios vividos e que permitem risadas sonoras. E falei, contei, relatei alguns momentos que fui recordando com saudade. A África dos sonhos, das realizações e das desilusóes, a África dos projectos, dos encontros e das novas experiências, onde se vive e aprende como em nenhum outro local por onde tenha passado...
E no final falei das próximas incursões, do que vou fazer, como e com quem, do que espero e da margem de incerteza que sempre me acompanha nestas andanças colorindo e adocicando as idas, as vindas e as lembranças porque na verdade não as quero esquecer...

A escrita e os artefactos

Para quem gosta de escrever uma caneta é a extensão de si próprio e um caderno o seu reflexo. São objectos especiais e, por isso, tratados ...